Questões de Concurso Para prefeitura de sério - rs

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Q4217055 Pedagogia
Para Celso dos Santos Vasconcellos, o planejamento so tem sentido se o sujeito coloca-se numa perspectiva de mudança. Sobre o planejamento, conforme o autor, analise as assertivas abaixo:
I. Para o professor comprometido, não há proposta de plano que seja boa.
II. Considerar que o simples Íato do professor preencher um formulário bem elaborado será garantia de um bom trabalho é uma ilusão.
III. A existência de conteúdos preestabelecidos, que têm que ser dados, nega a ideia do autêntico planejamento.
IV.A força de um plano reside nas ideias sofisticadas.
Está(ão) CORRETA(S)
Alternativas
Q4217054 Pedagogia
O filósofo e pedagogo estadunidense John Dewey denomina por pensamento __________ a melhor maneira de __________ e define-o como sendo "a espécie de pensamento que consiste em ___________ mentalmente o assunto e dar-lhe consideração seria e ______________.
Preenche, CORRETA e respectívamente, as lacunas:
Alternativas
Q4217053 Pedagogia
Conforme a Lei n" 9.394 de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), da parte que trata dos Princípios e Fins da Educação Nacional, a educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Conforme o disposto na referida lei, assinale a alternativa que representa CORRETAMENTE um dos princípios nos quais a Educação deve ser ministrada. 
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Q4217052 Pedagogia
Analise o trecho retirado do documento Educação: um tesouro a descobrír:
Munidos destes novos instrumentos, os alunos tornam-se pesquísadores. Os professores ensinam aos alunos a ava/iar e gerir, na prática, a informação que lhes chega. Este processo revela-se muito mais próximo da vida real do que os métodos tradícíonais de transmíssão do saber. Começam a surgír nas salas de aula novos típos de relacionamento.
Diante disso, são equipamentos interativos e multimídia que colocam à disposição dos alunos um manancial inesgotável de informaçôes, segundo esse documento, EXCETO: 
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Q4217051 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
A Lei Federal n" 13.146/2015 (Leide Inclusão da Pessoa com Def iciência) trata do atendimento prioritário à pessoa com deficiência. Diante disso, assinale a alternativa cujo direito à prioridade é personalíssimo, só podendo ser exercido pela propria pessoa com deficiência, não se estendendo ao seu acompanhante ou ao seu atendente pessoal. 
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Q4217050 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
As assertivas que seguem apresentam alguns dos deveres do servidor, conforme o Regime Jurídico Unico dos Servidores Públicos Municipais:
I. Manter conduta compatível com a moralidade administrativa.
II. Representar contra ilegalidade ou abuso de poder.
III. Apresentar-se ao serviço em boas condições de asseio e convenientemente trajado ou com o uniforme que for determinado.
Estão CORRETAS
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Q4217049 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
O Regime Jurídico Unico dos Servidores Públicos Municipais cita que a critério da Administração poderá ser concedida ao servidor estável licença para tratar de interesses particulares, pelo prazo de até um ano consecutivo, sem remuneração. A partir disso, analise as alternativas que seguem e assinale a que apresenta informação que pode ser considerada INCORRETA. 
Alternativas
Q4217048 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
No caso de licença para tratamento de saúde, o servidor deverá apresentar o atestado em até 48 horas após o seu afastamento, sob pena de ser considerado como falta ao serviço, de acordo com o Regime Jurídico Unico dos Servidores Públicos Municipais. Na impossibllidade de o atestado médico ser entregue dentro do prazo, o servidor deve comunicar sua falta ao Secretário titular da pasta, por telefone ou outro meio hábil de comunicação, para que este informe por escrito ao(à): 
Alternativas
Q4217047 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
O Regime Jurídico Unico dos Servidores Públicos Municipais determina que é obrigatoria a concessão e gozo das férias, nos dez meses subsequentes à data em que o servidor tiver adquirido o direito, podendo ser concedido em ate três períodos, sendo um não inferior a quinze dias e nenhum inferior a sete dias, a critério da Administração. Vencido o prazo mencionado sem que a Administração tenha concedido as férias, incumbirá ao servidor, no prazo de quantos dias, requerer a fixação do período de gozo? 
Alternativas
Q4217046 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Em casos excepcionais e de interesse público, havendo compatibilidade de horários, os servidores/professores lotados ____________ poderão ser convocados para jornada suplementar de trabalho, por ato formal do Poder Executivo, nos termos definidos nos respectivos Planos de Carreira.
Conforme o Regime Jurídico Unico dos Servidores Públicos Municipais, preenche, CORRETAMENTE, a lacuna acima: 
Alternativas
Q4217045 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Analise o texto que segue, com base na Lei Orgânica:
Os recursos púb/icos destinados à educação serão aplicados no ensino públíco, podendo também ser dirigidos às escolas comunÍtárias, confessíonaís ou filantrópicas, definidas em Lei, que comprovem finalídade lucratíva, apliquem seus excedentes financeíros em educação e assegurem a gratuidade da educação básica.
Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está:
Alternativas
Q4217044 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Sabe-se, conforme a Lei Orgânica, que o Município deve combater a miseria, o analfabetismo, o desemprego, a marginalizaçáo, o êxodo rural, a economia predatória e todas as formas de degradação da condição humana, atuando em cooperação com os demais entes federativos. A partir disso, analise as alternativas que seguem e assinale a que apresenta informação considerada como INCORRETA. 
Alternativas
Q4217043 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Quando se trata da ordem econômica e social, de acordo com a Lei Orgânica, tem-se que na organização de sua economia, em cumprimento do que estabelece a Constituição Federal e a Constituição Estadual, o Município zelara por princípios, como:
I. Estímulo à participação da comunidade através de organizações representativas dela.
II. Combate a práticas de exploração do trabalho e de degradação ambiental, assegurando a defesa do interesse político.
Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4217042 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
 Prestar, por escrito e no prazo de trinta dias, as informações que a Câmara de Vereadores solicitar, a respeito dos serviços a cargo do Poder Executivo, é uma das competências compreendidas como sendo privativas ao Prefeito Municipal. Diante disso, quantos dos seguintes itens apresentam outros exemplos dessas competências, conforme a Lei Orgânica?
I. Dispor sobre a organização e funcionamento da Administração Municipal, na forma da lei;
II. Encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal ate 31 de março de cada ano a prestação de contas, bem como os balanços do exercício findo;
III. Representar o ltzlunicípio em juízo ou fora dele.
Alternativas
Q4217041 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
A Lei Orgânica traz que na impossibilidade de assumir o cargo de Prefeito, o Vice-Prefeito ou o Presidente da Câmara, Vice-Presidente da Câmara e o 1o Secretário da Câmara ltzlunicipal, responderá pelo expediente da Prefeitura um dos _________, o qual terá atribuições restritas aos atos de rotina necessários à continuidade administrativa, não podendo praticar atos de Governo, privativos do Chefe do Executivo.
Preenche CORRETAIVENTE a lacuna: 
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Q4217040 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
No que concerne às regras de acentuação gráfica vigentes na norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que todos os vocábulos do texto são acentuados com base em uma mesma diretriz ortográfica.
Alternativas
Q4217039 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
Analise o seguinte fragmento do último paragraf o'. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialógicos... Do ponto de vista da coesão e da coerência textuais, o articulador discursivo Assim foi empregado com o objetivo de: 
Alternativas
Q4217038 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
Considere a estrutura sintática da seguinte oração extraída do segundo parágrafo: Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. A respeito dos termos que compõem essa estrutura oracional, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4217037 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
No que diz respeito aos aspectos fonéticos, morfológicos e aos processos de formação de palavras associados ao vocábulo imperceptivelmente, presente no primeiro parágraÍo, analise as seguintes afirmativas:
I. O elemento im atua como um morfema prefixal, portador de valor nocional de negação ou oposição.
II. A sequência en, presente na sílaba tônica (-men-), consiste foneticamente em um dígrafo vocálico, cuja função e representar uma única vogal nasalizada.
III. O vocábulo classifica-se como um advérbio de intensidade, constituído a partir de um processo de derivação que toma como base um adjetivo.
Está CORRETO o que se afirma em
Alternativas
Q4217036 Pedagogia
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
Considerando a conclusão do texto, a emancipação do sujeito e a formação de cidadãos autônomos dependem de um processo educativo que:
Alternativas
Respostas
81: B
82: D
83: C
84: B
85: A
86: A
87: D
88: B
89: D
90: C
91: C
92: B
93: A
94: D
95: D
96: C
97: D
98: B
99: B
100: B