Questões de Concurso
Sobre linguagem e fala em fonoaudiologia
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Considere Transtorno dos Sons de Fala (TSF) como uma dificuldade em utilizar os sons da fala apropriados para a idade e o dialeto da criança, sendo que o nível de inteligibilidade de fala é afetado diretamente pelo tipo de erro que apresenta. O sistema de classificação dos sons de fala baseado na tipologia clínica, classifica o TSF em 3 categorias: atraso de fala, erros persistentes de fala e transtornos motores de fala.
Nessa perspectiva, o atraso de fala pode ser considerado se uma criança com idade
As afasias são classificadas como fluentes, ou seja, quando apresentam mais alterações de linguagem, mas podem produzir estruturas de fala sem esforço, e as afasias não fluentes, quando apresentam mais redução do discurso, com fala esparsa e pronunciada lentamente.
Nessa concepção, são exemplos de afasia fluente e não fluente, respectivamente:
Segundo a comunidade científica, diagnostica-se, atualmente, a gagueira pela presença de, pelo menos, 3% de disfluências típicas da gagueira, quando se avalia a fluência. Dentre estas disfluências, destacam-se a repetição de sons, de sílabas ou parte das palavras, prolongamentos e pausas.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um exemplo de repetição de som.
Felipe, de 5 anos, foi encaminhado pela escola para avaliação fonoaudiológica porque há a suspeita de gagueira. Na avaliação de fluência foi registrado o seguinte discurso de Felipe: “A menina é minha minha amiga. Eu fui é na escola e eu tava na escola né e ela chegou. A menina menina caiu”.
Pelos registros em negrito: né – menina menina, respectivamente, é correto afirmar que se trata de outras disfluências, que não são típicas de gagueira, porque são exemplos de
( ) Nos distúrbios fonológicos, a análise dos processos fonológicos produtivos permite identificar padrões organizacionais do sistema sonoro da criança, ultrapassando a simples descrição articulatória dos erros.
( ) Alterações fonéticas caracterizam-se predominantemente por inadequações motoras na produção dos sons da fala, podendo ocorrer distorções articulatórias mesmo na ausência de reorganização fonológica do sistema linguístico.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Ainda pensando sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o qual se caracteriza por alterações na comunicação social e na linguagem, percebe-se que o transtorno pode envolver dificuldades na interação, no uso funcional da linguagem e na construção de significados nas relações sociais.
Considerando princípios de intervenção fonoaudiológica voltados à estimulação da linguagem em crianças com TEA, é CORRETO afirmar que:
Em um ambulatório de Fonoaudiologia de um serviço municipal no interior d , Jorge, 22 anos, procurou atendimento a Paraíba relatando histórico de dificuldades na fala desde a infância, com impacto em situações sociais e profissionais. Durante a avaliação clínica, o profissional observou alterações no ritmo da fala e episódios recorrentes de disfluência que interferem na comunicação funcional.
De acordo com a literatura científica, é CORRETO afirmar que a gagueira:
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão.
Juvêncio, 61 anos, foi admitido na emergência do hospital regional de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade de João Pessoa com quadro súbito de fraqueza em hemicorpo direito, alteração da fala e dificuldade para se comunicar verbalmente. Possuía histórico de hipertensão arterial sistêmica, em uso irregular de medicação anti-hipertensiva, e escolaridade formal inferior a cinco anos.
Após avaliação médica e exames de imagem, foi confirmado diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do tipo isquêmico, o qual atingiu áreas corticais motoras relacionadas ao controle da fala. Durante o período de internação hospitalar, com duração aproximada de cinco dias, observou-se que o paciente apresentava fala imprecisa, paresia facial, esforço articulatório aumentado, redução da inteligibilidade e lentificação na produção verbal, embora mantivesse preservada a compreensão das ordens simples no contexto hospitalar.
Durante a internação, o prontuário indicava dificuldades na comunicação oral; porém, não constavam solicitações formais de avaliação fonoaudiológica durante a internação, tampouco orientações específicas relacionadas à reabilitação da comunicação no momento da alta hospitalar. A equipe assistencial priorizou a estabilização clínica e o manejo das condições neurológicas e cardiovasculares associadas.
No momento da alta, a esposa do paciente foi orientada a manter acompanhamento na rede básica de saúde, sem menção explícita à necessidade de encaminhamento para avaliação ou reabilitação fonoaudiológica, apesar das alterações comunicativas observadas ao longo da hospitalização.
Com base nas diferentes abordagens terapêuticas, assinale a alternativa CORRETA.