Marilda Villela Iamamoto (2001) e Josiane Soares Santos (201...

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Q3951364 Serviço Social
Marilda Villela Iamamoto (2001) e Josiane Soares Santos (2012) são algumas referências brasileiras nos estudos sobre a “questão social”. Considerando as argumentações teórico-metodológicas sobre esse assunto, avalie as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) A chamada “questão social” está vinculada ao processo de acumulação do capital, às assimetrias provocadas e aos impactos que esse processo produz sobre as classes trabalhadoras. Ela assume formas distintas conforme o contexto histórico.

( ) Perspectivas teóricas e outras abordagens que limitam a compreensão do trabalho como uma atividade meramente técnica, sem considerar as suas determinações sociais, políticas e históricas, acabam restringindo a compreensão da “questão social” como um fato social.

( ) O fetichismo da mercadoria oculta as relações sociais que sustentam a produção, fazendo com que pareçam uma relação estabelecida entre coisas.

( ) O aumento da produtividade no capitalismo contribui, de modo estrutural, para a superação da precarização do trabalho e da superpopulação relativa, viabilizando possibilidades concretas para a melhoria das condições de vida da população.

( ) As novas situações são cotidianamente produzidas, em diferentes tempos históricos. Com isso, surgem diferentes formas de materialização das questões sociais, para as quais as autoras referenciadas, atentas ao movimento do capital, oferecem elementos para a compreensão da nova questão social.

( ) A venda da força de trabalho e a produção de mais valor constituem categorias e aspectos fundamentais para um entendimento mais amplo sobre o movimento da acumulação capitalista.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

O que precisava saber: Era necessário reconhecer que a questão social é expressão das contradições da acumulação capitalista e se manifesta de formas historicamente distintas; que o trabalho deve ser compreendido como relação social, e não como atividade meramente técnica; que o fetichismo da mercadoria encobre relações sociais entre pessoas sob a aparência de relações entre coisas; que o aumento da produtividade no capitalismo não supera estruturalmente a precarização nem a superpopulação relativa; que as novas expressões da questão social não rompem com sua base estrutural; e que a venda da força de trabalho e a produção de mais-valor são centrais para entender a acumulação capitalista.

Critério decisivo: A sequência correta depende de identificar como verdadeiras as afirmações sobre a vinculação da questão social à acumulação capitalista, sobre o trabalho como atividade socialmente determinada, sobre o fetichismo da mercadoria e sobre a centralidade da força de trabalho e do mais-valor; e como falsas as afirmações que atribuem ao aumento da produtividade a superação estrutural da precarização e que tratam a chamada nova questão social como algo desvinculado da raiz estrutural da questão social. Por isso, a sequência é V, V, V, F, F, V.

Tema central: Questão social, acumulação capitalista, trabalho e fetichismo da mercadoria no Serviço Social
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque marca a 6ª afirmativa como falsa, mas ela é verdadeira: a venda da força de trabalho e a produção de mais-valor são aspectos fundamentais da acumulação capitalista. Embora acerte a 4ª como falsa, erra ao fechar a sequência em V, V, V, F, V, F.
B
Certa
A alternativa B está correta porque corresponde exatamente à sequência V, V, V, F, F, V. A 1ª é verdadeira, pois a questão social decorre das contradições entre capital e trabalho e assume formas históricas distintas. A 2ª também é verdadeira, porque reduzir o trabalho ao aspecto técnico empobrece a compreensão da questão social, já que o trabalho é social, política e historicamente determinado. A 3ª é verdadeira, porque o fetichismo da mercadoria oculta as relações sociais de produção, fazendo-as aparecer como relações entre coisas. A 4ª é falsa, porque o aumento da produtividade, no capitalismo, não supera estruturalmente a precarização nem a superpopulação relativa; a dinâmica da acumulação tende a reproduzir desemprego, subemprego e intensificação da exploração. A 5ª é falsa, porque as novas expressões da questão social devem ser entendidas como reconfigurações históricas das mesmas contradições estruturais, e não como uma nova questão social desvinculada dessa base. A 6ª é verdadeira, porque a venda da força de trabalho e a produção de mais-valor são categorias centrais para compreender a acumulação capitalista.
C
Errada
Está incorreta porque marca a 2ª afirmativa como falsa, quando ela é verdadeira. A base sustenta que limitar o trabalho a uma atividade meramente técnica restringe a compreensão da questão social, já que o trabalho possui determinações sociais, políticas e históricas.
D
Errada
Está incorreta porque marca a 1ª afirmativa como falsa, contrariando a compreensão de que a questão social está vinculada à acumulação capitalista e assume formas históricas distintas. Além disso, marca a 4ª como verdadeira, embora a base afirme que o aumento da produtividade não supera estruturalmente a precarização e a superpopulação relativa, e também marca a 5ª como falsa em desacordo com a formulação apresentada na questão.
E
Errada
Está incorreta porque contraria vários pontos centrais: a 1ª afirmativa é verdadeira, pois a questão social decorre das contradições do capitalismo; a 2ª também é verdadeira, pois o trabalho não pode ser reduzido ao plano técnico; a 4ª é falsa, e não verdadeira, porque produtividade maior não elimina estruturalmente precarização; e a 6ª é verdadeira, pois força de trabalho e mais-valor são categorias centrais da acumulação capitalista.
Pegadinha da questão
A principal armadilha está em aceitar duas confusões: a primeira é imaginar que o aumento da produtividade no capitalismo melhora estruturalmente as condições de vida e supera a precarização, quando a base afirma o contrário; a segunda é interpretar a chamada nova questão social como ruptura com a raiz estrutural da questão social, quando o correto é entendê-la como reconfiguração histórica de suas expressões.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão tratar de questão social, verifique se ela está sendo vinculada às contradições entre capital e trabalho e ao processo de acumulação capitalista.
  • Se o enunciado reduzir o trabalho ao plano técnico-operativo, a tendência é estar em desacordo com a perspectiva crítica que o entende como relação social historicamente determinada.
  • Em itens sobre fetichismo da mercadoria, procure a ideia de ocultamento das relações sociais de produção sob a aparência de relações entre coisas.
  • Em afirmações sobre produtividade no capitalismo, não associe automaticamente esse aumento à superação estrutural da precarização ou da superpopulação relativa.

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