Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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(Marc Bloch. Apologia da história ou o ofício do historiador)
Conforme o texto e os conhecimentos historiográficos, a visão de Marc Bloch considera que
Portelli: Durante a resistência, você pensava apenas na liberdade nacional ou desejava alguma coisa mais?
Filipponi: Pensavámos na libertação nacional do fascismo e, após isso tínhamos esperança de alcançar o socialismo, o qual ainda não havíamos atingido. Depois que a guerra terminou - Terni foi onze meses mais cedo do que o resto do país -, o camarada Palmiro Togliatti [secretário do Partido Comunista italiano no pós-guerra] convocou uma reunião com os líderes do Partido em todas as províncias da Itália. Togliatti fez um discurso e adiantou que haveria eleições e pediu o meu apoio para ganharmos a eleição. Houve aceitação ao discurso feito, mas eu levantei minha mão: “Camarada Togliatti, eu discordo”, porque, como Lenine disse: quando o tordo voa, é o momento de atirar nele. Hoje o tordo está voando: todos os chefes fascistas estão se escondendo ou fugindo, tanto em Terni como em qualquer outro lugar. Este é o momento: nós atacamos e construímos o socialismo. Togliatti colocou a sua moção e a minha em votação e a dele obteve quatro votos a mais do que a minha, e assim foi vencedora.
Adaptado de: PORTELLI, Alessandro. Sonhos Ucrônicos, Memória e Possíveis Mundos dos Trabalhadores. Projeto História, n. 10, São Paulo: Educ, 1993. p. 42-43.
Segundo Portelli, a confrontação entre Filliponi e Togliatti nunca aconteceu. Com base nos estudos atuais sobre a oralidade como fonte de pesquisa, essa constatação indica que a História Oral
O escritor argentino Julio Cortázar (1914-1984) escreveu em O Jornal e suas metamorfoses:
Um senhor pega um bonde depois de comprar o jornal e pô-lo debaixo do braço. Meia hora depois, desce com o mesmo jornal debaixo do mesmo braço.
Mas já não é o mesmo jornal, agora é um monte de folhas impressas que o senhor abandona num banco de praça.
Mal fica sozinho na praça, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que um rapaz o descobre, o lê, e o deixa transformado num monte de folhas impressas.
Mal fica sozinho no banco, o monte de folhas impressas se transforma outra vez em jornal, até que uma velha o encontra, o lê e o deixa transformado num monte de folhas impressas. Depois, leva-o para casa e no caminho aproveita-o para embrulhar um molho de acelga, que é para o que servem os jornais depois dessas excitantes metamorfoses.
CORTÁZAR, Julio. Histórias de Cronópios e de Famas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011. p. 63.
Um professor leu com os seus alunos esse texto de Cortázar, o que fez com que toda a turma concluísse
que, na escola básica, os documentos históricos
Leia a tirinha a seguir.

A charge acima apresenta uma discussão que confunde
cultura com instrução. Essa é uma ideia que reduz a ideia
de cultura, já que todos têm cultura. Sendo assim, cultura é
A ________ conduziu à afirmação da necessidade de passar de uma "história-narração" a uma "história-problema" mediante a formulação de hipóteses de trabalho.
Complete a lacuna acima e assinale a alternativa CORRETA.
No artigo Sobre História, Braudel e os vagalumes. A Escola dos Annales e o Brasil (ou vice-versa) (em: Marcos Cezar Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva), Paulo Miceli afirma que “A reconstituição de grandes cenários capazes de comportar a elaboração do vasto espetáculo da História era para Braudel uma tarefa que não deveria ficar submetida apenas aos procedimentos tradicionais da velha disciplina”.
Nesse sentido, segundo o artigo citado, Braudel
[...] Não é a consciência que determina a vida, mas sim a vida que determina a consciência.
MARX, K.; ENGELS, F. A Ideologia Alemã: crítica da filosofia alemã mais recente na pessoa dos seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirnes, e do socialismo alemão na dos seus diferentes profetas. Lisboa: Presença; Martins Fontes, 1980. v. 1-2, p. 26
De acordo com os conceitos do Materialismo Histórico Dialético, o texto
I- As certezas modernas foram abaladas pela relatividade na segunda metade do século XX.
II- As teorias universais voltadas para explicar e pensar o mundo têm cedido lugar ao pensamento do descontínuo, da multiplicidade de experiências que tornaram possível a leitura das subjetividades na contemporaneidade.
III- O projeto de civilização e progresso da modernidade foi abalado pelo pensamento pós-moderno de que o mundo é fluidez, metamorfose, transubstanciação: diferença intensiva, possibilidade e dispersão.
Após identificar a legitimidade das sentenças sobre a História e a pós-modernidade, assinale a alternativa que apresenta a resposta CORRETA:
I- No final do século XIX, o pensamento positivista influenciou a profissionalização da história, defendendo os preceitos da neutralidade com a ausência de “julgamentos” dos eventos passados por parte dos historiadores.
II- A História deveria ser narrada “como de fato aconteceu”, explicitando apenas os textos extraídos rigorosamente dos documentos oficiais.
III- Abusca pela verdade na produção do conhecimento histórico tornou inquestionável a compreensão da História como ciência até os dias atuais.
A alternativa que responde CORRETAMENTE é apenas:
A História Moderna é o período da história que compreende a Idade Moderna. Esse momento da História do Ocidente se inicia no final da Idade Média e se estende até a Idade Contemporânea, no século XVIII. Apesar dos resquícios do mundo medieval em alguns aspectos, essa fase foi marcada por grandes transformações, revoluções e mudanças na mentalidade ocidental. De acordo aos estudos que engloba o período medieval ao contemporâneo, analise as proposições abaixo:
I- O conceito de Idade Moderna surgiu como uma necessidade de determinados intelectuais de diferenciar a época em que eles estavam inseridos do período medieval. A Idade Moderna, portanto, surgiu quando foi pensada a Idade Média. O primeiro erudito que pensou nisso foi um italiano do século XIV chamado Francesco Petrarca.
II- A Idade Moderna é considerada o período de transição do modo de produção feudal para o modo de produção capitalista. Essa transição se deu pelas práticas econômicas do mercantilismo, que contribuíram para a mundialização do comércio europeu. Essa mundialização do comércio tem relação direta com o colonialismo que se estabeleceu quando os europeus chegaram à América em 1492.
III- Nesse período, no campo político, mudanças significativas também aconteceram. O rei se fortaleceu e as nações que surgiram se estruturaram ao redor desse monarca absoluto. É, portanto, o período do absolutismo e de reis imponentes, como Luís XIV, que se autodefinia como Rei Sol. Significativo também foi o papel de muitos intelectuais que criaram construções ideológicas para sustentar o poder dos reis.
IV- Foi um período também de agitação burguesa e da consolidação popular. As camadas populares, lutando por seus direitos, posicionaram-se durante a Revolução Puritana, que aconteceu na década de 1640, na Inglaterra, por exemplo. Os diggers e levellers defenderam os interesses do povo e tinham ideias republicanas e coletivistas, mas foram esmagados pelo poder burguês.
V- A mundialização do comércio permitiu a acumulação do capital, e essa ação se fortaleceu principalmente depois que a Reforma Religiosa levou ao surgimento dos protestantes. A Igreja perdeu força, assim como a fé, que deu espaço à predominância da razão, sobretudo quando surgiram os iluministas.
De acordo a análise das proposições é correto o que se afirma em: