Questões de Concurso Comentadas para merendeira

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Q3650675 Português

Vacina comestível existe?


    A maioria das vacinas é aplicada no nosso corpo através de uma injeção, ou pela boca, na forma das famosas “gotinhas”. Mas os cientistas sempre pensam em novas maneiras, como as vacinas intranasais, que são administradas por um spray no nariz. Outra ideia é administrar vacinas através da nossa alimentação.

    Para isso, os cientistas juntam um pedacinho do DNA de um microrganismo causador de alguma doença com o DNA de um vegetal. O vegetal passa a carregar informação genética desse microrganismo e, quando o ingerimos, nosso sistema imune é estimulado a nos proteger da doença.

    Já existem pesquisas para desenvolver vacinas desse tipo contra cólera, raiva e hepatite. Os vegetais utilizados são bem comuns, como batatas, tomates, arroz etc. Já imaginou que legal será, no futuro, ver crianças serem vacinadas comendo uma banana?

Leandro Lobo/Instituto de Microbiologia Paulo de Góes/ Universidade Federal do Rio de Janeiro VACINA comestível existe? Ciência Hoje das Crianças, edição 347, setembro de 2023. Mundo de Curiosidades. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-347/. Acesso em: 25/09/2023.

Embora o texto tenha a finalidade básica de responder ao questionamento do título, há um trecho em que se pode ver uma opinião do autor. Assinale a alternativa que apresenta o trecho em que essa opinião aparece.
Alternativas
Q3650674 Português

Vacina comestível existe?


    A maioria das vacinas é aplicada no nosso corpo através de uma injeção, ou pela boca, na forma das famosas “gotinhas”. Mas os cientistas sempre pensam em novas maneiras, como as vacinas intranasais, que são administradas por um spray no nariz. Outra ideia é administrar vacinas através da nossa alimentação.

    Para isso, os cientistas juntam um pedacinho do DNA de um microrganismo causador de alguma doença com o DNA de um vegetal. O vegetal passa a carregar informação genética desse microrganismo e, quando o ingerimos, nosso sistema imune é estimulado a nos proteger da doença.

    Já existem pesquisas para desenvolver vacinas desse tipo contra cólera, raiva e hepatite. Os vegetais utilizados são bem comuns, como batatas, tomates, arroz etc. Já imaginou que legal será, no futuro, ver crianças serem vacinadas comendo uma banana?

Leandro Lobo/Instituto de Microbiologia Paulo de Góes/ Universidade Federal do Rio de Janeiro VACINA comestível existe? Ciência Hoje das Crianças, edição 347, setembro de 2023. Mundo de Curiosidades. Disponível em: https://chc.org.br/artigo/mundo-de-curiosidades-347/. Acesso em: 25/09/2023.

De acordo com o texto acima,
Alternativas
Q3650673 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
No último parágrafo do texto, o autor chega à conclusão de que 
Alternativas
Q3650672 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
A correta separação silábica das palavras “coagulante”, “nitroglicerina” e “sanguessugas” é:
Alternativas
Q3650671 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
Em “Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais.”, a classe de palavras do vocábulo grifado é 
Alternativas
Q3650670 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
No trecho “As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).”, qual informação textual é retomada pela palavra em destaque?
Alternativas
Q3650669 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
De acordo com o texto, o gás mostarda 
Alternativas
Q3650668 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
Na frase “Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite.”, a palavra “como” foi empregada para
Alternativas
Q3650667 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
Qual dos problemas de saúde abaixo NÃO é mencionado no texto como um dos que são tratados com medicamentos derivados de venenos de animais?
Alternativas
Q3650666 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
Qual é o sujeito da oração “Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais.”?
Alternativas
Q3650665 Português
Ozempic e outros remédios inspirados
em veneno de animais
Craig Russell / Role, The Conversation*
24 setembro 2023

    Poucos sabem, mas muitos dos remédios que usamos hoje em dia têm origens exóticas. Um exemplo é a semaglutida, conhecida pelas marcas comerciais Wegovy e Ozempic. O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstrode-gila (Heloderma suspectum). Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2. [...]
    O monstro-de-gila não é o único réptil que inspirou medicações inovadoras. O veneno da jararaca brasileira (Bothrops jararaca) levou ao desenvolvimento de uma classe de drogas conhecidas como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs). No final dos anos 1960, pesquisadores estudaram o veneno dessa cobra e seus efeitos sobre a pressão sanguínea. Eles isolaram um peptídeo do veneno, que poderia inibir uma enzima conhecida como enzima de conversão da angiotensina (ECA) e, assim, reduzir a pressão sanguínea. O experimento resultou no desenvolvimento de uma versão sintética do peptídeo, chamada captopril. Embora o captopril seja raramente receitado hoje em dia, ele levou à geração seguinte de inibidores da ECA, como o enalapril, amplamente indicado para o tratamento da pressão alta e problemas cardíacos.
    Os venenos de criaturas da terra e do mar são uma rica fonte de compostos medicinais. Os caramujos são conhecidos por produzirem uma série de peptídeos no seu veneno que servem para imobilizar suas presas. E uma versão sintética de um dos peptídeos encontrados no veneno dos caramujos é utilizada no medicamento analgésico ziconotida.
    Outra criatura marinha, a ascídia caribenha, forneceu o medicamento contra o câncer, a trabectedina. Estudos realizados com trabectedina demonstraram resultados positivos no tratamento de câncer dos tecidos moles avançado, como lipossarcoma e leiomiossarcoma, tumores malignos e agressivos difíceis de tratar. Em 2015, a Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), a agência de vigilância sanitária americana, aprovou, em caráter de urgência, o uso da trabectedina para o tratamento destes tipos de câncer em pacientes com câncer dos tecidos moles avançado que não reagiram à quimioterapia.

Anticoagulantes
    As sanguessugas usadas na medicina também forneceram medicações que salvam vidas humanas. Quando essas criaturas se agarram a uma pessoa para sugar seu sangue, elas injetam compostos, como hirudina e calina, para evitar que o sangue das vítimas coagule.
    As drogas anticoagulantes bivalirudina e desirudina são derivadas de hirudina. Essas medicações são administradas a pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos, como as portadoras de fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca. Nelas, se um coágulo sanguíneo obstruir uma artéria, ele pode causar uma parada cardíaca ou AVC (Acidente Vascular Cerebral, popularmente conhecido como derrame).
    Já outro coagulante chamado varfarina data dos anos 1920, quando bovinos começaram a morrer nos Estados Unidos e no Canadá, vítimas de uma misteriosa doença que causava sangramento nos animais. Descobriu-se que a causa era o trevo-doce mofado, usado para alimentar o gado. O composto prejudicial do mofo que causava o sangramento chama-se dicumarol, que foi desenvolvido para gerar a varfarina. A varfarina foi inicialmente vendida como raticida, por ser muito eficaz para causar sangramento interno nos roedores. Mas os pesquisadores logo perceberam seu possível uso terapêutico em seres humanos como anticoagulante. A medicação decolou de verdade em 1955, quando o então presidente americano Dwight Eisenhower (1890-1969) sofreu um ataque cardíaco e foi tratado com varfarina, com sucesso.

Descoberta explosiva
    Já a nitroglicerina foi descoberta no século 19. Ela é derivada de glicerol e foi inicialmente observada pelas suas propriedades explosivas. Mas seu poder medicinal logo foi reconhecido.
    Homens de meia-idade que trabalhavam com explosivos, como os construtores de ferrovias, observavam, às vezes, que suas dores no peito diminuíam depois que manuseavam bananas de dinamite. Pesquisadores médicos ouviram esta história e desenvolveram um medicamento baseado em nitroglicerina para reduzir sintomas de angina (dor torácica causada pela falta de sangue), dilatando os vasos sanguíneos e aumentando o fluxo de sangue para o coração. A droga é utilizada até hoje, apesar do seu irritante efeito colateral de acionar os detectores de explosivos nos aeroportos.
    Por fim, precisamos agradecer ao gás mostarda, uma arma química mortal, por ter nos fornecido a quimioterapia. Durante a 1ª Guerra Mundial, cientistas observaram que o gás mostarda destrói o tecido linfático. Eles passaram, então, a cogitar se a substância poderia destruir células cancerosas em nódulos linfáticos.
    Mas foi apenas nos anos 1940 que a mostarda nitrogenada (um derivado do gás mostarda) foi utilizada pela primeira vez para tratar um paciente com câncer no sangue. E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.
    As medicações modernas continuarão sendo projetadas principalmente em computadores — e, cada vez mais, utilizando inteligência artificial. Mas os pesquisadores seguirão buscando inspiração para novos remédios em locais estranhos e maravilhosos.
RUSSELL, Craig. Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais. BBC Brasil, 24 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c515q5neqdgo. Acesso em: 27 set. 2023.
No excerto “E diversas medicações derivadas de agentes mostarda foram desenvolvidas posteriormente.”, a palavra “derivadas” pode ser substituída, sem alteração no sentido do enunciado, por
Alternativas
Q3646443 Noções de Primeiros Socorros
Na prestação de primeiros socorros em uma situação de emergência na cozinha, qual das seguintes ações é apropriada para um ferimento leve?
Alternativas
Q3646442 Segurança e Saúde no Trabalho
Qual das seguintes práticas é mais adequada para a remoção de lixos e detritos da cozinha da escola, contribuindo para a higiene e a segurança do ambiente?
Alternativas
Q3646441 Saúde Pública
Na prevenção de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), qual das seguintes práticas é mais eficaz para garantir a segurança alimentar?
Alternativas
Q3646440 Nutrição
Na seleção de alimentos para a merenda escolar, qual das seguintes características é mais importante para garantir uma dieta saudável e equilibrada para os estudantes?
Alternativas
Q3646439 Administração de Recursos Materiais
Na gestão do controle de estoque de gêneros alimentícios da merenda escolar, o que é mais apropriado para garantir a eficiência na distribuição e minimizar o desperdício?
Alternativas
Q3646438 Saúde Pública
Na preparação e distribuição dos alimentos da merenda escolar, qual das seguintes práticas é fundamental para garantir a higiene dos alimentos e a saúde dos estudantes?
Alternativas
Q3646437 Saúde Pública
Na preparação e manipulação de alimentos na cozinha da escola, qual das seguintes medidas é a mais adequada para garantir a higiene dos alimentos e prevenir a contaminação?
Alternativas
Q3646436 Nutrição
Na promoção da limpeza de equipamentos e conservação de materiais na cozinha de uma escola, qual das seguintes práticas é mais adequada para garantir a segurança alimentar e a durabilidade dos utensílios? 
Alternativas
Q3646435 Segurança e Saúde no Trabalho
Na promoção da segurança individual e coletiva na cozinha de uma escola, qual das seguintes práticas é essencial para prevenir acidentes e criar um ambiente seguro para os funcionários? 
Alternativas
Respostas
2341: D
2342: B
2343: D
2344: A
2345: D
2346: C
2347: B
2348: D
2349: A
2350: B
2351: C
2352: C
2353: A
2354: C
2355: C
2356: B
2357: B
2358: C
2359: C
2360: B