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Q3332826 Veterinária
Avaliar o potencial de riscos e o nível de toxidade dos produtos são objetivos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), durante as boas práticas em laboratórios (BPL). Tais objetivos visam à promoção à saúde humana, animal e do meio ambiente. A não conformidade das BPL, pode acarretar riscos iminentes do âmbito laboratorial. Assim, as atividades laboratoriais requerem cuidados, que se justificam pelo risco à saúde, em função do manuseio de material biológico contaminado, uso de produtos químicos, vidrarias e equipamentos. Portanto, as BPL são fundamentais e aludem às normas de conduta que regem a prática laboratorial, com a finalidade de garantir a segurança global (individual e coletiva), reprodutibilidade metodológica e resultados confiáveis. Diante disso é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: Biossegurança e Boas Práticas de Laboratório (BPL) com foco em manejo seguro de materiais biológicos, higienização, descarte de resíduos e higiene das mãos, conforme diretrizes nacionais (ANVISA/Ministério da Saúde) e internacionais (OMS).

Alternativa correta: CResíduos potencialmente infectantes (luvas, máscaras, gorros e descartáveis contaminados) devem ser acondicionados em saco branco leitoso, em recipientes com tampa e devidamente identificados com o símbolo de infectante, para coleta por empresa habilitada conforme o PGRSS. Isso está alinhado à RDC ANVISA nº 222/2018 (Resíduos de Serviços de Saúde – Grupo A) e à NR-32. A medida reduz risco de exposição ocupacional e de contaminação ambiental, garantindo a rastreabilidade e o tratamento adequado.

Por que as demais estão incorretas?

A) Recomendar hipoclorito para limpar a câmara de Fuchs-Rosenthal é inadequado. O hipoclorito pode danificar gravações em vidro, corrosão de peças e acessórios. A limpeza correta é com água destilada e detergente neutro, seguida de álcool 70% e secagem com papel/lens paper, evitando abrasivos. Manuais de fabricantes e guias de BPL desencorajam cloro em hemocitômetros.

B) Mesmo após limpeza/descontaminação, materiais devem ser mantidos em recipientes com tampa e, quando perfurocortantes, em coletores rígidos resistentes à punctura (Grupo E), prevenindo vazamentos, recontaminação e acidentes. A RDC 222/2018 e a NR-32 exigem contenção segura até a destinação final.

D) Luvas não substituem higiene das mãos. A OMS (Guidelines on Hand Hygiene) e a NR-32 determinam higienização antes e após o uso de luvas; mãos devem ser lavadas ao entrar/sair do laboratório e após manipular amostras. Além disso, deve-se retirar EPI e higienizar as mãos antes de deixar o setor. A afirmação de que luvas “podem substituir” é um erro clássico.

E) Limpar “apenas após o uso” é insuficiente. Bancadas devem ser higienizadas antes e após atividades e imediatamente após respingos. Álcool 70% é útil para muitos microrganismos, mas derramamentos de sangue exigem hipoclorito 0,1–0,5% (ANVISA/OMS), e derrames químicos requerem procedimentos específicos (neutralização/absorventes), não álcool. Logo, o protocolo proposto é incompleto.

Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos como “apenas” ou “substituem”; verifique se a alternativa contempla contenção, rotulagem e identificação do risco; para higiene das mãos, lembre dos “5 Momentos” da OMS; para resíduos, associe “saco branco leitoso + símbolo de infectante + PGRSS”.

Referências: ANVISA RDC 222/2018; NR-32 (Segurança e Saúde em Serviços de Saúde); OMS – Guidelines on Hand Hygiene in Health Care; boas práticas laboratoriais (OECD GLP) e orientações de fabricantes de hemocitômetros.

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