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Q3951369 Serviço Social
Analise o caso hipotético a seguir: 
Marina, 34 anos, que se autoidentifica uma mulher preta, manteve união estável com Carlos por cerca de oito anos. Dessa relação, nasceu uma menina, filha do casal, que atualmente tem seis anos. No início do relacionamento, eles viviam como enamorados, trocando gestos e palavras de carinho. Com o passar dos anos, Carlos começou a ficar mais tempo em casa e, nos últimos anos, a tratar Marina de forma diferente: o convívio passou a ser marcado por práticas de controle e episódios de violência. Ele começou a fiscalizar o telefone da companheira, limitar a sua circulação, expô-la com ofensas em redes sociais e impedir que utilizasse recursos provenientes do próprio trabalho, como o acesso ao seu celular. Em discussões, inclusive muito frequentes, chegou a empurrá-la, apertando o seu rosto, além de danificar objetos da residência. Nessa ocasião, Carlos segurou Marina com força, o que deixou algumas marcas visíveis nela. Quando Marina manifestou a intenção de terminar o relacionamento, ele ameaçou divulgar imagens íntimas antigas e afirmou que poderia afastá-la da filha. Ele também conseguiu pegar seus documentos pessoais e impediu que ela saísse de casa com a filha. Dois vizinhos, ao ouvirem os gritos de Marina, decidiram chamar a polícia. No primeiro atendimento, Marina relatou que tinha medo constante e não tinha tomado nenhuma decisão ainda porque dependia financeiramente de Carlos. Relatou ter medo de ele ser preso e, por ter arma de fogo registrada, voltar-se depois contra ela. 


Com base na Lei n.º 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, que versa sobre as práticas de violências contra as mulheres, e no caso descrito, marque a alternativa que reúne as providências legais e institucionais mais compatíveis com a proteção integral da mulher, em contexto de violência doméstica e familiar.
Alternativas
Q3951368 Serviço Social
Com base nas reflexões contidas na série “Assistente social no combate ao preconceito”, publicada pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), e das mudanças recentes na legislação brasileira (especialmente aquelas que ampliam a responsabilização por práticas discriminatórias), analise as afirmativas a seguir e assinale a que apresenta a interpretação mais coerente sobre as diferentes formas de preconceito e racismo. Considere, também, o papel ético-político do assistente social na defesa de direitos e no enfrentamento das desigualdades étnico-raciais.
Alternativas
Q3951367 Serviço Social
No Brasil, os direitos sociais são considerados verdadeiras conquistas populacionais. Por isso, a necessidade de defesa constante do que fora assegurado como elementar para a efetivação de uma cidadania mais ampliada, para além do que fora assegurado, historicamente, como direito civil e político nesse país. É com a Constituição da República Federativa do Brasil (1988) que a seguridade social é reconhecida e institucionalizada no país como um direito, na qual se estabelecem os fundamentos, os princípios e as diretrizes que estruturam a ordem social e permitem a operacionalização desse sistema de seguridade social. Com base nesses elementos, relacione a coluna I com a coluna II.

Coluna I
1. Universalidade da cobertura e do acesso às ações e serviços 2. Diversificação das fontes de financiamento da seguridade social 3. Gestão participativa e descentralizada da seguridade social 4. Assistência social a quem dela necessitar 5. Natureza que difere dos demais direitos sociais tendo filiação obrigatória
Coluna II 
( ) Determina que a previdência social seja organizada para preservação do equilíbrio financeiro, vinculando benefícios à contribuição.
( ) Define que a seguridade social deve contar com múltiplas fontes e com a contribuição de toda a sociedade, direta e indiretamente.
( ) Reconhece esse direito como universal, assegurado por meio de políticas públicas que garantem acesso amplo e igualitário.
( ) Prevê que as ações e os serviços sejam organizados em rede regionalizada e hierarquizada, com descentralização e participação comunitária.
( ) Constitui uma de suas diretrizes a participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.


Marque a alternativa CORRETA, baseando na correlação estabelecida na segunda coluna, de cima para baixo.
Alternativas
Q3951366 Serviço Social
A partir de análises ontológicas, Maria Lúcia Barroco (2009) analisa e discorre sobre os “Fundamentos éticos do Serviço Social”, percebendo as determinações advindas da sociabilidade capitalista. A autora situa o trabalho profissional do assistente social, as mediações institucionais presentes nas políticas sociais e a dimensão ético-política da profissão. À luz desse referencial, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) O trabalho profissional do assistente social se desenvolve junto às instituições atravessadas por contradições sociais e interesses distintos, o que impõe limites e possibilidades à materialização do projeto ético-político profissional e exige posicionamentos fundamentados na análise crítica da realidade.

( ) O êxito das ações realizadas pelos assistentes sociais depende de sua consciência individual, sua adesão pessoal aos valores e aos princípios defendidos pela profissão. É dessa forma que a dimensão ética do exercício profissional pode ser compreendida, adversa às condições objetivas do trabalho social.

( ) As práticas institucionalizadas e racionalizadas, mesmo que sejam burocráticas, reduzem os mecanismos de controle social e a lógica de focalização presente nas políticas sociais. Cabe aos assistentes sociais realizar uma análise sobre seus limites e possibilidades concretas de atuação profissional, considerando o que foi internamente institucionalizado nos espaços sócio-ocupacionais.

( ) A práxis ética do assistente social, conciliadora dos distintos interesses de classes, se efetiva plenamente quando existe uma maior neutralidade profissional na apreensão das dimensões teórico-metodológico, ético-política e técnico-operativa frente às mais diferentes expressões da “questão social”. Essas são as bases para a materialização do projeto ético-político da profissão.

( ) O Serviço Social, por várias razões, principalmente pela organização profissional e posicionamento crítico de seus profissionais, não é vulnerável à incorporação e/ou ao enfrentamento de relações conservadoras. Os princípios éticos, amplamente defendidos, permite que os profissionais se posicionem sempre em defesa dos direitos sociais e contrários à qualquer prática de violência e injustiça.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo. 
Alternativas
Q3951365 Serviço Social
Elaine Rossetti Behring e Ivanete Boschetti (2007) fornecem elementos teóricos e metodológicos para uma compreensão aprofundada das políticas sociais. Sob tais bases, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3951364 Serviço Social
Marilda Villela Iamamoto (2001) e Josiane Soares Santos (2012) são algumas referências brasileiras nos estudos sobre a “questão social”. Considerando as argumentações teórico-metodológicas sobre esse assunto, avalie as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) A chamada “questão social” está vinculada ao processo de acumulação do capital, às assimetrias provocadas e aos impactos que esse processo produz sobre as classes trabalhadoras. Ela assume formas distintas conforme o contexto histórico.

( ) Perspectivas teóricas e outras abordagens que limitam a compreensão do trabalho como uma atividade meramente técnica, sem considerar as suas determinações sociais, políticas e históricas, acabam restringindo a compreensão da “questão social” como um fato social.

( ) O fetichismo da mercadoria oculta as relações sociais que sustentam a produção, fazendo com que pareçam uma relação estabelecida entre coisas.

( ) O aumento da produtividade no capitalismo contribui, de modo estrutural, para a superação da precarização do trabalho e da superpopulação relativa, viabilizando possibilidades concretas para a melhoria das condições de vida da população.

( ) As novas situações são cotidianamente produzidas, em diferentes tempos históricos. Com isso, surgem diferentes formas de materialização das questões sociais, para as quais as autoras referenciadas, atentas ao movimento do capital, oferecem elementos para a compreensão da nova questão social.

( ) A venda da força de trabalho e a produção de mais valor constituem categorias e aspectos fundamentais para um entendimento mais amplo sobre o movimento da acumulação capitalista.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Alternativas
Q3951363 Serviço Social
A literatura existente sinaliza que o capitalismo não é estático e que as transformações desse sistema/modo de produção interferem em todos os âmbitos da vida social. Autores, como José Paulo Netto (2009), elaboraram análises sobre o capitalismo como uma totalidade histórica, mas também se dedicaram ao estudo de uma fase específica. Nesse sentido, considerando as interpretações críticas a respeito do capitalismo monopolista, as mudanças provocadas no papel e função social do Estado e nas políticas sociais (que inferem no cotidiano profissional do Serviço Social), analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) A fase do capitalismo monopolista aprofundou as contradições do sistema e ampliou a atuação do Estado. Além disso, criou o cenário para que as políticas sociais voltadas ao enfrentamento das manifestações da “questão social” se tornassem necessárias.

( ) O Estado, influenciado pelo capitalismo monopolista, passa a atuar de forma neutra e técnica, atendo-se apenas às ações que dizem respeito ao provimento de direitos, sem vínculos com disputas sociais ou interesses de classe.

( ) O Serviço Social surgiu como uma evolução das práticas de caridade e somente foi reconhecida como profissão porque também se expandiram, naturalmente, a oferta de serviços privados.

( ) A atuação do assistente social tem se concentrado mais em instituições responsáveis pela execução de políticas e serviços sociais, as quais incidem diretamente sobre situações concretas relacionadas às desigualdades sociais.

( ) O reconhecimento e a inserção dos assistentes sociais no mundo do trabalho estão relacionados às demandas institucionais de gestão da “questão social” e à divisão social e técnica do trabalho.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Alternativas
Q3951200 Noções de Informática
No recurso Pincel de Formatação do Microsoft Office, qual das alternativas a seguir apresenta corretamente a sua função principal? 
Alternativas
Q3951199 Noções de Informática

O gerenciador de tarefas do Windows é uma ferramenta administrativa que

Alternativas
Q3951197 Segurança da Informação
As técnicas de segurança na internet são utilizadas para reduzir os riscos relacionados ao acesso não autorizado, perda de dados e ataques cibernéticos. Considerando práticas e mecanismos amplamente adotados para aumentar a segurança durante o uso da internet, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3951196 Sistemas Operacionais
O sistema operacional Linux é conhecido amplamente pelos usuários por ser comum a prática do uso de linhas de comandos para realizar tarefas em geral, das mais simples às mais complexas. Assinale a alternativa que apresenta a ferramenta que permite ao usuário executar um comando como superusuário.
Alternativas
Q3951188 Português
Texto 01 


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, o verbo “ver”, flexionado no plural, assume a forma “veem” (ve + e + m). Analise os verbos a seguir, tendo em vista aqueles que, no plural, seguem essa mesma estrutura. 

I- Crer. II- Ler. III- Dar. IV- Ter V- Vir.

Estão CORRETOS os verbos
Alternativas
Q3951187 Português
Texto 01 


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir.”, os verbos do último período formam uma figura de linguagem denominada 
Alternativas
Q3951186 Português
Texto 01 


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada
Alternativas
Q3951185 Português
Texto 01 


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Considere a passagem “’A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’”.
De acordo com o texto, a pessoa funcional é aquela que consegue
I- seguir uma rotina, mesmo passando por instabilidade emocional. II- realizar atividades, desde que esteja equilibrado emocionalmente. III- cumprir responsabilidades, mesmo diante de problemas emocionais. IV- enfrentar corajosamente a frustação e o sofrimento inerentes à vida. V- ter uma vida intensa, mesmo estando anestesiado emocionalmente.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3951184 Português
Texto 01 


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Analise os comportamentos a seguir, tendo em vista aqueles que vão de encontro à anestesia emocional.
I- Encontrar sentido para a vida. II- Sair dos padrões habituais. III- Proteger-se do sofrimento. IV- Viver com intensidade. V- Evitar a frustração.
Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em
Alternativas
Q3951182 Enfermagem
O acesso venoso periférico é uma técnica invasiva comum e de competência da equipe de enfermagem (incluindo os técnicos), para a administração de fluidos e medicamentos. Consiste na inserção de um cateter em veia periférica, sendo essencial para terapia intravenosa. A equipe deve seguir protocolos, realizando antissepsia, escolha adequada do dispositivo e fixação segura, geralmente com duração de 96 horas, para evitar flebites e infecções.
Considerando a Lei n.º 7.498/1986, Art. 2º, parágrafo único, “[...] a enfermagem é exercida privativamente pelo Enfermeiro, pelo Técnico de Enfermagem [...], respeitados os respectivos graus de habilitação.” Segundo o seu Art. 11, “[...] o Enfermeiro exerce privativamente: [...] cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida e cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos de base científica e capacidade de tomar decisões imediatas [...]”. Por sua vez, o Art. 12 dispõe que o “Técnico de Enfermagem exerce atividade de nível médio, envolvendo orientação e acompanhamento do trabalho de enfermagem em grau auxiliar, e participação no planejamento da assistência de enfermagem [...]”. O Art. 15 acrescenta que as atividades contidas no Art. 12, “[...] quando exercidas em instituições de saúde [...], somente podem ser desempenhadas sob a orientação e supervisão do Enfermeiro.”
Mediante tais informações, é possível afirmar que compete ao técnico de enfermagem:
Alternativas
Q3951181 Enfermagem
A sondagem transpilórica ou jejunal consiste na progressão de um cateter até o jejuno, passando pelo nariz ou boca, esôfago, estômago, piloro e duodeno. As suas principais indicações são para casos de pacientes com desnutrição grave e baixa aceitação espontânea, disfagia de moderada a grave, semiobstrução do esôfago, rebaixamento do nível de consciência, sedação ou coma, pós-operatórios de cirurgias do aparelho digestivo, suplementação nutricional (na ocorrência de limitação da aceitação), alternativa para administração de medicamentos e hidratação, como rotina na nutrição de neonatos prematuros, pacientes comatosos e demais quadros críticos em terapia intensiva. As sondas enterais do tipo Dobbhoff são mais utilizadas por serem de silicone ou poliuretano radiopaco, não serem afetadas pelo pH do estômago nem do intestino, durarem muito e irritarem menos a mucosa.
Quanto à constituição da sonda, materiais necessários e a técnica do procedimento, destaca-se:

I- Por serem flexíveis e maleáveis, para favorecer a técnica adequada de introdução do dispositivo, exige-se um fioguia no interior da sonda.

II- No hospital, exige-se o sistema fechado para infusão das dietas por bolsas acopladas em equipo de bomba de infusão, com dieta suficiente para 24 horas.

III- Compete ao técnico de enfermagem promover cuidados gerais ao paciente com sonda enteral, seguindo prescrição de enfermagem ou protocolo institucional.


Está(ão) CORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q3951180 Biologia
A doença de Chagas (ou Tripanossomíase americana) é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, a qual apresenta uma fase aguda, que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada (assintomática), cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.
Ela pode apresentar sintomas distintos nas duas fases. Na fase aguda, os principais sintomas são: febre prolongada (mais de 7 dias); cefaleia; astenia; edema no rosto e pernas. No caso da picada do barbeiro, pode aparecer uma lesão semelhante a um furúnculo no local. Após a fase aguda, caso a pessoa não receba tratamento oportuno, ela pode desenvolver a fase crônica da doença, inicialmente sem sintomas (forma indeterminada), podendo, com o passar dos anos, apresentar complicações como: cardiopatias, como insuficiência cardíaca, e problemas digestivos, como megacólon e megaesôfago.
São formas de transmissão da Doença de Chagas:

I- Vetorial: contato com fezes de triatomíneos infectados após o repasto/alimentação sanguínea. II- Oral: ingestão de alimentos contaminados com parasitos provenientes de triatomíneos infectados. III- Vertical: passagem de parasitos de mulheres infectadas para seus bebês, durante a gravidez ou o parto. IV- Transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados a receptores sadios. V- Acidental: contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado durante a manipulação.

Está CORRETO o que se apresenta em
Alternativas
Q3951179 Enfermagem
O choque é um evento de emergência extrema, caracterizada por grave redução da perfusão de tecidos e órgãos com isquemia, desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio, causando hipóxia, sofrimento, lesão e disfunção celulares, agravada pela ação de mediadores e outras substâncias ativas e tóxicas que pioram mais esses efeitos deletérios sobre a membrana celular. Quando não revertido em sua fase inicial, causa insuficiência circulatória generalizada grave (hipotensão) que, se persistente, conduz à falência múltipla de órgãos e sistemas.
O prognóstico depende da rapidez com que o choque é identificado. No caso do choque hipovolêmico, caracterizado pela queda crítica do débito cardíaco causada por perda do volume circulante devido à hemorragia ou desidratação, por exemplo, e essa perda ultrapassa a capacidade de compensação, o que geralmente ocorre em perdas de mais de 15% da volemia total do indivíduo, o tratamento é realizado com aminas simpaticomiméticas usadas em infusão contínua, em acesso venoso central.
Considere as assertivas I e II a seguir, em referência aos cuidados de enfermagem com a administração das drogas vasoativas:

I- Pode-se usar veia periférica para garantir normotensão até que o acesso venoso central seja obtido.
PORQUE
II- A hipotensão não pode ser tolerada mais que 30 a 40 minutos.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
141: C
142: A
143: D
144: A
145: E
146: B
147: E
148: B
149: A
150: C
151: D
152: A
153: C
154: D
155: B
156: B
157: D
158: C
159: E
160: A