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I. A colheita de sangue em primatas não humanos geralmente é realizada no plexo arteriovenoso inguinal, e o calibre da agulha não deve exceder a 50% do calibre do vaso a ser puncionado.
II. São locais de colheita de sangue em primatas não humanos: veias jugulares, safenas, radiais e femorais.
III. A espécie, o volume de sangue desejado, o tamanho do animal e as condições físicas do paciente são itens importantes que precedem a coleta de sangue. Com segurança, geralmente podemos coletar o equivalente a 10% do peso do animal em sangue.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente:
I. O enriquecimento ambiental consiste em um conjunto de procedimentos que modificam o ambiente físico ou social, melhorando a qualidade de vida dos animais sob cuidados humanos. Assim, deve estar associado ao bem-estar, visando a redução do estresse pelo aumento da secreção de cortisol e outros hormônios produzidos no córtex e na medula da glândula adrenal.
II. O enriquecimento pode reduzir o estresse, ao mesmo tempo que aumenta o bem-estar e a saúde de primatas sob cuidados humanos. As necessidades etológicas de primatas Neotropicais (Infraordem Platyrrhini), embora semelhantes aos de outros animais, possuem componentes cognitivos e emocionais, que devem ser consi-derados durante a ambiência de seus recintos.
III. As respostas imediatas às mudanças ambientais são mediadas pelo sistema nervoso autônomo (SNA) e o eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal. Assim, quando o primata está sob forte estímulo de um determinado estressor ambiental, o SNA parassimpático ativa a medula adrenal, liberando acetilcolina na corrente sanguínea.
IV. Modificações estruturais simples, mudanças nas rotinas diárias e socialização adequada são exemplos de medidas suficientes para estimular e melhorar o estado psicológico e o bem-estar de uma determinada colônia de primatas não humanos. Por exemplo, estímulos de estresse leve, como breves exposições a predadores simulados, podem induzir comportamentos semelhantes aos que ocorrem na natureza e, portanto, podem ser desejáveis nas criações sob cuidados humanos.
Das afirmativas acima apenas:
I. Os estímulos nocivos são eventos que danificam ou ameaçam danificar os tecidos (por exemplo, estímulos cortantes, perfurantes ou ardentes) e que ativam terminações nervosas sensoriais especializadas chamadas nociceptores. Portanto, a nocicepção representa o processamento de informações do sistema nervoso periférico e central sobre o ambiente interno ou externo, gerado pela ativação do nociceptor. Esta informação é processada nos níveis espinhal e supraespinhal do sistema nervoso central, fornecendo detalhes sobre a natureza, intensidade, localização e duração dos eventos nocivos.
II. Animais com dor podem apresentar comportamento deprimido, permanecendo imóveis ou relutantes em ficar de pé ou mover-se mesmo quando estimulados. Eles também podem apresentar inquietação (por exemplo, deitar-se e levantar-se, mudar de peso, circular ou andar de um lado para o outro) ou padrões de sono perturbados. Primatas não humanos com dor, muitas vezes reviram os olhos e expressam comportamentos faciais semelhantes aos humanos.
III. O medo intenso pode causar imobilidade ou síncope em algumas espécies de primatas. Ressalta-se que a imobilidade pode levar ao erro de achar que o animal está inconsciente, podendo predispor a acidentes e fugas durante os processos de contenção.
IV. Estímulos estressantes contínuos podem levar a alterações importantes e definitivas, causando comportamentos estereotipados, distúrbios alimentares, digestivos, reprodutivos, cardiovasculares e imunes. Assim, os sistemas nervoso e endócrino, podem desencadear mecanismos de intenso catabolismo, que podem levar à morte do indivíduo.
Das afirmativas acima apenas:
I. No Brasil, a maioria das criações de primatas é realizada em ambientes com grandes espaços para os animais. Áreas maiores são favoráveis ao bem-estar dos animais e pressupõe a criação em recintos coletivos. Sendo assim, esses locais são ideais para o estabelecimento de animais gnotobióticos.
II. Colônias de primatas SPF não são viáveis economicamente, pois exigem um elevado padrão sanitário, já que necessitam produzir animais que não apresentam microbiota capaz de determinar doença. Assim, colônias SPF são viáveis apenas para animais como ratos e cobaias.
III. O padrão sanitário na criação de animais gnotobióticos e SPF deve ser diferenciado dos animais convencionais. Isso ocorre por eles possuírem uma microbiota diferenciada ou ausente, podendo ter dificuldades na síntese de algumas vitaminas. Assim, vitaminas do complexo B e a vitamina K devem ser suplementadas à dieta para garantir os níveis mínimos necessários à nutrição do animal. Primatas não humanos não sintetizam a vitamina C, que precisa ser disponibilizada de forma artificial em sua dieta diária.
IV. O padrão sanitário das colônias convencionais de primatas não humanos não deve ser uma preocupação, pois esses animais possuem uma microbiota indefinida, já que são mantidos em ambiente desprovido de barreiras sanitárias rigorosas.
Das afirmativas acima apenas:
I. Estudos recentes mostram que a morfologia digestiva dos primatas não humanos tem sido caracterizada por um baixo sinal filogenético. Consequentemente, isso sugere uma baixa similaridade de características morfológicas digestivas entre espécies relacionadas. Assim, se o consumo de frutas é generalizado em platirrinos, sua morfologia digestiva tem sido comumente considerada pouco especializada.
II. O desempenho digestivo dos cebídeos é semelhante ao esperado para os ancestrais platirrinos. Assim, observa-se baixa capacidade de fermentativa, limitando suas dietas a itens vegetais e matéria animal de fácil digestibilidade.
III. Os gêneros Alouatta e Leontocebus possuem desenvolvimento cecocólico evidente. Assim, nesses indivíduos observa-se simbiose com organismos celulolíticos, que podem explicar o aumento da necessidade do consumo de alimentos de origem vegetal.
IV. O intestino delgado é a principal porção do TGI responsável pela absorção de nutrientes. Assim, primatas que possuem um duodeno maior, adquirem uma área maior para a absorção de nutrientes, especialmente em dietas compostas por itens altamente de fácil digestibilidade. Comparativamente, os cebídeos possuem intestino delgado maior e intestino grosso menor em comparação a grupos taxonômicos de primatas, sugerindo que possuem a menor capacidade fermentativa entre os primatas estudados.
Das afirmativas acima estão corretas apenas:
I. O manejo do ambiente possui grande relevância, devendo estar adequado de acordo com cada espécie de primata da criação. Dados relativos à temperatura, umidade e iluminação devem ser criteriosamente aferidos, pois, caso estejam inadequados, podem gerar desequilíbrio homeostático e favorecer o surgimento de diversas doenças.
II. Todos os recintos da criação devem ser protegidos de possíveis ruídos. O excesso de barulho pode causar danos à saúde do animal. Entretanto, variações da temperatura ambiental não devem ser uma preocupação nas criações de primatas do Velho Mundo, pois são naturalmente adaptados a elevadas temperaturas nos seus locais de origem. Chimpanzés, babuínos e os macacos japoneses podem se aclimatar bem a temperaturas acima de 40 ºC, por exemplo.
III. Primatas do Novo Mundo não devem ser mantidos em temperatura entre 22 ºC e 26 ºC, pois isso pode gerar hipotermia nesses indivíduos. Portanto, deve-se aumentar essa faixa de temperatura, principalmente durante a noite, para simular o ambiente da selva. A umidade relativa do ar deve ser mantida entre 45% e 60% para a maioria dessas espécies, devendo ser maior do que 60% para espécies neotropicais.
IV. A iluminação deve ser controlada em instalações que não possuem janelas ou outro tipo de iluminação externa. Assim, deve haver possibilidade de controle do tempo de iluminação durante as 24h do dia. Isso possibilitará um melhor controle do ciclo circadiano para os indivíduos da criação.
Das afirmativas acima estão corretas apenas: