Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q2344300 História
“Ora, não há dúvida de que os índios foram atores políticos importantes de sua própria história e de que, nos interstícios da política indigenista, se vislumbra algo do que foi a política indígena. Sabe-se que as potências metropolitanas perceberam desde cedo as potencialidades estratégicas das inimizades entre grupos indígenas: no século XVI, os franceses e os portugueses em guerra aliaram-se respectivamente aos Tamoios e aos Tupiniquins (Fausto in Carneiro da Cunha [org.] 1992); e no século XVII os holandeses pela primeira vez se aliaram a grupos ‘tapuias” contra os portugueses (Dantas, Sampaio, e Carvalho in Carneiro da Cunha [org] 1992). No século XIX, os Munduruku foram usados para ‘desinfestar’ o Madeira de grupos hostis e os Krahô, no Tocantis, para combater outras etnias Jê.” 
(CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: História, direitos e cidadania. São Paulo: Claroenigma, 2012. p. 23)

Entre o impacto da política indígena metropolitana e as iniciativas dos povos originários, há ainda amplo campo de estudos sobre o protagonismo indígena em sua relação com o colonizador.
Nesse sentido, a abordagem historiográfica que pode melhor contribuir para esses estudos é a história

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Q2344294 História
“A escrita da história implica, portanto, a produção de um discurso no qual um narrador oculto ou explicito, o historiador, recompõe, recria, produz fatos e processos a partir das fontes – documentos definidos e classificados institucionalmente ou não -, de forma a atribuir sentido aos processos objetos de análise, buscando compreendê-los e explicá-los na perspectiva da sociedade ou dos grupos que os vivenciaram. Mas a compreensão e a explicação são aquelas de uma pessoa de seu tempo, com suas referências culturais e também teóricas. O pensamento histórico que realiza análise histórica, é do historiador que é um homem ou mulher de uma comunidade profissional de seu tempo. Nesse contexto, o anacronismo é inevitável?”
(MONTEIRO, Ana Maria. Tempo presente no ensino de História: o anacronismo em questão. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 194)

A pesquisa e a escrita historiográfica são plenas de questões que desafiam o historiador no exercício de seu ofício. A partir da interpretação do texto, é correto afirmar que

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Q2344292 História
“A história, que por muito tempo foi considerada um gênero literário, uma arte, embora devesse ter compromisso com a verdade – nas palavras de Tucídides (em História da Guerra do Peloponeso) ‘devesse ter a preocupação em contar como as coisas se passaram, extraindo delas lições’ –, vai ser designada uma ciência ainda no século XVIII, com os pensadores iluministas. Mas será no início do século XIX que, em grande medida, a prática historiográfica passa a obedecer a regras distintas daquelas as que presidiram a escrita da história desde a Antiguidade Clássica, com o deslizamento e alteração de sentido do topos da historia magistra vitae”.
(Albuquerque Júnior, Durval Muniz de. Forma de escrever e ensinar a história hoje. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 23).


Considerando as novas regras que presidiram a escrita da história no século XIX, pode-se afirmar que os historiadores propuseram

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Q2342439 História
Leia o texto a seguir.
Na Europa as tribos são diferentes umas das outras, tanto nas estaturas, quanto nas compleições, quanto nas virilidades. [...] Os que habitam uma região montanhosa, apical, elevada e abundante em água e as mudanças das estações lhes ocorrem diferenciadas; nestes casos, é normal que tenham aparência de grandes e sejam naturalmente propícios para o esforço e para a virilidade; e tais naturezas não têm menos selvageria e animalidade.
Hipócrates, apud: CAIRUS, H. F., RIBEIRO JR., W. Textos hipocráticos: o doente, o médico e a doença [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005, p. 111. [Adaptado]

O tratado de Hipócrates (séc. V a.C.) expõe uma percepção do homem fundada no determinismo
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Q2342435 História
Leia o texto a seguir.
A reabilitação da biografia histórica integrou as aquisições da história social e cultural, oferecendo aos diferentes atores históricos uma importância diferenciada, distinta, individual. Mas não se tratava mais de fazer, simplesmente, a história dos grandes nomes, em formato hagiográfico — quase uma vida de santo —, sem problemas, nem máculas. Mas de examinar os atores (ou o ator) célebres ou não, como testemunhas, como reflexos, como reveladores de uma época.
DEL PRIORE, M. Biografia: quando o indivíduo encontra a história. Topoi, v. 10, n. 19, 2009, p. 9.

O texto apresenta a nova biografia histórica como uma possibilidade de 
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Q2342434 História
Leia o texto a seguir.
Langlois e Seignobos, historiadores franceses influentes na virada do século XIX para o XX, escrevem que a história se faz com documentos e, peremptórios, afirmam: onde não há documentos não há história. O historiador Ciro Flamarion Cardoso, ao analisar essa famosa passagem, menciona o que ela tem de atual, afinal as fontes históricas ocupam um lugar insubstituível na historiografia; porém, por outro lado, a produção historiográfica não é mais a mesma em relação àquela do final dos oitocentos.
CARVALHO, R. L. P. Apontamentos metodológicos. Revista HISTEDBR. Online, Campinas, n. 42, jun 2011, p. 297.

No sentido do texto, atualmente se enfatiza a necessidade de que o historiador
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Q2342433 História
Leia o texto a seguir.
Nada prova a priori que a escrita resulta em um relato da realidade mais fidedigno do que o testemunho oral transmitido de geração a geração. As crônicas das guerras modernas servem para mostrar que, como se diz (na África), cada partido ou nação “enxerga o meio‑dia da porta de sua casa” – através do prisma das paixões, da mentalidade particular, dos interesses ou, ainda; da avidez em justificar um ponto de vista. Além disso, os próprios documentos escritos nem sempre se mantiveram livres de falsificações ou alterações, intencionais ou não, ao passarem sucessivamente pelas mãos dos copistas – fenômeno que originou, entre outras, as controvérsias sobre as “Sagradas Escrituras”.
HAMPATÉ BÂ, A. A tradição viva. In: KI‑ZERBO, Joseph. História Geral da África. v.I. Brasília: UNESCO, 2010, p. 167-168).

Ao tratar da produção do conhecimento científico, o autor se posiciona em favor da
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Q2342001 História
As principais forças de mudança que intervieram sobre a concepção historiográficas tradicionais e ensino de História a partir do final do século XIX são de ordem social e de ordem epistemológica, que inclui, EXCETO:
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Q2341996 História
Charles Fourrier (1760-1858), crítico social, foi um dos maiores satíricos do século. Na Teoria dos quatro movimentos e dos destinos gerais, dividiu a história da sociedade em quatro fases, que inclui, EXCETO:
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Q2341990 História
De uma forma sintética, os pressupostos da Escola dos Annales foram, EXCETO:
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Q2334224 História
“As histórias importam. Muitas histórias importam. As histórias foram usadas para espoliar e caluniar, mas também podem ser usadas para empoderar e humanizar. Elas podem despedaçar a dignidade de um povo, mas também podem reparar essa dignidade despedaçada.
A escritora americana Alice Walker escreveu sobre seus parentes do sul que haviam se mudado para o norte quando apresentou a eles um livro sobre a vida que haviam deixado para trás: ‘ficaram sentados, lendo eles próprios o livro, me ouvindo ler o livro, e uma espécie de paraíso foi reavido’.
Eu gostaria de terminar com esta ideia: quando rejeitamos a história única, quando percebemos que nunca existe uma história única sobre o lugar nenhum, reavemos uma espécie de paraíso.”
(ADICHIE, Chimamanda, Ngozi. O perigo da História única. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 32-33)
Com base no texto, a autora propõe um tipo de história que se fundamente no respeito 
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Q2334223 História
“Mesmo que a história preserve seu caráter singular, existem estratos com diferentes tipos de mudança. Eles precisam ser teoricamente distinguidos para que a singularidade e a perduração possam ser medidas. Mas quando dizemos que condições geográficas, institucionais, jurídicas ou aquelas ligadas à mentalidade perduram, somos forçados a lhes conferir um caráter de repetição na execução de decurso temporais diacrônicos. A carta que recebo às 9 h da manhã pode conter uma mensagem agradável ou triste, que não pode ser superada nem ultrapassada. Mas a entrega do correio às 9h da manhã se realiza dia após dia. Por trás disso está uma organização cuja estabilidade reside na repetição de regras estabelecidas e cuja reserva financeira vem da receita postal estabelecida no orçamento.”
(KOSELLECK, Reinhart. Estratos do tempo: estudos sobre a História. Rio de JaneiroPUC: Contraponto. 2006. p. 193)

Ao analisar o texto, a concepção de tempo para o autor é fundamentada na ideia de tempo
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Q2334032 História
Analise as assertivas abaixo:

• Elementos cotidianos ressignificados para representar algo além de seu sentido primeiro. Sua função é fazer a mediação com outra realidade e, por isso, são uma das linguagens básicas da experiência religiosa.
• Narram, encenam, repetem e representam histórias e acontecimentos religiosos.

Os conceitos acima referem-se, respectivamente, a: 
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Q2329884 História
Os patrimônios podem e devem ser considerados referências simbólicas presentes nas cidades; eles refletem no espaço e no tempo a memória de determinado grupo social, além de constituir a identidade da própria cidade. Ao mesmo tempo, a História ajudaria nesse processo, pois ambas se comunicam e se completam. Levar ao diálogo o patrimônio e o ensino de História permite que as marcas da nossa história se perpetuem pelo tempo, assegurando a diversidade cultural que lhe é própria.

Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/20/8/patrimoniomaterial-e-ensino-de-historia.


A História Social abriu um leque de possibilidades de fontes para se estudar o passado. O patrimônio cultural é uma inclusão de fonte que nos permite perceber, com os alunos, a sua própria identidade, evidenciada dentro da sua cidade. O uso do patrimônio está relacionado à:
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Q2329869 História
Dentro dos estudos arqueológicos desenvolvidos na América, o Brasil concede uma significativa contribuição proveniente de seus diversos sítios arqueológicos. Entre os estados que apresentam antigos vestígios da presença humana, podemos destacar primeiramente os estados do Piauí e de Minas Gerais e as regiões litorâneas do Centro-Sul do país.

Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/prehistoriabrasileira.htm.

Com a metodologia da História Social, as fontes ampliaram-se para um estudo da cultura e da sociedade, permitindo-nos um leque de possibilidades de desvendar o passado mais antigo. A inclusão da Arqueologia como fonte histórica possibilitou uma releitura de uma era da História pouco estudada devido à falta de elementos e de vestígios históricos. Estamos falando da:
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Q2329867 História
A memória é uma manifestação consciente ou inconsciente e está diretamente associada a informações, a comportamentos passados que dão significação a um ser ou a uma sociedade. Ela é responsável por criar identidade, nascendo pela necessidade de se reproduzir comportamentos socioculturais. A Arte é um bom exemplo de como a memória pode ser apropriada e utilizada na divulgação de referenciais.
Disponível em: https://cliohistoriaeliteratura.com/2020/04/14/memoria-ehistoria.

A citação acima fala da memória. Com relação ao seu uso na História, podemos considerar que:

I- A História, enquanto ciência, precisa ser objetiva e clara, segue uma metodologia, usa fontes históricas e conceitos. A memória é uma fonte auxiliar da História.

II- A História faz parte da memória, pois o pensamento social de uma época é construído pela memória coletiva de uma sociedade objeto dos historiadores.

III- A memória faz parte da História por ser uma manifestação subjetiva da mentalidade individual, sendo, portanto, objeto de estudo da História.

IV- A memória materializa-se por meio da linguagem escrita ou oral, mas é livre do rigor do método científico, portanto, é um recurso utilizado pelo historiador.

V- A História usa exclusivamente a memória para estudar as comunidades indígenas e quilombolas devido à falta de outros registros históricos.

Estão CORRETAS as afirmativas:
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Q2316775 História

Julgue o item a seguir.


O termo "civilizações", refere-se a sociedades humanas avançadas que desenvolveram formas complexas de organização social, política, econômica e cultural. Ao longo da história, várias civilizações surgiram e desapareceram, deixando um legado duradouro em termos de arte, arquitetura, tecnologia, filosofia, religião e outros aspectos da vida humana. Cabe citar a civilização Chinesa Antiga, com uma história milenar, a China antiga viu o surgimento de dinastias como a Shang, Zhou, Han e outras, contribuindo para a filosofia, tecnologia e artes.

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Q2315634 História
A memorização acarretou no alunato o sentimento de que o ensino de história se baseava apenas a essa característica, tornando-se chato e metódico: “saber história era dominar muitas informações, o que, na prática, significava saber de cor a maior quantidade possível de acontecimentos de uma história nacional”.

(Bittencourt, 2004, p. 69.)

Procura-se garantir o predomínio das aulas com os alunos trabalhando mais, exigindo-se deles um estudo independente, uma construção de respostas e soluções por meio de um conjunto de operações mentais, um intercâmbio de opiniões, uma cultura de debate, o ordenamento e a apresentação de ideias resultantes do raciocínio lógico pessoal.

(Granville, 2008, p. 127.)

Os fragmentos dos textos anteriormente expostos apresentam recortes sobre maneiras de trabalhar nas aulas de história. Tendo em vista as ideias e o dia a dia da sala de aula, assinale a afirmativa correta. 
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Q2315628 História
A história e outras tantas disciplinas escolares, como a matemática, a geografia e a educação física, têm nas últimas décadas, feito parte do cotidiano de milhares de alunos e professores de tal forma, que acabamos por achar natural essa organização curricular e essa maneira de ser da escola, acabamos por esquecer que essas disciplinas se constituíram historicamente.
(Bittencourt, 2004, p. 70.)

A História, enquanto disciplina escolar, integra o conjunto de parâmetros que, ao longo do tempo, foram se constituindo como saberes fundamentais no processo de escolarização em nossa sociedade. Sendo assim, em relação à História e sua ciência é: 
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Q2305149 História
Expressões culturais como culinária e festas tradicionais são consideradas patrimônios: 
Alternativas
Respostas
661: D
662: B
663: C
664: A
665: B
666: A
667: D
668: A
669: B
670: D
671: A
672: C
673: A
674: C
675: C
676: C
677: C
678: B
679: D
680: B