Questões de Concurso
Sobre farmacovigilância em farmácia
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Considerando os aspectos de farmacologia, farmacovigilância, uso racional de antimicrobianos e a atuação clínica do farmacêutico no SUS, analise as afirmativas a seguir.
I- O farmacêutico participa da avaliação da adequação da terapêutica antimicrobiana empírica prescrita para ITU não complicada, orienta quanto ao uso correto do medicamento e contribui para a identificação de riscos relacionados à farmacoterapia, favorecendo a segurança da paciente.
II- Em mulheres jovens e sexualmente ativas, a ITU não complicada é causada predominantemente por Escherichia coli, sendo a nitrofurantoína um dos antimicrobianos recomendados como opção de primeira linha nos protocolos terapêuticos do SUS.
III- A farmacovigilância e a gestão do uso de antimicrobianos na Atenção Primária envolvem o farmacêutico na promoção do uso racional, no monitoramento de eventos adversos e no desencorajamento do uso injustificado de antimicrobianos de amplo espectro, em consonância com as diretrizes nacionais de enfrentamento da resistência bacteriana.
IV- O tratamento empírico da ITU não complicada deve priorizar, de forma rotineira, antimicrobianos de amplo espectro, como as fluoroquinolonas, independentemente das recomendações dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas vigentes.
É CORRETO o que se afirma em:
Com base nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), nas diretrizes de farmacovigilância e no uso racional de medicamentos no SUS, é CORRETO afirmar que:
O farmacêutico clínico de um hospital realiza busca ativa de eventos adversos relacionados a medicamentos por meio da metodologia de triggers. Durante a revisão de prontuários, identifica a prescrição de naloxona em um paciente internado na UTI. No prontuário, constam registros de depressão respiratória nas últimas horas, necessidade de ventilação não invasiva e ajuste recente da dose da morfina. Não há evidências de hipoxemia prévia, doença pulmonar descompensada ou uso concomitante recente de outros depressores do sistema nervoso central.
Considerando a metodologia dos triggers (rastreadores) e a análise de possíveis variáveis de confundimento, a interpretação do farmacêutico baseia-se
Em um hospital universitário, reações adversas são notificadas após a introdução de um novo medicamento no formulário terapêutico. As notificações incluem eventos com diferentes níveis de gravidade, ocorridos em pacientes com múltiplas comorbidades e uso concomitante de vários fármacos. A farmácia hospitalar integra essas informações às ações de farmacovigilância institucional.
Nesse contexto, a análise de causalidade é incorporada ao processo por permitir
Em um hospital universitário, a equipe de farmacovigilância avalia reações adversas notificadas em pacientes com polifarmácia, doenças graves e evolução clínica complexa. Durante a análise, observa-se que, em diversos casos, não há reexposição ao medicamento suspeito, os dados laboratoriais são incompletos e o evento pode ser explicado por condições clínicas concomitantes. Diante desse cenário, a escolha e a interpretação dos algoritmos de causalidade utilizados tornamse centrais para a qualificação das notificações.
Considerando as características do algoritmo de Naranjo e do sistema WHO-UMC, a análise desses casos deve reconhecer que
Em um hospital universitário, a comissão de farmácia e terapêutica analisa dados secundários de prontuários e sistemas de informação para investigar aumento inesperado de eventos adversos associados ao uso de um determinado medicamento amplamente prescrito. O objetivo da análise é descrever padrões de uso, identificar possíveis fatores associados aos eventos e subsidiar intervenções no processo assistencial.
Considerando os fundamentos da farmacoepidemiologia, a abordagem adotada caracteriza-se por