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Q3701941 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
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Tema central: Fonologia — Dígrafo

Esta questão aborda o reconhecimento de dígrafos em palavras da Língua Portuguesa. Segundo a norma-padrão, dígrafo é a junção de duas letras que representam um só som (fonema).

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa A) morte está correta porque não há dígrafo na palavra. Os grupos “mo”, “or”, “rt” e “te” representam sons diferentes para cada letra. Assim, cada letra corresponde a um fonema.

Análise das alternativas incorretas:

B) perseguir: Apresenta o dígrafo “gu” na sequência “gui”. Aqui, “gu” juntos representam um único som (o “u” não é pronunciado isoladamente).

C) reconhecer: Contém o dígrafo “nh” (reconhecer), em que ambas as letras formam um único fonema nasal, conforme a definição de Bechara.

D) terror: A palavra apresenta o dígrafo “rr”, pois o “rr” tem apenas um som, diferente do som isolado de “r”.

Estratégias e dicas:

Quando encontrar uma questão pedindo para identificar dígrafos, procure por sequências como “ch”, “lh”, “nh”, “rr”, “ss”, “gu”, “qu”, “sc”, “sç”, “xc”. Se cada letra tiver som próprio, não é dígrafo!

Referência: Cunha & Cintra, “Nova Gramática do Português Contemporâneo” e Bechara, “Moderna Gramática Portuguesa” esclarecem que dígrafo ocorre quando duas letras formam um só som na pronúncia.

Resumo: A única palavra sem dígrafo é morte (Letra A). Isso acontece porque nenhuma sequência de letras ali representa um único fonema.

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Comentários

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Dígrafos são o encontro de duas letras que representam um único som (fonema).

meu Deus. se eu fizer concurso fundamental a reprovação é certa kkkkkkk

Quem faz correndo, é 99% de chance que erra uma questão dessa.

Gab: A

DIFERENÇA (Dígrafo, Ditongo, Hiato)

·         Dígrafo: Duas letras com som de uma só.

·                Ex: CHuva (o CH tem som de X).

·        Ditongo: Duas vogais (ou semivogais) na mesma sílaba.

·               Ex: pai (o "ai" está na mesma sílaba).

·        Hiato: Duas vogais em sílabas separadas.

·               Ex: saúde (o "a" fica em uma sílaba, e o "u" fica em outra).

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