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“Os planos da ditadura para integrar o território de Roraima ao restante do país eram tanto ambiciosos para o governo quanto arriscado para os índios. Após rasgar, ao sul, por mais de uma centena de quilômetros a terra waimiri-atroari com a abertura da rodovia BR-174, que permitiu a ligação de Manaus à capital do território, Boa Vista, os militares passaram a construir outra estrada, a BR-210, agora no sentido leste-oeste, para cruzar a BR-174 a fim de conectar Macapá [...] ao Norte do Amazonas. [...] A exemplo da Transamazônica, porém a obra jamais foi concluída.”
(VALENTE, Rubens. Os fuzis e as flechas: história de sangue e resistência indígena na ditadura. São Paulo: Companhia das Letras, 2017, p. 179.)
Acerca da relação entre a Ditadura Militar, os povos indígenas e a ocupação da região norte do Brasil, assinale a afirmativa correta:
“[A Revolução Industrial] transformou a vida dos homens a ponto de torná-las irreconhecíveis. Ou, para sermos mais exatos, em suas fases iniciais ela destruiu seus antigos estilos de vida, deixando-os livres para descobrir ou criar outros novos, se soubessem ou pudessem. Contudo, raramente ela lhe indicou como fazê-lo”
(HOBSBAWM, Eric. J. Da Revolução Industrial Inglesa ao Imperialismo. Tradução de Donaldson Magalhães Garschagen. 6. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014, p. 70, adaptado.)
A primeira Revolução Industrial causou impactos profundos e uma série de transformações nas sociedades a partir do século XVIII. Sobre as características do processo de industrialização inglesa pode-se afirmar que:
“Em 1804, os libertos, vitoriosos, proclamaram a independência do Haiti, apoiando-se em argumentos tomados da Ilustração e da Revolução Francesa. Naturalmente, os agora cidadãos haitianos contribuíram para alargar o alcance dos ideais iluministas, dotando-os de uma universalidade que não existia, senão, em termos muito vagos”.
(PRADO, Maria Lígia Coelho; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2019, p.17.)
O texto aponta como as revoltas dos escravos em São Domingos estão associadas aos acontecimentos revolucionários na França de fins do século XVIII. Acerca desse contexto é correto afirmar que:
“A segunda guerra por sua mobilização e por sua crueldade, foi única na história da humanidade. Mas foi também uma guerra que proporcionou a união de antigos inimigos figadais. A grande aliança formada pela União Soviética, de regime socialista, com a GrãBretanha e os Estados Unidos, estados capitalistas, liberais e anticomunistas, só foi possível porque a Alemanha não era tão somente um opositor que encarnasse conflitos de interesse econômicos, mas um Estado cuja política e ambições eram determinadas por sua ideologia”.
(TOTA, Pedro. Segunda Guerra Mundial. In: MAGNOLI, Demétrio. História das guerras. 5.ed. São Paulo: Contexto, 2011, p. 356-357.)
Sobre as ações da Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial é correto afirmar que: a
“É no norte e no oeste da região amazônica que se desenvolvem diferentes padrões linguísticos. Já apontamos para o papel do empréstimo no caso das línguas Karib e também em algumas línguas Maipure-Arawak. Que tipos de contato teriam levado a esses empréstimos? Tratar-se-ia de um multilinguismo difundido? Línguas de comércio teriam se formado nessa área em tempos pré-colombianos? Qual a idade desses padrões? Essas são algumas das questões que é preciso abordar em relação ao papel da língua [entre os povos pré-colombianos].”
(URBAN, Greg. A história da cultura brasileira segundo as línguas nativas. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 101, adaptado.)
Greg Urban aponta como o estudo da língua pode ser útil para reconstruir a história dos povos originários e da cultura brasileira, segundo estes estudos, é possível afirmar que:
“A partir do final do século XI a documentação escrita relativa à África ao sul do Saara torna-se cada vez mais abundante, principalmente do fim do século XIII ao final do XIV. Em meados do século XV, as fontes portuguesas vêm preencher uma lacuna informando-os sobre os reinos da costa da África Ocidental, então em pleno desenvolvimento. O Golfo do Benin e a embocadura do Rio Zaire (Congo) foram importantes focos de civilização”.
(SILVÉRIO, Valter Roberto (Org.). Síntese da coleção história geral da África: pré-história ao século XVI. Brasília, DF: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013, p. 421.)
Nos estudos de História da África, o período destacado no texto apresenta certa unidade e caracteriza-se pelo desenvolvimento de culturas originais e assimilações de influências do exterior. Partindo dos seus conhecimentos sobre História da África, é correto afirmar que:
Sobre o Iluminismo, marque a alternativa correta:
I. O Iluminismo pode ser considerada uma ideologia revolucionária, na medida em que implicava a abolição da ordem política e social vigente na maior parte da Europa na segunda metade do século XVIII.
II. Um dos meios de disseminação dos ideais iluministas na América se deu pela circulação de estudantes pertencentes às elites coloniais em salões e universidades europeias.
III. O individualismo secular, racionalista e progressista era uma característica do pensamento iluminista em sua luta para libertar os indivíduos do tradicionalismo religioso da Idade Média.
IV. A convicção no progresso do conhecimento humano, na riqueza e no controle sobre a natureza, característica do Iluminismo, derivou sua força do progresso da produção, do comércio e da racionalidade econômica da segunda metade do século XVIII.
As afirmativas que estão corretas são:
“Nos séculos XI e XII, a historiografia aponta que os elementos característicos do ideal de vida religiosa teriam ganhado outros redimensionamentos. Dentre eles, destacamos as chamadas vita apostolica e vita vere apostolica, que tomavam por modelo Cristo e a chamada ‘Igreja primitiva’”.
(OLIVEIRA, Jonathas R. dos Santos C. de. A construção da figura feminina na Vita Sancti Theotonii. In: SILVA, Andréia C. L. Frazão da. Construções de gênero, santidade e memória no Ocidente Medieval. Rio de Janeiro: Programa de Estudos Medievais, 2018, p. 281.)
Sobre os redimensionamentos no ideal de vida religiosa no período citados pelo autor, assinale a alternativa correta:
Leia o trecho destacado do romance O coração das trevas, publicado por Joseph Conrad em 1902, e assinale a alternativa correta.
“Ora, quando eu era menino, era apaixonado por mapas. Passava horas olhando a América do Sul, a África ou a Austrália, e me abandonava a todas as glórias da exploração. Naquele tempo, havia muitos espaços vazios na Terra e, quando via um que me parecesse especialmente convidativo num mapa (mas quase todos parecem assim), colocava o dedo em cima e dizia: ‘quando crescer, vou até lá’ [...]. Mas havia um – o maior, o mais vazio, por assim dizer – pelo qual eu tinha um anseio muito forte. A verdade é que naquela época já não era mais um espaço vazio. Havia-se enchido, desde a minha meninice, de rios, de lagos, de nomes. Havia deixado de ser um espaço vazio com um mistério encantador [...]. Tinha virado um lugar de trevas. Mas havia nele um rio, em especial, um rio extremamente grande, que se podia ver no mapa como uma imensa serpente desenrolada com a cabeça no mar [...]. E, enquanto eu olhava para o mapa do lugar numa vitrine de loja, ele me hipnotizou como uma serpente faz com um pássaro”.
(CONRAD, Joseph. O coração das trevas. Tradução de Celso Paciornik. São Paulo: Iluminuras, 2002, p. 17).
O relato do personagem de Conrad revela
Os trechos abaixo fazem parte da obra Os Bruzundangas, de Lima Barreto.
“A Bruzundanga é um poderoso e rico país que, como todos sabem, fica nas zonas temperada e subtropical (...).
O país, no dizer de todos, é rico, tem todos os minerais, todos os vegetais úteis, todas as condições de riqueza, mas vive na miséria. (...) As cidades vivem cheias de carruagem; as mulheres se arreiam de joias e vestidos caros; os cavalheiros chiques se mostram, nas ruas, com bengalas e trajes apurados; os banquetes e as recepções se sucedem.
[...] a população rural, que é a base de todas as nações, oprimida por chefões políticos, inúteis, incapazes de dirigir a coisa mais fácil dessa vida. Vive sugada, esfomeada, maltrapilha, macilenta, amarela, para que, na sua capital, algumas centenas de parvos, com títulos altissonantes disso ou daquilo, gozem vencimentos, subsídios duplicados e triplicados
(...) empregando um grande palavreado de quem vai fazer milagres”.
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas: incluindo outras histórias dos bruzundangas. São Paulo: Ática, 2012).
Em Os Bruzundangas, Lima Barreto:
I. Faz uma apologia da modernização da cidade do Rio de Janeiro ocorrida no início do século XX, período conhecido como Belle Époque.
II. Utiliza a metáfora como uma figura de linguagem para falar do Brasil do seu tempo, suas características e suas contradições.
III. Cria um jogo de palavras em oposição para caracterizar o descompasso entre a riqueza dos recursos minerais e naturais do país e a pobreza de sua população.
IV. Faz referência ao voto de cabresto enquanto instrumento de opressão da população rural no Brasil da Primeira República.
As afirmativas que estão corretas são:
“Contraditória, oscilante, hipócrita: são esses os adjetivos empregados, de forma unânime, para qualificar a legislação e a política da Coroa portuguesa em relação aos povos indígenas do Brasil colonial. Desde o trabalho pioneiro de João Franscisco Lisboa (1852), as análises da situação legal dos índios durante os três séculos de colonização reafirmaram o caráter ineficaz ou francamente negativo das leis.”
(PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Índios livres e índios escravos: os princípios da legislação indigenista no período colonial (séculos XVI a XVIII). In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos Índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura: FAPESP, 1992, p. 115.)
O trecho acima faz parte de um texto em que a pesquisadora Beatriz Perrone-Moisés apresenta uma reflexão sobre a legislação elaborada pela Coroa portuguesa para lidar com os povos indígenas do Brasil colonial, dando especial atenção aos modos como a historiografia descreveu essas leis ao longo do tempo. No que tange a essa temática, assinale a opção correta:
“[...] a propaganda é um instrumento do totalitarismo, possivelmente o mais importante, para enfrentar o mundo não totalitário; o terror, ao contrário é a própria essência da sua forma de governo.”
(ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo: antissemitismo, imperialismo, totalitarismo. 12. Reimpr. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 2012, p. 476- 477.)
No trecho acima, a filósofa Hannah Arendt apresenta uma breve reflexão sobre a importância da propaganda e do terror para os movimentos totalitários. Com base na análise do totalitarismo feita por Hannah Arendt na obra Origens do Totalitarismo, assinale a opção correta:
“As navegações europeias no Atlântico durante o século XV iniciaram um novo e inaudito capítulo na história da humanidade. Além de os marinheiros europeus fornecerem rotas oceânicas diretas para áreas que estavam em contato com a Europa, através de caminhos por terra muito mais custosos e de difícil acesso (como a África ocidental e a Ásia oriental), os navios alcançaram locais que não haviam anteriormente mantido contato recíproco com o mundo externo. Esse fato é óbvio no caso dos continentes americanos, e os historiadores focaram diretamente sua atenção para esse imenso mundo novo em suas discussões sobre o período. Porém, não foram só os americanos que fizeram contatos externos, pois quase toda a região centro-oeste da África, no sul da atual República dos Camarões, também não tinha comunicação com o mundo externo, apesar de fazer parte geograficamente do território cujas regiões orientais e ocidentais tinham conexões de longa data com o Mediterrâneo e o oceano Índico. Nesse sentido, além de facilitar e intensificar as relações entre diversas regiões do Velho Mundo (que neste caso também incluía a África ocidental), a navegação europeia iniciou conexões entre o Velho Mundo e os dois novos mundos – as duas seções do continente americano e a região centro-oeste da África.”
(THORNTON, John Kelly. A África e os Africanos na Formação do Mundo Atlântico, 1400- 1800. Tradução de Marisa Rocha Mota. Revisão técnica de Márcio Scalercio. Coordenação editorial de Mary Del Priore. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 53-54.)
O texto acima se refere à expansão marítima europeia iniciada no século XV, um processo que gerou inúmeros efeitos não apenas no continente europeu, mas também em diversas outras partes do mundo, como na América e na África. No que diz respeito a esse tema, assinale a alternativa correta:
“Duas grandes temáticas são abordadas ao longo da carta. A primeira delas adverte severamente os ricos contra a exploração acometida aos pobres. A segunda exalta a importância de uma vida cristã acompanhada por boas obras. Nesse aspecto, a carta de Tiago suscitou constantes discussões entre os estudiosos neotestamentários a respeito de uma suposta contradição com o conteúdo das chamadas Epístolas Paulinas [as cartas de Paulo], que considera a fé em Cristo o elemento essencial para a salvação. [...] Na sua tradução da Bíblia para o alemão, Lutero organizou os livros neotestamentários de acordo com um critério bem particular. E esta nova organização do Novo Testamento, apesar de abranger os mesmos 27 livros, representou uma transformação sensível na maneira como esses livros foram interpretados nos anos seguintes à Reforma. O critério estabelecido por Lutero foi ordenar os livros de acordo com a profundidade da reflexão que faziam sobre Cristo. Assim, os Evangelhos vinham à frente, pois falavam de Cristo, na visão do reformador, melhor do que ninguém. Em contraste, as epístolas aos Hebreus, Tiago, Judas e a Revelação (Apocalipse) de João dedicavam poucos versículos para uma reflexão ‘cristológica’. Esses escritos foram assim deslocados para o final do Novo Testamento, demonstrando claramente uma hierarquia dos outros escritos frente a esse grupo marginal. [...] No que diz respeito à carta de Tiago, Martinho Lutero a classificou como uma ‘epístola de palha’, rebaixando-a no interior do corpo do Novo Testamento, uma vez que, de acordo Lutero, a referida carta seria desprovida de ‘característica evangélica’.”
(OLIVEIRA, Gabriel Braz de. Uma alternativa de leitura sobre a pobreza medieval no Novo Testamento: a trajetória canônica da epístola de Tiago. SILVA, Andréia Cristina Lopes Frazão da (Dir.). Construções de Gênero, Santidade e Memória no Ocidente Medieval. Rio de Janeiro: Programa de Estudos Medievais, 2018, p. 220-221, 233, 239, adaptado.)
O texto acima aborda algumas características da Carta de Tiago, texto bíblico presente no Novo Testamento, apontando para a existência de diferentes interpretações a respeito da referida carta, a exemplo da leitura e tradução que Martinho Lutero fez dela no contexto da Reforma Protestante. Diante disso, e tendo em vista a trajetória e as ideias de Lutero que orientaram a sua leitura, tradução e interpretação da Bíblia, assinale a alternativa correta:
“O exército romano foi se construindo e consolidando no decorrer das guerras ocorridas entre os séculos VI e III a.C. O exército sempre foi uma instituição essencial para os romanos. Durante os primeiros cinco séculos, desde a fundação de Roma até as reformas do general Mário, em 111 a.C., o exército romano era composto por todos os cidadãos e, por isso, era chamado de “exército de camponeses”. [...] O exército dividia-se em legiões, unidades que agrupavam aproximadamente 3 mil infantes, 1.200 homens de assalto e 300 cavaleiros, comandadas no mais alto nível pelos cônsules e pelos pretores, chamados de generais, em latim imperatores, “aqueles que mandam”. Os generais vencedores eram socialmente muito respeitados e tinham direito a honras importantes, tais como desfilar em triunfo com suas tropas pela cidade de Roma. [...] Durante os dois primeiros séculos do Império Romano (I e II d.C.), legiões inteiras eram compostas de soldados de origem não romana, tais como os batavos, uma tribo de germanos, originários da região da atual Alemanha. [...] Ao longo dos anos, tais soldados passaram a ser mais leais aos generais que lhes pagavam o salário do que ao Estado romano. [...] O resultado não se fez esperar, e os generais começaram a lutar entre si pelo poder, levando os romanos a inúmeras guerras civis. Depois de meio século de lutas internas, Caio Júlio César, um general aristocrata [...] tomou Roma, em 49 a.C., e tornou-se ditador em seguida.”
(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 6. ed. 1. reimpr. São Paulo: Contexto, 2019, p. 96, 98-99, adaptado.)
Com base na leitura do texto acima e em seus conhecimentos a respeito da atuação do exército romano na História da Roma Antiga e do Império Romano, analise as afirmativas abaixo:
I. A expansão territorial de Roma por meio de guerras foi possível graças a uma série de estratégias adotadas pelo exército romano, como a organização de acampamentos que contavam com enfermarias, latrinas, saunas, cozinhas e fábricas de armamentos.
II. O pagamento de salários regulares aos soldados que eram recrutados já era uma prática comum em Roma antes mesmo da profissionalização do exército romano.
III. A dificuldade de deslocamento pelo vasto território do Império Romano se dava em função da precariedade e da insuficiência da rede estradas na época, o que forçava o exército romano a incorporar soldados de origem não romana, nascidos em diversas partes do Império.
IV. Além do acesso a recursos naturais, a expansão territorial de Roma por meio de guerras empreendidas pelo exército romano também proporcionava grandes lucros a partir da captura e venda dos inimigos derrotados, que eram escravizados.
Estão corretas apenas as afirmativas:
“Democracia – algo tão valioso para nós – é um conceito surgido na Grécia antiga. Por cerca de um século, a partir de meados do século V a.C., Atenas viveu esta experiência única em sua época. Democracia, em grego, quer dizer “poder do povo”, à diferença de “poder de um”, a monarquia, ou o “poder de poucos”, a oligarquia ou aristocracia.”
(FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. 6. ed. 1. reimpr. São Paulo: Contexto, 2019, p. 38.)
O texto acima se refere à chamada “democracia ateniense”, sistema político que se desenvolveu na cidade de Atenas a partir de meados do século V a.C. Assinale a alternativa que descreve corretamente esse sistema.