Questões de Concurso Sobre o sujeito moderno em filosofia

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Q4026979 Filosofia
“Deve haver alguma impressão que sirva de fonte para cada ideia real. Mas eu ou pessoa não corresponde a nenhuma impressão, consistindo naquilo a que todas as nossas várias impressões e ideias estão supostamente referidas. Se alguma impressão der origem à ideia de eu, esta impressão deve permanecer invariavelmente a mesma, durante toda a duração de nossas vidas, uma vez que se supõe que o eu exista desta maneira. Mas não há nenhuma impressão constante e invariável. A dor e o prazer, a tristeza e a alegria, as paixões e as sensações sucedem-se umas às outras, e nunca existem todas ao mesmo tempo. Não pode ser, portanto, de nenhuma destas impressões, nem de nenhuma outra, que nossa ideia de eu é derivada, e consequentemente essa ideia não existe” (Marcondes, 2000). A citação apresentada reproduz as palavras de um importante filósofo da Modernidade europeia. Com base nessa citação e levando em consideração as grandes escolas filosóficas modernas, assinale a alternativa que expressa o posicionamento apresentado no trecho.
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Q4026970 Filosofia
“Só é possível aprender a filosofar, ou seja, exercitar o talento da razão, fazendo-a seguir os seus princípios universais em certas tentativas filosóficas já existentes, mas sempre reservando à razão o direito de investigar aqueles princípios até mesmo em suas fontes, confirmando-os ou rejeitando-os” (Kant, 1996). No trecho citado, retirado de “Crítica da Razão Pura”, Immanuel Kant apresenta uma concepção de atitude filosófica que procura responder ao problema da racionalidade. Nesse sentido, a perspectiva kantiana é a de que 
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Q4026402 Filosofia
Em As palavras e as coisas, Michel Foucault distingue, na história do saber ocidental, três estruturas epistêmicas que se sucedem sem nenhuma continuidade linear. Acerca dessas estruturas, assinale a alternativa correta. 
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Q4026395 Filosofia
Durante uma aula sobre teoria do conhecimento, um professor propõe aos alunos a seguinte situação: ao observar um objeto qualquer, o sujeito inicialmente o percebe por meio dos sentidos, organiza essa percepção em formas e, posteriormente, elabora conceitos e juízos sobre ele. Em seguida, o professor solicita que os alunos expliquem, com base na filosofia de Immanuel Kant, como se estrutura esse processo de conhecimento. Assinale a alternativa que apresenta a explicação correta.
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Q4026394 Filosofia
Sobre o cogito na filosofia de René Descartes, considerado como um dos fundamentos da epistemologia moderna, assinale a alternativa correta.
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Q4026382 Filosofia
De acordo com o pensamento de Kant, o conhecimento se estabelece da relação entre estruturas da razão e dados da experiência. Nesse sentido, ele distingue entre elementos dados a priori e a posteriori. De acordo com o pensamento de Kant, é correto afirmar que
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Q4026378 Filosofia
Para René Descartes (1596-1650), só podemos chegar ao conhecimento verdadeiro das coisas utilizando os princípios epistemológicos corretos, tais princípios são ditados por ideias inatas. Sobre o pensamento cartesiano e seu conceito de ideias inatas, assinale a alternativa correta. 
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Q4012560 Filosofia
Sobre o conceito de Banalidade do mal em Hannah Arendt, assinale as afirmações abaixo como Verdadeiras (V) ou Falsas (F).
(   ) O mal pode ser produzido por uma pessoa comum, burocrata, pouco reflexivo e medíocre, que assevera ter apenas “feito seu trabalho”.
(   ) O mal pode ser cometido sem intenção perversa ou sadismo, quando as pessoas deixam de pensar e julgar por si mesmas.
(   ) O mal é banal quando é rotineiro, quando não há senso de responsabilidade moral ou substituição do próprio julgamento pela obediência cega.
(   ) O mal é banal não porque é pequeno ou insignificante, mas porque é corriqueiro e sem sentimento.
A alternativa com a sequência CORRETA é:
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Q4012541 Filosofia
Divisor de águas na história do pensamento, a filosofia crítica de Kant subverteu a relação entre o sujeito e o real. Ao postular que o conhecimento orbita as faculdades da sensibilidade e do entendimento, e não o inverso, o filósofo logrou superar a dicotomia entre razão e experiência. Essa análise transcendental não apenas redefiniu a gênese da objetividade, como também conferiu legitimidade e rigor científico aos postulados da mecânica de seu tempo.
À luz do arcabouço teórico do criticismo kantiano, as proposições a seguir revelam-se exatas, à EXCEÇÃO de:
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Q4012536 Filosofia
A famosa dialética do senhor e do escravo, na Fenomenologia do Espírito de Hegel é frequentemente interpretada como uma metáfora para a luta por reconhecimento (Anerkennung). Axel Honneth, ao elaborar sua teoria do reconhecimento como um conflito moralmente motivado, se distancia de Hegel em muitos aspectos.
Assinale a alternativa que melhor descreve a ruptura de Honneth com Hegel.
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Q3973346 Filosofia
    O trabalho é a atividade correspondente ao artificialismo da existência humana, existência esta não necessariamente contida no eterno ciclo vital da espécie, e cuja mortalidade não é compensada por este último. O trabalho produz um mundo “artificial” de coisas, nitidamente diferente de qualquer ambiente natural.
Hannah Arendt. A condição humana. 2007, p. 15.

Partindo do excerto acima e das ideias de Hannah Arendt, uma aula de filosofia na qual se problematizem os meios de produção e consumo, vinculando-os aos modos de vida, possibilita 
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Q3973336 Filosofia

Texto 5A2-V 


    Distanciemo-nos, enfim, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.


    Mas a que apelo nos referimos? Toda a nossa existência se sente — em toda parte, uma vez por diversão, outra vez por necessidade, ou incitada ou forçada — provocada a se dedicar ao planejamento e cálculo de tudo. O que fala nessa provocação? Ela emana apenas de um capricho arbitrário do ser humano? Ou nisso nos aborda já o próprio ente e justamente de tal modo que nos interpela na perspectiva de sua planificabilidade e calculabilidade? Então até mesmo o ser estaria sendo provocado a manifestar o ente no horizonte da calculabilidade? De fato. E não só isso. Na mesma medida que o ser, o homem é provocado, quer dizer, chamado à razão para abrigar em segurança o ente que se dirige a ele, como a base substancial de seu planificar e calcular, realizando indefinidamente essa exploração.


Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Conferências e escritos filosóficos.

Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1957], p. 382 (com adaptações)

No texto 5A2-V, Heidegger propõe um distanciamento “do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente”. Nesse sentido, o filósofo pretende defender que 
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Q3973334 Filosofia
    É certo que na vida cotidiana estamos acostumados a falar de belas cores, de um belo céu, de um belo rio, como também de belas flores, de belos animais e, ainda mais, de belos seres humanos, embora não queiramos aqui entrar na discussão acerca da possibilidade de se poder atribuir a tais objetos a qualidade da beleza e de colocar o belo natural ao lado do belo artístico. Mas pode-se desde já afirmar que o belo artístico está acima da natureza. Pois a beleza artística é a beleza nascida e renascida do espírito e, quanto mais o espírito e suas produções estão colocadas acima da natureza e seus fenômenos, tanto mais o belo artístico está acima da beleza da natureza. 
eorg Wilhelm Friedrich Hegel. Cursos de Estética, v. I. Tradução de Marco Aurélio Werle. São Paulo: EDUSP, 2001, p. 28.

Tendo como referência o fragmento de texto precedente e o contexto no qual ele aparece na obra de Hegel, assinale a opção correta. 
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Q3973333 Filosofia

Texto 5A2-II 


     Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.


Francis Bacon. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade.

São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações). 



Texto 5A2-III


     O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.


Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.




Texto 5A2-IV


     Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.


Immanuel Kant. Crítica da razão pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.

São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações). 

Com base na comparação entre as ideias dos empiristas veiculadas nos textos 5A2-II e 5A2-III e a crítica de Kant no texto 5A2-IV, assinale a opção correta.
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Q3973331 Filosofia

Texto 5A2-II 


     Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.


Francis Bacon. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade.

São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações). 



Texto 5A2-III


     O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.


Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.




Texto 5A2-IV


     Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.


Immanuel Kant. Crítica da razão pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.

São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações). 

No texto 5A2-II, Francis Bacon apresenta uma crítica contra a chamada “experiência vaga”. A respeito da proposta baconiana que se opõe a essa noção, assinale a opção correta. 
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Q3973329 Filosofia

    Gadamer emprega o conceito de história efetiva para indicar os efeitos da história na compreensão. “A compreensão é, essencialmente, um evento efetuado historicamente.” Nossa consciência é, assim, uma consciência efetuada historicamente no sentido amplo que significa que, tenhamos consciência disso ou não, nossos preconceitos herdados sempre constituem o pano de fundo e a base a partir da qual compreendemos.


Lawrence K. Schmidt. Hermenêutica. Tradução de Fábio Ribeiro.

Petrópolis: Vozes, 2012, p. 153 (com adaptações).



A partir desse fragmento de texto, é correto afirmar que a concepção gadameriana do conceito de “história efetiva” refere-se

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Q3973328 Filosofia
    Quantas vezes ocorreu-me sonhar, durante a noite, que estava neste lugar, que estava vestido, que estava junto ao fogo, embora estivesse inteiramente nu dentro de meu leito?
René Descartes. Meditações. Tradução de J. Guinsburg e Bento Prado Júnior. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1642], p. 94.

Nesse fragmento da obra Meditações, René Descartes 
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Q3973326 Filosofia

Texto 5A2-I


    A crença na inspiração. Os artistas têm interesse em que se creia nas intuições repentinas, nas chamadas inspirações; como se a ideia da obra de arte, do poema, o pensamento fundamental de uma filosofia, caísse do céu como um raio de graça. Na verdade, a imaginação do bom artista ou pensador está produzindo sem parar, sejam coisas boas, medíocres ou ruins, mas o seu julgamento — altamente aguçado e exercitado — rejeita, seleciona, combina; como vemos nas anotações de Beethoven, que, aos poucos, juntou as melodias mais esplêndidas e de certo modo as retirou de múltiplos esboços. Quem separa menos rigorosamente e confia de bom grado na memória imitativa pode se tornar, em certas condições, um grande improvisador; mas a improvisação artística está muito abaixo do pensamento artístico selecionado com seriedade e dedicação. Todos os grandes foram grandes trabalhadores, incansáveis não apenas no inventar, mas também no rejeitar, escolher, remodelar e ordenar. 


Friedrich Nietzsche. Humano, demasiado humano (aforismo 155). Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2020 [1878], p. 111 (com adaptações).

Tendo como referência o aforismo apresentado no texto 5A2-I e a concepção nietzschiana de criação, assinale a opção correta.
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Q3954417 Filosofia
Santo Agostinho viveu um período histórico denominado de Antiguidade Tardia, uma síntese entre o pensamento cristão e o pensamento greco-clássico, no diálogo entre fé e razão, de tal modo que havia um diálogo profícuo entre essas duas realidades no pensamento agostiniano.
Qual afirmação reflete o pensamento agostiniano de forma fundamental?
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Q3954415 Filosofia
A concepção de Kant (séc. XVIII) sobre o gosto é compreendida no âmbito da absoluta harmonia entre entendimento e imaginação, sem utilidade alguma.
Assinale a alternativa que apresenta a definição kantiana de gosto.
Alternativas
Respostas
41: A
42: A
43: D
44: E
45: C
46: B
47: D
48: E
49: E
50: D
51: D
52: E
53: D
54: D
55: C
56: C
57: B
58: A
59: C
60: E