Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
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( ) O herói da estória, chamado Jaguarê, era caçador, destinado a se casar com Jandira. Morava num afluente do Amazonas, o Rio Araguaia.
( ) É costume dos índios acumular nomes, à medida em que somam vitórias. Foi assim que Jaguarê passou a se chamar Ubirajara, passando da condição de caçador à de guerreiro, após uma luta violenta com Pujucã, da tribo inimiga que morava às margens do Rio Tocantins.
( ) Após uma grande luta, o índio Ubirajara é reconhecido como chefe das duas tribos, unindo-se a Araci e Jandira, índias das tribos Araguaia e Tocantins.
( ) São personagens da obra: Ubirajara, (Jaguarê), é o protagonista e herói do romance; Araci: (filha do chefe Itaquê, casa-se com Ubirajara); Pojucã, (irmão de Araci); Jandira: (bela índia araguaia, é prometida a Ubirajara); Itaquê: (líder dos Tocantins e pai de Araci e Pojucã).
“Peri era um índio forte, valente e leal, sempre disposto a proteger Cecília e enfrentar os perigos da floresta.”
No trecho, a representação do personagem indígena revela uma característica do indianismo presente no Romantismo:
O trecho evidencia uma temática presente em parte da literatura brasileira contemporânea relacionada:
“Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta.” Vidas Secas. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2019.
O trecho apresentado revela uma característica importante da prosa da segunda geração modernista no Brasil:
“A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.”
Gregório de Matos Guerra em MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através dos textos. 30. ed. São Paulo: Cultrix, 2012.
Texto II — Arcadismo
“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelos e dos sóis queimado.”
Tomás Antônio Gonzaga in MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através dos textos. 30. ed. São Paulo: Cultrix, 2012.
A comparação entre os textos de Gregório de Matos e Tomás Antônio Gonzaga permite afirmar corretamente que:
( ) Pelo fato de o narrador ser defunto, nós temos, de certa forma, uma situação sobrenatural. Tal situação quebra a possibilidade de expectativa e tensão, pois já sabemos de início o desfecho da narrativa. Contando a causa de sua morte, Brás Cubas relata a tentativa de inventar um emplasto anti-hipocondríaco, o que resulta num efeito humorístico e irônico.
( ) Brás Cubas relata um delírio no qual é conduzido por um hipopótamo até a origem dos séculos. Ali, ele encontra Natureza ou Pandora, que diz ser sua mãe e sua inimiga. Apesar dos apelos de Brás, que quer viver mais um pouco, Natureza faz-lhe ver que ele já cumprira sua função, portanto, não precisava mais dele. Dessa maneira, a morte de Brás Cubas era uma questão de egoísmo da Natureza, mas isso seria um estatuto universal.
( ) Brás Cubas sente-se dominado por forças superiores, cujas intenções ele não pode explicar direito, do mesmo modo como ele fizera, no capítulo XXXI, com uma borboleta que havia entrado 5 em seu quarto.
( ) Tal ideia é também exposta pelo personagem-filósofo Quincas Borba, que criara um sistema denominado Humanitismo. Tal sistema propunha a inexistência da dor, pois todo sofrimento humano seria apenas uma infração à lei de Humanitas que ela imediatamente corrige.
( ) Daí advém a noção de que o homem é devorado por excelência, ficando justificada a sobrevivência apenas do mais forte. De certo modo, seria essa a prática de vida de Brás Cubas, cuja falta de ética e de moral ficaria legitimada pelo exemplo que lhe dá a Natureza em “O delírio” e pelo sistema filosófico, o Humanitismo, criado pelo personagem Quincas Borba.
Coluna I.
A- Virgília. B- Quincas Borba. C- Marcela. D- Lobo Neves.
Coluna II.
1- Era boa moça, lépida sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes.
2- A beleza de...tinha agora um tom grandioso, que não possuía antes de casar. Era dessas figuras talhadas em pentélico, de um lavor nobre, rasgado e puro, tranquilamente bela, como as estátuas, mas não apática nem fria. Ao contrário, tinha o aspecto das naturezas cálidas e podia- 5 se dizer que, na realidade, resumia todo o amor.
3- Referiu-lhe que o decreto trazia a data de 13 e que esse número significava para ele uma recordação fúnebre. O pai morreu num dia 13, treze dias depois de um jantar em que havia treze pessoas. A casa em que morrera a mãe tinha o n.º13.
4- Voltou quatro meses depois, (...) Vinha demente. Contou-me que, para o fim de aperfeiçoar o Humanismo, queimara o manuscrito todo e ia recomeçá-lo.
(__)O poeta, nascido na cidade de Desterro, atual Florianópolis, faz da sua prosa um importante instrumento de libertação, sobretudo da subjetividade que não encontrava espaço no parnasianismo, mas que se torna um dos principais elementos do simbolismo, à época muito influente na Europa. Cercado pela opressão escravista, ainda que alforriado, Cruz e Sousa lança um grito que está além da cor da pele, mas que encontra força na agonia dos afrodescendentes.
(__)Cruz e Sousa foi o responsável por marcar o simbolismo no Brasil com traços singulares em relação à escola francesa, introduzindo a etnicidade em sua prosa poética. Disfarçada na individualidade do poeta, encontra-se a voz coletiva, o clamor de um povo cercado e acuado. Povo que, ao vencer um obstáculo, encontra outro e outro continuamente. A voz do eu enunciador carrega, em sua lírica, o lamento e o sonho de um dia alcançar plenamente a liberdade.
(__)O "Emparedado" traz à tona as reflexões de um artista marcado por formas diversas de exclusão, tais como raça e poder social, legitimadas por discursos científicos e estético-culturais vigentes no século XIX. Dessa forma, o eu-enunciador do texto é emparedado pelo preconceito, pela ignorância e por esses discursos legitimadores de uma sociedade branca que não aceita as diferenças.
(__)Apesar de a leitura crítica do leitor relacionar o discurso de Cruz e Sousa à luta antirracista que se instaura no contexto da coletividade negra, em "Emparedado", o poeta apresenta um discurso de rememoração biográfica, em que o eu do texto é apenas um eu biográfico, retratando a experiência de vida do autor e criticando o racialismo que o condenou ao lugar da ignorância eterna "por uma questão banal da química biológica do pigmento". Essa condenação, porém, será rompida após sua morte, com o reconhecimento de Cruz e Sousa como grande poeta da literatura brasileira e um dos maiores representantes do Simbolismo no Brasil, o que conferirá ao texto um viés coletivo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Modernism was the aesthetic and literary movement that followed Romanticism and Realism, and which found its aesthetic expression in the U.S. and England during the first half of the 20th century. It was based on a break with the aesthetic, ideological, cultural, and intellectual norms that had prevailed until then.
Which of the following English-language works is an example of modernist literature, according to the definition given above?
Leia os fragmentos abaixo:
“Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”
(Cruz e Sousa)
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...”
(Olavo Bilac)
A respeito das características do Simbolismo e do Parnasianismo, assinale a alternativa correta.