Mutação genética faz pessoas dormirem menos Passar pouco te...
Passar pouco tempo na cama nem sempre é um problema, aponta estudo.
Algumas pessoas conseguem se sentir bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite (bem abaixo das 8 horas necessárias à maioria dos indivíduos). Trata-se de uma condição relativamente rara, que os médicos chamam de "sono naturalmente curto". Ela é real - e, como um novo estudo apontou, tem base genética. Pesquisadores chineses sequenciaram o DNA de pessoas portadoras dessa característica (que costuma ser transmitida dos pais para os filhos), e constataram que elas têm cinco mutações genéticas relacionadas a dormir menos - sendo que uma delas, a N783 Y, parece ser a mais importante. Os cientistas criaram ratos com essa alteração genética, e eles também passaram a precisar de menos sono. Essa mutação altera a capacidade de uma proteína chamada SIK3, que está ligada ao funcionamento do relógio biológico. Estima-se que as mutações estejam presentes em 1% das pessoas - para as demais, dormir pouco continua fazendo mal à saúde.
GARATONNI, Bruno. Mutação genética faz pessoas dormirem menos. Superinteressante. Editora Abril, São Paulo, v. 476, ano 39, n. 6, p. 15, junho de 2025.
Com base no texto, pode-se apontar que
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Tema central da questão: Interpretação de Texto.
A questão exige a compreensão detalhada das informações explícitas do texto, distinguindo-as de opiniões, inferências ou generalizações não contidas nele. Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra (“Nova Gramática do Português Contemporâneo”), interpretar um texto significa compreender relações lógicas, identificar ideias principais e estabelecer conexões adequadas entre as partes do texto.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E afirma: “a condição de precisar dormir menos está ligada a fatores genéticos e não representa um problema para quem a possui.” No texto, é destacado que certas pessoas, devido a uma mutação genética, necessitam de menos sono sem prejuízo ao bem-estar (“sentir-se bem, plenamente descansadas, com apenas 4 a 6 horas de sono por noite”). Ademais, o estudo realça “não representa problema”, justamente pelo caráter natural da condição.
Essa clareza é primordial em provas de concursos: busque sempre no texto elementos objetivos que confirmem a assertiva, evitando julgar apenas pelo seu conhecimento prévio.
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. O texto não sugere que todas as pessoas podem se adaptar a dormir menos, pois a condição depende de um fator genético raro (apenas 1% da população), não de disciplina ou hábitos.
B) Errada. Não há menção a distúrbios graves relacionados à mutação N783Y. Ela é apontada apenas como mais importante para o sono curto.
C) Errada. A mutação é hereditária, não adquirida por treinamento — ponto evidenciado, inclusive, pelo experimento com ratos geneticamente modificados.
D) Errada. O texto valoriza o sono de 8 horas para a maioria e adverte que para quem não tem a mutação, “dormir pouco continua fazendo mal à saúde”. Assim, não há relativização para grande parcela da população.
Dica de interpretação: Atenção a generalizações (“todas as pessoas”, “maioria”, “parte significativa”), pois frequentemente são pegadinhas em provas.
Referência para aprofundamento: CUNHA & CINTRA (2013), BECHARA (2009), KOCH & ELIAS (2012).
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