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Q3333313 Filosofia
John Locke tornou-se célebre principalmente como autor do Segundo tratado, que, no plano teórico, constitui um importante marco da história do pensamento político e, a nível histórico concreto, exerceu enorme influência sobre as revoluções liberais da época moderna. O Segundo tratado é um ensaio sobre a origem, extensão e objetivo do governo civil. Nele, Locke sustenta a tese de que nem a tradição nem a força seriam fontes legítimas do poder político.

(Leonel I. Almeida Mello. In: Weffort, 2006)

Para Leonel I. Almeida Mello, a única fonte legítima de poder político segundo John Locke é
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Q3333312 Filosofia
A chave para entender o pensamento de Thomas Hobbes é o que ele diz do estado de natureza. Sabemos que Hobbes é um contratualista, quer dizer, um daqueles filósofos que, entre o século XVI e o XVIII, afirmaram que a origem do Estado e/ou da sociedade está num contrato: os homens viveriam, naturalmente, sem poder e sem organização – que somente surgiriam depois de um pacto firmado por eles, estabelecendo as regras de convívio social e de subordinação política.

(Janine Ribeiro. In: Weffort, 2006)

Para Renato Janine Ribeiro, a justificativa para o contrato social em Hobbes baseia-se
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Q3333311 Filosofia
Mais de quatro séculos nos separam da época em que viveu Maquiavel. Muitos leram e comentaram sua obra, mas um número consideravelmente maior de pessoas evoca seu nome ou pelo menos os termos que aí têm sua origem. Maquiavélico e maquiavelismo são adjetivo e substantivo que estão tanto no discurso erudito, no debate político, quanto na fala do dia-a-dia. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhuma cerimônia o universo das relações privadas.

(Sadek, 2006. In: Weffort, 2006)

Segundo Maria Tereza Sadek, as acepções comuns do maquiavelismo estão associadas a
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Q3333310 Filosofia
É no nível dos pressupostos e premissas que podemos ter os melhores debates filosóficos, pois, nesse nível, podemos concordar ou discordar sobre a maneira como se exprime a experiência do mundo, as vivências cotidianas, as crenças e opiniões, entre outras.

(Savian Filho, 2010. Adaptado)

Segundo esclarece o autor, o debate filosófico ocorre, principalmente, em torno às premissas porque 
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Q3333309 Filosofia
Consideremos a seguinte sentença: “Deve ter chovido recentemente, porque os peixes não estão mordendo a isca”. Se imaginarmos a cena descrita por essa sentença, podemos montar o seguinte argumento: “Sempre que chove, os peixes não mordem a isca. Os peixes não estão mordendo a isca. Então, deve ter chovido recentemente”.

(Savian Filho, 2010)

Segundo Juvenal Savian Filho, esse argumento deve ser considerado
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Q3333308 Filosofia
Todo argumento ou raciocínio é um movimento do nosso pensamento para produzir uma conclusão. O ponto de partida é sempre dados já adquiridos em nossas vivências, e o caminho é o da articulação entre esses dados. Assim, temos sempre pontos de partida nascidos de nossa observação do mundo, de ideias já adquiridas.

(Savian Filho, 2010)

Segundo Juvenal Savian Filho, a relação entre premissas e conclusão em um argumento deve garantir a
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Q3333307 Filosofia
Contemporâneo da Revolução Francesa e Imbuído do espírito de sua época, Georg Wilhelm Friedrich Hegel fundou seu sistema a partir da noção de liberdade do sujeito, cuja experiência se encontra envolvida pelo coletivo. Nesse sentido, Hegel criticou a filosofia transcendental de Kant por ser muito abstrata. Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que o sujeito interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser.

(Aranha e Martins, 2009)

Como ressaltam Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, dessa nova concepção de vir-a-ser surge a dialética, entendida por Hegel enquanto uma nova
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Q3333306 Filosofia
John Locke contrapõe-se tanto à concepção de Thomas Hobbes de um soberano absoluto quanto à dos defensores dos direitos divinos dos reis. Segundo a concepção de Locke, a sociedade resulta de uma reunião de indivíduos, visando garantir suas vidas, sua liberdade e sua propriedade, ou seja, aquilo que pertence a cada um. É em nome dos direitos naturais do ser humano que é realizado o contrato social entre os indivíduos que instaura a sociedade, e o governo deve, portanto, comprometer-se com a preservação destes direitos.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Danilo Marcondes (2010) ressalta que, para John Locke, o princípio fundamental da sociedade é
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Q3333305 Filosofia
No tempo de Kant (séc. XVIII), a ciência newtoniana já estava plenamente constituída e as questões relativas ao conhecimento ainda giravam em torno da controvérsia entre racionalistas e empiristas. Sua filosofia é chamada criticismo porque, diante da pergunta “Qual é o verdadeiro valor dos nossos conhecimentos e o que é conhecimento?”. Em sua obra Crítica da razão pura, Kant coloca a razão em um tribunal para julgar o que pode ser conhecido legitimamente e que tipo de conhecimento não teria fundamento.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Ressaltam Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins que, para Kant,
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Q3333304 Filosofia
A própria noção de Iluminismo indica, através da metáfora da luz e da claridade, uma oposição às trevas, ao obscurantismo, à ignorância, à superstição, ou seja, à existência de algo oculto. O Iluminismo enfatiza, ao contrário, a necessidade de o real, em todos os seus aspectos, tornar-se transparente à razão. O pressuposto básico do Iluminismo afirma, portanto, que todos os seres humanos são dotados de uma espécie de luz natural.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Como aponta Danilo Marcondes, o Iluminismo pressupõe que
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Q3333303 Filosofia
Locke critica a doutrina das ideias inatas de Descartes, afirmando que a alma é como uma tabula rasa – tábua sem inscrições –, como um pedaço de cera em que não há qualquer impressão, um papel em branco. Por isso o conhecimento começa apenas a partir da experiência sensível. Se houvesse ideias inatas, as crianças já as teriam, além de que a ideia de Deus não se encontra em toda parte, pois há povos sem essa representação ou, pelo menos, sem a representação de Deus como ser perfeito.

(Aranha e Martins, 2009)

Segundo as autoras, ao investigar a origem das ideias, ao contrário dos filósofos racionalistas, Locke preferiu priorizar
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Q3333302 Filosofia
A ciência moderna surge quando se torna mais importante salvar os fenômenos e quando a observação, a experimentação e a verificação de hipóteses tornam-se critérios decisivos, suplantando os argumentos metafísicos. Trata-se, no entanto, como quase sempre na história das ideias, de um longo processo de transição, muito mais do que de uma ruptura radical.


(Marcondes, 2010)



Segundo Danilo Marcondes (2010), um exemplo do poder da observação na modernidade é dado pela
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Q3333301 Filosofia
Uma relevante consequência da postulação do cogito nas Meditações de René Descartes é o chamado dualismo psicofísico (ou dicotomia corpo-consciência), segundo o qual o ser humano é um ser composto de substância pensante e substância extensa.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Qual é a principal crítica dirigida ao dualismo psicofísico defendido por René Descartes?
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Q3333300 Filosofia
No livro A utopia, uma das obras mais célebres e influentes do renascimento, Thomas Morus usa de ironia para formular a imagem de um Estado ideal, em que não há propriedade privada, defende a tolerância religiosa, critica o autoritarismo dos reis e da Igreja e favorece a razão e a virtude.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes (2010), Thomas Morus defende
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Q3333299 Filosofia
Embora continuasse a valorizar a fé como instrumento de conhecimento, Tomás de Aquino não desconsidera a importância do “conhecimento natural”. Se a razão não pode conhecer, por exemplo, a essência de Deus, pode, no entanto, demonstrar sua existência ou a criação divina do mundo.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, para Tomas de Aquino, uma dessas provas revela que
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Q3333298 Filosofia
Após uma detalhada consideração da natureza do signo e do processo de comunicação na obra De magistro, santo Agostinho conclui, na linha das concepções tradicionais na Antiguidade que, dada a convencionalidade do signo linguístico – isto é, as palavras variam de língua para língua e são sinais arbitrários das coisas –, este não pode ter qualquer valor cognitivo mais profundo; não é através das palavras que conhecemos; logo não podemos transmitir conhecimento pela linguagem. A possibilidade de conhecer supõe algo de prévio, que torna inteligível a própria linguagem.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, para santo Agostinho, a possibilidade de conhecer é resgatada 
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Q3333297 Filosofia
É fato que o excesso de exercícios bem como a deficiência destes arruínam o vigor; do mesmo modo, tanto a bebida e o alimento em demasia quanto a falta destes arruínam a saúde, quando em proporção adequada a produzem, aumentam e preservam. O mesmo acontece em relação à moderação, à coragem e às outras virtudes. Aquele que, tomado pelo medo, de tudo foge e nada suporta se torna um covarde, ao passo que aquele que não experimenta medo diante de coisa alguma e tudo enfrenta se torna um temerário. Do mesmo modo, aquele que se curva a todos os prazeres e não se refreia diante de nenhum se converte em um licencioso. Por outro lado, quem se afasta de todos os prazeres, como os indivíduos rudes, se torna [um indivíduo] insensível.

(Aristóteles, 2001)

Segundo Aristóteles, para alcançar a virtude, é necessário
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Q3333296 Filosofia
Além da lógica simbólica, atualmente foram desenvolvidos outros sistemas lógicos. Algumas dessas lógicas são complementares, no sentido de ampliarem aspectos da lógica clássica, outras são rivais ou alternativas e contrariam alguns fundamentos dela. As diferenças são as mais diversas: algumas consideram a possibilidade e a contingência; ou o tempo verbal assume relevância que não existe na lógica tradicional, há as que recusam o princípio da bivalência – para o qual só há dois valores, o verdadeiro e o falso – para admitir um terceiro valor, o indeterminado.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Um exemplo importante de teoria lógica não clássica é a denominada lógica paraconsistente. Conforme as autoras, nessa teoria lógica
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Q3333295 Filosofia
A escola estoica foi fundada em Atenas em 300 a.C. por Zenão de Cítio (344-262 a.C.). A doutrina estoica antiga foi desenvolvida e elaborada pelos discípulos e sucessores de Zenão, Cleantes (330-232 a.C.) e Crisipo (280-206 a.C.). O estoicismo concebe a filosofia de forma sistemática e composta de três partes fundamentais: a física, a lógica e a ética, cuja relação é explicada através da metáfora da árvore. A física corresponderia à raiz, a lógica ao tronco e a ética aos frutos.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes (2010), a metáfora da árvore na filosofia estoica ilustra a
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Q3333293 Filosofia
Uma das possibilidades de se caracterizar a filosofia é através da problemática do conhecimento. O conhecimento pode ser caracterizado como a posse de uma representação correta do real. Uma análise de nossas pretensões ao conhecimento é possível na medida em que examinemos como se formam essas representações. Tal análise tem um caráter fundacional, no sentido de que permite que avaliemos criticamente as bases de nossas pretensões ao conhecimento da realidade sem apelar para este conhecimento como pressuposição de nossa investigação.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, é nesse sentido que a obra de Platão pode ser entendida como
Alternativas
Respostas
941: A
942: D
943: E
944: B
945: C
946: B
947: B
948: A
949: C
950: D
951: E
952: B
953: D
954: B
955: C
956: E
957: A
958: B
959: E
960: C