Questões de Vestibular
Comentadas sobre história do brasil em história
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I. É um período em que foram amplamente respeitados os direitos e as garantias fundamentais do cidadão por parte dos poderes instituídos.
II. Foram observadas, ações de resistência por parte de alguns segmentos da sociedade brasileira ao poder ditatorial-militar instaurado, inclusive com luta armada.
III. No período citado, a exclusão de amplos setores da sociedade civil do processo decisório nacional ficou fortemente evidenciada.
É correto o que se afirma em
I. O processo representou o desacordo com Portugal que exigia o seu regresso à Lisboa.
II. O processo representou o fortalecimento do Partido Brasileiro, explícito na composição do novo Ministério.
III. O processo representou o rompimento dos laços políticos formais com Portugal.
É correto o que se afirma
"em favor da Europa, África e Ásia, onde criou o homem, formou o Paraíso e enviou os patriarcas, a América permaneceu, até a chegada dos primeiros enviados da igreja, sem a palavra revelada, sem luz, sem fé, sem salvação".
RAMINELLI, R. As Imagens da Colonização: a representação do índio de Caminha a Vieira: Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 1996, p.23.
O fragmento anterior é revelador da idéia que os representantes da Igreja cultivavam acerca do indígena brasileiro. Nesse sentido, assinale a afirmação verdadeira.
Durante a chamada Nova República, é correto afirmar que:
Analise as proposições referentes a esse fenômeno político.
I. No Império, coronel era um título concedido pela Guarda Nacional; após a mudança do regime e com o fim da Guarda, coronel passou a significar latifundiário, o grande proprietário rural que dominava a política e a economia de determinado local.
II. O alicerce do poder político dos coronéis era a grande propriedade fundiária, geralmente habitada por muitos peões e agregados, homens de sua confiança; junto com fazendeiros, posseiros e lavradores vizinhos, estes homens colocavam sua lealdade a serviço do Chefe Político local.
III. Coronelismo caracterizava fenômeno político no qual os militares, nem sempre coronéis, eram eleitos para cargos do Executivo como prefeitos, governadores e até presidentes, no exercício pleno da democracia.
IV. Embora o termo esteja ligado ao período da Primeira República, pode-se afirmar que foi uma prática que se fortaleceu em muitas regiões do país antes da República e também após a Revolução de 1930.
V. Os grupos formados pelos principais coronéis regionais e por suas famílias constituíam as oligarquias estaduais que, por sua vez, dominavam os governos dos Estados.
Assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa que não corresponde ao período acima.

Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. Os escravos de ganho viviam em plena liberdade, pois vestiam calças bem cortadas, paletó de veludo e usavam relógios e anéis com pedra.
II. Os pés no chão indicavam a situação de cativo do escravo de ganho, ainda que estivesse bem vestido e ornamentado.
III. As fotografias ilustram a liberdade incondicional adquirida pelos escravos de ganho, principalmente quando essas mostravam seus pés calçados.
IV. A roupa, o chapéu-coco, a algibeira conseguiam romper o estigma de cativo de um escravo de ganho.
V. O estigma de cativo se revela nos pés descalços dos escravos de ganho.
Assinale a alternativa contendo apenas as afirmações INCORRETAS em relação ao texto de Luiz Felipe Alencastro.

Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. Em Minas Gerais, no Período Colonial, havia a produção de alimentos e a criação de animais, mas isso não significava a diversificação das atividades econômicas.
II. Ao lado da exploração do ouro, o comércio e a produção de alimentos para consumo próprio, tornavam a economia nas Minas bastante diversificada.
III. A produção de tecidos mais grosseiros, móveis e instrumentos para uso na agricultura inviabilizaram a exploração do ouro.
IV. A efervescência econômica destacada pelo autor se refere não somente à mineração, mas também à possibilidade comercial relacionada à produção e circulação de produtos na própria Colônia.
V. A produção de facas, enxadas, pregos, dobradiças, entre outros, atraía os negociantes da Colônia, pois qualquer atividade econômica que abastecesse as populações que se formavam nas regiões mineradoras apresentava-se como grande oportunidade comercial.
Assinale a alternativa contendo apenas as afirmações CORRETAS em relação ao texto de Eduardo França Paiva.
VEJA: Brasília 50 anos. São Paulo: Abril, n. 2138, nov. 2009, p.62.
Acerca dos elementos culturais e das transformações dos espaços que constituíram a atual capital federal, entendemos que:
ESTEVES, Florentina. O empate. Rio de Janeiro: Oficina do Livro, 1993, p. 42.
O contexto tratado, na obra referenciada de Florentina Esteves, permite associá-lo, historicamente:
FERRANTE, Miguel J. O seringal. São Paulo: Clube do Livro, 1973, p.24-5 .
Ao ler e examinar o trecho da obra O seringal, de Miguel de Ferrante, pode-se assegurar que:
Texto I
“Na simbologia européia da Idade Média, a cor branca estava associada ao dia, à inocência, a virgindade; já a cor preta representava a noite, os demônios, a tristeza e a maldição divina. Essa dicotomia entre branco e preto, claro e escuro, foi transferida pelos europeus para os seres humanos quando os portugueses chegaram à África em meados do século XV. [...] Assim, a pigmentação escura da pele foi inicialmente apontada como uma doença ou um desvio da norma. Como os africanos apresentavam ainda traços físicos, crenças religiosas, costumes e hábitos culturais diferentes dos que predominavam na Europa, autores europeus passaram a caracterizá-los como seres situados entre os humanos e os animais. Todas essas visões eurocêntricas fizeram com que os negros fossem considerados culturalmente inferiores e propensos à escravidão [...]”
AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. História. São Paulo: Ática, 2008, p.199.
Texto II
“Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de ‘menino diabo’; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo, e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce ‘por pirraça’; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, - algumas vezes gemendo, - mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um – ‘ai, nhonhô!’ - ao que eu retorquia: - ‘Cala a boca, besta!’ ”
ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás-Cubas. São Paulo: Globo, 2008, p.62.

O fragmento do jornal conclama a uma prática organizativa própria do movimento anarquista brasileiro, segundo a qual