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Vander Lee
Românticos são poucos
Românticos são loucos desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro é o paraíso
Românticos são lindos
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico É uma espécie em extinção
Romântico É uma espécie em extinção [...]
Disponível em:https://www.letras.mus.br/vanderlee/49221/ . Acesso em: 15 jul. 2025.
O tipo textual descritivo marca-se pela apresentação das características de uma pessoa, um objeto ou uma situação, fixos como em uma fotografia. Nesse sentido, o trecho “Românticos são loucos desvairados” da canção de Vander Lee é marcado por
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. [...]
COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Disponível em: https://www.culturagenial.com/eu-sei-mas-nao-deviamarina-colasanti/. Acesso em: 15 de julho de 2025.
Koch e Elias, em Escrever e Argumentar, dissertam sobre algumas estratégias de progressão textual que auxiliam na construção da argumentação. Sabendo disso, ao ler este trecho do texto de Marina Colasanti, identificamos uma dessas estratégias mencionadas, que é
GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em prosa moderna. 27. ed. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2010. p. 301.
Assim como neste trecho, em Comunicação em Prosa Moderna, Garcia defende que a escrita é um processo que envolve:
Da Idade das Pedras à das máquinas inteligentes, a solidão é um sentimento que desafia continuamente o ser humano. Expressa em diferentes culturas e meios artísticos, está no centro da existência da ingênua Amélie Poulain, da rejeitada Macabéa de A Hora da Estrela, do náufrago Chuck Noland, vivido por Tom Hanks, e do bilionário Bruce Wayne, que se transforma em Batman. A sensação de se sentir isolado, mesmo quando rodeado de pessoas, tornou-se, no entanto, um assunto de saúde pública. Como mostram pesquisas recentes, a solidão adoece – literalmente. O alarme acaba de ser soado pela Comissão de Conexão Social da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em relatório recém-publicado, a entidade revela que quase 20% da população global se considera solitária. Tamanho contingente está mais vulnerável a uma legião de perigos que vão de infarto e derrame a alcoolismo e ideação suicida. Por ano, são mais de 870 000 mortes ligadas ao problema no planeta. Um paradoxo para uma era em que a humanidade nunca esteve tão conectada – ao menos virtualmente.
FELIX, Paula. A doença da solidão. Revista Veja. Editora Abril, São Paulo, v. 2.959, ano 58, n. 28, p. 62, 11 de julho de 2025 (Adaptado).
Com base no texto, o paradoxo mencionado pela autora refere-se
Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.
Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de "sono naturalmente curto". Ela é real - e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica (que costuma ser transmitida dos pais para os filhos), e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos - sendo que uma delas, a N783 Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade de uma proteína chamada SIK3, que está ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas - para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.
GARATONNI, Bruno. Mutação genética faz pessoas dormirem menos. Superinteressante. Editora Abril, São Paulo, v. 476, ano 39, n. 6, p. 15, junho de 2025.
Com base no texto, pode-se apontar que
(MARSCUSCHI, 2010, p.39)
Tabela: Distribuição de quatro gêneros textuais de acordo com o meio de produção e a concepção discursiva.
(MARSCUSCHI, 2010, p.40)
Assinale a opção que completa adequadamente a coluna domínio da tabela retirada da obra Da fala para a escrita: atividades de textualização.



A locução em destaque constrói o sentido de:

Experiência feita com pacientes em coma revelou um mecanismo surpreendente. E isso acontece sem que a pessoa perceba: é uma função autônoma, que atua mesmo se ela estiver inconsciente. Neurologistas da Universidade da Califórnia (Berkeley) tocaram três sequências de bipes para 48 pacientes que estavam em coma, enquanto monitoravam a atividade elétrica do coração e do cérebro deles. A primeira sequência era aleatória. Ela provocou uma resposta neural (provando que o cérebro estava "escutando" aqueles sons), mas não teve qualquer efeito sobre o coração. A segunda sequência era regular, sincronizada em tempo real com os batimentos cardíacos de cada paciente. Ela também foi detectada pelo cérebro, e não influenciou o ritmo do coração. Normal, nada de mais.
A surpresa veio na terceira sequência. Ela também era sincronizada com os batimentos cardíacos do paciente, porém tinha uma diferença - os cientistas começaram a omitir alguns dos bipes. Aí, algo incrível aconteceu: o coração começou a sair do ritmo, desacelerando um pouco, quando o cérebro não ouvia um bipe. Isso ocorreu em 31 dos 48 pacientes, que sobreviveram ao coma (nos demais, que acabaram morrendo, não).
GARATONNI, Bruno. Cérebro usa som para regular o ritmo do coração. Superinteressante. Editora Abril, São Paulo, v. 476, ano 39, n. 6, p. 12, junho de 2025 (Adaptado).
Após análise dos conectores destacados no texto, pode-se afirmar que
Qual será a saída do seguinte algoritmo?
