Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Nesse poema, o eu-lírico

Na fotografia, considerando o contexto aludido, o bonde representaria a parte da cidade que, segundo a crônica,
Conseguiu aprontar-se mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. [...] Devo me pintar, vestir -me bem, mas sem exagero. Beleza mesmo é pra fim de semana. Nem bonita, nem feia, disse consigo mesma. Concluiu que não havia tempo nem para o café. [...] Louca de pressa, ia sair, avançou a mão para a maçaneta da porta e assustou-se. A campainha tocou naquele exato momento. Quem haveria de ser àquela hora? A campainha era insistente. Algum dedo nervoso apertava-a sem tréguas. A campainha. Su acordou finalmente com o tilintar vibrante do despertador Westclox e se deu conta de que sequer havia-se levantado. Raios. Tudo por fazer. Mesmo que acordasse a tempo, tinha sempre que correr, correr. [...]
LADEIRA, Jul ieta de Godoy (Org.). Contos brasileiros contemporâneos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2005. p. 139-140.
Esse conto apresenta, como temática central,

As ilustrações 1 e 2 representam, respectivamente, o desfecho das personagens
O padre José Pedro dizia que a culpa era da vida e tudo fazia para remediar a vida deles, pois sabia que era a única maneira de fazer com que eles tivessem uma existência limpa. Porém uma tarde em que estava o padre e estava o João de Adão, o doqueiro diss e que a culpa era da sociedade mal organizada, era dos ricos... Que enquanto tudo não mudasse, os meninos não poderiam ser homens de bem. E disse que o padre José Pedro nunca poderia fazer nada por eles porque os ricos não deixariam. O padre José Pedro naquele dia tinha ficado muito triste, e quando Pirulito o foi consolar, explicando que ele não ligasse ao que João de Adão dizia, o padre respondeu balançando a cabeça magra.
– Tem vezes que eu chego a pensar que ele tem razão, que isso tudo está errado. Mas Deus é bom e saberá dar o remédio...
AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. p. 107-108.
Considerando as duas visões presentes no fragmento, Pedro Bala, no final da trama, adota um ponto de vista que
"Não mais atracaram na sua ponte os veleiros que iam partir carregados. Não mais trabalharam ali os negros musculosos que vieram da escravatura. Não mais cantou na velha ponte uma canção um marinheiro nostálgico."
Sobre esses períodos, é correto afirmar que

Sobre a linguagem do Texto 2, é correto afirmar que

A charge ironiza
Já o verme – este operário das ruínas –
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roêlos,
E há de deixarme apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
Nesses versos, o eu lírico enfatiza
Texto 1
“Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
(...)
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fm de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca ...”
(“A Boneca, Olavo Bilac”)
Texto 2
“A BELA bola
rola:
a bela bola do Raul.
Bola amarela,
a de Arabela.
A do Raul,
azul.
(...)
A bola é bela,
é bela e pura.
É bela, rola e pula,
é mole, amarela, azul.
(...)”
(“Jogo de Bola”, Cecília Meireles)
Sobre os fragmentos acima, afrma-se:
1. Embora “Jogo de Bola” apresente características simbolistas e “A Boneca” alinhe-se à estética modernista, em ambos se percebe uma preocupação com a rima e com a métrica clássica.
2. O texto 1, de Olavo Bilac, tematiza a amizade de duas meninas, que desistem de brincar depois da disputa por uma boneca.
3. No texto 2, de Cecília Meireles, percebem-se, na forma e no conteúdo, características da linguagem infantil.
4. No poema 2, as aliterações constroem um efeito sonoro signifcativo.
Estão corretas apenas as afrmativas

Considerando os dois fragmentos, NÃO é correto afirmar:

