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Para artes
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O texto acima, prefácio do livro Pauliceia Desvairada (1922), faz referência às ideias que fundamentaram a Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo. Consideramos como precursoras do referido marco na história da arte brasileira as exposições dos seguintes artistas plásticos, nos anos de 1913 e 1917, respectivamente:
Observe as imagens de fotografias, com as respectivas legendas, abaixo, e responda ao que se pede.
A partir do exposto e considerando que o fotojornalismo não é necessariamente produzido como arte, mas pode tornar-se arte dependendo do context
I- As Imagens 23 e 24, do fotojornalista José Medeiros, são a prova definitiva de que o fotojornalismo sempre se distingue da fotografia artística porque sua função central é informar e documentar acontecimentos de interesse público, estando vinculado ao contexto da imprensa e à narrativa jornalística.
II- A questão sobre se o fotojornalismo é ou não Arte não possui uma resposta única e consensual na teoria da fotografia. A maior parte dos estudiosos afirma que o fotojornalismo tem finalidade primordialmente informativa e documental, ligada ao campo do jornalismo; contudo, reconhece-se que determinadas imagens fotojornalísticas podem alcançar valor estético e artístico, sendo posteriormente incorporadas ao campo da Arte e exibidas em museus e galerias.
III- Quanto à discussão de ser o fotojornalismo Arte ou não, as Imagens 25 e 26 são diferentes da 27. Esta é uma fotografia artística, pois Ray Giubilo fez uso de teorias de enquadramento para conseguir o resultado artístico; já as outras, 25 e 26, encaixam-se apenas no conceito de fotojornalismo, sendo exemplos consagrados do que é fotojornalismo, e não podem ser consideradas como Arte por serem capturas manipuladas esteticamente e possuírem evidências de construção de narrativas ficcionais.
IV- O fotojornalismo consiste na produção de imagens que documentam acontecimentos relevantes e são destinadas à circulação em meios de comunicação, como jornais e revistas. Fotógrafos como José Medeiros tiveram grande importância no Brasil ao registrar temas sociais e culturais, especialmente nas revistas ilustradas do século XX, como O Cruzeiro. Já Henri Cartier-Bresson contribuiu para o desenvolvimento da narrativa fotográfica jornalística com o conceito de “momento decisivo”. As Fotografias 25, 26 e 27 são exemplos desse conceito.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Observações:
Algumas tarjas com legendas foram adicionadas à Imagem 19 para efeito desta questão. A respeito delas tem-se: “H” está abaixo de um mural de Banksy; “G” está abaixo de uma obra do trio MACLAIN; “R” está abaixo de um mural de ESCIF; “U” está abaixo de uma obra de Mirko Reisser (DAIM); e “L” está abaixo de um mural de Mark Bodé.
Agora, observe as próximas imagens:
A partir do exposto, avalie as assertivas abaixo:
I- As obras de legenda “H”, “R” e “L”, imagem 19, encaixam-se no que se define como Mural. Já as obras de legenda “G” e “U”, da mesma imagem 19, não são murais, pois: “G” é hiper-realista, por isso, foge do padrão exigido no universo do grafite; e “U” é uma obra interna a um ambiente, o que fere a definição de Arte Urbana.
II- A Imagem de legenda “R”, bem como a imagem 20 (obras de ESCIF) demonstram que esse artista, ao ocupar muros de forma estratégica, transforma o espaço público em um campo de reflexão, onde a simplicidade da forma serve para amplificar o peso da mensagem. Há ainda, na imagem 20, uma forte ideia sobre a violência estatal (representada pela força policial) contra o conhecimento (representado pelo livro).
III- Não importando a técnica, estilo e material utilizados (grafite, rolo e tinta, surrealismo, hiper-realismo, desenho, caricatura etc.), as mensagens políticas, anticonsumistas ou satíricas são frequentes na Arte Urbana.
IV- A obra do trio super-realista MACLAIN, cuja legenda é “G” e isolada na imagem 22, demonstra que a técnica refinada supera a mensagem quando se trata do campo da Arte Urbana. Exatamente por isso essa obra configura ato de vandalismo, uma vez que não está em Museu.
V- O mural de Banksy (Imagem de legenda “H”) possui técnica/estilo diferente da utilizada por Mirko Reisser (DAIM), da obra da Imagem de legenda “U” e da imagem 21. As citadas obras de DAIM, conforme as imagens exemplificadas, são chamadas de grafite 3D e parecem flutuar na parede, sendo, ainda, consideradas abstratas; enquanto a obra de Banksy, Imagem de legenda “H”, é figurativa.
É CORRETO o que se afirma apenas em
Observe atentamente as imagens e textos a seguir.

Fonte: Disponível em: https://www.singulart.com/blog/ Acesso em: 27 fev.2026.

Fonte: Disponível em: https://d7hftxdivxxvm.cloudfront.net/ Acesso em: 27 fev. 2026.

Fonte: Disponível em: https://mam.org.br/wp-content/ Acesso em: 27 fev. 2026.
É uma obra composta por um conjunto de fotografias de mulheres negras, reproduzidas sobre tecido e presas em bastidores em formato circular.
Considerando o contexto, analise os itens a seguir.
I- Os episódios de violência registrados em Ritmo 0, Imagem 20, evidenciam a vulnerabilidade do artista e a dimensão ética da interação artística. Essa é uma Performance e não pode ser considerada body art, pois o corpo da artista não constitui o principal suporte material da obra, embora a ação explore diretamente os limites físicos e simbólicos do corpo diante do público.
II- A obra da Imagem 21, de Adriana Varejão, utiliza o padrão ornamental dos azulejos coloniais portugueses para evocar a herança visual da colonização no Brasil. Ao rasgar simbolicamente essa superfície decorativa e expor uma massa que remete à carne, a artista cria uma metáfora visual que associa a estética refinada da cultura colonial às violências históricas que sustentaram o processo de colonização. Dessa forma, a obra confronta o observador com a contradição entre a aparência ornamental da tradição luso-brasileira e as relações de poder, exploração e conflito que marcaram o período colonial, transformando o azulejo em signo crítico da memória histórica.
III- Na obra Bastidores, Rosana Paulino utiliza fotografias de mulheres negras costuradas em bastidores de bordado, criando uma imagem na qual linhas atravessam ou suturam os rostos retratados. Essa estratégia visual transforma uma técnica tradicionalmente associada ao espaço doméstico em instrumento de crítica social, abordando racismo estrutural, memória histórica e a condição das mulheres negras.
IV- Observando as imagens , 17 e apresentadas, percebe-se que as três artistas utilizam linguagens distintas — performance 16 18 participativa, instalação com referências históricas e fotografia bordada — para discutir relações entre Arte e sociedade. Apesar das diferenças formais, suas obras convergem ao estimular reflexão crítica sobre violência simbólica, memória cultural e relações de poder.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: Disponível em: https://publicdelivery.org/neil-dawson-horizons/. Acesso em: 26 fev. 2026.
Fonte: Disponível em: https://revistahaus.com.br/haus/estilo-cultura/escultura-cartoon-nova-zelandia-neil-dawson/. Acesso em: 26/ fev. 2026.
Fonte: HODGE, S. Breve história das artistas mulheres: um guia de bolso para os principais movimentos, obras, inovações e temas. São Paulo: Olhares, 2021.
Considerando o contexto, analise os itens a seguir:
I- Estão entre as artistas da Antiguidade relacionadas por Plínio: Timarete, conhecida por ter pintado uma imagem de Ártemis (Diana) em Éfeso; Irene, que pintou a figura de uma donzela em Elêusis, além de um retrato de uma mulher idosa e o retrato do gigante Calipso; Calipso, mencionada brevemente como autora de retratos; e Fridakahlo, considerada mais rápida que seus colegas homens e cuja arte era tão valorizada que seus quadros custavam mais caro que os de pintores renomados da época.
II- Iaia de Cízico (ou Lala) é uma das artistas mais famosas entre as presentes na lista de Plínio. Ela era conhecida por pintar com encáustica (cera quente). O processo da encáustica é diferente da têmpera (que usa ovo) e do afresco (pigmento sobre gesso úmido), pois utiliza a cera de abelha como aglutinante. Lala realizou obras em marfim, e a encáustica era ideal para suportes pequenos e luxuosos porque apresentava vantagens desejadas em quesitos como durabilidade, textura e brilho.
III- Na Antiguidade, a formação artística ocorria principalmente através de guildas, oficinas familiares e o patrocínio de escolas filosóficas. Entre os centros e escolas mais influentes que moldaram a arte clássica, estão: A Escola de Sicião (Grécia); A Escola “ ” de Rodes (Grécia/Período Helenístico); A Escola de Pérgamo; Oficinas de Neo-Aticismo (Roma); Academia Imperial de Belas Artes – AIBA (Alexandria); e A Escola de Belas Artes de Atenas – ASFA (Atenas – Nova York).
IV- Na Antiguidade, a arte frequentemente participava de uma cultura pública de competição e prestígio. Os (concursos agónespúblicos formais) eram centrais, sobretudo nas artes performáticas, mas artistas visuais também disputavam encomendas, reconhecimento e patronos. Há registros de festivais pan-helênicos, disputas por comissões escultóricas e arquitetônicas e relatos clássicos de rivalidades artísticas, como o episódio de Zeuxis e Parrásio descrito por Plínio.
V- As aulas com modelo vivo são a prática de desenhar, pintar ou esculpir o corpo humano a partir da observação direta de uma pessoa real, que posa nua ou semivestida para os artistas. Na Antiguidade, essa prática era a base da mimese (imitação da realidade). Hoje, porém, a prática não é mais utilizada em treinamentos acadêmicos, pois o advento da fotografia e dos modelos 3D digitais, permitem que todas as nuances de cor e profundidade sejam replicadas fielmente pelas máquinas, substituindo o olho humano.
É o que se afirma apenas em CORRETO :
A partir do contexto, analise as afirmações que se seguem, e assinale a alternativa CORRETA:
A respeito dos consagrados artistas brasileiros que exemplificam esse engajamento, analise as assertivas abaixo, considerando, também, as imagens associadas a elas.
I- Tarsila do Amaral, com Retirantes (1944), conforme Retirantes imagem 6, denuncia a fome e a migração forçada no Nordeste.
Fonte: Disponível em: https://assets.masp.org.br/uploads/temp/ Acesso em: 24 fev. 2026.
II- Birico, com Operários (1933), conforme imagem 7, Operários problematiza a industrialização e a diversidade social do trabalho urbano.
Fonte: Disponível em: https://bykamy.com.br/media/magpleasure/mpblog. Acesso em: 24 fev. 2026.
III- Di Cavalcanti, com Samba (1925), conforme imagem 8, retrata o samba como manifestação e como resistência, colocando, ainda, a população negra e mestiça no centro da composição.
Fonte: Disponível em: https://media.gazetadopovo.com.br/2012/08/Acesso em: 24 fev. 2026.
IV– Hélio Oiticica, com os Parangolés (décadas de 1960 e 1970), imagem 9, incorpora participação popular e crítica às hierarquias culturais.
Fonte: Disponível em: https://midias-publicas.enciclopedia.itaucultural.org.br/Acesso em: 24 fev. 2026.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Historicamente, o Ensino de Arte no Brasil transitou de um modelo técnico-academicista para abordagens que valorizam a auto expressão e, posteriormente, para a Proposta Triangular (contextualização, apreciação e fazer artístico). Nesse percurso, as teorias sobre a “formatividade” e a prática docente buscam equilibrar a técnica com a função social da Arte.
Com base na trajetória do Ensino da Arte no Brasil, nos documentos que embasam o Ensino de Arte no Brasil e na análise as Imagens 3, 4 e 5, é CORRETO afirmar, sobre o papel do professor e a função social da Arte no contexto pedagógico contemporâneo, que:
I- Nascido em 1936, no povoado de Olho d'Água da Canoa, em Alagoas, esse multi-instrumentista brasileiro tornou-se uma das figuras mais inventivas da música instrumental do século XX. Criado em ambiente rural, desenvolveu desde cedo sensibilidade singular para os sons da natureza e do cotidiano. Seu trabalho transita entre o o choro, o baião e a experimentação erudita, o jazz, o choro, o baião e a experimentação erudita, jazz, combinando improvisação radical, harmonias complexas e forte liberdade formal. É conhecido por extrair musicalidade de objetos inusitados — chaleiras, brinquedos, água, utensílios domésticos — além de dominar instrumentos como piano, acordeão, flauta e saxofone. Sua obra revela espírito profundamente criativo, marcado por virtuosismo técnico e permanente investigação sonora
II- Nascido em 1930, em Itabaiana, na Paraíba, esse músico brasileiro destacou-se como acordeonista, compositor, arranjador e cantor, tornando-se referência na difusão da música nordestina no Brasil e no exterior. Desde a infância, demonstrou habilidade com a sanfona, instrumento que marcou profundamente sua identidade artística. Seu estilo combina forró, baião, choro e jazz, evidenciando refinamento harmônico e forte senso rítmico. Atuou internacionalmente, colaborando com artistas estrangeiros e expandindo os horizontes da música brasileira. Suas composições e arranjos revelam virtuosismo técnico, inventividade melódica e profundo enraizamento nas tradições culturais do Nordeste.
É CORRETO afirmar que os textos I e II referem-se, respectivamente, a:
Com base nesse percurso histórico e teórico do ensino da Arte, analise as assertivas a seguir:
I- O ensino da Arte no Brasil, durante o período colonial e imperial, esteve fortemente vinculado a modelos acadêmicos europeus, priorizando o domínio técnico, a cópia de modelos e a formação artesanal, com pouca valorização da expressão individual.
II- A Escola Nova contribuiu para o ensino da Arte ao enfatizar a livre expressão da criança, compreendendo a produção artística como manifestação espontânea do desenvolvimento infantil, reduzindo a importância dos conteúdos históricos e da mediação docente.
III- A Abordagem Triangular, sistematizada por Ana Mae Barbosa, propõe o ensino da Arte a partir da articulação entre fazer artístico, leitura de imagens e contextualização histórica, buscando superar tanto o tecnicismo quanto o espontaneísmo.
IV- As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) são documentos normativopedagógicos que estruturam o currículo da Educação Básica, explicitando fundamentos, objetivos formativos, competências e organização das linguagens da Arte, vinculando o componente à formação integral.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Secretaria de Educação profissional e Tecnológica. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Currículos e Educação Integral, 2013.
Observe as imagens 1 e 2, abaixo:
A partir do exposto, analise as assertivas abaixo sobre o papel e as dificuldades do professor de Arte ao abordar a Arte Circense em aulas práticas:
I- O reconhecimento da Arte Circense como segmento profissional de relevância, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais (DNCs), exige que o professor integre esses saberes não apenas como entretenimento, mas como um campo de conhecimento estético e técnico legítimo.
II- O ensino de Arte na Educação Básica deve focar prioritariamente nas chamadas “Belas Artes - a Pintura, a Escultura e outras ” modalidades artísticas, como a Arte Circense, criadas na Europa, estão entre elas. A Imagem 1 demonstra que as manifestações do circo pertencem ao campo da Educação Física, não possuindo densidade teórica para o currículo de Arte.
III- As aulas práticas de Artes Circenses (como malabarismo e palhaço, conforme sugere a Imagem 2) permitem trabalhar dimensões de conhecimento previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – ARTE, como a Expressão e a Criação, desenvolvendo a corporeidade e a autoconfiança do aluno.
IV- Uma das principais dificuldades enfrentadas pelo docente é a carência de materiais específicos e espaços adequados (pé-direito alto, solo emborrachado) nas escolas públicas, o que muitas vezes limita a prática circense a atividades simplificadas.
V- Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais (DNCs), a população itinerante, como a circense, não demanda estratégias pedagógicas diferenciadas, devendo o professor de Arte aplicar o mesmo plano de aula rígido utilizado para alunos residentes, visando à padronização do ensino.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: https://observatoriodoensinomedio.ufpr.br/wp-content/uploads/2017/04/BNCC-Documento-Final.pdf. Acesso em: 12 jan. 2026. Adaptado.
Nesse sentido, segundo esse documento (BNCC) e considerando teorias sobre o ensino da Arte e em Arte-educação, é CORRETO afirmar que o papel do professor, em sua função como mediador na jornada de aprendizagem da criança, deve avaliar o grau de desenvolvimento de seus alunos e procurar ampliar e aprofundar, no âmbito dos traços, sons, cores e formas, os seguintes itens:
I- Discriminar os diferentes tipos de sons e ritmos e interagir com a música, percebendo-a como forma de expressão individual e coletiva.
II- Reconhecer as artes visuais como meio de comunicação, expressão e construção do conhecimento.
III- Relacionar-se com o outro empregando gestos, palavras, brincadeiras, jogos, imitações, observações e expressão corporal.
IV- Recriar, a partir de imagens, figuras e objetos, usando materiais simples e ensaiando algumas produções expressivas.
É CORRETO o que se afirma em:
Nas escolas brasileiras, no início do século XX, eram identificadas no currículo escolar como práticas não obrigatórias, reconhecidas quando faziam parte de festividades escolares ( 1ª parte ). De acordo com o histórico do ensino de Arte no Brasil (PCN-Arte), “As atividades de teatro e dança não estavam incluídas no currículo escolar como práticas obrigatórias e somente eram reconhecidas quando faziam parte das festividades escolares na celebração de datas como Natal, Páscoa ou Independência, ou nas festas de final de ano escolar” (2ª parte). Isso acontecia, pois, naquela época, essas disciplinas podiam ser ensinadas sem aproveitamento dos saberes referentes a cada uma delas, como em oficinas ( 3ª parte).
Quais partes estão corretas?