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Q3866141 Pedagogia
A educação brasileira é regida por leis, normas e documentos normativos. O documento normativo que orienta a elaboração dos currículos e das propostas pedagógicas da educação básica no Brasil é
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Q3866140 Noções de Informática
No Windows, qual recurso do sistema permite administrar programas instalados no computador, seja para incluir novos softwares ou remover aqueles que deixarão de ser utilizados?
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Q3866139 Noções de Informática
Em relação aos procedimentos de backup no ambiente Windows, qual prática contribui para maior segurança dos dados?
Alternativas
Q3866136 Noções de Informática
No Windows 10 e 11, o Gerenciador de Tarefas permite ao usuário acompanhar o desempenho geral do sistema. Qual ação pode ser realizada por esse recurso?
Alternativas
Q3866134 Português
Leia o texto a seguir.

Deslocamentos caracterizam os ímpetos da concepção urbana de Anápolis, com os tropeiros que ali passavam, instalavam-se nessas localidades e, consequentemente, geravam trocas de mercadorias favoráveis ao comércio. Outro fator relevante foi a construção da Capela em honra a Sant’Ana, por Gomes de Sousa Ramos, em 1871. Isso potencializa o adensamento populacional na região de Anápolis, já que em 1871 existiam apenas sete casas, no ano seguinte esse número foi para 20 moradias, com uma população estimada em 120 pessoas só no povoado.
Amaral, L. F.; Lopes Filho, J. J. Estranhar e reconhecer: um processo de descontinuidades na paisagem urbana de Anápolis-GO (1870-2022). Paranoá, v. 17, e45325, 2024, p. 6. [Adaptado].

O crescimento populacional se associa com qual característica da população mencionada?
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Q3866130 Estatística
Em uma determinada turma, a média das notas do exame final foi 4,5, enquanto a mediana foi 7,5. Sabendo que a nota mínima para aprovação é 5,0, a média ou a mediana informadas indicam que 
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Q3866123 Português
Texto 2

O futuro sustentável sonhado pelo arquiteto chinês que morreu no Pantanal

Eliane Trindade


Três meses antes de ser vítima de acidente aéreo no Brasil, Kongjian Yu concedeu entrevista para documentário brasileiro "Smart Cities – as Cidades do Futuro”. Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do documentário, o diretor Fábio Berringer, o produtor local Filipe Porto e o cinegrafista chinês Zhang QinZheng. Em conversa inédita, Kongjian Yu fala das perspectivas de construir um planetaesponja e uma nova civilização ecológica, amiga da água. Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes às intempéries climáticas. Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos projetos urbanísticos e paisagísticos entre os mil que levam sua assinatura.

Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?

É uma solução baseada na natureza para resolver problemas de inundações e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. É uma solução holística, que usa a paisagem natural para retenção da água, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja é a oposição à infraestrutura cinza convencional, construída sobre um sistema de tubulações de concreto e de drenagem. Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga.

Como nasceu o conceito?

Vem da cultura das monções. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fenômeno atmosférico típico do Sul e Sudeste asiático. Nasci em uma pequena vila na província de Zhejiang, onde há tempestades durante a estação das monções. Então, desde muito jovem aprendi como reter a água no período de inundações para reutilização na estação seca. É um conhecimento ancestral sobre como lidar com a alternância de inundações e secas, de forma a manter o equilíbrio hidrológico.

Então, o futuro também é ancestral?

Sim. Temos que olhar para o passado, para a experiência acumulada ao longo dos séculos. Estamos falando de milhares de anos de cooperação com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. É por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspiração para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudanças climática.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2025/11/ofuturo-sustentavel-sonhado-pelo-arquiteto-chines-que-morreu-nopantanal.shtml. Acesso em: 17 nov. 2025. [Texto reduzido e adaptado].
No período “Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga”, a oração “que não é inimiga” exerce a função morfossintática de um
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Q3866122 Português
Texto 2

O futuro sustentável sonhado pelo arquiteto chinês que morreu no Pantanal

Eliane Trindade


Três meses antes de ser vítima de acidente aéreo no Brasil, Kongjian Yu concedeu entrevista para documentário brasileiro "Smart Cities – as Cidades do Futuro”. Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do documentário, o diretor Fábio Berringer, o produtor local Filipe Porto e o cinegrafista chinês Zhang QinZheng. Em conversa inédita, Kongjian Yu fala das perspectivas de construir um planetaesponja e uma nova civilização ecológica, amiga da água. Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes às intempéries climáticas. Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos projetos urbanísticos e paisagísticos entre os mil que levam sua assinatura.

Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?

É uma solução baseada na natureza para resolver problemas de inundações e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. É uma solução holística, que usa a paisagem natural para retenção da água, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja é a oposição à infraestrutura cinza convencional, construída sobre um sistema de tubulações de concreto e de drenagem. Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga.

Como nasceu o conceito?

Vem da cultura das monções. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fenômeno atmosférico típico do Sul e Sudeste asiático. Nasci em uma pequena vila na província de Zhejiang, onde há tempestades durante a estação das monções. Então, desde muito jovem aprendi como reter a água no período de inundações para reutilização na estação seca. É um conhecimento ancestral sobre como lidar com a alternância de inundações e secas, de forma a manter o equilíbrio hidrológico.

Então, o futuro também é ancestral?

Sim. Temos que olhar para o passado, para a experiência acumulada ao longo dos séculos. Estamos falando de milhares de anos de cooperação com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. É por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspiração para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudanças climática.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2025/11/ofuturo-sustentavel-sonhado-pelo-arquiteto-chines-que-morreu-nopantanal.shtml. Acesso em: 17 nov. 2025. [Texto reduzido e adaptado].
A interrogação “Então, o futuro também é ancestral?” apresenta de forma implícita, considerando-se o fluxo da interação discursiva, o pressuposto de que
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Q3866121 Português
Texto 2

O futuro sustentável sonhado pelo arquiteto chinês que morreu no Pantanal

Eliane Trindade


Três meses antes de ser vítima de acidente aéreo no Brasil, Kongjian Yu concedeu entrevista para documentário brasileiro "Smart Cities – as Cidades do Futuro”. Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do documentário, o diretor Fábio Berringer, o produtor local Filipe Porto e o cinegrafista chinês Zhang QinZheng. Em conversa inédita, Kongjian Yu fala das perspectivas de construir um planetaesponja e uma nova civilização ecológica, amiga da água. Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes às intempéries climáticas. Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos projetos urbanísticos e paisagísticos entre os mil que levam sua assinatura.

Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?

É uma solução baseada na natureza para resolver problemas de inundações e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. É uma solução holística, que usa a paisagem natural para retenção da água, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja é a oposição à infraestrutura cinza convencional, construída sobre um sistema de tubulações de concreto e de drenagem. Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga.

Como nasceu o conceito?

Vem da cultura das monções. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fenômeno atmosférico típico do Sul e Sudeste asiático. Nasci em uma pequena vila na província de Zhejiang, onde há tempestades durante a estação das monções. Então, desde muito jovem aprendi como reter a água no período de inundações para reutilização na estação seca. É um conhecimento ancestral sobre como lidar com a alternância de inundações e secas, de forma a manter o equilíbrio hidrológico.

Então, o futuro também é ancestral?

Sim. Temos que olhar para o passado, para a experiência acumulada ao longo dos séculos. Estamos falando de milhares de anos de cooperação com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. É por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspiração para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudanças climática.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2025/11/ofuturo-sustentavel-sonhado-pelo-arquiteto-chines-que-morreu-nopantanal.shtml. Acesso em: 17 nov. 2025. [Texto reduzido e adaptado].
O sentido de “cidade-esponja” é construído a partir de um procedimento de linguagem figurativa que toma como base uma
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Q3866120 Português
Texto 2

O futuro sustentável sonhado pelo arquiteto chinês que morreu no Pantanal

Eliane Trindade


Três meses antes de ser vítima de acidente aéreo no Brasil, Kongjian Yu concedeu entrevista para documentário brasileiro "Smart Cities – as Cidades do Futuro”. Acompanharam a entrevista conduzida por mim, como roteirista do documentário, o diretor Fábio Berringer, o produtor local Filipe Porto e o cinegrafista chinês Zhang QinZheng. Em conversa inédita, Kongjian Yu fala das perspectivas de construir um planetaesponja e uma nova civilização ecológica, amiga da água. Discorreu por mais de uma hora sobre como tornar as cidades e o planeta mais resilientes às intempéries climáticas. Ao final do encontro, passeou com a equipe pelos corredores da Turenscape, enfeitados por fotos de alguns dos projetos urbanísticos e paisagísticos entre os mil que levam sua assinatura.

Como o senhor resume o conceito de cidade-esponja?

É uma solução baseada na natureza para resolver problemas de inundações e secas urbanas, ao criar cidades resilientes. É uma solução holística, que usa a paisagem natural para retenção da água, desacelerando seu fluxo. A chave de uma cidade-esponja é a oposição à infraestrutura cinza convencional, construída sobre um sistema de tubulações de concreto e de drenagem. Uma cidade-esponja retém a água, que não é inimiga.

Como nasceu o conceito?

Vem da cultura das monções. A ideia de cidade-esponja foi inspirada por esse fenômeno atmosférico típico do Sul e Sudeste asiático. Nasci em uma pequena vila na província de Zhejiang, onde há tempestades durante a estação das monções. Então, desde muito jovem aprendi como reter a água no período de inundações para reutilização na estação seca. É um conhecimento ancestral sobre como lidar com a alternância de inundações e secas, de forma a manter o equilíbrio hidrológico.

Então, o futuro também é ancestral?

Sim. Temos que olhar para o passado, para a experiência acumulada ao longo dos séculos. Estamos falando de milhares de anos de cooperação com a natureza, que nos mostram como criar uma paisagem resiliente. É por isso que esses conhecimentos ancestrais podem ser inspiração para tornar o nosso planeta mais resiliente diante das mudanças climática.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/redesocial/2025/11/ofuturo-sustentavel-sonhado-pelo-arquiteto-chines-que-morreu-nopantanal.shtml. Acesso em: 17 nov. 2025. [Texto reduzido e adaptado].
Considerando-se o modo de estruturação e funcionamento do gênero entrevista, verifica-se que o parágrafo de abertura do Texto 2 constitui uma unidade paratextual. Esse tipo de unidade, a exemplo do que ocorre no Texto 2, tem como função
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Q3866119 Português
Texto 1

O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo


    O leitor entra na livraria, escolhe um título, paga, leva para casa e rasga a película transparente que o envolve. Em segundos, o plástico vai para o lixo. O gesto é banal, mas o impacto é monumental.

    Essa fina camada de filme termoencolhível – que protege o livro de poeira e umidade – se tornou um dos maiores símbolos de incoerência do mercado editorial brasileiro: um setor que vive de ideias, mas ainda insiste num hábito materialmente insustentável.

    Segundo dados disponibilizados pela Câmara Brasileira do Livro, o país imprimiu 366 milhões de exemplares no último ano. Supondo que cerca de 70% desses livros foram embalados individualmente, isso significa que 256 milhões de unidades receberam plástico antes de chegar às prateleiras. Cada invólucro pesa entre 1,4 g e 2,7 g, o que equivale a algo em torno de 360 a 700 toneladas de lixo plástico por ano – um resíduo de baixo valor comercial, raramente reciclado.

    O argumento das editoras é pragmático: o plástico protege os exemplares durante o transporte e a armazenagem. Há, porém, uma causa mais profunda para a continuidade dessa prática. Plataformas de e-commerce, que dominam o mercado de venda ao consumidor, exigem que as editoras entreguem os livros embalados individualmente em plástico. Caso contrário, recusam o recebimento do material. E, para atender a essa exigência, muitas editoras solicitam às gráficas que enviem parte ou toda a tiragem já com o plástico. Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor.

    O cenário precisa mudar e já temos exemplos para seguir. Livrarias independentes já substituem o filme plástico por faixas de papel reciclado, invólucros biodegradáveis, ou simplesmente aboliram a embalagem. O debate sobre sustentabilidade no livro não pode se limitar à origem do papel: deve incluir também o material que o envolve. O livro é, por natureza, um instrumento de consciência. E não há consciência possível quando o conhecimento continua coberto por uma camada de poluição invisível.


BORGES, Afonso. O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo. Folha de S. Paulo, 16 nov. 2025, p. A6. [Adaptado].
No trecho “Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor”, o sinal de dois pontos introduz uma
Alternativas
Q3866118 Português
Texto 1

O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo


    O leitor entra na livraria, escolhe um título, paga, leva para casa e rasga a película transparente que o envolve. Em segundos, o plástico vai para o lixo. O gesto é banal, mas o impacto é monumental.

    Essa fina camada de filme termoencolhível – que protege o livro de poeira e umidade – se tornou um dos maiores símbolos de incoerência do mercado editorial brasileiro: um setor que vive de ideias, mas ainda insiste num hábito materialmente insustentável.

    Segundo dados disponibilizados pela Câmara Brasileira do Livro, o país imprimiu 366 milhões de exemplares no último ano. Supondo que cerca de 70% desses livros foram embalados individualmente, isso significa que 256 milhões de unidades receberam plástico antes de chegar às prateleiras. Cada invólucro pesa entre 1,4 g e 2,7 g, o que equivale a algo em torno de 360 a 700 toneladas de lixo plástico por ano – um resíduo de baixo valor comercial, raramente reciclado.

    O argumento das editoras é pragmático: o plástico protege os exemplares durante o transporte e a armazenagem. Há, porém, uma causa mais profunda para a continuidade dessa prática. Plataformas de e-commerce, que dominam o mercado de venda ao consumidor, exigem que as editoras entreguem os livros embalados individualmente em plástico. Caso contrário, recusam o recebimento do material. E, para atender a essa exigência, muitas editoras solicitam às gráficas que enviem parte ou toda a tiragem já com o plástico. Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor.

    O cenário precisa mudar e já temos exemplos para seguir. Livrarias independentes já substituem o filme plástico por faixas de papel reciclado, invólucros biodegradáveis, ou simplesmente aboliram a embalagem. O debate sobre sustentabilidade no livro não pode se limitar à origem do papel: deve incluir também o material que o envolve. O livro é, por natureza, um instrumento de consciência. E não há consciência possível quando o conhecimento continua coberto por uma camada de poluição invisível.


BORGES, Afonso. O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo. Folha de S. Paulo, 16 nov. 2025, p. A6. [Adaptado].
O procedimento argumentativo usado no terceiro parágrafo do Texto 1 é baseado na
Alternativas
Q3866117 Português
Texto 1

O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo


    O leitor entra na livraria, escolhe um título, paga, leva para casa e rasga a película transparente que o envolve. Em segundos, o plástico vai para o lixo. O gesto é banal, mas o impacto é monumental.

    Essa fina camada de filme termoencolhível – que protege o livro de poeira e umidade – se tornou um dos maiores símbolos de incoerência do mercado editorial brasileiro: um setor que vive de ideias, mas ainda insiste num hábito materialmente insustentável.

    Segundo dados disponibilizados pela Câmara Brasileira do Livro, o país imprimiu 366 milhões de exemplares no último ano. Supondo que cerca de 70% desses livros foram embalados individualmente, isso significa que 256 milhões de unidades receberam plástico antes de chegar às prateleiras. Cada invólucro pesa entre 1,4 g e 2,7 g, o que equivale a algo em torno de 360 a 700 toneladas de lixo plástico por ano – um resíduo de baixo valor comercial, raramente reciclado.

    O argumento das editoras é pragmático: o plástico protege os exemplares durante o transporte e a armazenagem. Há, porém, uma causa mais profunda para a continuidade dessa prática. Plataformas de e-commerce, que dominam o mercado de venda ao consumidor, exigem que as editoras entreguem os livros embalados individualmente em plástico. Caso contrário, recusam o recebimento do material. E, para atender a essa exigência, muitas editoras solicitam às gráficas que enviem parte ou toda a tiragem já com o plástico. Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor.

    O cenário precisa mudar e já temos exemplos para seguir. Livrarias independentes já substituem o filme plástico por faixas de papel reciclado, invólucros biodegradáveis, ou simplesmente aboliram a embalagem. O debate sobre sustentabilidade no livro não pode se limitar à origem do papel: deve incluir também o material que o envolve. O livro é, por natureza, um instrumento de consciência. E não há consciência possível quando o conhecimento continua coberto por uma camada de poluição invisível.


BORGES, Afonso. O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo. Folha de S. Paulo, 16 nov. 2025, p. A6. [Adaptado].
Considerando-se suas características internas (estruturação léxico-gramatical e textual) e externas (funcionamento social e a mídia de circulação), classifica-se o Texto 1 como um exemplar do gênero
Alternativas
Q3866116 Português
Texto 1

O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo


    O leitor entra na livraria, escolhe um título, paga, leva para casa e rasga a película transparente que o envolve. Em segundos, o plástico vai para o lixo. O gesto é banal, mas o impacto é monumental.

    Essa fina camada de filme termoencolhível – que protege o livro de poeira e umidade – se tornou um dos maiores símbolos de incoerência do mercado editorial brasileiro: um setor que vive de ideias, mas ainda insiste num hábito materialmente insustentável.

    Segundo dados disponibilizados pela Câmara Brasileira do Livro, o país imprimiu 366 milhões de exemplares no último ano. Supondo que cerca de 70% desses livros foram embalados individualmente, isso significa que 256 milhões de unidades receberam plástico antes de chegar às prateleiras. Cada invólucro pesa entre 1,4 g e 2,7 g, o que equivale a algo em torno de 360 a 700 toneladas de lixo plástico por ano – um resíduo de baixo valor comercial, raramente reciclado.

    O argumento das editoras é pragmático: o plástico protege os exemplares durante o transporte e a armazenagem. Há, porém, uma causa mais profunda para a continuidade dessa prática. Plataformas de e-commerce, que dominam o mercado de venda ao consumidor, exigem que as editoras entreguem os livros embalados individualmente em plástico. Caso contrário, recusam o recebimento do material. E, para atender a essa exigência, muitas editoras solicitam às gráficas que enviem parte ou toda a tiragem já com o plástico. Cria-se, assim, um círculo vicioso: as gráficas embalam para atender as editoras; estas embalam para atender as plataformas; e estas últimas embalam novamente para o envio ao consumidor.

    O cenário precisa mudar e já temos exemplos para seguir. Livrarias independentes já substituem o filme plástico por faixas de papel reciclado, invólucros biodegradáveis, ou simplesmente aboliram a embalagem. O debate sobre sustentabilidade no livro não pode se limitar à origem do papel: deve incluir também o material que o envolve. O livro é, por natureza, um instrumento de consciência. E não há consciência possível quando o conhecimento continua coberto por uma camada de poluição invisível.


BORGES, Afonso. O livro, o plástico e as 700 toneladas no lixo. Folha de S. Paulo, 16 nov. 2025, p. A6. [Adaptado].
Usa-se, no Texto 1, a seguinte estratégia de introdução:
Alternativas
Q3866055 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Analise as afirmativas abaixo, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho, observados os seguintes aspectos, entre outros:

I – Prioridade para atividades laborais em turnos noturnos, visando maior produtividade.
II – Capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho.
III – Liberdade irrestrita para exercer qualquer atividade profissional, inclusive noturna, perigosa ou insalubre.
IV – Respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3866054 Pedagogia
Complete corretamente a lacuna abaixo:

Na perspectiva de contribuir para a erradicação da pobreza e das desigualdades, a equidade requer que sejam oferecidos mais recursos e melhores condições às escolas menos providas e aos alunos que deles mais necessitem. Ao lado das políticas universais, dirigidas a todos sem requisito de seleção, é preciso também sustentar políticas reparadoras que ________________. 
Alternativas
Q3866053 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Durante uma atividade em sala de aula sobre os direitos da criança e do adolescente, a professora perguntou a idade de cada aluno. Mirela respondeu que tinha 11 anos de idade. A professora então explicou que, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Mirela é considerada:

Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
2301: A
2302: A
2303: B
2304: A
2305: D
2306: A
2307: B
2308: A
2309: C
2310: A
2311: D
2312: A
2313: B
2314: C
2315: A
2316: D
2317: B
2318: C
2319: C
2320: D