Questões de Concurso Para engenheiro agrônomo

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Q4252528 Matemática
Em um experimento de uma feira de ciências, foram comparados os volumes de um bloco retangular com dimensões 10 cm, 10 cm e 12 cm com o de uma pirâmide de base quadrada com arestas de 10 cm e altura h. Sabendo que o volume da pirâmide era igual ao do bloco retangular, assinale a alternativa que representa a altura h.
Alternativas
Q4252527 Português
Leia o texto para responder a questão.


Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analisando a concordância verbal no trecho “Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro”, a regra aplicada para o verbo “indicar” e para a locução “1 em cada 36” justifica-se porque
Alternativas
Q4252526 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analise: “Um futuro neurodivergente?”, o autor utiliza o verbo “propor” na primeira pessoa: “proponho aqui pensarmos...”. De acordo com as regras de flexão verbal de verbos derivados de “pôr”, caso a ideia fosse expressa no futuro do subjuntivo na 3ª pessoa do plural, a forma correta seria
Alternativas
Q4252525 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
No fragmento “...esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação...”, presente no parágrafo, o emprego das vírgulas para isolar a oração iniciada pelo pronome relativo “que” permite classificá-la sintaticamente como
Alternativas
Q4252524 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
De acordo com a organização do texto e os elementos de coesão no parágrafo, o vocábulo “afinal” inicia a frase para estabelecer uma relação de
Alternativas
Q4252523 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analise: “A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática”, e assinale a alternativa que apresenta a função morfológica de “contemporânea”.
Alternativas
Q4245131 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O Sistema Plantio Direto (SPD) é uma estratégia de manejo conservacionista amplamente utilizada nos sistemas agrícolas modernos, fundamentada na mobilização mínima do solo, na manutenção da cobertura vegetal permanente da superfície e na rotação de culturas. Quando adequadamente implantado, o SPD contribui para a melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, além de reduzir processos erosivos e favorecer a sustentabilidade da produção agrícola. Com base nos princípios e características do SPD, analise as afirmativas a seguir:

I - A ausência de revolvimento intenso do solo no SPD favorece a manutenção da estrutura do solo, reduz a desagregação das partículas e contribui para a diminuição da erosão hídrica e eólica.
II - A manutenção da palhada sobre a superfície do solo auxilia na redução da amplitude térmica, diminui a perda de água por evaporação, protege contra o impacto das gotas de chuva e favorece a atividade dos organismos do solo.
III - A rotação de culturas é um componente essencial do SPD, pois contribui para a diversificação biológica, melhora a ciclagem de nutrientes e auxilia no manejo de plantas daninhas, pragas e doenças.
IV - O Sistema Plantio Direto elimina a necessidade de correção da fertilidade do solo, pois a decomposição contínua da palhada é suficiente para suprir todos os nutrientes exigidos pelas culturas.
V - A implantação eficiente do SPD depende de planejamento, incluindo a escolha adequada das culturas de cobertura, manejo da palhada, controle de plantas daninhas e acompanhamento das condições físicas e químicas do solo.

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4245130 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A relação solo–água–planta–atmosfera constitui a base dos sistemas de produção agrícola, uma vez que os processos físicos, químicos e fisiológicos que ocorrem nesses quatro componentes determinam a disponibilidade de água, o crescimento vegetal e a produtividade das culturas. O entendimento dessa interação é essencial para o manejo da irrigação, da fertilidade do solo e da conservação dos recursos naturais.

Nesse contexto, relacione os processos descritos na Coluna I com as suas respectivas características na Coluna II.

COLUNA I – PROCESSOS:
1 - Infiltração da água no solo.
2 - Evapotranspiração.
3 - Capacidade de campo.
4 - Ponto de murcha permanente.
5 - Ascensão capilar.

COLUNA II – CARACTERÍSTICAS:
( ) Movimento ascendente da água no perfil do solo em função das forças capilares, podendo contribuir para o suprimento hídrico das plantas.
( ) Corresponde à máxima quantidade de água retida no solo após a drenagem da água gravitacional, representando condição favorável ao crescimento das plantas.
( ) Processo pelo qual a água penetra no perfil do solo, sendo influenciado pela textura, estrutura, cobertura vegetal e manejo do solo.
( ) Perda conjunta de água para a atmosfera por evaporação do solo e transpiração das plantas.
( ) Umidade do solo na qual a planta não consegue mais extrair água suficiente para manter suas funções fisiológicas, mesmo em atmosfera saturada.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: 
Alternativas
Q4245129 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O manejo conservacionista do solo compreende um conjunto de práticas destinadas a manter ou melhorar suas propriedades físicas, químicas e biológicas, reduzindo os processos de degradação e promovendo a sustentabilidade dos sistemas de produção agrícola. A adoção dessas práticas contribui para a conservação da água, o aumento da matéria orgânica, a redução da erosão e a manutenção da produtividade das culturas ao longo do tempo. Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir:

I - O sistema plantio direto é um sistema de cultivo conservacionista pois contribui para a redução da erosão hídrica, diminuindo as perdas de água e solo.
II - O terraceamento é uma prática mecânica de conservação do solo que reduz a velocidade do escoamento superficial, favorece a infiltração da água e diminui as perdas de solo e nutrientes.
III - A compactação do solo pode reduzir a infiltração de água, restringir o crescimento radicular e comprometer o desenvolvimento das culturas, sendo recomendadas práticas preventivas para sua mitigação.
IV - A utilização contínua de monoculturas, sem rotação de culturas e sem cobertura vegetal, favorece a conservação da estrutura do solo e reduz os riscos de degradação física, química e biológica.

Assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4245128 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A evolução das semeadoras nas últimas décadas está diretamente relacionada aos avanços da agricultura de precisão, da automação e da agricultura digital. Os equipamentos modernos incorporam tecnologias capazes de melhorar a uniformidade da semeadura, reduzir desperdícios de insumos e aumentar a eficiência operacional. Sistemas de controle eletrônico, sensores, monitores de desempenho e integração com receptores GNSS (Global Navigation Satellite System) permitem maior precisão na distribuição de sementes e fertilizantes, além do monitoramento em tempo real das operações. Com base nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4245127 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Os pulverizadores agrícolas desempenham papel fundamental na aplicação de defensivos, fertilizantes foliares e bioinsumos, sendo determinantes para a eficiência do controle fitossanitário e para a redução dos impactos ambientais. A qualidade da pulverização depende da interação entre fatores como regulagem e calibração do equipamento, tipo de ponta de pulverização, pressão de trabalho, volume de aplicação, velocidade de deslocamento e condições meteorológicas (temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento). A inadequação de qualquer um desses fatores pode resultar em perdas por deriva, evaporação, escorrimento e deposição insuficiente do produto sobre o alvo biológico. Com base no exposto, analise as afirmativas a seguir, assinale V para VERDADEIRO ou F para FALSO e marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) A calibração periódica do pulverizador é indispensável para garantir que a taxa de aplicação corresponda à dose recomendada, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.
( ) O aumento da pressão de trabalho reduz o risco de deriva, pois produz gotas maiores e menos suscetíveis ao transporte pelo vento.
( ) A escolha da ponta de pulverização deve considerar o alvo biológico, o produto utilizado e as condições meteorológicas, pois esses fatores influenciam o espectro de gotas e a cobertura da aplicação.
( ) Aplicações realizadas sob temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e ventos intensos tendem a aumentar as perdas por evaporação e deriva, comprometendo a eficiência da pulverização.
( ) A velocidade de deslocamento do pulverizador não interfere na taxa de aplicação quando a vazão das pontas permanece constante, sendo um parâmetro irrelevante durante a calibração. 
Alternativas
Q4245126 Agropecuária
A intensificação dos sistemas de produção de suínos exige planejamento integrado dos componentes zootécnicos, sanitários, nutricionais, reprodutivos e ambientais, de modo a garantir produtividade, qualidade dos produtos, redução de custos e sustentabilidade da atividade. A interação entre esses fatores é determinante para o sucesso dos sistemas de produção modernos. Considerando os princípios que norteiam a suinocultura tecnificada, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q4245125 Agropecuária
A bovinocultura moderna envolve a integração de conhecimentos sobre genética, nutrição, reprodução, sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade, visando maior eficiência produtiva e econômica. Com base nesses princípios, assinale V para VERDADEIRO ou F para FALSO e marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) O melhoramento genético animal, associado ao manejo nutricional adequado, pode aumentar a eficiência produtiva dos rebanhos, desde que sejam consideradas as características adaptativas dos animais ao ambiente de criação.
( ) Em sistemas intensivos de produção, a adoção de medidas de biosseguridade e programas sanitários reduz a incidência de enfermidades, melhora os índices zootécnicos e contribui para a qualidade dos produtos de origem animal.
( ) O bem-estar animal influencia exclusivamente aspectos éticos da produção, não apresentando relação com indicadores produtivos, reprodutivos ou econômicos da bovinocultura.
( ) A utilização de pastagens manejadas corretamente, associada à suplementação alimentar quando necessária, pode aumentar a capacidade de suporte da área e melhorar o desempenho do rebanho.
( ) A eficiência reprodutiva dos bovinos depende apenas do potencial genético dos animais, sendo pouco influenciada pelo manejo nutricional, sanitário e ambiental.
Alternativas
Q4245124 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A correção do solo pode ser realizada com o uso de calcário e gesso agrícola, cada um com funções específicas. Assim, relacione os produtos da Coluna I com suas respectivas recomendações de uso na Coluna II:

COLUNA I – PRODUTO:
1 - Calcário.
2 - Gesso agrícola.

COLUNA II – RECOMENDAÇÃO DE USO:
( ) Corrige a acidez do solo e eleva o pH, reduzindo a toxicidade do alumínio na camada superficial.
( ) Fornece cálcio e enxofre às plantas e melhora as condições químicas das camadas subsuperficiais do solo.
( ) Deve ser utilizado quando a análise de solo indicar necessidade de aumento da saturação por bases.
( ) É recomendado para reduzir a toxicidade do alumínio em camadas mais profundas, favorecendo o crescimento das raízes.
( ) Também fornece cálcio e, dependendo do tipo, fornece também magnésio ao solo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Alternativas
Q4245123 Engenharia Agronômica (Agronomia)
As bacias hidrográficas constituem unidades naturais de planejamento e gestão dos recursos hídricos, sendo delimitadas pelos divisores de águas do relevo. Todos os cursos d'água de uma bacia convergem para um mesmo rio principal. As características do solo, da cobertura vegetal, do relevo e do uso da terra influenciam diretamente na infiltração da água, no escoamento superficial, na recarga dos aquíferos, nos processos erosivos e na qualidade dos recursos hídricos. Assim, práticas conservacionistas são essenciais para garantir a sustentabilidade ambiental e a disponibilidade de água para múltiplos usos. Com base no exposto, analise as afirmativas a seguir:

I - A retirada da vegetação nativa em áreas de preservação permanente pode aumentar o escoamento superficial, favorecer processos erosivos e intensificar o assoreamento dos cursos d'água.
II - A adoção de práticas conservacionistas, como o plantio em nível, o terraceamento e a manutenção da cobertura vegetal, contribui para aumentar a infiltração da água no solo e reduzir perdas por erosão.
III - Os divisores de águas correspondem aos pontos de menor altitude da paisagem, onde ocorre a convergência natural do escoamento superficial.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4245122 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Os microrganismos do solo desempenham funções essenciais para a fertilidade, a ciclagem de nutrientes e o desenvolvimento das plantas. Sobre o tema, relacione os microrganismos da Coluna I com suas principais funções apresentadas na Coluna II e marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

COLUNA I – MICRORGANISMOS:
1 - Bactérias fixadoras de nitrogênio.
2 - Fungos micorrízicos.
3 - Fungos decompositores.
4 – Arqueias.
5 – Protozoários.

COLUNA II – FUNÇÕES:
( ) Auxiliam na decomposição da matéria orgânica, liberando nutrientes para o solo.
( ) Estabelecem associação com as raízes das plantas, aumentando a absorção de água e fósforo.
( ) Participam da transformação do nitrogênio e de outros ciclos biogeoquímicos.
( ) Regulam as populações de bactérias e contribuem para a mineralização de nutrientes.
( ) Convertem o nitrogênio atmosférico em formas assimiláveis pelas plantas. 
Alternativas
Q4245121 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A calagem é uma prática realizada com o objetivo de corrigir a acidez do solo, além de fornecer cálcio e magnésio às plantas. Os calcários agrícolas podem ser classificados de acordo com sua composição química. Sobre os tipos de calcários, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4245120 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A meteorologia agrícola fornece informações fundamentais para o planejamento de operações no campo, o que permite minimizar riscos e otimizar o uso de insumos. Considerando a influência dos elementos meteorológicos sobre a produção agrícola, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q4245119 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A microbiologia do solo é uma área importante para a agricultura e vem se destacando nos últimos anos, pois estuda os microrganismos que participam de processos físicos, químicos e biológicos do solo. Sobre a atuação desses organismos, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4245118 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O estado do Paraná apresenta diferentes tipos de solo, cuja formação está relacionada às suas características geológicas, climáticas e ao relevo. Sobre os principais tipos de solo encontrados no estado, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Respostas
241: D
242: D
243: A
244: B
245: C
246: B
247: B
248: A
249: B
250: C
251: E
252: D
253: C
254: A
255: B
256: A
257: B
258: C
259: B
260: B