Questões de Concurso Sobre emprego do infinitivo (infinitivo impessoal, infinitivo pessoal) em português

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Q4432478 Português
Leia o texto para responder à questão.


    O pai do meu pai era pastor de ovelhas numa aldeia bem pequena, nas montanhas da Galícia, ao norte da Espanha. Antes de o dia clarear, ele abria o estábulo e saía com as ovelhas para o campo. Junto, seu amigo inseparável: um cachorrinho ensinado. Numa noite de neve na aldeia, depois que os irmãos menores dormiram, meu avô se sentou ao lado da mãe na luz quente do fogão à lenha: “Mãe, eu quero ir para o Brasil, quero ser um homem de respeito, trabalhar e mandar dinheiro para a senhora criar os meus irmãos”. Ela fez o que pôde para convencê-lo a ficar. Pediu que esperasse um pouco mais, era ainda um menino, mas ele estava determinado: “Não vou pastorear ovelhas até morrer, como fez o pai”. Mais tarde, como em outras noites de frio, a mãe foi pôr uma garrafa de água quente entre as cobertas para esquentar a cama dele: “Doze anos, meu filho, quase um homem. Você tem razão, a Espanha pouco pode nos dar. Vá para o Brasil, terra nova, cheia de oportunidades. E trabalhe duro, siga o exemplo do seu pai”. Meu avô viu os olhos de sua mãe brilharem como líquido. Desde a morte do marido, era a primeira vez que ela chorava diante de um filho.


Drauzio Varella. Nas ruas do Brás. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000, p. 5. Coleção Memória e História.
“[...] a mãe foi pôr uma garrafa de água quente entre as cobertas para esquentar a cama dele...”

O verbo “pôr”, conjugado na segunda pessoal do plural do infinitivo pessoal, está corretamente estruturado em
Alternativas
Q4402993 Português
Assinale a alternativa em que cada uma das expressões completa corretamente a lacuna do enunciado a seguir:

"Se você ________,  vou ficar admirado." 
Alternativas
Q4398237 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



O mel e o fim das abelhas


        Dizem os cientistas que as abelhas serão exterminadas. Uma política agrícola irresponsável, de uso intensivo de pesticidas e transgênicos, será causadora do fim dos insetos que fazem a polinização de 90% das flores e sementes.


        A humanidade depende das abelhas para a agricultura, e a situação começa a ficar bem feia quando o governo estadunidense inclui sete espécies deste inseto na lista de animais em extinção. Já no Reino Unido, o número de abelhas corresponde a apenas 25% do necessário para dar conta da polinização de vegetais e plantas. Um episódio de uma série de ficção científica bem conhecida, Black Mirror, tratou do problema da extinção das abelhas de maneira aterrorizante no episódio “Odiados pela Nação”.


        A relação simbiótica das abelhas com os humanos começa ainda na pré-história, quando os homens caçavam e coletavam frutos, flores, sementes, ovos e mel na natureza. O mel foi um dos primeiros alimentos doces já provados pelo homem e aparece em diversos relatos bíblicos. Junto com o trigo (e o pão), as oliveiras (e o azeite) e o vinho, o mel faz parte da base da civilização cristā ocidental. (...)


        Muitas vezes, o mel e as abelhas foram usados como metáforas para comportamentos humanos. Cedo se descobriu que as colmeias tinham uma rainha, e a metáfora da colmeia serviu para justificar o poder de diversas monarquias europeias. A ideia era que, se na natureza encontramos abelhas servindo uma rainha na colmeia, os homens deveriam fazer o mesmo. O trabalho coletivo das abelhas nas colmeias também serviu para diversas imagens e figuras de linguagem de movimentos sociais e socialistas em muitos lugares. A ideia do trabalho para coletividade era o que atraía os artistas para essa metáfora. 


        Colmeias e abelhas têm convivido com os homens desde tempos pré-históricos. Quando se destroem as colmeias e se matam as abelhas, os homens dão os primeiros passos para destruírem a própria história.


MONTELEONE, Joana. Brasil de fato. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/colunista/joana-monteleone/2019/09/20/o-mel-e-o-fim-das-abelhas/

"Quando se destroem(¹) as colmeias e se matam(²) as abelhas, os homens dão os primeiros passos para destruírem(³) a própria história.".



Em relação às formas verbais identificadas por números no trecho acima, é correto afirmar, de acordo com a norma-padrão, que: 

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Q4395128 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada em estrito desacordo com seu significado no padrão culto da língua: 
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Q4375069 Português

Leia o texto a seguir:


À Secretaria da Segurança Pública compete:



I. prestar suporte aos trabalhos relacionados às áreas da: a) preservação da ordem pública; b) polícia judiciária, compreendendo a atividade investigativa na apuração de infrações penais; c) perícia oficial e identificação técnica; d) administração da política prisional e custódia dos indivíduos privados de liberdade, promovendo condições efetivas para sua reintegração social; e) prevenção e combate a incêndios, de busca, salvamento e resgate;


II. administrar as atividades de polícia administrativa e de fiscalização de atividades potencialmente danosas;


III. administrar as atividades de inteligência de segurança pública;


IV. adotar a filosofia de polícia comunitária, focada na mediação e resolução de conflitos, bem como, realizar e fomentar campanhas educacionais e de orientação à comunidade;


V. prover o suporte administrativo, orçamentário e financeiro aos órgãos vinculados;


VI. administrar os sistemas informatizados de segurança pública;


[...]



https://www.seguranca.pr.gov.br/Competencias-da-SESP acesso em 15.8.26


No texto, a sequência de verbos no infinitivo (“prestar”, “administrar”, “adotar” e “prover”) contribui para

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Q4370273 Português
Texto CB2A1-II

        Nos meses de seca, os raros habitantes daqueles cafundós mexiam-se cavando bebedouros na areia, cortando, em cestos, mandacaru para o gado, que se finava no carrapato. Dobravam-se as redes. As mãos sangravam no trabalho rijo, curavam-se as rachaduras dos pés com sebo derretido na brasa. Nenhuma nuvem toldava os dias compridos; voos sinistros de arribações riscavam o céu azul; os ramos das árvores eram gravetos escuros; as folhas tostavam-se; no chão branco e liso da vazante, abriam-se largas fendas.

        Inúteis os cuidados com os bichos moribundos, porque Deus os condenava, e contra as resoluções de Deus ninguém pode. Entretanto meu avô andava para cima e para baixo, furando-se nos espinhos, ordenando, fanhoso e lento, medidas vãs. Sossegaria quando os estragos, completos, abrandassem a cólera divina. Sentar-se-ia de novo na rede, sem credores, isento de culpa. Inquietações e fadigas eram penitência que ele mesmo se impunha. A certeza de proceder bem dava-lhe aquela serenidade perfeita. Cumpria deveres simples, não poderia viver de outra maneira. Tratar do gado, vê-lo multiplicar-se ou diminuir; gerar filhos, criá-los, proporcionar-lhes batismo e casamento, não se afastar muito deles, ampará-los na pobreza e na doença, pôr-lhes a vela na mão, amortalhá-los, conduzi-los ao cemitério e à eternidade. Nenhum pensamento estranho o perturbava, nenhum escrito ia modificar o velho Deus agreste e pastoril.

Graciliano Ramos. Infância. Rio de Janeiro: Record, 2022, p. 321-322.

Julgue o item seguinte, relativo ao texto CB2A1-II.


No texto, os “deveres simples” (segundo parágrafo) que o avô cumpria, voltados para o tratamento do gado e a criação dos filhos, são descritos por formas verbais no infinitivo.

Alternativas
Q4350243 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levamos marmita para o trabalho por dez anos e conseguimos nos aposentar aos trinta e cinco e quarenta anos



Toda vez que chegava o inverno, Alan e Katie Donegan evitavam ligar o aquecimento da sua casa, no sul da Inglaterra. Em vez disso, colocavam mais camadas de roupa e usavam bolsas de água quente, transformando a situação em um jogo. Para Alan, não era sofrimento, era estratégia.


O casal reconhecia que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por ficarem tão obcecados em não gastar dinheiro. Alan explica, porém, que estavam totalmente concentrados em comprar a liberdade. Liberdade significava a aposentadoria antecipada, que o casal conseguiu sete anos atrás, quando Alan tinha quarenta anos e Katie apenas trinta e cinco.


Raramente pediam comida para entrega e sempre levavam almoço preparado em casa para o trabalho. Alan conta que economizaram cerca de trezentos mil reais em dez anos graças a esse hábito simples de levar as refeições para o trabalho. Chegavam a carregar os telefones celulares fora de casa e procuravam cupons de supermercado que outras pessoas haviam descartado. Ele próprio admite que se pode chamar isso de loucura ou de jogada de mestre, mas funcionou.


Alan trabalhou como paisagista antes de abrir seu negócio de treinamento pessoal. Katie era avaliadora de riscos em uma empresa financeira. Em 2014, eles ganhavam o equivalente a cerca de quatrocentos mil reais por ano cada um. Além da boa renda, seus hábitos de economia extrema permitiram que se aposentassem cedo, já que aplicavam todo o dinheiro que podiam em investimentos. Katie explica que cada centavo investido os aproximava um pouco mais da vida que desejavam. Eles deixaram de trabalhar quando suas economias atingiram o equivalente a sete milhões de reais.


Katie e Alan Donegan fazem parte de um movimento global pequeno, mas em crescimento, conhecido como Fire, sigla em inglês para Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada. Este era um conceito pouco conhecido quinze anos atrás, mas hoje são quase um milhão de membros no principal fórum de debates sobre o movimento na rede social Reddit. As instituições financeiras convencionais passaram a publicar inúmeros guias sobre o assunto. O princípio fundamental consiste em viver com extrema austeridade durante a vida profissional para se aposentar o mais cedo possível.


Para a maioria, a possibilidade de abandonar a vida profissional de forma antecipada é apenas um sonho. Com os altos custos de vida, de moradia e as dívidas estudantis, trabalha-se por mais tempo, não menos, como confirmam as estatísticas. No ano passado, a idade média de aposentadoria no Reino Unido atingiu máximas históricas: setenta anos para os homens e sessenta e cinco anos para as mulheres, segundo dados oficiais. A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres aumenta de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, atingiu sessenta e cinco e sessenta e três anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo. No Brasil, em 2019, a reforma da Previdência estabeleceu sessenta e cinco anos como idade mínima de aposentadoria para homens e sessenta e dois anos para mulheres.


Mas os seguidores do movimento Fire estão plenamente comprometidos com seu objetivo. É o caso de Amy Minkley, de quarenta e nove anos. A professora americana de ensino secundário conseguiu se aposentar quando tinha quarenta e quatro anos. Para isso, trabalhou no exterior, em escolas internacionais particulares do Japão, Singapura, Índia e Tailândia, onde conseguiu ganhar mais dinheiro e ter um custo de vida muito menor que no seu Estado natal do Texas. Seu salário mensal chegava ao equivalente a trinta e dois mil reais por mês. Minkley também reduziu seus gastos ao mínimo e afirma que não tinha interesse em seguir o estilo de vida típico dos expatriados. Raramente comprava roupas caras, conservava os aparelhos eletrônicos até que deixassem de funcionar, cozinhava a maior parte das suas refeições em casa e pensava bem antes de fazer qualquer compra importante. Compartilhar moradia quando viveu em Singapura e na Índia permitiu economizar ainda mais. Além disso, em vários desses países, não precisava de carro, o que manteve seus gastos sob controle. Atualmente, Minkley mora em Bali, na Indonésia, onde sua receita de aposentadoria rende muito mais do que se tivesse voltado para os Estados Unidos.


Carol Schleif, estrategista-chefe de mercado da consultoria financeira BMO Private Wealth, com sede em Toronto, no Canadá, destaca que o movimento Fire continua sendo uma opção viável para muitas pessoas, mas a maioria se concentra mais em atingir equilíbrio na sua vida profissional. Por isso, em vez de se apressar para se aposentar o mais rápido possível, concentram-se em combinar uma carreira profissional significativa com um estilo de vida dentro das suas possibilidades financeiras. Para ela, se a pessoa se aposentar cedo, mas não tiver amigos, saúde ou um propósito de vida, terá atingido uma meta, mas sacrificado outras coisas. É preciso perguntar se realmente vale a pena. Atualmente, as pessoas adotam um enfoque mais flexível: tentam encontrar a forma de atingir seus objetivos de aposentadoria sem deixar de aproveitar a vida.


Na comunidade Fire, algumas pessoas passaram a optar por este caminho menos intenso, gerando a criação de subcategorias, como o Fire Barista. Este enfoque consiste em economizar o suficiente para que a receita dos investimentos possa cobrir a maior parte dos gastos do dia a dia e complementar o valor com um trabalho em meio período. Mas, para alguns seguidores do movimento, a frugalidade extrema continua sendo a principal estratégia para atingir a aposentadoria antecipada, um sacrifício que consideram valer a pena a longo prazo. Minkley resume que os princípios do Fire são simples e não mudaram: gastar menos do que se ganha, investir a diferença e dar ao dinheiro o tempo necessário para crescer.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn59vzyyykpo.adaptado.

O casal "reconhecia" que as outras pessoas os consideravam extremistas ou loucos, por "ficarem" tão obcecados em não gastar dinheiro.


Analise as proposições a seguir sobre os tempos, os modos e as formas nominais dos verbos destacados na frase.



I. O verbo "reconhecia" está conjugado no pretérito imperfeito do indicativo, podendo expressar uma ação habitual ou duradoura no passado.


II. O verbo "reconhecia" está conjugado no pretérito perfeito do indicativo, indicando uma ação pontual e concluída no passado.


III. O verbo "ficarem" está empregado no infinitivo impessoal, pois não apresenta marca de pessoa ou de número.


IV. O verbo "ficarem" está empregado no infinitivo pessoal, flexionado na terceira pessoa do plural, com sujeito desinencial recuperável no contexto.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4342474 Português

Considere o texto a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://tiroletas.wordpress.com/. Acesso em: 15 jul. 2026.



Assinale a alternativa correta em relação ao texto. 

Alternativas
Q4327718 Português

A era da atenção fragmentada


    A economia digital transformou a atenção em um dos ativos mais valiosos do mundo contemporâneo. Plataformas digitais, redes sociais e aplicativos foram projetados para manter usuários engajados o maior tempo possível através dos princípios da economia da atenção, isto é, não apenas capturando atenção, mas aprendendo continuamente como sustentá-la.


    Como consequência, milhões de pessoas passaram a alternar constantemente entre mensagens, notificações, vídeos, e-mails e múltiplas tarefas simultâneas. O resultado é um cérebro submetido a fragmentação contínua da atenção.


    A concentração profunda tornou-se mais difícil. O silêncio mental tornou-se raro. E o cansaço cognitivo passou a fazer parte da rotina de muitas pessoas. O cérebro humano não foi desenvolvido para permanecer tantas horas por dia exposto a estímulos rápidos, variáveis e ininterruptos. Ansiedade, irritabilidade, fadiga mental, dificuldade de foco e sensação constante de esgotamento passaram a aparecer cada vez mais cedo, inclusive, entre adolescentes e jovens adultos.


    A hiperconectividade também dissolveu fronteiras entre vida pessoal e trabalho. Em muitos ambientes profissionais, estar disponível o tempo todo deixou de ser exceção e passou a funcionar como expectativa silenciosa.


    Mensagens chegam fora do expediente, reuniões ocupam espaços antes destinados ao descanso e a sensação de urgência tornou-se permanente. Mesmo nos momentos de pausa, muitas pessoas continuam emocionalmente conectadas ao trabalho. Não é à toa, assim, que o burnout nas empresas cresceu 823% em quatro anos.


    Esse padrão impede períodos reais de recuperação psíquica. O corpo pode até parar, mas a mente permanece em estado de alerta mesmo aos finais de semana. Com o tempo, essa dinâmica favorece exaustão emocional, queda de produtividade, dificuldade de concentração e sintomas associados ao burnout.


    A mente humana precisa de intervalos para organizar experiências, elaborar emoções e recuperar energia psíquica. Sem pausas, o cérebro permanece em funcionamento contínuo. O Brasil ocupa atualmente o terceiro lugar mundial em tempo de exposição às telas digitais. Em média, cada brasileiro passa 9h15min por dia conectado, o equivalente a quase 140 dias inteiros do ano vivendo diante de telas.


    A tecnologia, por si só, não é a inimiga. Ferramentas digitais também oferecem benefícios importantes: acesso ampliado à informação, atendimento psicológico on-line, redes de apoio, flexibilização do trabalho e recursos voltados ao bem-estar emocional. O desafio contemporâneo não é abandonar a tecnologia, mas aprender a construir uma relação mais saudável com ela.


    As plataformas continuarão disputando nossa atenção. Mas nenhuma sociedade permanece emocionalmente saudável quando perde a capacidade de silêncio, profundidade e presença.


(Por Cristiano Nabuco. Disponível em: https://www.saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra. Acesso junho de 2026. Fragmento.)

Quanto à sintaxe do fragmento: “A mente humana precisa de intervalos para organizar experiências, elaborar emoções e recuperar energia psíquica.” (7º§), é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4317259 Português
O texto abaixo foi elaborado pela professora Márcia Rebêlo. Leia-o, atentamente, pois ele servirá de base para a questão.


A importância da preservação da água


    A água é um dos recursos naturais mais importantes para a vida no planeta. Utilizamos a água para beber, preparar alimentos, cuidar da higiene, produzir alimentos e realizar diversas atividades do dia a dia. Apesar de sua importância, mui tas pessoas ainda desperdiçam água e não percebem que esse recurso pode se tornar cada vez mais escasso em algumas regiões.


    Preservar a água é uma responsabilidade de todos. Atitudes simples, tais como, fechar a torneira enquanto esco vamos os dentes, consertar vazamentos e evitar banhos muito demorados, podem contribuir para diminuir o desperdício. A água é também um tesouro da natureza: se cuidarmos dela hoje, ajudaremos a garantir vida e qualidade de vida para as futuras gerações.


    Além do desperdício, a poluição dos rios, lagos e oceanos também representa uma grande ameaça à disponibilida de de água de qualidade. O descarte inadequado de lixo, produtos químicos e outros resíduos pode contaminar os ambien tes aquáticos e prejudicar pessoas, animais e plantas. Por isso, cuidar da água significa também preservar a natureza, des cartar o lixo corretamente e participar de ações que contribuam para a conservação do meio ambiente. Portanto, cuide sempre do meio ambiente e faça a sua parte.
Após a leitura atenta das informações abaixo sobre o texto “A importância da preservação da água”, marque a assertiva que contenha a análise gramatical correta. 
Alternativas
Q4282220 Português
Observe o trecho abaixo:

“Além de entrar na cadeia alimentar por meio de frutos do mar, as pessoas podem inalar microplásticos do ar, ingeri-los na água e os absorver através da pele”.

É correto afirmar que a forma verbal destacada está no:
Alternativas
Q4160007 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Tombamentos ajudam a proteger comunidades quilombolas



A festa de São Benedito, a igreja local, as reminiscências deixadas pela matriarca estão entre os bens materiais e imateriais que passaram a ser reconhecidos, na última semana, quando a comunidade quilombola Tia Eva, em Campo Grande (MS), se tornou o primeiro quilombo do país tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No local, vivem mais de 400 pessoas, que têm o território urbano reconhecido e esperam pela titulação.


Para uma das diretoras da associação dos moradores, Vânia Lúcia Duarte, de 50 anos, o reconhecimento ajuda na preservação de uma comunidade já espremida pela especulação imobiliária.


"O tombamento é muito importante para a visibilidade e afirmação de nossa luta", diz Vânia, que sempre viveu na comunidade.


A Constituição de 1988, no artigo 216, diz que devem ser "tombados todos os documentos e sítios detentores de reminiscências históricas de antigos quilombos". Uma portaria do governo regulamenta os procedimentos.


A novidade sobre o avanço dos tombamentos de comunidades quilombolas foi um dos temas tratados durante das atividades dos últimos três anos feito pelo Iphan. O atual presidente do instituto, Leandro Grass, explicou, nessa terça-feira (17), que os quilombos que podem solicitar o tombamento constitucional são aqueles que a Fundação Palmares já certificou.


"O tombamento traz um aspecto muito importante porque a política do patrimônio cria uma camada a mais de proteção para essas comunidades", argumentou.


Além do tombamento da comunidade em Campo Grande, há outros 23 quilombos na fase de documentação em que os moradores participam apontando o que deveria ser tombado. Mais 15 casos estão em análise pelos especialistas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).


Além das comunidades tradicionais, Leandro Grass defendeu que a participação da população é fundamental para a defesa do patrimônio. Nesse processo de conscientização, ele citou que, entre os desafios brasileiros (e também internacionais) está o contexto das mudanças climáticas como ameaça aos bens materiais e imateriais.


O presidente do instituto citou que um programa, denominado Conviver, apoia moradores de cidades históricas em que o patrimônio cultural está por todos os lados. "O Iphan capacita para a conservação de casas, espaços públicos, práticas e saberes", Até o momento, o projeto está implantado em 28 cidades e tem investimentos de R$ 33,4 milhões.


"A própria comunidade, que é capacitada com formação de mão de obra, passa a ser protagonista da preservação de seus lugares".



https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-03/tomb amentos-ajudam-proteger-comunidades-quilombolas

"Para uma das diretoras da associação dos moradores, Vânia Lúcia Duarte, de 50 anos, o reconhecimento ajuda na preservação de uma comunidade já espremida pela especulação imobiliária."


Com base na regência verbal e nominal, analise as afirmativas a seguir:



I. O verbo 'ajudar' atua no trecho como transitivo indireto, no entanto, pode ser encontrado como transitivo direto, como em 'Eu preciso de alguém que me ajude'.


II. O verbo 'ajudar', no sentido de auxiliar alguém na realização de uma ação, classifica-se como transitivo direto quando seguido de infinitivo, como em "Ele o ajudou a conseguir emprego", sendo a preposição 'a' elemento de ligação sem função sintática.


III. A expressão 'pela especulação imobiliária' funciona como complemento nominal do adjetivo 'espremida', exigido pela regência desse termo.


IV. O verbo 'ajudar' pode ser usado como pronominal, como em 'Se ele não se ajudasse, não teria sarado', construção gramaticalmente correta, de acordo com a norma-padrão.



Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas.

Alternativas
Q4137463 Português
Considerando o preconizado por Cegalla (2005), analise as assertivas a seguir sobre o emprego do infinitivo pessoal flexionado:

I. É empregado quando o infinitivo tem sujeito próprio, diverso do sujeito da oração principal, como, por exemplo, em: “Trabalharia muito para eles alcançarem um futuro brilhante”.
II. O emprego dessa estrutura verbal é vinculado a normas rígidas e, mesmo em questões relacionadas à liberdade ou gosto literário, não há possibilidade de usos distintos.
III. Se o infinitivo tiver como sujeito um pronome oblíquo com o qual constitua o objeto direto dos verbos “deixar, fazer, mandar, ver, ouvir e sentir”, deverá ser flexionado, como, por exemplo, em: “Faça-os entrarem em casa”.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4123730 Português

A PRISÃO INVISÍVEL: QUANDO O JOGO DEIXA DE SER DIVERSÃO 

Durante muito tempo, os jogos eletrônicos foram vistos apenas como uma forma de entretenimento. De fato, para milhões de pessoas, eles continuam sendo uma atividade saudável, capaz de estimular o raciocínio, a criatividade e até mesmo a interação social. Entretanto, quando o tempo dedicado aos jogos passa a ocupar um espaço excessivo na rotina, surgem riscos que nem sempre são percebidos imediatamente. 

O problema não está no jogo em si, mas na relação que algumas pessoas desenvolvem com ele. Muitos jogadores passam a utilizar o ambiente virtual como uma forma de escapar de dificuldades emocionais, conflitos familiares ou frustrações do cotidiano. Aos poucos, aquilo que começou como lazer transforma-se em uma necessidade constante. 

Um dos aspectos mais preocupantes desse processo é a sensação de recompensa permanente. A cada fase concluída, objetivo alcançado ou desafio superado, o cérebro recebe estímulos que produzem satisfação imediata. Embora essa experiência seja agradável, ela pode levar o indivíduo a buscar cada vez mais tempo diante das telas, reduzindo o interesse por outras atividades importantes. 

Não raramente, o excesso de jogos afeta o rendimento escolar, prejudica relacionamentos e interfere até mesmo na qualidade do sono. Em situações mais graves, a pessoa passa a negligenciar responsabilidades básicas, convencendo-se de que poderá resolver tudo mais tarde. O problema é que esse “mais tarde” quase nunca chega.

Há, ainda, um aspecto silencioso desse fenômeno. Enquanto muitos vícios apresentam sinais facilmente identificáveis, a dependência de jogos costuma crescer de forma discreta. Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo; quem vive o problema, por sua vez, frequentemente demora a reconhecer a própria dificuldade. 

Por essa razão, especialistas defendem que o equilíbrio seja o principal critério para o uso dos jogos eletrônicos. Jogar pode ser uma atividade positiva, desde que não substitua experiências fundamentais da vida real. Afinal, nenhuma conquista virtual é capaz de compensar, por si só, a perda de vínculos afetivos, oportunidades profissionais ou momentos significativos ao lado das pessoas que amamos.

No trecho “Quem observa de fora pode enxergar apenas alguém se divertindo”, a forma verbal destacada encontrase na forma nominal denominada:
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Q4118203 Português

O texto a seguir refere-se à questão.



Texto 1


ENTENDA POR QUE SER MULTITAREFA É UM MITO QUE FAZ MAL AO CÉREBRO


    Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente? Mas, a longo prazo, a vida multitarefas, ou multitasking, cobra seu preço. Chegar ao fim do dia com a cabeça a mil e não conseguir dormir é um clássico. Viver com a sensação de cansaço também. Por essas e outras, seria sensato parar de glorificar esse comportamento e, sempre que possível, fazer uma coisa de cada vez.



Ninguém ganha com o multitasking 


    Multitarefa não é só realizar duas ou mais tarefas ao mesmo tempo. Alternar entre uma ação e outra ou executar várias atividades seguidas, sem pausas, são variações sobre o mesmo tema: uma tentativa de dar conta das mil e uma demandas do dia a dia. Com a divisão desproporcional das funções domésticas e do cuidado, as mulheres tendem a desenvolver ainda mais essa “capacidade”. 


    Pesquisadores que estudam o impacto do multitasking nos processos mentais garantem que a nossa mente não foi projetada para lidar com várias tarefas ao mesmo tempo. Por exemplo, o renomado neurocientista Earl Miller, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, acredita que só podemos ter um ou dois pensamentos de cada vez.


    Até a produtividade pode ser prejudicada. Ao contrário do que parece, alternar entre tarefas pode tornar tudo mais lento. Um estudo publicado no Journal of Experimental Psychology mostra que, ao mudar de atividade, o cérebro precisa se reajustar, retomar o raciocínio e lembrar as “regras” de cada função. O multitasking também nos impede de executar algumas ações no “piloto automático”, o que nos poupa alguns recursos mentais.



Pane no sistema cerebral


     Um estudo da Cardiff University, do Reino Unido, indica que o multitasking tende a reconfigurar nossas conexões cerebrais, reduzindo a capacidade de manter o foco e de prestar atenção. Isso pode resultar em vários problemas, como um aumento na quantidade de erros e acidentes. Uma pesquisa de 2018, por exemplo, descobriu que adultos são mais propensos a cometer deslizes ao dirigir se estiverem realizando outras tarefas ao mesmo tempo, como ajustar o Waze ou checar o WhatsApp.


    A falta de atenção também prejudica a memória, já que é preciso estar presente para que as experiências se fixem. Além disso, ao pular de uma tarefa para outra sem pausa, nosso cérebro não tem tempo de consolidar o que aprendeu ou de alcançar pensamentos mais profundos.


    O multitasking também reduz a criatividade, que é estimulada quando a mente está livre de exigências complexas. “Muitas vezes, não estamos conseguindo memorizar as coisas porque não estamos presente de verdade, mas divididos em multitarefas no presencial e no online. Existe uma ilusão de que a atenção pode ser dividida, o que não é verdade”, explica Natália Mota, neurocientista e psiquiatra computacional.


    Lidar com tarefas simultâneas também pode sobrecarregar o sistema nervoso e gerar sensação de urgência constante, o que contribui para o aumento da ansiedade. Tudo isso, a médio prazo, abre caminho ao esgotamento mental e ao burnout. 



Monotasking e seus benefícios 


    Em um mundo que valoriza o multitasking como uma habilidade desejável, focar uma atividade por vez (monotasking) é cada vez mais difícil. Na correria, também parece que não temos outra opção. Mas poderíamos, pelo menos, parar de romantizar esse processo, reconhecer as suas consequências e evitar essa prática quando possível.


    Um bom primeiro passo para quem deseja adotar o monotasking é limitar as distrações, começando pelos momentos de lazer — por exemplo, deixar o celular de lado enquanto assiste a séries. Já no trabalho, isso pode significar tanto procurar um local mais silencioso ou desligar notificações. Vale também agendar horários específicos para checar emails, mensagens e outras atividades que costumam nos distrair.


    Mas esse talvez seja um preço necessário para perceber o que está em excesso ou o que consome mais tempo do que deveria. Essa mudança pode levar a transformações mais profundas. E o cérebro agradece.



Disponível em:

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/11/entenda-por-queser-multitarefa-e-um-mito-que-faz-mal-ao-cerebro.shtml. Acesso em: 10 dez. de 2025.


Assinale a alternativa que analisa corretamente o emprego das classes de palavras presentes no excerto “Participar de uma reunião, checar mensagens e adiantar um relatório ao mesmo tempo. Quem nunca sentiu um certo orgulho por conseguir fazer várias coisas simultaneamente?”. 
Alternativas
Q4023131 Português

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com medidas para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo. A proposta define protocolos específicos para os serviços públicos de urgência, como o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193). O texto aprovado foi o substitutivo ao projeto original (PL 2995/2025).     


    Pelo novo texto, as centrais de regulação deverão priorizar a chamada na fila de atendimento como emergência com risco de morte iminente; acionar o recurso mais próximo da ocorrência imediatamente; e manter o solicitante na linha para fornecer orientações de manobras de desobstrução em tempo real enquanto a viatura se desloca.


    Além disso, o substitutivo prevê o treinamento periódico dos atendentes, incluindo técnicas de manejo emocional e controle de estresse.


    A proposta também autoriza o poder público a treinar leigos conforme as diretrizes da Lei do Voluntariado e da Lei Lucas, que estabelece a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de escolas e creches públicas e privadas. Internet: (com adaptações). Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais.

Internet: https://www.camara.leg.br/ (com adaptações).



Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais. 

Na oração “para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo” (primeiro parágrafo), a flexão da forma verbal “tornar” no plural — tornarem — prejudicaria tanto a correção gramatical quanto o sentido original do texto. 
Alternativas
Q3859405 Português
A conjugação verbal do infinitivo impessoal em 'É preciso estudarmos' está incorreta, pois o sujeito da oração, implícito, não justifica o uso do infinitivo flexionado, devendo ser 'É preciso estudar'.
Alternativas
Q3247025 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Comer muitos ovos por dia é saudável?


Segundo alguns nutricionistas consultados, o consumo excessivo e repetido de qualquer alimento é contraindicado.


"Nenhum alimento tem um consumo livre. Nem os vegetais, legumes ou frutas", diz Antonio Herbert Lancha Jr., professor da Universidade de São Paulo (USP). Todos os alimentos devem respeitar uma quantidade alinhada com nossa necessidade diária."


O ovo é bastante popular entre atletas e fisiculturistas porque, além de ser um alimento de baixo custo e fácil preparo, possui proteínas de alta qualidade, colaborando para a construção e a reparação muscular e, portanto, para a hipertrofia.


Mas segundo a nutricionista Desire Coelho, doutora em Ciências pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), muitos dos hábitos praticados por fisiculturistas e influenciadores com rotinas extremas não são embasados pela ciência.


Antonio Lancha Jr. diz que pesquisas demonstram que o consumo excessivo de ovos provoca uma alteração nas bactérias do intestino e leva à produção de uma substância chamada TMAO. Ela, por sua vez, está ligada ao estímulo da produção de colesterol.


O alto teor de colesterol está associado a um risco aumentado de doenças cardíacas. Ao mesmo tempo, a substância desempenha um papel fundamental para a execução de funções vitais no organismo.


A quantidade de lipídios ingerida com o ovo varia conforme o hábito de preparação. O ovo cozido, por exemplo, é considerado muito mais saudável do que o ovo frito.


A gema é a parte mais gordurosa do ovo. Uma gema de ovo contém cerca de 185 miligramas de colesterol, que é mais da metade da quantidade diária de 300 mg recomendada por órgãos de saúde.


Segundo Lancha Jr., comer apenas a clara em quantidade excessiva também leva ao aumento da produção de timol e, consequentemente, à alteração da capacidade de síntese do colesterol.


Além disso, diz a nutricionista, o excesso de proteína na alimentação leva à produção de sulfeto de hidrogênio (H2S), ligado à proliferação de células tumorais no intestino.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0k58288gd7o.adaptado.

Segundo Lancha Jr., "comer" apenas a clara em quantidade excessiva também leva ao aumento da produção de timol.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBAM Órgão: Prodesan - SP Prova: IBAM - 2025 - Prodesan - SP - Contador |
Q3246475 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As bolhas de ar de milhões de anos contidas no bloco de gelo mais antigo do mundo



O gelo mais antigo do mundo, datado de um milhão de anos, foi extraído das profundezas da Antártica.


Trabalhando a temperaturas de -35°C, uma equipe de cientistas extraiu um cilindro de gelo de 2,8 km de comprimento, maior do que oito torres Eiffel de ponta a ponta.


Suspensas dentro do gelo, estão bolhas de ar antigas que os cientistas acreditam que ajudem a resolver um mistério duradouro sobre a história climática do nosso planeta.


Os cientistas europeus trabalharam durante quatro verões na Antártica, competindo contra sete nações para serem os primeiros a chegar à rocha sob o continente gelado.


O trabalho ajuda a desvendar um dos maiores mistérios da história climática do nosso planeta: o que aconteceu há novecentos mil a um milhão de anos, quando os ciclos glaciais foram interrompidos e, segundo os pesquisadores, nossos ancestrais chegaram perto da extinção.


"É uma conquista incrível", diz Carlo Barbante, professor da Universidade de Veneza (Itália), que coordenou a pesquisa.


"Você tem, em suas mãos, um pedaço de gelo com um milhão de anos e é possível enxergar camadas de cinzas provenientes de erupções vulcânicas. Vemos as pequenas bolhas em seu interior, bolhas de ar que nossos ancestrais respiraram há um milhão de anos", diz ele.


O local da perfuração fica no platô antártico, no leste do continente, a quase três mil metros de altitude.


Os núcleos de gelo são vitais para a compreensão dos cientistas sobre como nosso clima está mudando.


Eles retêm bolhas de ar e partículas que revelam os níveis de emissões de gases de efeito estufa e a variação de temperatura que ajudam os cientistas a traçar como as condições climáticas se alteraram ao longo do tempo.


Os dados de outros núcleos de gelo ajudaram os cientistas a concluir que o atual aumento de temperatura ligado às emissões de gases de efeito estufa é causado pela queima de combustíveis fósseis pelos seres humanos.


"Olhamos para o passado a fim de entender melhor como o clima funciona e como podemos projetá-lo para o futuro", diz o professor Barbante.


A equipe teve os últimos dias bem tensos, pois conseguiu perfurar ainda mais fundo do que o previsto pelos dados do radar e o núcleo foi retirado lentamente da camada de gelo, usando uma máquina de perfuração.


Os especialistas querem entender o que aconteceu no período chamado de Transição do Pleistoceno Médio. Esse é o mesmo período em que, de acordo com algumas teorias, os ancestrais dos seres humanos atuais quase desapareceram, caindo para cerca de apenas mil indivíduos.


Os cientistas não sabem se há uma ligação entre essa quase extinção e o clima, explica Barbante, mas isso demonstra que é um período incomum.


"O que eles encontrarão é uma incógnita, mas sem dúvida ampliará nossa janela para o passado do nosso planeta", disse Barbante à BBC News.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2kxkyq7z51o.adaptado.

"Os dados de outros núcleos de gelo ajudaram os cientistas a "concluir" que o atual aumento de temperatura é causado pela queima de combustíveis fósseis pelos seres humanos".
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q3243319 Português

O texto seguinte servirá de base para responder a questão: 


Não espalha


Prendemo-nos ao "eu te amo" como se fosse uma convenção inadiável, uma etiqueta implacável. Seu pronunciamento é uma sentença obrigatória, uma sondagem diária da fidelidade.


Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas.


Não sou adepto dessa birra e chantagem com Beatriz. Que ela simplesmente me ame, sem depender de provas, sem se ver ameaçada por testes quantitativos.


Circula uma tirania de que precisamos falar sempre, para que a companhia não tenha dúvidas daquilo que sentimos.


Mas a jura não é tão importante quanto demonstrar amor. E você pode expressar o carinho silenciosamente, a lealdade secretamente.


Ou seja, é preferível mais proteger, confiar e selar a empatia em atos de confluência do que gritar votos aos quatro ventos.


A ostentação não suplanta a simplicidade.


Quando existe o exercício pleno do amor, passa a ser ridículo qualquer questionamento.


O que vale é agir amorosamente, é se preocupar amorosamente, é se interessar pelo outro, é suprir o seu par com atenção, é trocar a saudade pela gentileza.


E, de repente, quem ama muito nem diz "eu te amo", economiza no "eu te amo", porém é abundante na prática da reciprocidade. É alguém que não se nega a estar perto, acessível, consciente de sua influência.


As palavras enganam, as atitudes jamais.


Esse arcabouço de comportamentos deve prevalecer no romance. Não queira que o seu parceiro diga a todo momento o que ele mesmo já realiza naturalmente. É redundância.


Recordo um diálogo que vivi com a minha filha, quando ela tinha 11 anos.


Na hora de dar boa-noite, reparei que ela estava encabulada e arredia comigo. Tentei me aproximar.


− O que houve?


− Eu não sei se te amo. Não sei o que é amor − ela me disse.


Não me senti mal. Não me senti desvalorizado. Quem nunca se perguntou isso? Há dias em que parece que você ama mais.


Há dias em que parece que você ama menos. Há dias em que você se esquece de amar. Há dias em que você ama em dobro.


Lembro que fiz carinho na sua cabeça, cantei "O Leãozinho", de Caetano, e permaneci ao seu lado até que adormecesse.


Quando jurei que ela já tinha apagado e não estava mais me ouvindo, confidenciei:


− Amar é só gostar de ficar junto, filha.


Ela, inesperadamente, respondeu:


− Então, eu te amo, pai, mas não espalha.


Fabrício Carpinejar


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/11/29/naoespalha 

Em relação ao uso do verbo "haver" na frase "Há aqueles que não saem de casa se o cônjuge não retribui as palavrinhas mágicas", é correto afirmar que o verbo "haver": 
Alternativas
Respostas
1: B
2: A
3: D
4: C
5: B
6: C
7: C
8: A
9: D
10: D
11: D
12: B
13: A
14: C
15: B
16: E
17: E
18: B
19: C
20: A