Em relação às relações sintático-semânticas estabelecidas e...
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O elemento decisivo está no trecho “A língua, nesse sentido, não é uma barreira: é a porta de entrada.”, em que os dois-pontos articulam duas caracterizações do mesmo referente. A primeira nega uma imagem e a segunda a substitui por outra de valor oposto no encadeamento argumentativo; por isso, a alternativa C é a única compatível com a relação sintático-semântica do período.
- Identifique primeiro o conector ou a estrutura da oração antes de interpretar o conteúdo: “ao + infinitivo” aponta tempo; “quando” aponta tempo; “para que” aponta finalidade.
- Em estruturas como “não é X: é Y”, observe se há contraste entre caracterizações do mesmo referente; isso pode decidir a questão mesmo quando os dois-pontos também tenham valor explicativo.
- Não aceite substituição de conectores sem testar a mudança de sentido: trocar termo temporal por causal altera a relação sintático-semântica.
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C) - Original - Em “A língua, nesse sentido, não é uma barreira: é a porta de entrada.”, a segunda oração expressa um sentido de oposição em relação à primeira.
Teste para saber se é oposição - “A língua, nesse sentido, não é uma barreira: mas a porta de entrada.”, a segunda oração expressa um sentido de oposição em relação à primeira.
GAB: C
A) “[...] ao olharmos para os recentes debates... devemos recolocar a língua...”
→ A primeira oração ("ao olharmos") expressa um sentido de tempo (Quando olharmos...) ou condição, e não de causa. Ela marca o momento ou a circunstância em que a ação de recolocar a língua deve ocorrer.
B) “...quando há cultura comum.”
→ A oração é temporal (introduzida por "quando"), mas a alternativa afirma erroneamente que ela expressa "adição". O sentido de adição é típico de conjunções como "e" ou "nem". O "quando" estabelece a circunstância de tempo necessária para que a participação plena ocorra.
D) “[...] quando se traçam fronteiras administrativas...”
→ O termo "quando" indica tempo/circunstância. Se substituíssemos por "porque", mudaríamos a relação para causa. Gramaticalmente a frase poderia até fazer sentido, mas a relação semântica (o significado da conexão) seria drasticamente alterada de momento para motivo.
E) “...para que se torne comum.”
→ A oração introduzida por "para que" é classificada como final (indica finalidade/objetivo), e não consecutiva (que indicaria consequência). O ato de se juntar e partilhar tem o propósito/objetivo de tornar algo comum.
Sempre fico em dúvida em duas e acabo marcando a errada.
C
A segunda oracao possui valor de oposicao em relacao a primeira, pois o uso de dois-pontos introduz uma ideia adversaria e contrastante ao termo barreira, caracterizando que a lingua e na verdade a porta de entrada. A opcao A erra pois a oracao indica tempo, a B falha ja que indica tempo e nao adicao, a D peca pois a troca por porque mudaria o nexo temporal para causal, a E incorre em desvio visto que a oracao e final por indicar o objetivo da acao.
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- “A língua, nesse sentido, não é uma barreira: ( mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto) é a porta de entrada.”
Mesmo que o termo de oposição esteja ocultado, é notório que a segunda oração expressa um sentido de oposição em relação à primeira.
PCBA, AD AETERNUM!
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