Questões de Vestibular
Sobre história do brasil em história
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Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. Os escravos de ganho viviam em plena liberdade, pois vestiam calças bem cortadas, paletó de veludo e usavam relógios e anéis com pedra.
II. Os pés no chão indicavam a situação de cativo do escravo de ganho, ainda que estivesse bem vestido e ornamentado.
III. As fotografias ilustram a liberdade incondicional adquirida pelos escravos de ganho, principalmente quando essas mostravam seus pés calçados.
IV. A roupa, o chapéu-coco, a algibeira conseguiam romper o estigma de cativo de um escravo de ganho.
V. O estigma de cativo se revela nos pés descalços dos escravos de ganho.
Assinale a alternativa contendo apenas as afirmações INCORRETAS em relação ao texto de Luiz Felipe Alencastro.

Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. Em Minas Gerais, no Período Colonial, havia a produção de alimentos e a criação de animais, mas isso não significava a diversificação das atividades econômicas.
II. Ao lado da exploração do ouro, o comércio e a produção de alimentos para consumo próprio, tornavam a economia nas Minas bastante diversificada.
III. A produção de tecidos mais grosseiros, móveis e instrumentos para uso na agricultura inviabilizaram a exploração do ouro.
IV. A efervescência econômica destacada pelo autor se refere não somente à mineração, mas também à possibilidade comercial relacionada à produção e circulação de produtos na própria Colônia.
V. A produção de facas, enxadas, pregos, dobradiças, entre outros, atraía os negociantes da Colônia, pois qualquer atividade econômica que abastecesse as populações que se formavam nas regiões mineradoras apresentava-se como grande oportunidade comercial.
Assinale a alternativa contendo apenas as afirmações CORRETAS em relação ao texto de Eduardo França Paiva.

A Primeira República (1889-1930) foi marcada pela instabilidade política e econômica. Propunha uma modernização conservadora, sem participação popular. Nesse contexto eclodiram conflitos em diferentes pontos do território nacional. O texto acima reporta-se a:

Quilombolas, “cimarrones”, “palenques”, “cumbes” e “marrons”, são palavras usadas nas diversas regiões da América para se referir à mesma questão, durante o chamado período colonial, qual seja, as resistências de africanos e afro-descendentes escravizados. Sobre essa resistência na forma de quilombos é CORRETO afirmar:
VEJA: Brasília 50 anos. São Paulo: Abril, n. 2138, nov. 2009, p.62.
Acerca dos elementos culturais e das transformações dos espaços que constituíram a atual capital federal, entendemos que:
ESTEVES, Florentina. O empate. Rio de Janeiro: Oficina do Livro, 1993, p. 42.
O contexto tratado, na obra referenciada de Florentina Esteves, permite associá-lo, historicamente:
FERRANTE, Miguel J. O seringal. São Paulo: Clube do Livro, 1973, p.24-5 .
Ao ler e examinar o trecho da obra O seringal, de Miguel de Ferrante, pode-se assegurar que:
Texto I
“Na simbologia européia da Idade Média, a cor branca estava associada ao dia, à inocência, a virgindade; já a cor preta representava a noite, os demônios, a tristeza e a maldição divina. Essa dicotomia entre branco e preto, claro e escuro, foi transferida pelos europeus para os seres humanos quando os portugueses chegaram à África em meados do século XV. [...] Assim, a pigmentação escura da pele foi inicialmente apontada como uma doença ou um desvio da norma. Como os africanos apresentavam ainda traços físicos, crenças religiosas, costumes e hábitos culturais diferentes dos que predominavam na Europa, autores europeus passaram a caracterizá-los como seres situados entre os humanos e os animais. Todas essas visões eurocêntricas fizeram com que os negros fossem considerados culturalmente inferiores e propensos à escravidão [...]”
AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. História. São Paulo: Ática, 2008, p.199.
Texto II
“Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de ‘menino diabo’; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo, e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce ‘por pirraça’; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, - algumas vezes gemendo, - mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um – ‘ai, nhonhô!’ - ao que eu retorquia: - ‘Cala a boca, besta!’ ”
ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás-Cubas. São Paulo: Globo, 2008, p.62.

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