Avaliar o potencial de riscos e o nível de toxidade dos pro...
Gabarito comentado
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Tema central: Biossegurança e Boas Práticas de Laboratório (BPL) com foco em manejo seguro de materiais biológicos, higienização, descarte de resíduos e higiene das mãos, conforme diretrizes nacionais (ANVISA/Ministério da Saúde) e internacionais (OMS).
Alternativa correta: C — Resíduos potencialmente infectantes (luvas, máscaras, gorros e descartáveis contaminados) devem ser acondicionados em saco branco leitoso, em recipientes com tampa e devidamente identificados com o símbolo de infectante, para coleta por empresa habilitada conforme o PGRSS. Isso está alinhado à RDC ANVISA nº 222/2018 (Resíduos de Serviços de Saúde – Grupo A) e à NR-32. A medida reduz risco de exposição ocupacional e de contaminação ambiental, garantindo a rastreabilidade e o tratamento adequado.
Por que as demais estão incorretas?
A) Recomendar hipoclorito para limpar a câmara de Fuchs-Rosenthal é inadequado. O hipoclorito pode danificar gravações em vidro, corrosão de peças e acessórios. A limpeza correta é com água destilada e detergente neutro, seguida de álcool 70% e secagem com papel/lens paper, evitando abrasivos. Manuais de fabricantes e guias de BPL desencorajam cloro em hemocitômetros.
B) Mesmo após limpeza/descontaminação, materiais devem ser mantidos em recipientes com tampa e, quando perfurocortantes, em coletores rígidos resistentes à punctura (Grupo E), prevenindo vazamentos, recontaminação e acidentes. A RDC 222/2018 e a NR-32 exigem contenção segura até a destinação final.
D) Luvas não substituem higiene das mãos. A OMS (Guidelines on Hand Hygiene) e a NR-32 determinam higienização antes e após o uso de luvas; mãos devem ser lavadas ao entrar/sair do laboratório e após manipular amostras. Além disso, deve-se retirar EPI e higienizar as mãos antes de deixar o setor. A afirmação de que luvas “podem substituir” é um erro clássico.
E) Limpar “apenas após o uso” é insuficiente. Bancadas devem ser higienizadas antes e após atividades e imediatamente após respingos. Álcool 70% é útil para muitos microrganismos, mas derramamentos de sangue exigem hipoclorito 0,1–0,5% (ANVISA/OMS), e derrames químicos requerem procedimentos específicos (neutralização/absorventes), não álcool. Logo, o protocolo proposto é incompleto.
Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos como “apenas” ou “substituem”; verifique se a alternativa contempla contenção, rotulagem e identificação do risco; para higiene das mãos, lembre dos “5 Momentos” da OMS; para resíduos, associe “saco branco leitoso + símbolo de infectante + PGRSS”.
Referências: ANVISA RDC 222/2018; NR-32 (Segurança e Saúde em Serviços de Saúde); OMS – Guidelines on Hand Hygiene in Health Care; boas práticas laboratoriais (OECD GLP) e orientações de fabricantes de hemocitômetros.
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