Questões de Concurso Para geógrafo

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Q4093968 Português
ÁGUA: 27 TESES SUBVERSIVAS


Mercantilização avança e multiplica as crises hídricas. Há alternativa: tratar abastecimento como direito universal e converter as fontes em Bens Comuns Globais. Eis um possível caminho. O artigo é de Riccardo Petrella, cientista político e economista italiano com doutorado em ciências políticas e sociais da Universidade de Florença (Itália), publicado por Outras Palavras, 24-03-2018. A tradução é de Inês Castilho.


Segue o texto.


Tese 1. A água é um elemento natural indispensável e insubstituível para todas as formas de vida, todas as espécies vivas (seres humanos, espécies microbianas, vegetais e animais). A água é a própria vida. Enquanto tal ela deve ser salvaguardada e protegida. A vida tem em si um valor absoluto. Ela vale porque ela é. Isso significa que quando se entra no domínio dos direitos não se deve apenas falar do direito humano à água, mas também do direito da própria água à vida, à sua regeneração, sua integridade, seu bom estado ecológico. Fonte de vida, a água é também, não nos esqueçamos, fonte de doenças, de calamidades e de cada vez mais antrópica.

Tese 2. Nenhuma forma de vida pode manter-se sem água. A vida sobre a Terra começou pela água, no meio aquático e só depois fora dele. No plano humano, o recurso à água não é uma questão de escolha ou de preferência em função de necessidades individuais diversas ou modos de vida coletiva, mas uma necessidade vital a ser satisfeita, na igualdade e responsabilidade. A água não é e nem pode ser considerada uma mercadoria, um "recurso"/coisa que se vende ou se compra, apropriável a título privado (quer seja de natureza privada ou pública ou mista). Todo Estado ou organização política internacional intergovernamental que reconheça ou trate a água (e os serviços hídricos) como uma mercadoria apropriável posiciona-se fora do campo do respeito à água como vida e do Estado de direitos. O direito de propriedade privada e pública existe mas estimamos que, no caso da água para a vida, ninguém, nem mesmo o Estado, pode considerar-se proprietário. É necessário sobretudo falar de responsabilidade e de garantia. [...]

Tese 3. Todos os seres humanos e todas as outras espécies vivas têm direito à água na quantidade e qualidade suficientes para a vida. Da mesma forma, para além de qualquer abordagem antropocêntrica e tecnoprodutivista, a água também tem seus direitos à vida, ao seu bom estado ecológico. Daí a importância fundamental de uma política da água a serviço da salvaguarda, do cuidado e da defesa da vida e do direito à vida que vá além das concepções funcionalistas instrumentais da água a serviço da vida e do bem-estar dos seres humanos. Exemplo: o tratamento/descontaminação das águas usadas é essencial no quadro de um manejo sustentável das diferentes fases do ciclo longo da água. Significa não somente para permitir aos outros humanos recaptar a água "boa" regenerada para suas necessidades, mas também permitir a regeneração da água e da vida dos ecossistemas enquanto tais. Assim, é preciso que os investimentos coletivos no tratamento/saneamento da água sejam públicos e, no caso de capitais privados estarem associados, é preciso impedir que as prioridades de investimento nos diferentes setores de tratamento e reciclagem sejam definidos em função dos rendimentos financeiros dos capitais e do princípio "o poluidor paga". Nesse caso, a tendência "natural", em obediência ao princípio da rentabilidade, seria favorecer o tratamento e a reciclagem dos usos mais poluentes da água, o que é incompatível com o princípio da vida.

Tese 4. O princípio "o poluidor paga", imposto e aplicado à água a partir do fim dos anos 1980 deve ser revisto. A experiência demonstra que é ineficaz, inadequado e mistificador. A maioria das poluições e contaminações das águas das últimas décadas fragiliza as estruturas microbianas dos seres vivos, em nível dos indivíduos (inclusive seres humanos), das espécies e dos ecossistemas. Os danos consequentes são em sua maioria irreversíveis, irreparáveis ou demandam longos períodos de tratamento e de custos consideráveis. Nesse caso, impor um pagamento ao poluidor para reparar um dano "existencial" irreparável faz pouco sentido. A opção mais sábia e coerente é simplesmente a proibição de usos poluentes e contaminações irreparáveis. [...]

Tese 8. Cabe aos Estados, assumir a responsabilidade coletiva − em nome do povo, dos povos − da garantia do direito à água potável e ao saneamento, assegurando a cobertura do conjunto de custos monetários (e não monetários) ligados à realização adequada do direito, segundo o princípio da gratuidade. No contexto da economia pública dos direitos humanos, a gratuidade não significa ausência de custos a serem cobertos, mas fica a cargo da comunidade através de tributação geral progressiva e redistributiva. É o caso dos custos, também consideráveis, do direito à segurança. As despesas militares estão a cargo do Estado. Predominante desde os anos 80, esse princípio foi gradual, mas sistematicamente substituído pelo princípio do financiamento da água pelo preço pago pelo consumidor, como qualquer outro bem ou serviço mercantil, industrial, privado. [...]


(Disponível em:
https://ihu.unisinos.br/publicacoes/78-noticias/577376-agua-27-teses-su
bversivas. Acesso em: 04 mai. 2026. Adaptado.
Analise as sentenças a seguir de acordo com o texto:

I.Na Tese 2, o autor defende que o recurso à água é uma necessidade vital e, por isso, deve ser satisfeita tendo como fundamento os princípios da igualdade e da responsabilidade. O acesso à água não deve ser uma questão de escolha ou de preferência do sujeito, nem tratado como propriedade ou mercadoria.
II.Uma das "crenças" desconstruídas ao longo do texto é de que o poluidor das águas deve pagar, pois, segundo Petrella, esse princípio é ineficaz, inadequado e mistificador. Isso porque, ao poluir, pode-se inferir que o responsável provoca uma cadeia de reações que atinge a toda uma comunidade, por exemplo, e não apenas a ele que poluiu.
III.O Estado é responsável pelo coletivo, devendo garantir o direito à água potável e ao saneamento, primando pelo princípio da gratuidade, isto é, extinguir custos. O indivíduo, no cenário defendido pelo autor, não assume responsabilidade quanto à água porque ela é coletiva, não cabendo-lhe, como cidadão, decidir como deve proceder no dia a dia quanto ao consumo e ao manejo.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4093967 Português
ÁGUA: 27 TESES SUBVERSIVAS


Mercantilização avança e multiplica as crises hídricas. Há alternativa: tratar abastecimento como direito universal e converter as fontes em Bens Comuns Globais. Eis um possível caminho. O artigo é de Riccardo Petrella, cientista político e economista italiano com doutorado em ciências políticas e sociais da Universidade de Florença (Itália), publicado por Outras Palavras, 24-03-2018. A tradução é de Inês Castilho.


Segue o texto.


Tese 1. A água é um elemento natural indispensável e insubstituível para todas as formas de vida, todas as espécies vivas (seres humanos, espécies microbianas, vegetais e animais). A água é a própria vida. Enquanto tal ela deve ser salvaguardada e protegida. A vida tem em si um valor absoluto. Ela vale porque ela é. Isso significa que quando se entra no domínio dos direitos não se deve apenas falar do direito humano à água, mas também do direito da própria água à vida, à sua regeneração, sua integridade, seu bom estado ecológico. Fonte de vida, a água é também, não nos esqueçamos, fonte de doenças, de calamidades e de cada vez mais antrópica.

Tese 2. Nenhuma forma de vida pode manter-se sem água. A vida sobre a Terra começou pela água, no meio aquático e só depois fora dele. No plano humano, o recurso à água não é uma questão de escolha ou de preferência em função de necessidades individuais diversas ou modos de vida coletiva, mas uma necessidade vital a ser satisfeita, na igualdade e responsabilidade. A água não é e nem pode ser considerada uma mercadoria, um "recurso"/coisa que se vende ou se compra, apropriável a título privado (quer seja de natureza privada ou pública ou mista). Todo Estado ou organização política internacional intergovernamental que reconheça ou trate a água (e os serviços hídricos) como uma mercadoria apropriável posiciona-se fora do campo do respeito à água como vida e do Estado de direitos. O direito de propriedade privada e pública existe mas estimamos que, no caso da água para a vida, ninguém, nem mesmo o Estado, pode considerar-se proprietário. É necessário sobretudo falar de responsabilidade e de garantia. [...]

Tese 3. Todos os seres humanos e todas as outras espécies vivas têm direito à água na quantidade e qualidade suficientes para a vida. Da mesma forma, para além de qualquer abordagem antropocêntrica e tecnoprodutivista, a água também tem seus direitos à vida, ao seu bom estado ecológico. Daí a importância fundamental de uma política da água a serviço da salvaguarda, do cuidado e da defesa da vida e do direito à vida que vá além das concepções funcionalistas instrumentais da água a serviço da vida e do bem-estar dos seres humanos. Exemplo: o tratamento/descontaminação das águas usadas é essencial no quadro de um manejo sustentável das diferentes fases do ciclo longo da água. Significa não somente para permitir aos outros humanos recaptar a água "boa" regenerada para suas necessidades, mas também permitir a regeneração da água e da vida dos ecossistemas enquanto tais. Assim, é preciso que os investimentos coletivos no tratamento/saneamento da água sejam públicos e, no caso de capitais privados estarem associados, é preciso impedir que as prioridades de investimento nos diferentes setores de tratamento e reciclagem sejam definidos em função dos rendimentos financeiros dos capitais e do princípio "o poluidor paga". Nesse caso, a tendência "natural", em obediência ao princípio da rentabilidade, seria favorecer o tratamento e a reciclagem dos usos mais poluentes da água, o que é incompatível com o princípio da vida.

Tese 4. O princípio "o poluidor paga", imposto e aplicado à água a partir do fim dos anos 1980 deve ser revisto. A experiência demonstra que é ineficaz, inadequado e mistificador. A maioria das poluições e contaminações das águas das últimas décadas fragiliza as estruturas microbianas dos seres vivos, em nível dos indivíduos (inclusive seres humanos), das espécies e dos ecossistemas. Os danos consequentes são em sua maioria irreversíveis, irreparáveis ou demandam longos períodos de tratamento e de custos consideráveis. Nesse caso, impor um pagamento ao poluidor para reparar um dano "existencial" irreparável faz pouco sentido. A opção mais sábia e coerente é simplesmente a proibição de usos poluentes e contaminações irreparáveis. [...]

Tese 8. Cabe aos Estados, assumir a responsabilidade coletiva − em nome do povo, dos povos − da garantia do direito à água potável e ao saneamento, assegurando a cobertura do conjunto de custos monetários (e não monetários) ligados à realização adequada do direito, segundo o princípio da gratuidade. No contexto da economia pública dos direitos humanos, a gratuidade não significa ausência de custos a serem cobertos, mas fica a cargo da comunidade através de tributação geral progressiva e redistributiva. É o caso dos custos, também consideráveis, do direito à segurança. As despesas militares estão a cargo do Estado. Predominante desde os anos 80, esse princípio foi gradual, mas sistematicamente substituído pelo princípio do financiamento da água pelo preço pago pelo consumidor, como qualquer outro bem ou serviço mercantil, industrial, privado. [...]


(Disponível em:
https://ihu.unisinos.br/publicacoes/78-noticias/577376-agua-27-teses-su
bversivas. Acesso em: 04 mai. 2026. Adaptado.
Leia o excerto a seguir:

"Assim, é preciso que os investimentos coletivos no tratamento/saneamento da água sejam públicos e, no caso de capitais privados estarem associados, é preciso impedir que as prioridades de investimento nos diferentes setores de tratamento e reciclagem sejam definidos em função dos rendimentos financeiros dos capitais e do princípio 'o poluidor paga'. Nesse caso, a tendência 'natural', em obediência ao princípio da rentabilidade, seria favorecer o tratamento e a reciclagem dos usos mais poluentes da água, o que é incompatível com o princípio da vida.
No excerto, o autor usou o pronome demonstrativo "esse", em destaque, para estabelecer a articulação das ideias, ou seja, através do pronome, retoma-se alguma ideia anterior e introduz-se uma nova, complementando a reflexão. Assim, os pronomes demonstrativos têm forte relação com a coesão textual. Analise o excerto e a articulação da ideias e assinale a alternativa que apresenta corretamente o referente do pronome demonstrativo "esse": 
Alternativas
Q4093966 Português
ÁGUA: 27 TESES SUBVERSIVAS


Mercantilização avança e multiplica as crises hídricas. Há alternativa: tratar abastecimento como direito universal e converter as fontes em Bens Comuns Globais. Eis um possível caminho. O artigo é de Riccardo Petrella, cientista político e economista italiano com doutorado em ciências políticas e sociais da Universidade de Florença (Itália), publicado por Outras Palavras, 24-03-2018. A tradução é de Inês Castilho.


Segue o texto.


Tese 1. A água é um elemento natural indispensável e insubstituível para todas as formas de vida, todas as espécies vivas (seres humanos, espécies microbianas, vegetais e animais). A água é a própria vida. Enquanto tal ela deve ser salvaguardada e protegida. A vida tem em si um valor absoluto. Ela vale porque ela é. Isso significa que quando se entra no domínio dos direitos não se deve apenas falar do direito humano à água, mas também do direito da própria água à vida, à sua regeneração, sua integridade, seu bom estado ecológico. Fonte de vida, a água é também, não nos esqueçamos, fonte de doenças, de calamidades e de cada vez mais antrópica.

Tese 2. Nenhuma forma de vida pode manter-se sem água. A vida sobre a Terra começou pela água, no meio aquático e só depois fora dele. No plano humano, o recurso à água não é uma questão de escolha ou de preferência em função de necessidades individuais diversas ou modos de vida coletiva, mas uma necessidade vital a ser satisfeita, na igualdade e responsabilidade. A água não é e nem pode ser considerada uma mercadoria, um "recurso"/coisa que se vende ou se compra, apropriável a título privado (quer seja de natureza privada ou pública ou mista). Todo Estado ou organização política internacional intergovernamental que reconheça ou trate a água (e os serviços hídricos) como uma mercadoria apropriável posiciona-se fora do campo do respeito à água como vida e do Estado de direitos. O direito de propriedade privada e pública existe mas estimamos que, no caso da água para a vida, ninguém, nem mesmo o Estado, pode considerar-se proprietário. É necessário sobretudo falar de responsabilidade e de garantia. [...]

Tese 3. Todos os seres humanos e todas as outras espécies vivas têm direito à água na quantidade e qualidade suficientes para a vida. Da mesma forma, para além de qualquer abordagem antropocêntrica e tecnoprodutivista, a água também tem seus direitos à vida, ao seu bom estado ecológico. Daí a importância fundamental de uma política da água a serviço da salvaguarda, do cuidado e da defesa da vida e do direito à vida que vá além das concepções funcionalistas instrumentais da água a serviço da vida e do bem-estar dos seres humanos. Exemplo: o tratamento/descontaminação das águas usadas é essencial no quadro de um manejo sustentável das diferentes fases do ciclo longo da água. Significa não somente para permitir aos outros humanos recaptar a água "boa" regenerada para suas necessidades, mas também permitir a regeneração da água e da vida dos ecossistemas enquanto tais. Assim, é preciso que os investimentos coletivos no tratamento/saneamento da água sejam públicos e, no caso de capitais privados estarem associados, é preciso impedir que as prioridades de investimento nos diferentes setores de tratamento e reciclagem sejam definidos em função dos rendimentos financeiros dos capitais e do princípio "o poluidor paga". Nesse caso, a tendência "natural", em obediência ao princípio da rentabilidade, seria favorecer o tratamento e a reciclagem dos usos mais poluentes da água, o que é incompatível com o princípio da vida.

Tese 4. O princípio "o poluidor paga", imposto e aplicado à água a partir do fim dos anos 1980 deve ser revisto. A experiência demonstra que é ineficaz, inadequado e mistificador. A maioria das poluições e contaminações das águas das últimas décadas fragiliza as estruturas microbianas dos seres vivos, em nível dos indivíduos (inclusive seres humanos), das espécies e dos ecossistemas. Os danos consequentes são em sua maioria irreversíveis, irreparáveis ou demandam longos períodos de tratamento e de custos consideráveis. Nesse caso, impor um pagamento ao poluidor para reparar um dano "existencial" irreparável faz pouco sentido. A opção mais sábia e coerente é simplesmente a proibição de usos poluentes e contaminações irreparáveis. [...]

Tese 8. Cabe aos Estados, assumir a responsabilidade coletiva − em nome do povo, dos povos − da garantia do direito à água potável e ao saneamento, assegurando a cobertura do conjunto de custos monetários (e não monetários) ligados à realização adequada do direito, segundo o princípio da gratuidade. No contexto da economia pública dos direitos humanos, a gratuidade não significa ausência de custos a serem cobertos, mas fica a cargo da comunidade através de tributação geral progressiva e redistributiva. É o caso dos custos, também consideráveis, do direito à segurança. As despesas militares estão a cargo do Estado. Predominante desde os anos 80, esse princípio foi gradual, mas sistematicamente substituído pelo princípio do financiamento da água pelo preço pago pelo consumidor, como qualquer outro bem ou serviço mercantil, industrial, privado. [...]


(Disponível em:
https://ihu.unisinos.br/publicacoes/78-noticias/577376-agua-27-teses-su
bversivas. Acesso em: 04 mai. 2026. Adaptado.
Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Ao ler o primeiro parágrafo do texto (em itálico), fica claro para o(a) leitor(a) que se trata de um texto à parte, produzido com o intuito de situá-lo a respeito do que se trata o artigo publicado na sequência. Assim, ele apresenta uma síntese do tema, a partir de como ele foi abordado no artigo, seguido de dados como autor, tradutora, local e data de publicação do original.
(__)O fato de o autor do texto "Água: 27 teses" ser cientista político e economista italiano, tendo desenvolvido sua pesquisa em ciências políticas e sociais na Itália, invalida as teses para o contexto de outras nações, uma vez que cada país tem sua realidade de disponibilidade, manejo, tratamento e políticas a respeito água.
(__)Na Tese 1, o autor defende que a água também tem direito à vida e que não basta discutir o direito humano à água. Isto é, a água é tratada pelo autor como um ser vivo, que precisa ser salvaguardado e protegido, indo além de um olhar funcionalista e instrumental a respeito da água. Esse aspecto é retomado na Tese 3, defendendo a importância fundamental de uma política da água a serviço da salvaguarda, do cuidado e da defesa da vida e do direito à vida.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4062944 Engenharia Ambiental e Sanitária

Uma das principais questões levantadas na realização do processo de Avaliação de Impactos Ambientais, que tem particular relevância num EIA/RIMA, é o estabelecimento das áreas de influência, ou seja, as áreas onde são esperados os impactos diretos e indiretos decorrentes da instalação e operação do empreendimento. Entre outros aspectos, essa delimitação define a abrangência do diagnóstico ambiental, os custos para a elaboração do EIA/RIMA, as medidas de mitigação, monitoramento e compensação ambiental, bem como o prognóstico ambiental.



Sobre a definição, identificação e delimitação das áreas de influência do diagnóstico ambiental, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062943 Geografia

No Manual Técnico de Geomorfologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são identificados quatro tipos de polígonos de modelados de relevo (acumulação, aplanamento, dissolução e dissecação), que abrangem um padrão de formas de relevo que apresentam definição geométrica similar em função de uma gênese comum e dos processos morfogenéticos atuantes. Os modelados de relevo são as formas resultantes da interação entre forças que criam (endógenas) e forças que esculpem (exógenas) a superfície terrestre.



Sobre esses tipos característicos de modelados, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062942 Geografia

A climatologia é a ciência que estuda o clima e permite que o ser humano se antecipe para enfrentar possíveis variações no tempo, na temperatura e em outros fatores. Há muito tempo, o homem se interessa pelo tempo atmosférico, sendo que seu estudo é tão antigo quanto a curiosidade humana a respeito de seu habitat, já que as condições atmosféricas influenciam o homem em suas diferentes e numerosas atividades. A climatologia é a ciência que estuda os padrões da atmosfera e a classificação dos tipos de clima de uma região, analisando dados de longo prazo, geralmente em um período de 30 anos.



Sobre os principais conceitos e componentes do clima, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062941 Geografia

Sobre a forma do nosso planeta, é importante salientar que tudo é uma questão de ponto de vista. Para podermos definir as linhas da rede geográfica, a Terra é considerada como uma esfera perfeita, mesmo sabendo-se que existe um pequeno achatamento polar. No entanto, quando se trata de estabelecer medidas para fins de mapeamento, a irregularidade da superfície terrestre, em razão do relevo e também do achatamento polar, é prejudicial. Por isso, se definiu uma forma para o planeta, de maneira que os cálculos pudessem ser facilitados e o mapeamento contasse com uma superfície de mais fácil resolução.



Sobre as referências conceituais básicas para aplicação dos sistemas de referência geodésicos (Datums), é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062940 Direito Ambiental

A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), estabelecida pela Lei Federal no 6.938/1981, constitui o arcabouço normativo fundamental para a preservação e recuperação dos recursos ambientais no Brasil. Entre seus diversos dispositivos, destacam-se os instrumentos utilizados para garantir a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.



Sobre os instrumentos de gestão da PNMA, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062939 Geografia

A demografia se dedica ao estudo das populações humanas. Para a caracterização de uma população e análise da sua evolução no tempo e no espaço, e a compreensão da sua composição, utiliza-se um conjunto de conceitos e indicadores, que são dados estatísticos coletados periodicamente.



Esse estudo abrange a formação e evolução dos grupos populacionais em seus mais variados aspectos, como o seu tamanho, distribuição espacial, composição e evolução, analisados dentro de um intervalo de tempo. Movimentos populacionais reconfiguram espaços, impactam políticas públicas e o crescimento vegetativo.



Sobre seus conceitos e definições, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062938 Geografia

A Cartografia é a ciência que representa o espaço geográfico por meio de símbolos, formas e escalas, permitindo compreender e comunicar informações sobre um território. Existem representações mais simples e ilustrativas, como croquis, plantas baixas, mapas infográficos e cartogramas, que também ajudam a entender o espaço, mesmo sem seguir normas técnicas. Mas, os seus principais produtos são os mapas, as cartas e as plantas, que variam conforme a escala, o nível de detalhamento e a finalidade de uso.



Sobre as principais características e diferenças entre esses 3 produtos cartográficos, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062937 Meio Ambiente

Num contexto de ocupação do território a partir de um processo dinâmico e contínuo de planejamento ambiental, o planejamento praticado de forma participativa se constitui num poderoso e adequado instrumento para incorporar a dimensão ambiental às políticas de desenvolvimento, como elemento constitutivo de uma visão sensível tanto aos limites como às oportunidades derivadas dos fatores ambientais. Assim, a necessidade de criar mecanismos com participação ampla da sociedade, incorporando-a no processo de gestão racional da natureza, emerge como diretriz básica de planejamento.



Dentre ações prioritárias para orientar o desenvolvimento e viabilizar formas racionais de ocupação do território e aproveitamento de seus recursos, é correto afirmar que está/estão:

Alternativas
Q4062936 Geografia

O mapa é um produto da ciência cartográfica. A Cartografia constitui um conjunto de operações técnicas e científicas, desde a preocupação de transformar a superfície da Terra curva em uma representação plana, por meio das projeções cartográficas. A precisão na geração e utilização dessas ferramentas são primordiais para uma eficiência no trabalho do geógrafo. A representação temática em mapas foca na espacialização de fenômenos específicos sobre uma base geográfica, e obedece a algumas regras básicas orientadoras, que vão norteá-lo na representação do fenômeno geográfico.



Dentre as regras básicas fundamentais para garantir que o mapa seja compreensível e preciso, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062935 Direito Ambiental

Reserva da Biosfera é um modelo de gestão integrada, participativa e sustentável dos recursos naturais, adotado internacionalmente, e reconhecida pelo Programa “O Homem e a Biosfera (MaB - Man and the Biosphere)” da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). As Reservas da Biosfera no Brasil são trazidas no Capítulo VI, da Lei Federal nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), que estabeleceu alguns conceitos, orientando sua constituição e gestão, e pelo Decreto Federal nº 4.340/2002, que estabeleceu aspectos relacionados aos objetivos básicos das Reservas da Biosfera no Brasil, além de orientar sua estrutura de governança em diferentes níveis.



Sobre algumas das características definidas nessas normas, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062934 Geografia

Uma maneira eficiente de medir a qualidade de vida e estudar o desenvolvimento dos povos é através da análise de indicadores. Tais indicadores podem englobar tanto fatores econômicos, como sociais, culturais e políticos. Relacionando esses fatores, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) representa, na atualidade, uma medida útil para enfocar os níveis de desenvolvimento sob uma perspectiva mais humana, social e sustentável. No Brasil, o índice tem sido utilizado pelo governo federal e por administrações municipais através do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).



Sobre alguns dos aspectos principais dessa métrica de avaliar o desenvolvimento socioeconômico, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062933 Geografia

O termo resolução em sensoriamento remoto refere-se à capacidade de um sensor distinguir alvos na superfície terrestre e ao nível de detalhamento de uma imagem. Ela se divide em quatro tipos independentes: espacial, espectral, radiométrica e temporal, que definem a qualidade e utilidade das imagens de satélite. Entender essas resoluções é crucial para escolher o sensor correto (satélite ou drone) para cada aplicação, equilibrando o nível de detalhe com a abrangência da área de estudo.



Sobre os diversos tipos de resolução de uma imagem, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062932 Meio Ambiente

O início da discussão sobre desenvolvimento sustentável surgiu em 1968, e ganhou força com a Estratégia Mundial da Conservação – World Conservation Strategy, lançada pela União Mundial para a Conservação (IUCN) e pelo Fundo Mundial para a Conservação (WWF), apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). A origem do conceito de desenvolvimento sustentável pretendeu reunir, numa íntima simbiose, a gestão ambiental e o desenvolvimento econômico.



Para essas instituições, a sustentabilidade está alicerçada em princípios fundamentais, sendo que dentre os citados, o correto é:

Alternativas
Q4062931 Direito Ambiental

A Área de Preservação Permanente (APP) de rios, definida pelo Novo Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012), protege margens de cursos d’água com metragens variando de 30 m a 500 m, dependendo da largura do rio. Essas faixas, essenciais para recursos hídricos e biodiversidade, são medidas a partir da borda da calha do leito regular.



Sobre as metragens de APP hídrica, ou largura mínima de rio, ou margem de cursos d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, previstas pela lei do Novo Código Florestal no seu artigo 4º, Item I, na sua versão oficial atualizada, é correto afirmar que devem ser de:

Alternativas
Q4062930 Geografia

No campo do sensoriamento remoto e do geoprocessamento, um dos conceitos mais fundamentais é a resolução espacial, que se refere ao nível de detalhe que uma imagem de satélite pode capturar. É a medida da menor unidade distinguível em uma imagem e está diretamente relacionada ao tamanho do pixel na superfície terrestre. A resolução espacial é normalmente expressa em metros. Quanto menor o valor, maior a resolução, portanto, mais detalhes podem ser vistos na imagem.



Sobre os diferentes níveis de resolução espacial existentes, cada um adequado para diferentes aplicações, é correto afirmar que:

Alternativas
Q4062929 Geografia

O desmatamento causa a diminuição da quantidade de água subterrânea por provocar escoamentos superficiais e subterrâneos mais rápidos e maiores, que se reflete igualmente na produção agrícola e na disponibilidade da água. Após o corte da floresta, inicialmente aumenta a vazão das fontes em virtude da inexistência de raízes de árvores para reter mais água no solo e, posteriormente, a vazão decresce consideravelmente. A erosão dos solos tem início após mudança do recobrimento florístico, o que faz com que haja modificações nas condições físicas do solo. A destruição da floresta influi diretamente em grandes variações nas proporções relativas entre escoamento superficial e infiltração.



A propósito da relação entre a floresta e o controle de erosão, é correto considerar que:

Alternativas
Q4062928 Direito Urbanístico

As regras gerais para que a propriedade seja bem usada são definidas pelo Estatuto das Cidades. Já o plano diretor é o projeto da cidade e deve conter o destino de todas as áreas, urbanas e rurais, e as normas a serem obedecidas para ocupar seu território. O plano diretor de uma cidade é recomendado para todos os municípios como ferramenta de desenvolvimento, porém, o Estatuto das Cidades no seu Art. 41, explicita as realidades urbanas onde o plano diretor é obrigatório.



Dentre essas realidades, previstas em lei, o plano diretor é obrigatório para cidades:

Alternativas
Respostas
161: C
162: A
163: E
164: C
165: D
166: B
167: A
168: C
169: E
170: A
171: B
172: E
173: C
174: D
175: C
176: A
177: B
178: E
179: B
180: E