Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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I- O futuro é um elemento constitutivo do tempo histórico, que pode ser pensado a partir de duas categorias formais de conhecimento: experiência e expectativa. Da tensão entre esses dois elementos, descortinam-se diferentes formas societárias e individualizadas de experimentação humana da temporalidade.
II- O tempo histórico é constituído pela relação presente-passado, em que os elementos desse binômio determinam-se reciprocamente: o historiador move-se do primeiro para o segundo e, então, faz o percurso contrário, compreendendo sua contemporaneidade a partir de uma nova perspectiva.
III-As sociedades são regidas por “regimes de historicidade”: discursos sobre o tempo, narrativas de si que se impõem aos sujeitos, instaladas lentamente. São ordens temporais naturalizadas, que orientam os membros de uma dada coletividade na tradução de suas experiências de duração.
IV-O tempo histórico é identificado à dimensão do passado, que é vista como exteriorizada e objetificada. Presente e futuro são variáveis instáveis ou desconhecidas, cuja proximidade se deve evitar, a fim de atuar com precisão e exatidão no ofício do historiador.
Podemos atribuir corretamente as concepções acima expostas aos seguintes autores, respectivamente:
Em geral, ao ultrapassar os estágios da caça e da coleta, povos que desconheciam a escrita desenvolveram a agricultura, fato que foi decisivo para a sedentarização e a organização política das sociedades, ou seja, para o surgimento das primeiras formas de Estado.
Na concepção da história oral, a narrativa histórica é coletiva; portanto, relacional, intersubjetiva.
Nas concepções críticas da história oral, considera-se que o problema do ensino de história não reside na forma, mas no conteúdo excludente, pois a história oral limita o acesso do estudante a uma única perspectiva historiográfica.
A história oral demonstra, sobretudo, que os sujeitos históricos são monarcas, nobres ou mártires que, com sua própria vida, fazem a história acontecer.
A fonte da história oral é a memória humana, uma vez que a fonte oral representa a rememoração de aspectos do passado vividos e testemunhados por algum(ns) sujeito(s).
A concepção da história oral é dissociada do conceito de ciência e de sua formalidade, visto que não é um saber fazer isolado.
Os fundamentos da psicologia moderna facultaram a Febvre a fundamentação das suas teses sobre a história:
(QUIJANO, 2005.)
A BNCC (Base Nacional Curricular Comum) traz em vários momentos a discussão sobre a diversidade e preconiza dentre outros aspectos relativos a essa temática:
(Disponível em: http://www.uel.br/eventos/sepech/sumarios/temas/ ensino_e_historia_o_uso_das_fontes_historicas_como_ferramentas_na_p roducao_de_conhecimento_historico.pdf.)
O uso de fontes históricas não é prática totalmente nova na pedagogia das aulas de história. Nos dias atuais, com a tecnologia como elemento facilitador do acesso a essas fontes:
Considerando os fragmentos, assinale, a seguir, dois autores clássicos e suas respectivas obras.
I – As lembranças de muitos alunos da História escolar e os livros escolares produzidos no século XIX indicam o predomínio de um método de ensino voltado para a memorização.
II – Aprender História antigamente significava saber de cor nomes e fatos.
III – Os livros de História antigamente não seguiam os mesmos moldes dos livros de catecismo.
I – A textualidade eletrônica de fato transforma a maneira de organizar as argumentações, históricas ou não.
II – Na textualização eletrônica, ao historiador é permitido desenvolver demonstrações segundo uma lógica obrigatoriamente linear.
III – Quanto ao leitor, a textualização eletrônica permite que se valide ou rejeite um argumento apoiando-se na consulta de textos.
I – O perigo social representado pelos pobres aparecia no imaginário político brasileiro.
II – As classes pobres passaram a ser vistas como classes perigosas apenas porque poderiam oferecer problemas para a organização do trabalho.
III – A questão estudada pelo autor em nada se refere à ideologia da higiene.
I – O ensino de História sempre esteve presente nas escolas, variando de importância no período que vai do século XIX ao atual.
II – A História, enquanto disciplina escolar, possui uma longa história, permeada de conflitos e controvérsias na elaboração de seus conteúdos e métodos.
III – A história do ensino de História tem sido objeto de estudo de vários pesquisadores brasileiros, notadamente a partir da década de 80 do século passado.
I – A delimitação do Leste e do Ocidente na Europa há muito tem sido uma delimitação convencional para os historiadores.
II – Referida delimitação existe desde Leopold Ranke, o fundador da historiografia positiva.
III – Em um dos trabalhos de Ranke, ele excluiu os eslavos do leste do destino comum das grandes nações do Ocidente.
I. É preciso estabelecer um diálogo entre o passado e o presente.
II. Não existe passado “puro” e “total”.
III. O professor de história deve dar aulas com base apenas na concepção atual e no cotidiano, pois a realidade possui, na sua essência, uma verdade objetiva e subjetiva do conteúdo palpável.
Quais estão corretas?