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Cérebro usa som para regular o ritmo do coração

Experiência feita com pacientes em coma revelou um mecanismo surpreendente. E isso acontece sem que a pessoa perceba: é uma função autônoma, que atua mesmo se ela estiver inconsciente. Neurologistas da Universidade da Califórnia (Berkeley) tocaram três sequências de bipes para 48 pacientes que estavam em coma, enquanto monitoravam a atividade elétrica do coração e do cérebro deles. A primeira sequência era aleatória. Ela provocou uma resposta neural (provando que o cérebro estava "escutando" aqueles sons), mas não teve qualquer efeito sobre o coração. A segunda sequência era regular, sincronizada em tempo real com os batimentos cardíacos de cada paciente. Ela também foi detectada pelo cérebro, e não influenciou o ritmo do coração. Normal, nada de mais.

A surpresa veio na terceira sequência. Ela também era sincronizada com os batimentos cardíacos do paciente, porém tinha uma diferença - os cientistas começaram a omitir alguns dos bipes. Aí, algo incrível aconteceu: o coração começou a sair do ritmo, desacelerando um pouco, quando o cérebro não ouvia um bipe. Isso ocorreu em 31 dos 48 pacientes, que sobreviveram ao coma (nos demais, que acabaram morrendo, não). 
GARATONNI, Bruno. Cérebro usa som para regular o ritmo do coração. Superinteressante. Editora Abril, São Paulo, v. 476, ano 39, n. 6, p. 12, junho de 2025 (Adaptado).

Após análise dos conectores destacados no texto, pode-se afirmar que
Alternativas

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Tema central: A questão avalia a função semântica dos conectores (“enquanto”, “mas”, “e”, “porém”, “quando”) em um texto, explorando sua identificação e classificação conforme a gramática normativa e o uso contextual.

Justificativa – Alternativa C (Correta):

A conjunção “e”, regra geral, tem valor aditivo, unindo termos ou orações de mesma natureza, como em: “Ele estudou e passou.” Entretanto, gramáticos como Bechara e Faraco & Moura destacam que, dependendo do contexto, “e” pode assumir valor adversativo, ou seja, expressar oposição ou contraste, normalmente função da conjunção “mas”. No trecho analisado, “Ela também foi detectada pelo cérebro, e não influenciou o ritmo do coração”, há sentido de contraste: o cérebro percebe, mas o ritmo do coração não muda. Assim, “e” cumpre papel adversativo, justificando a alternativa correta.

Análise das alternativas incorretas:

A) “Enquanto” é conjunção subordinativa temporal, expressando simultaneidade, não concessão. Concessão envolveria ideia de contraste com exceção (“embora...”).
B) “Mas” realmente expressa contraste (adversidade), mas NÃO é consecutiva (que traria ideia de consequência, como “logo”, “de modo que”).
D) “Porém” é adversativa, mas sua função é oposição/contraste com a oração precedente, não semelhança nem atendimento à expectativa.
E) “Quando” é temporal, marca o momento de uma ação (“desacelerando... quando o cérebro não ouvia...”), não condição (“caso”, “se”).

Estratégias para a prova:
- Observe o contexto: A função do conector pode variar conforme a relação entre ideias no texto.
- Cuidado com pegadinhas: Palavras como “mas”, “porém”, “quando” e “enquanto” têm funções específicas na norma culta. Atenção para não confundi-las!

Referências:
Bechara, E.Moderna Gramática Portuguesa
Faraco & MouraGramática

Resumo importante: Conectores mudam de sentido pelo contexto. Saber identificar essas nuances é diferencial em provas de alto nível!

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Conjunções:

  • "Enquanto" aqui esta funcionando com conjunção temporal. ELIMINA A
  • "Mas" quando sozinha, sempre será conjunção adversativa. ELIMINA B
  • "E" aqui está funcionando adversativo (Ela também foi detectada pelo cérebro, e (MAS) não influenciou o ritmo do coração.)
  • "Porém" sempre será conjunção adversativa, justamente por não se assemelhar à oração anterior. ELIMINA D
  • "Quando" indicando tempo será temporal e não condicional. ELIMINA E

Alternativa C

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