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Q3917959 Inglês
During a grammar lesson, an English teacher presented two sentences to contrast defining and non-defining relative clauses: (1) "The students who passed the exam celebrated together" and (2) "My professor, who has published several books, retired last year." She explained that in one sentence the relative clause provides essential information to identify the antecedent, while in the other it adds supplementary information about an already-identified noun — a distinction signaled by punctuation. The sentence containing a non-defining relative clause requiring commas is:
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Q3917958 Inglês
An English teacher was reviewing embedded clauses with her advanced class when she wrote the sentence: "What the committee decided remains confidential." She asked students to analyze the underlined clause, noting that it cannot stand alone as a complete sentence, that it occupies the position typically filled by a noun phrase, and that "what" functions here not as an interrogative pronoun but as a clause introducer subordinating the entire embedded clause to the main verb "remains." Students correctly identified the syntactic function of this clause as:
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Q3917957 Inglês
Read the excerpt and answer the question: "Research on bilingual education consistently demonstrates that students who develop strong literacy skills in their first language acquire a second language more efficiently, a phenomenon linguists refer to as cross-linguistic transfer. Contrary to popular assumptions, maintaining and strengthening the mother tongue does not hinder foreign language acquisition; rather, it provides cognitive scaffolding upon which new linguistic knowledge is systematically built. Policies that disregard first-language literacy in favor of exclusive second-language immersion may therefore undermine the bilingual development they seek to promote." The passage's central argument is that first-language literacy:
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Q3917956 Pedagogia
Durante aula de inglês para turma do 8º ano, o professor identificou que determinados alunos compreendiam textos em inglês com apoio de perguntas orientadoras, mas não o faziam com autonomia. Ao organizar atividades em duplas em que estudantes mais proficientes auxiliavam colegas mediante andaime linguístico intencional, o docente aplicava concepção de que a aprendizagem impulsiona o desenvolvimento quando ocorre na distância entre o que o aluno realiza sozinho e o que realiza com mediação qualificada. Esse espaço potencializado pela interação social denomina-se:
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Q3917955 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2018) estabeleceu o inglês como componente curricular obrigatório do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, organizando as competências em torno do uso situado, significativo e reflexivo da língua em práticas sociais reais. Ao planejar unidade didática que articulava textos autênticos a contextos comunicativos concretos, o professor superava o ensino estruturalista centrado em regras gramaticais descontextualizadas, promovendo a formação de usuários críticos da língua inglesa. Essa perspectiva que orienta o ensino de inglês na educação básica brasileira pela BNCC denomina-se:
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Q3917052 História e Geografia de Estados e Municípios
Em dezembro de 2025, a Eve Air Mobility, empresa controlada pela Embraer, realizou com sucesso o primeiro voo do seu protótipo em escala real do eVTOL (veículo elétrico de decolagem e pouso vertical), popularmente conhecido como "carro voador". Esse teste histórico ocorreu no estado de São Paulo, especificamente na unidade da Embraer em:
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Q3917051 Geografia
Em junho de 2025, o caso da jovem brasileira Juliana Marins, de 26 anos, ganhou repercussão internacional após seu corpo ser localizado em uma área de difícil acesso no sudeste asiático. A jovem teria sofrido uma queda durante uma trilha e, segundo as investigações, possivelmente sobreviveu por cerca de 32 horas antes de vir a óbito. O país e o acidente geográfico (monte) onde o episódio ocorreu são, respectivamente:
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Q3917050 Conhecimentos Gerais
O filme brasileiro "O Agente Secreto", dirigido por _____ e estrelado por Wagner Moura, recebeu quatro indicações ao Oscar 2026. O longa concorre nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Elenco. A cerimônia ocorrerá em 15 de março, desse ano.

Assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna do texto:
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Q3917049 Meteorologia
O estado de São Paulo apresenta clima predominantemente tropical, com variações regionais significativas determinadas pela latitude, altitude e influência de massas de ar. A região do Vale do Paraíba e o litoral norte apresentam maior influência da Massa Tropical Atlântica, com elevados índices pluviométricos, enquanto o interior oeste apresenta estação seca definida. O tipo climático que predomina na maior parte do interior paulista, caracterizado por duas estações bem definidas — verão chuvoso e inverno seco — classifica-se como:
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Q3917048 Geografia
A região metropolitana de São Paulo constitui a maior aglomeração urbana do hemisfério sul e uma das maiores do planeta, concentrando população superior a 21 milhões de habitantes em 39 municípios. Esse processo de expansão urbana contínua para além dos limites do município central, integrando cidades vizinhas em mancha urbana coalescente com intensa interdependência econômica, demográfica e de serviços, caracteriza o fenômeno geográfico denominado:
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Q3917047 História
Durante os séculos XVI e XVII, grupos de homens partiam da Vila de São Paulo de Piratininga em direção ao interior do continente para capturar indígenas e buscar metais preciosos. Esses exploradores ficaram conhecidos como: 
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Q3917046 História
No início da colonização portuguesa, a primeira vila fundada no Brasil foi São Vicente, em 1532. O responsável pela expedição que deu origem a esse núcleo administrativo e militar no litoral paulista foi:
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Q3917044 História e Geografia de Estados e Municípios
Historicamente, o desenvolvimento inicial de Dracena foi impulsionado por uma cultura agrícola que dominou a economia do estado de São Paulo por décadas. Qual foi o principal produto responsável pelo rápido crescimento da cidade em seus primeiros anos? 
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Q3917043 História e Geografia de Estados e Municípios
A fundação do município de Dracena, ocorrida na década de 1940, está inserida em um contexto de expansão e colonização de uma importante região do interior paulista conhecida como:
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Q3917032 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho: "Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta...", a partícula destacada classifica-se morfologicamente como:
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Q3917031 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho: "Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa", o verbo destacado classifica-se, quanto à sua transitividade, como:
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Q3917030 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho: "A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva", as vírgulas foram empregadas para isolar um elemento que exerce a função de:
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Q3917029 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
Analise a classe gramatical das palavras destacadas no fragmento: "O convite é simples, direto, econômico...". No contexto em que estão inseridas, essas palavras classificam-se como:
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Q3917028 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho: "a narrativa circula há gerações como aviso e assombro", e mais adiante ao descrever o rio como uma "voz", o autor utiliza recursos expressivos para atribuir características humanas ou intensificar o mistério do ambiente. A figura de linguagem que consiste em atribuir características de seres vivos a objetos inanimados, como o rio no texto, é: 
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Q3917027 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
Considere o trecho: "A lenda persiste porque não depende apenas da geografia...". A oração em destaque estabelece com a oração principal uma relação de:
Alternativas
Respostas
1281: D
1282: A
1283: C
1284: D
1285: A
1286: B
1287: B
1288: C
1289: D
1290: A
1291: A
1292: D
1293: B
1294: C
1295: D
1296: B
1297: D
1298: C
1299: A
1300: A