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Ano: 2010 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: CS-UFG - 2010 - UFG - Vestibular - Prova 01 |
Q221099 História
Em janeiro de 1889, o historiador João Ribeiro prenunciava o desaparecimento da única monarquia na América, ao afirmar que “não há espírito, por mais obtuso, que não veja, ao menos dentro de poucos anos, a ruína total da instituição monárquica no Brasil”. A crise política anunciada pelas afirmações do historiador foi resultado
Alternativas

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Alternativa correta: E

Tema central: a crise final do Império (1888–1889) e as causas políticas que levaram à Proclamação da República. É preciso entender a perda de apoio social e político à monarquia — sobretudo entre as elites provinciais — e como o ideal federalista serviu de coesão para a ação republicana.

Resumo teórico: No fim do Segundo Reinado o Imperador perdeu sustentação: a abolição (Lei Áurea, 13/05/1888) afastou grandes fazendeiros escravistas; o Exército cresceu em autonomia e insatisfação; e as elites provinciais buscavam mais autonomia administrativa e controle local sobre políticas econômicas. Essas elites viam no federalismo — ao enfraquecer o poder central monárquico — um instrumento para proteger seus interesses regionais. A Proclamação (15/11/1889) expressou essa convergência entre militares e oligarquias provinciais.

Por que a alternativa E é correta: porque identifica a mobilização das províncias ricas (ex.: São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul) em torno de aspirações federalistas como fator integrador do movimento republicano. Essas oligarquias queriam maior autonomia fiscal e política para gerir economia cafeeira e infraestrutura, e o federalismo oferecia o caminho institucional desejado. A coalizão entre militares e líderes provinciais tornou viável a derrubada da monarquia.

Análise das alternativas incorretas:

A — Embora existisse um Partido Republicano, ele era fraco nacionalmente e não explicava sozinho a queda do Império; a decisão foi promovida por uma coalizão oligárquica-militar, não por ampla força partidária.

B — O confronto entre liberais e conservadores foi importante em outras fases do Império, mas em 1889 já havia colapso do apoio dinástico por elites regionais e militares; não foi o binarismo liberal-conservador que precipitou o fim imediato.

C — O projeto de modernização dos cafeicultores e a defesa da imigração e da abolição são fatores relevantes (modernização econômica), porém eles não unificaram as forças políticas nacionalmente; a questão central foi a busca por autonomia regional (federalismo) e o afastamento do poder central.

D — Incorreto: a monarquia não manteve a escravidão até 1888; a Lei Áurea liberou os escravizados em 1888. Na verdade, a abolição retirou apoio de setores escravocratas ao trono, contribuindo para a crise, mas não representa compromisso do monarca com manutenção da escravidão.

Fontes recomendadas: José Murilo de Carvalho (sobre elites e república), Lilia Schwarcz & Heloisa Starling — Brasil: uma biografia; legislação: Lei Áurea (13/05/1888) e documentos da Proclamação da República (15/11/1889).

Dica de prova: ao ver enunciados sobre fim do Império, procure: (1) perda de apoio das elites locais; (2) papel do Exército; (3) projetos regionais (federalismo) — esses itens frequentemente indicam a resposta correta.

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