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(1a parte): A participação dos estudantes no processo avaliativo compromete a confiabilidade dos dados obtidos.
(2a parte): A avaliação formativa caracteriza-se pela integração do processo de ensino, subsidiando intervenções pedagógicas a partir da análise contínua das aprendizagens.
(3a parte): A diversificação de instrumentos avaliativos possibilita captar diferentes dimensões do desenvolvimento discente, superando a centralidade de provas escritas.
Pode-se afirmar que:
I. A seleção de técnicas didáticas pressupõe coerência entre objetivos, conteúdos e procedimentos de ensino.
II. O planejamento escolar deve ser previamente definido e seguido de forma inflexível, independentemente das necessidades emergentes da turma.
III. As metodologias ativas promovem o protagonismo discente e favorecem a construção significativa do conhecimento.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. O exercício competente da docência fundamenta-se na aplicação fiel de métodos previamente definidos, independentemente das especificidades do contexto escolar.
II. O desenvolvimento de competências docentes prescinde da reflexão sistemática sobre a prática, uma vez que se baseia no domínio de conteúdos disciplinares.
III.A competência docente relaciona-se à capacidade de adaptar, selecionar e reorganizar estratégias de ensino em função das necessidades dos alunos e dos objetivos de aprendizagem.
Está CORRETO o que se afirma em:
I. Aceitou ilegalmente cargo ou função pública.
II. Praticou falta punível com a pena de suspensão
III. Praticou usura, em qualquer das suas formas.
Estão CORRETAS:
Na hipótese de o relatório da sindicância concluir pela prática de crime, a autoridade competente oficiará ao Ministério Público, e remeterá cópia dos dutos, independente da imediata instauração do processo administrativo disciplinar.
Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está, conforme o Regime Jurídico dos Servidores públicos do Município:
Acerca das partes, pode-se afirmar que:
A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer Vereador Comissão Permanente da Câmara, ao Prefeito e ao eleitorado que a exercerá sobre a forma de moção articulada subscrita, no mínimo, por cinco por cento do total do número de eleitores do Município.
Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está
I. Zelar pela observância da Lei Orgânica e dos direitos e garantias individuais.
II. Convocar extraordinariamente a Câmara em caso de urgência ou interesse público ou privado relevante.
III. Reunir-se extraordinariamente sempre que convocada pelo Presidente.
Estão CORRETAS:
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue
moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo - elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras - especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue
moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo - elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras - especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).