Com base nos procedimentos para a manipulação de microrgani...
Gabarito comentado
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Tema central: procedimentos gerais que se aplicam a todos os níveis de biossegurança (NB1–NB4). Esses procedimentos visam reduzir risco por contato indireto, aerossóis e contaminação de áreas comuns. Exemplos universais: higienização das mãos, desinfecção de superfícies, uso de EPI apropriado, controle de acesso, e manejo seguro de resíduos.
Alternativa correta (C): desinfecção apropriada de quaisquer superfícies a serem tocadas por indivíduos não treinados. É um princípio universal: superfícies que podem ser acessadas por pessoas fora da equipe de biossegurança (ex.: maçanetas, bancadas externas, caixas de transporte, carrinhos) devem ser descontaminadas com agente eficaz (hipoclorito, álcool 70%, quaternários, conforme o agente) para prevenir exposição indireta. Diretrizes como CTBio-Fiocruz, WHO Laboratory Biosafety Manual (4ª ed.) e o BMBL (CDC/NIH, 6ª ed.) reforçam a descontaminação rotineira e pós-uso de superfícies, especialmente antes da saída de materiais/indivíduos de áreas restritas.
Por que as demais estão incorretas?
A) “Descarte direto em ambiente externo” — contraria todas as normas. Resíduos contaminados jamais são descartados diretamente; exigem segregação, acondicionamento e descontaminação prévia (autoclavagem, tratamento químico) ou envio controlado para tratamento externo. Ver CTBio-Fiocruz e RDCs da ANVISA sobre resíduos de serviços de saúde.
B) “Embalamento e posterior descontaminação do material descartável” — a ideia de acondicionar é correta, mas como regra geral e universal ela é imprecisa: muitos cenários exigem descontaminação antes de sair da área (NB2–NB4). “Posterior” pode implicar remoção sem inativação, o que não é aceito como procedimento geral.
D) “Lavagem imediata e posterior inativação (reutilizáveis)” — a sequência está invertida. O correto, em biossegurança, é inativar/descontaminar antes da limpeza/esterilização final, para reduzir risco de aerossóis e exposição durante a manipulação. WHO/BMBL recomendam pré-imersão em desinfetante ou autoclavagem prévia quando aplicável.
E) “Autoclavação (ou incineração) de animais infectados” — não é procedimento geral. O manejo de carcaças depende de porte/espécie, agente e regulamentação local. Autoclavar animais inteiros é impraticável; a conduta usual é incineração/cremação ou métodos aprovados, sob normas específicas (biotério/containment animal), não algo aplicado a todos os níveis.
Dica de prova: quando o enunciado diz “para todos os níveis”, procure ações amplas, rotineiras e preventivas (ex.: desinfecção de superfícies, higiene das mãos). Desconfie de itens muito específicos (animais inteiros) ou com sequências operacionais incorretas (lavar antes de inativar).
Referências essenciais: CTBio-Fiocruz – Procedimentos para Manipulação de Microrganismos Patogênicos/Recombinantes; WHO Laboratory Biosafety Manual, 4th ed.; Biosafety in Microbiological and Biomedical Laboratories (BMBL), 6th ed.
Gabarito: C
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