Questões de Concurso Sobre português nível médio

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Q4371488 Português
Texto para a questão.



Atitudes que fortalecem o dia a dia Escolar 

    Na escola, a convivência diária entre alunos, professores e demais funcionários é essencial para que o ambiente seja acolhedor e produtivo. Respeito, paciência e diálogo são atitudes que ajudam a resolver conflitos e a tornar o dia a dia mais leve. Quando cada pessoa se dispõe a colaborar, seja ouvindo o colega, ajudando em uma tarefa ou apenas sendo gentil, todos se beneficiam. Pequenas ações, muitas vezes simples, podem transformar a rotina escolar. Assim, a escola se torna um espaço de aprendizado, convivência e construção de relações mais humanas e solidárias.
De acordo com o texto, o que contribui para que a escola seja um ambiente acolhedor e produtivo? 
Alternativas
Q4371332 Português

A crase é o encontro (ou fusão) de duas vogais idênticas “a”, que se fundem num único “à” e são indicadas pelo acento grave (à). Leia as frases abaixo e assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas das seguintes orações:


I. Precisa falar ___ cerca de três mil operários.


II. Daqui ___ alguns anos tudo estará mudado.


III. ___ dias está desaparecido.


IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram ___ tempo ___ reunião. 

Alternativas
Q4371331 Português
I. Paraquedas é um substantivo composto formado pelo verbo parar + queda.
II. O plural da palavra pé-de-moleque é: pés-de-moleque.
III. Planalto é um substantivo simples, pois possui apenas um radical.
Após analisar atentamente as sentenças apresentadas anteriormente, observe que cada uma delas traz informações que podem ser classificadas como corretas ou incorretas, de acordo com o conteúdo proposto. 
Sua tarefa consiste em identificar quais afirmativas estão de acordo com as normas, conceitos ou orientações mencionadas no enunciado original. Das sentenças acima, estão corretas: 
Alternativas
Q4371330 Português
Leia o texto: 


A vida dá voltas

    Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.

    Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.

    O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!

    Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.

    A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.

(Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br. Acesso em 07.11.2025. Adaptado)

Durante a leitura do texto “A vida dá voltas”, observamos o emprego de diferentes regras de acentuação gráfica da língua portuguesa, que têm como objetivo indicar a tonicidade das palavras e facilitar a correta pronúncia. Essas regras são fundamentais para a escrita formal, especialmente em textos narrativos e descritivos, como o apresentado, em que a clareza e a correção linguística reforçam a credibilidade e o entendimento da mensagem.


No trecho em que o autor afirma “Ele era um rapaz de classe média”, nota-se que a palavra “média” contém um acento agudo sobre a vogal “e”. Esse sinal não é usado por acaso: ele obedece a uma regra específica da acentuação das palavras da língua portuguesa, relacionada à posição da sílaba tônica. Embasado nesse trecho e nas regras gerais de acentuação gráfica, assinale a alternativa que explica corretamente o motivo do acento na palavra “média”: 

Alternativas
Q4371329 Português
Leia o texto: 


A vida dá voltas

    Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.

    Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.

    O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!

    Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.

    A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.

(Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br. Acesso em 07.11.2025. Adaptado)

O texto “A vida dá voltas” apresenta uma narrativa reflexiva sobre as mudanças que o tempo e as escolhas provocam na vida das pessoas. Por meio da história de Luís, o autor mostra como as atitudes tomadas no presente podem retornar no futuro, revelando o valor dos vínculos familiares e da empatia nas relações humanas.


Luís, influenciado pela esposa, afastou-se da mãe idosa, que terminou seus dias sozinha e em dificuldades. Mais tarde, o próprio Luís passou a viver situação semelhante: desempregado, sem apoio e prestes a se separar, experimentando o mesmo abandono que antes causou à mãe.


A frase final do texto: “A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.”, sintetiza o sentido do título e reforça o aprendizado moral da narrativa. 


Com base na leitura e na mensagem transmitida pelo texto, assinale a alternativa que melhor expressa a relação entre o título e o conteúdo da história. 

Alternativas
Q4371328 Português
Leia o texto: 


A vida dá voltas

    Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.

    Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.

    O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!

    Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.

    A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.

(Walcyr Carrasco. http://vejasp.abril.com.br. Acesso em 07.11.2025. Adaptado)
A interpretação de textos envolve a capacidade de chegar a determinadas conclusões após fazer a leitura de um texto (visual, auditivo, escrito, oral). Considerando o último parágrafo do texto, pode-se afirmar que a relação entre pais e filhos deve ser baseada: 
Alternativas
Q4362644 Português
No âmbito das políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, o assistente de secretaria deve atuar em conformidade com os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente, especialmente quando lida com processos, documentos e atendimentos que envolvam esse público. O ECA adota a doutrina da proteção integral, segundo a qual crianças e adolescentes: 
Alternativas
Q4362643 Português
O assistente de secretaria, ao prestar apoio a atividades relacionadas à área educacional, precisa conhecer os fundamentos constitucionais que orientam as políticas públicas de educação no Brasil. De acordo com o que dispõe a Constituição Federal, especialmente nos artigos 205 a 214, a educação deve ser compreendida como: 
Alternativas
Q4362642 Português
No exercício de suas atribuições, a assistente de secretaria atua no tratamento de dados pessoais de servidores, usuários e fornecedores, como nomes, endereços, documentos e informações funcionais, inclusive em sistemas eletrônicos. Diante desse cenário, é indispensável observar os princípios estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, especialmente aqueles que limitam o uso dessas informações ao que for estritamente necessário para a finalidade administrativa pretendida. Tal exigência corresponde ao princípio da:
Alternativas
Q4362641 Português
Durante o atendimento a um cidadão, a assistente de secretaria recebe solicitação de acesso a documentos administrativos que envolvem a atuação de determinado setor público. Ao analisar o pedido, ela se recorda de que a Administração Pública deve observar regras específicas quanto à transparência e ao sigilo das informações. Considerando as disposições da Lei Federal nº 12.527/2011, bem como o princípio constitucional da publicidade, o acesso à informação pública deve ser tratado, como regra, da seguinte forma:
Alternativas
Q4362639 Português
Considerando a segurança da informação no uso do correio eletrônico institucional, constitui prática adequada para prevenção contra malware e vazamentos de dados:
Alternativas
Q4362638 Português
Ao excluir um arquivo utilizando os comandos padrão do Windows 11, o documento não é eliminado definitivamente, podendo ser recuperado por meio da: 
Alternativas
Q4362637 Português
No apoio às atividades administrativas, a assistente utiliza planilhas eletrônicas para controle orçamentário e de materiais. No Microsoft Excel, o recurso que permite cálculos automáticos e atualização dinâmica dos dados é:
Alternativas
Q4362636 Português
Durante a análise de um processo administrativo, verificou-se que a autoridade utilizou o poder legal para atingir finalidade diversa da prevista em lei, bem como extrapolou limites legais em outra situação semelhante. Tais condutas caracterizam:
Alternativas
Q4362635 Português

Sobre os atos administrativos, analise as afirmativas. 



I. A presunção de legitimidade atribui validade inicial aos atos administrativos.


II. O mérito administrativo pode ser livremente revisto pelo Poder Judiciário.


III. A discricionariedade permite escolhas dentro dos limites legais.



Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4362634 Português
Um ato administrativo foi praticado por servidor sem competência legal, embora o conteúdo estivesse de acordo com o interesse público. Esse vício compromete o elemento: 
Alternativas
Q4362632 Português

Em um setor com elevado volume de demandas e prazos simultâneos, a assistente percebe que atua apenas de forma reativa, comprometendo atividades estratégicas. 



À luz da administração do tempo, a conduta mais adequada é: 

Alternativas
Q4361064 Português
TEXTO I


Anestesia geral


A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento ou suspeição

Rodrigo Constantino.


   São R$ 129 milhões! R$ 3,6 milhões mensais. Eis o contrato entre o Banco Master e o escritório da família de Alexandre de Moraes a que a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, teve acesso. Isso tudo para defender Daniel Vorcaro em uma única causa, aparentemente, em que ele foi derrotado em duas instâncias. Talvez o valor “advocatício” do escritório esteja somente em causas no Supremo...

   Malu voltou ao tema em outra coluna: “A atuação da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em defesa do Banco Master, não é desconhecida apenas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No Banco Central, também não há registros de acesso da advogada, apesar de o contrato milionário firmado com o Master prever expressamente a atuação dela perante a instituição”.

   Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio geral acerca do assunto explosivo: “Faz uma semana hoje que foi revelado, por Malu Gaspar, o valor do contrato que Viviane, mulher de Alexandre de Moraes, tinha com o Banco Master. Um total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita Federal, PGFN e Cade. Até agora, nem o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados nem o ministro se manifestaram sobre o tema”.

   Em qualquer país normal, essas informações seriam suficientes para uma hecatombe política! A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento ou suspeição. Mas R$ 3,6 milhões não é promiscuidade; é corrupção, e das grandes!

    Nada disso parece importar. No lançamento do SBT News, lá estava Alexandre de Moraes como convidado de honra, com direito a discurso em que agradeceu ao presidente Lula pelo empenho em derrubar a Lei Magnitsky. O ministro celebrou a sua revogação numa festa com ícones dos três Poderes. Novamente, promiscuidade é pouco para descrever tanta indecência.

    Na mesma semana, Moraes condenava Filipe Martins a mais de 20 anos de prisão, mesmo sem qualquer prova do crime. Ao contrário, a defesa apresentou fartas evidências de que o exassessor de Bolsonaro desejava aceitar o resultado das eleições, não saiu do país, não participou de qualquer reunião com os militares etc. Nada disso valeu qualquer coisa. Era um julgamento de cartas marcadas para punir um “ideólogo” brilhante do bolsonarismo.

    Flávio Dino, o comunista, afirmou que foi um julgamento técnico, sem qualquer vingança, e Moraes endossou o mesmo discurso. Mas todos viram que foi um teatro soviético que instalou de vez no Brasil o “crime de opinião”. As trevas odeiam a luz, e Filipe foi perseguido justamente por incomodar a patota suprema com sua inteligência e sua firmeza moral. Ele não aceitou inventar delação contra um inocente e pagou por isso.

  Enquanto Alexandre de Moraes segue praticando o mal, abusando dos direitos humanos, atropelando os demais poderes, perseguindo conservadores e ignorando o maior escândalo de corrupção do STF de que se tem notícia, o país se mostra sob anestesia geral. Uns fingem que há normalidade institucional no Brasil, outros até aplaudem Moraes, pois não gostam dos bolsonaristas. E o arbítrio avança a todo vapor e sem qualquer pudor.

    Ninguém sabe como Moraes será parado. O que parece é que ele continua mais forte do que nunca, ainda mais com o recuo da cavalaria do Norte, num acordo em que provavelmente Lula rifou a soberania nacional em troca de favores do ministro todopoderoso, de olho na eleição de 2026. Quem, nesse cenário, acredita em eleição limpa, ainda mais com Flávio Bolsonaro disputando contra o sistema, demonstra muita ingenuidade.

    Nada parece abalar o regime que tem em Moraes seu principal ícone. Se nem a Lei Magnitsky ou os R$ 129 milhões de contrato com um banqueiro fraudador foram capazes de enfraquecer o apoio que Moraes recebe dos monstros do pântano, então, pelo visto, nada mais será capaz de derrotá-lo. Ao menos não no curto prazo. Só mesmo um milagre pode retirar as elites dessa anestesia geral. O risco é ser tarde demais...


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Anestesia geral. https://revistaoeste.com/revista/edicao301/anestesia-geral/ (adaptado) 
Leia o fragmento abaixo antes de avaliar o que se pede:

Malu voltou ao tema em outra coluna: “A atuação da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em defesa do Banco Master, não é desconhecida apenas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No Banco Central, também não há registros de acesso da advogada, apesar de o contrato milionário firmado com o Master prever expressamente a atuação dela perante a instituição”.

( ) Nota-se que as aspas presentes isolam uma fala a qual não pertence ao autor do texto, justificando-se, desse modo, por reproduzir um discurso direto.
( ) O termo “mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes” encontra-se isolado obrigatoriamente por vírgulas por se tratar de um Aposto explicativo.
( ) O termo “No Banco Central” está isolado por uma vírgula facultativa por exercer a função sintática de Adjunto adnominal no contexto.
( ) A vírgula usada antes de “apesar de o contrato milionário firmado com o Master prever expressamente a atuação dela perante a instituição” se justifica por isolar uma oração subordinada adverbial concessiva.

Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se dizer que, pela ordem, a sequência correta é:
Alternativas
Q4361063 Português
TEXTO I


Anestesia geral


A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento ou suspeição

Rodrigo Constantino.


   São R$ 129 milhões! R$ 3,6 milhões mensais. Eis o contrato entre o Banco Master e o escritório da família de Alexandre de Moraes a que a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, teve acesso. Isso tudo para defender Daniel Vorcaro em uma única causa, aparentemente, em que ele foi derrotado em duas instâncias. Talvez o valor “advocatício” do escritório esteja somente em causas no Supremo...

   Malu voltou ao tema em outra coluna: “A atuação da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em defesa do Banco Master, não é desconhecida apenas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No Banco Central, também não há registros de acesso da advogada, apesar de o contrato milionário firmado com o Master prever expressamente a atuação dela perante a instituição”.

   Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio geral acerca do assunto explosivo: “Faz uma semana hoje que foi revelado, por Malu Gaspar, o valor do contrato que Viviane, mulher de Alexandre de Moraes, tinha com o Banco Master. Um total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita Federal, PGFN e Cade. Até agora, nem o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados nem o ministro se manifestaram sobre o tema”.

   Em qualquer país normal, essas informações seriam suficientes para uma hecatombe política! A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento ou suspeição. Mas R$ 3,6 milhões não é promiscuidade; é corrupção, e das grandes!

    Nada disso parece importar. No lançamento do SBT News, lá estava Alexandre de Moraes como convidado de honra, com direito a discurso em que agradeceu ao presidente Lula pelo empenho em derrubar a Lei Magnitsky. O ministro celebrou a sua revogação numa festa com ícones dos três Poderes. Novamente, promiscuidade é pouco para descrever tanta indecência.

    Na mesma semana, Moraes condenava Filipe Martins a mais de 20 anos de prisão, mesmo sem qualquer prova do crime. Ao contrário, a defesa apresentou fartas evidências de que o exassessor de Bolsonaro desejava aceitar o resultado das eleições, não saiu do país, não participou de qualquer reunião com os militares etc. Nada disso valeu qualquer coisa. Era um julgamento de cartas marcadas para punir um “ideólogo” brilhante do bolsonarismo.

    Flávio Dino, o comunista, afirmou que foi um julgamento técnico, sem qualquer vingança, e Moraes endossou o mesmo discurso. Mas todos viram que foi um teatro soviético que instalou de vez no Brasil o “crime de opinião”. As trevas odeiam a luz, e Filipe foi perseguido justamente por incomodar a patota suprema com sua inteligência e sua firmeza moral. Ele não aceitou inventar delação contra um inocente e pagou por isso.

  Enquanto Alexandre de Moraes segue praticando o mal, abusando dos direitos humanos, atropelando os demais poderes, perseguindo conservadores e ignorando o maior escândalo de corrupção do STF de que se tem notícia, o país se mostra sob anestesia geral. Uns fingem que há normalidade institucional no Brasil, outros até aplaudem Moraes, pois não gostam dos bolsonaristas. E o arbítrio avança a todo vapor e sem qualquer pudor.

    Ninguém sabe como Moraes será parado. O que parece é que ele continua mais forte do que nunca, ainda mais com o recuo da cavalaria do Norte, num acordo em que provavelmente Lula rifou a soberania nacional em troca de favores do ministro todopoderoso, de olho na eleição de 2026. Quem, nesse cenário, acredita em eleição limpa, ainda mais com Flávio Bolsonaro disputando contra o sistema, demonstra muita ingenuidade.

    Nada parece abalar o regime que tem em Moraes seu principal ícone. Se nem a Lei Magnitsky ou os R$ 129 milhões de contrato com um banqueiro fraudador foram capazes de enfraquecer o apoio que Moraes recebe dos monstros do pântano, então, pelo visto, nada mais será capaz de derrotá-lo. Ao menos não no curto prazo. Só mesmo um milagre pode retirar as elites dessa anestesia geral. O risco é ser tarde demais...


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Anestesia geral. https://revistaoeste.com/revista/edicao301/anestesia-geral/ (adaptado) 
Assinale a alternativa cuja indicação sintática entre parênteses esteja incorreta para o termo destacado.
Alternativas
Q4361062 Português
TEXTO I


Anestesia geral


A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento ou suspeição

Rodrigo Constantino.


   São R$ 129 milhões! R$ 3,6 milhões mensais. Eis o contrato entre o Banco Master e o escritório da família de Alexandre de Moraes a que a jornalista Malu Gaspar, de O Globo, teve acesso. Isso tudo para defender Daniel Vorcaro em uma única causa, aparentemente, em que ele foi derrotado em duas instâncias. Talvez o valor “advocatício” do escritório esteja somente em causas no Supremo...

   Malu voltou ao tema em outra coluna: “A atuação da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em defesa do Banco Master, não é desconhecida apenas no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No Banco Central, também não há registros de acesso da advogada, apesar de o contrato milionário firmado com o Master prever expressamente a atuação dela perante a instituição”.

   Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio geral acerca do assunto explosivo: “Faz uma semana hoje que foi revelado, por Malu Gaspar, o valor do contrato que Viviane, mulher de Alexandre de Moraes, tinha com o Banco Master. Um total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita Federal, PGFN e Cade. Até agora, nem o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados nem o ministro se manifestaram sobre o tema”.

   Em qualquer país normal, essas informações seriam suficientes para uma hecatombe política! A promiscuidade no Poder Judiciário é conhecida, com palestras para eventuais réus, caronas em jatinhos ou escritórios de cônjuges atuando nos tribunais de seus parceiros sem qualquer constrangimento ou suspeição. Mas R$ 3,6 milhões não é promiscuidade; é corrupção, e das grandes!

    Nada disso parece importar. No lançamento do SBT News, lá estava Alexandre de Moraes como convidado de honra, com direito a discurso em que agradeceu ao presidente Lula pelo empenho em derrubar a Lei Magnitsky. O ministro celebrou a sua revogação numa festa com ícones dos três Poderes. Novamente, promiscuidade é pouco para descrever tanta indecência.

    Na mesma semana, Moraes condenava Filipe Martins a mais de 20 anos de prisão, mesmo sem qualquer prova do crime. Ao contrário, a defesa apresentou fartas evidências de que o exassessor de Bolsonaro desejava aceitar o resultado das eleições, não saiu do país, não participou de qualquer reunião com os militares etc. Nada disso valeu qualquer coisa. Era um julgamento de cartas marcadas para punir um “ideólogo” brilhante do bolsonarismo.

    Flávio Dino, o comunista, afirmou que foi um julgamento técnico, sem qualquer vingança, e Moraes endossou o mesmo discurso. Mas todos viram que foi um teatro soviético que instalou de vez no Brasil o “crime de opinião”. As trevas odeiam a luz, e Filipe foi perseguido justamente por incomodar a patota suprema com sua inteligência e sua firmeza moral. Ele não aceitou inventar delação contra um inocente e pagou por isso.

  Enquanto Alexandre de Moraes segue praticando o mal, abusando dos direitos humanos, atropelando os demais poderes, perseguindo conservadores e ignorando o maior escândalo de corrupção do STF de que se tem notícia, o país se mostra sob anestesia geral. Uns fingem que há normalidade institucional no Brasil, outros até aplaudem Moraes, pois não gostam dos bolsonaristas. E o arbítrio avança a todo vapor e sem qualquer pudor.

    Ninguém sabe como Moraes será parado. O que parece é que ele continua mais forte do que nunca, ainda mais com o recuo da cavalaria do Norte, num acordo em que provavelmente Lula rifou a soberania nacional em troca de favores do ministro todopoderoso, de olho na eleição de 2026. Quem, nesse cenário, acredita em eleição limpa, ainda mais com Flávio Bolsonaro disputando contra o sistema, demonstra muita ingenuidade.

    Nada parece abalar o regime que tem em Moraes seu principal ícone. Se nem a Lei Magnitsky ou os R$ 129 milhões de contrato com um banqueiro fraudador foram capazes de enfraquecer o apoio que Moraes recebe dos monstros do pântano, então, pelo visto, nada mais será capaz de derrotá-lo. Ao menos não no curto prazo. Só mesmo um milagre pode retirar as elites dessa anestesia geral. O risco é ser tarde demais...


Fonte: CONSTANTINO, Rodrigo. Anestesia geral. https://revistaoeste.com/revista/edicao301/anestesia-geral/ (adaptado) 
Leia as afirmações abaixo sobre elementos constitutivos do texto antes de julgar o que se pede.

I. Em “Um total de R$ 129 milhões em três anos ou R$ 3,6 milhões mensais, sendo que R$ 79 milhões foram efetivamente recebidos para atuar no Judiciário, MPF, PF, BC, Receita Federal, PGFN e Cade.”, nota-se que as expressões em destaque sofreram o processo de Abreviação vocabular.
II. Em “Também de O Globo, Lauro Jardim comentou sobre o silêncio geral acerca do assunto explosivo...”, nota-se um equívoco gramatical, pois deveria haver a contração obrigatória entre a Preposição “de” e o Artigo definido “O”, possibilitando a escrita do trecho da seguinte forma: “Também do Globo”.
III. Em “Em qualquer país normal, essas informações seriam suficientes para uma hecatombe política!”, a expressão destacada é um adjetivo que passaria a sofrer o processo de derivação imprópria caso o fragmento fosse reescrito da seguinte forma “...essas informações seriam o suficiente para uma hecatombe política!”, não prejudicando o sentido do contexto.
IV. Em “Ninguém sabe como Moraes será parado.”, o elemento em destaque funciona como uma conjunção integrante, já que inicia uma oração subordinada substantiva no contexto em relação à oração principal antecedente.

Pode-se dizer que está correto o que se afirmou somente em:
Alternativas
Respostas
6721: B
6722: A
6723: B
6724: C
6725: C
6726: E
6727: E
6728: A
6729: B
6730: E
6731: D
6732: E
6733: A
6734: D
6735: C
6736: D
6737: B
6738: C
6739: E
6740: B