Questões de Concurso
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No Plano de Aula, podemos afirmar que esse ponto se refere ao (à):
Após análise, marque a opção CORRETA.
I.Heitor Villa Lobos foi um dos maiores expoentes do nacionalismo musical brasileiro.
II.A música brasileira foi formada, essencialmente, a partir dos elementos das culturas africanas e europeias.
III.As modinhas ganharam destaque no Brasil entre os séculos XVIII e XIX com canções sentimentais acompanhadas somente por uma viola ou guitarra.
Está (ão) CORRETA (S) a (s) seguinte (s) proposição (ões).
Discussões à parte, é correto afirmar que:
Sobre a relação das novas tecnologias com a Arte, é correta a afirmativa:
A partir do contexto apresentado, acerca das pesquisas experimentais contemporâneas, afirma-se quanto ao uso de novas tecnologias:
As noções de patrimônio artístico e cultural não são unânimes entre os diversos segmentos sociais interessados na área. Para Canclini:
“Sempre foram problemáticas as noções de patrimônio nacional ou da humanidade; parecem ainda mais equivocadas neste tempo globalizador que difunde bens e acontecimentos culturais de todos os continentes e que acentua as disputas entre patrimônios e adversários, entre atores públicos e privados e entre locais nacionais e transnacionais. Dizíamos que historicamente os patrimônios – museus nacionais, muralhas, etc.- reafirmam algo próprio, superestimado em face dos bens de outros, reiterando, portanto, sua lógica divisora. Se por acaso tivesse sentido nomeá-los patrimônios da humanidade não seria tanto porque poderíamos todos nos orgulhar de centenas de lugares distantes que nunca conheceremos, mas porque alguns deles, graças ao turismo intercontinental, que possibilita serem filmados ou associados a acontecimentos mundiais como as Olimpíadas, são difundidos como parte de um imaginário globalizado.” (CANCLINI, 2015, p. 81)
O discurso contemporâneo da valorização de saberes e bens culturais e os conflitos entre patrimônio local e bens universalizados, levantados pelo autor no texto acima, perpassam o dilema pós-moderno. No que se refere ao patrimônio material, pode-se aferir, a partir da fala de Canclini:
Se eu soubesse que tu vinha, eu fazia o dia maior,/ dava um nó na fita verde, prá prendê o raio de sol/
Iá, iá eu sou da lira,/ iá, iá da lira eu sou/ iá, ia eu sou da lira/ da lira meu amor
(Lucindo Rebelo da Costa – Mestre Lucindo)
Em setembro de 2014, o Carimbó, após cerca de uma década de inventário, foi inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão, pelo Iphan, e recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. No conjunto das expressões culturais, desse bem imaterial, incluem-se:
No mês de outubro/ Em Belém do Pará/ São dias de alegria e muita fé/ Começa com intensa romaria matinal/ O Círio de Nazaré/
Que maravilha a procissão/ E como é linda a Santa em sua berlinda/ E o romeiro a implorar/ Pedindo a Dona em oração/ Para lhe ajudar.../
O trecho descreve o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, manifestação paraense que, em 11 de outubro de 2013, recebeu o Título de Patrimônio Cultural do Brasil. Pela aquisição desse título, o Círio:
“A Cidade do Halloween, assim como Gotham City, contém vastos complexos de formas recortadas, pontudas, lembrando muito os padrões góticos. Os cenários são repletos de objetos materiais que sofreram uma representação mais emocional. A cidade parece um recorte de filmes como O gabinete do Dr. Caligari e Nosferatu ou paisagens das telas de Münch, Klee, Chagall ou Kandinsky. Os tetos e as chaminés oblíquos e confusos, janelas com arabescos distorcidos, as sombras em desarmonia com os efeitos de luz, são todos elementos constantemente presentes em obras de conteúdo expressionista. Tais características são evidentes nas obras de Burton.
As personagens de O estranho mundo de Jack não fogem desses padrões. Jack Skellington, o protagonista, é feito de ossos e se veste todo de negro, usando uma gravata que imita um morcego. Arranca sua cabeça para citar Shakespeare com naturalidade e facilmente se desfaz de uma costela para entreter o seu estimado cão Zero. A mesmice e a passividade de sua rotina assolam a personagem, deixando-o angustiado e taciturno. Sally, a boneca de trapos, se desmembra com extrema facilidade, ora para escapar de seu criador, o Dr. Finklestein, que levanta habitualmente a parte superior se seu desfigurado crânio para coçar o cérebro, ora para salvar o próprio Papai Noel das garras do hilário Oogie Boogie, um ser totalmente recheado de insetos viscosos. Ao se desmem-brar, Sally costura por sua conta as partes de seu corpo. Essa alusão à obra de Mary Shelly é a grata surpresa do filme, sendo que a personagem não existe no livro. O andar desen-gonçado, o equilíbrio precário, os olhos esbugalhados e a boca toscamente cortada encantam o filme” (ABREU, p.229).
Com seu formato alternativo, o cinema expressionista apresenta como uma característica importante:
“A poesia "pau-brasil" é o ovo de Colombo - esse ovo, como dizia um inventor meu amigo, em que ninguém acreditava e acabou enriquecendo o genovês. Oswald de Andrade, numa viagem a Paris, do alto de um atelier da Place Clichy - umbigo do mundo -descobriu, deslumbrado, a sua própria terra. A volta à pátria confirmou, no encantamento das descobertas manuelinas, a revelação surpreendente de que o Brasil existia. Esse fato, de que alguns já desconfiavam, abriu seus olhos à visão radiosa de um mundo novo, inexplorado e misterioso. Estava criada a poesia "pau-brasil” (p.67)
No continente americano, as populações ameríndias seriam esses povos autóctones, portanto, o primitivismo brasileiro protagonizado pelo movimento Antropofágico de Oswald se configurou:
“Nakoada é parte do conjunto de éticas de guerra Baniwa. Em seu vasto campo de significados, Nakoada seria o estudo e profundo entendimento de outra cultura para exercer a habilidade de capturar conhecimentos não-indígenas e construir narrativas que sejam radicais na continuidade da vida e dos saberes indígenas. “Em outras palavras, uma contra antropofagia ou re-antropofagia”, explica Beatriz Lemos”.
“Os futuristas chamavam-se de “os homens do futuro” e, com isso, prestaram-se à ironia dos jornalistas e dos críticos da época. Eles se consideravam, ainda, como os avant-postes (“postos avançados”) os mais expostos da vanguarda daquele tempo. Paolo Buzzi, em resposta à questão de qual classe preferia ao viajar de trem, disse seriamente: “Eu não viajo nem na primeira, nem na segunda classe. O meu posto é sobre a locomotiva”. Essa resposta parece-nos totalmente significativa da mentalidade dos jovens futuristas. Muitas vezes, os futuristas revelaram uma “inocência original”, a vontade de tudo recomeçar depois de ter-se libertado do passado e, com frequência, encontramos nos manifestos e nas obras futuristas reivindicações de possuir uma espécie de primitivismo elementar, significando a faculdade de poder olhar a realidade com olhos novos, de poder perceber o mundo através de todos os sentidos” (BERGMAN, 2014, p.220).
O mesmo autor esclarece que o termo “futurismo” fora da Itália, “torna-se uma palavra da moda com um sentido bastante vasto – melhor dizendo, a palavra quase se torna destituída de sentido – significando uma atmosfera de juventude e um espírito combativo antitradicionalista em geral”. Por meio dessa interpretação, o grupo de artistas e intelectuais, que no Brasil apoiava as tendências estéticas de vanguarda, recebeu inicialmente a denominação de “futuristas”. “De certo modo, “Futurismo” é a palavra que reúne toda a ideia de modernização de que estava carecendo a cultura nacional naquele momento. Um trecho do primeiro manifesto da estética futurista, de 1909, ajuda a apreender sua elaboração conceitual: “Admirar um velho quadro é verter nossa sensibilidade numa urna funerária, em vez de lançá-la adiante pelos jatos violentos da criação e ação” (NASCIMENTO, 2015, p.381).
A aproximação dos artistas do grupo brasileiro com o ideário futurista pode ser identificada na concepção de renovação da arte brasileira na qual:
I. A BNCC (2017) propõe o ensino da Arte disciplinar com conteúdo próprio e que a abordagem das linguagens articule três campos conceituais: Produção, fruição e reflexão, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
II. A BNCC (2017) propõe o ensino da Arte como área de conhecimento humano e que a abordagem das linguagens articule seis dimensões do conhecimento: criação, crítica, estesia, expressão, fruição e reflexão, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
III. A BNCC propõe o ensino da Arte como área de conhecimento e que a abordagem das linguagens articule três dimensões do conhecimento: explorar, compreender e pesquisar, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
IV. A BNCC (2017) propõe o ensino da Arte como área de conhecimento, na perspectiva de contribuir para o desenvolvimento da autonomia reflexiva, criativa e expressiva dos estudantes, por meio da conexão entre o pensamento, a sensibilidade, a intuição e a ludicidade, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
V. A BNCC (2017) propõe o ensino da Arte como área de conhecimento, assim como a abordagem das linguagens possa promover, no Ensino Médio, o entrelaçamento entre culturas e saberes, para que os estudantes possam assumir o papel de protagonistas nesse processo.
Identifique as assertivas que correspondem ao questionamento, segundo a BNCC, e marque a alternativa correta: