Questões de Concurso Sobre conceito e objeto da antropologia. cultura. relativismo cultural versus etnocentrismo. observação participante e técnica em antropologia

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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: UEFS Prova: IDCAP - 2025 - UEFS - Antropólogo |
Q3363857 Antropologia
A cultura é um dos alicerces da organização social, fornecendo valores, normas e símbolos que orientam o comportamento dos indivíduos e regulam as interações entre eles. Em diferentes sociedades, a cultura molda a percepção de papéis sociais, estabelecendo padrões que influenciam a coesão social e a identidade coletiva. Considerando a influência da cultura na organização social, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3337501 Antropologia
Para Sherry Ortner, o principal legado da antropologia geertziana tem sido a questão de como “os símbolos modelam os modos em que os atores sociais veem, sentem e pensam sobre o mundo ou, em outras palavras, como os símbolos operam enquanto veículos de ‘cultura’”. (Adaptado de Ortner, S. B. Teoria na antropologia desde os anos 60. In: Mana, 17(2), 2011, p. 421) Para Geertz, sistemas culturais como os calendários balineses são objeto de análise antropológica para:
Alternativas
Q3337499 Antropologia
Em Dois pequenos problemas com a lei terra intangível para os Kisêdjê, Marcela Coelho de Souza examina a conexão entre o povo Kisêdjê e a terra. A autora propõe o conceito de “terra intangível”, que desafia a compreensão ocidental de propriedade e posse. A autora argumenta que:
"A despeito do possessivo na expressão nossa terra, não acredito que esta ‘terra’ de que estejam falando seja mais dócil ao instituto da propriedade e à medição e delimitação que ele implica. As imagens — legais ou científicas — de terra como bem imóvel ou substrato físico são analogias muito pobres para a compreensão do que está em jogo para os Kisêdjê” (Coelho de Souza, 2017, p. 123).
A "terra intangível" para o povo Kisêdjê pode ser compreendida como: 
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Q3337495 Antropologia
No texto Populações indígenas, povos tradicionais e preservação na Amazônia, Manuela Carneiro da Cunha e Mauro de Almeida afirmam o seguinte: “Durante muito tempo, existiu entre antropólogos, conservacionistas, governantes e as próprias populações tradicionais aquilo que um antropólogo chamou, em outro contexto, de ‘mal-entendido útil’. Esse mal-entendido gira em torno do que se pode chamar de essencialização do relacionamento entre as populações tradicionais e o meio ambiente” (Cunha e Almeida, 2009, p. 13). Na base dessa essencialização está o mito:
Alternativas
Q3337490 Antropologia
Há quase um século, os antropólogos estudam outras formas de vida, como Bronislaw Malinowski e os jardins, Edward Evans-Pritchard e o gado, Gregory Bateson e os golfinhos. Contudo, nas últimas décadas, os praticantes da antropologia têm ampliado as perspectivas que embasam suas etnografias, decentrando análises sobre agência e poder e advogando por uma antropologia mais-que-humana. Uma das viradas teóricas responsáveis por esse decentramento é a virada ontológica. Uma das contribuições feitas pela virada ontológica é:
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Q3337483 Antropologia
Em seu estudo de grupos étnicos, Fredrik Barth critica definições que se baseiam apenas em características culturais compartilhadas, como língua, religião ou ancestralidade comum. Para o autor, elencar tais traços culturais, ainda que seja relevante, não explica a persistência e a dinâmica dos grupos étnicos em contextos de mudança e interação social. O problema desse tipo de definição, argumenta Barth, está justamente no seu caráter concreto e substantivo. Para o autor, é importante elaborar uma definição conceitual da etnicidade com base em certos critérios analíticos. Para Barth, a compreensão da etnicidade exige:
Alternativas
Q3337481 Antropologia
Em Genealogias da religião (1993), Talal Asad critica concepções essencialistas das religiões. Asad argumenta que a categoria "religião", tal como compreendida no Ocidente moderno, não pode ser aplicada indiscriminadamente a outras culturas e contextos históricos. Para esse autor, a religião não possui uma essência universal a-histórica. Ela deve ser, em vez disso, entendida como um conceito historicamente produzido. A proposta de Asad está alinhada à: 
Alternativas
Q3337477 Antropologia
Bruno Latour foi um importante antropólogo para a consolidação da chamada antropologia simétrica. Para Latour, entre outras características, esse tipo de antropologia busca descrever e analisar as redes de relações que conectam humanos e não humanos, sem privilegiar um polo em detrimento do outro. A perspectiva teórico-metodológica difundida por Bruno Latour para essas análises é chamada de: 
Alternativas
Q3337476 Antropologia
O antropólogo britânico Victor Turner dedicou-se ao estudo dos rituais. Em seu livro O processo ritual (1969), ele desenvolveu o conceito de “liminaridade”. Para o autor, durante a fase liminar de um rito de passagem, o indivíduo se encontra: 
Alternativas
Q3337475 Antropologia
Clifford Geertz foi um expoente da antropologia estadunidense do século XX. Em seu livro de 1973, o autor define cultura como uma "teia de significados”. Para o autor, a antropologia deve ser entendida como: 
Alternativas
Q3337474 Antropologia
Roy Wagner é um antropólogo estadunidense notabilizado por seus estudos sobre parentesco na Melanésia. Em seu livro A invenção da cultura (1975), Wagner apresentou o conceito de “antropologia reversa”, que deu significativas contribuições para as teorias da cultura na antropologia. Nessa obra, o autor argumenta que: 
Alternativas
Q3335780 Antropologia
Ao compreender a relação dos povos colonizados com o colonizador, caracterizada como relações desiguais de poder, a etnologia estabeleceu novas formas de pensar as desigualdades e a sua manutenção. A partir dessa reflexão, é possível afirmar: 
Alternativas
Q3335778 Antropologia
A Escola Difusionista se preocupa em entender as semelhanças existentes entre grupos culturais geograficamente distantes. Desse modo, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3335777 Antropologia
A extrema diversidade das sociedades humanas raramente apareceu aos homens como um fato, e sim como uma aberração exigindo uma justificativa. A Antiguidade grega designava, sob o nome de “bárbaro”, tudo o que não participava da helenidade (em referência à inarticulação do canto dos pássaros, oposto ao significado da linguagem humana); o Renascimento e os séculos XVII e XVIII falavam de naturais ou de selvagens (isto é, seres da floresta), opondo assim a animalidade à humanidade. O termo “primitivos” é que triunfaria no século XIX, enquanto optamos, preferencialmente, na época atual, pelo de “subdesenvolvidos” (LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Brasiliense, 2003).

A partir do conceito de raça e etnia, é possível inferir:
Alternativas
Q3335776 Antropologia
Para compreender o homem em suas dimensões biológicas, sociais e culturais, os antropólogos criaram paradigmas e formas de entender o processo investigativo. Desta forma, surgiram novas escolas antropológicas. Entre os principais paradigmas da investigação em antropologia, indique a alternativa correta no que se refere ao conceito de Escola Funcionalista:
Alternativas
Q3335775 Antropologia
A relação entre Natureza e Cultura na antropologia é complexa e multifacetada. É comum usarmos os conceitos de natureza e cultura como distintos e até opostos. Com base nessa relação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3335770 Antropologia
Sobre os múltiplos sentidos que o termo “cultura” possui na Antropologia, somente é incorreto afirmar que:
Alternativas
Q3335769 Antropologia
De acordo com Sidney W. Mintz, no início do século XX, Franz Boas testemunhou os processos de descoberta e destruição na região noroeste do Pacífico, bem como no resto da América “Nativa”. “Foi também o período em que os avanços tecnológicos eram apresentados como a mais convincente medida da superioridade da civilização, o fim do verdadeiro ‘progresso’, pelos líderes do Ocidente.” Por essa razão, podemos afirmar que a ênfase teórica de Boas:
Alternativas
Q3335768 Antropologia
Sobre as noções de relativismo e de etnocentrismo, não é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3335767 Antropologia
A Antropologia é o estudo do homem como ser biológico, social e cultural, constituindo amplas dimensões. Por isso, o conhecimento antropológico é geralmente organizado em áreas, como “antropologia física ou biológica”, “antropologia social”, “antropologia cultural” e “arqueologia”. Assim sendo, a disciplina mencionada não permite afirmar que: 
Alternativas
Respostas
121: D
122: B
123: E
124: D
125: D
126: B
127: E
128: E
129: E
130: B
131: E
132: E
133: B
134: D
135: B
136: E
137: D
138: A
139: C
140: C