Questões de Concurso
Sobre meio ambiente e saúde pública em saúde pública
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I- O ser humano é apenas hospedeiro acidental dentro da cadeia de transmissão.
II- Para controlar a população de roedores, os ACE podem orientar a população durante as visitas domiciliares que as latas de lixo devem ser bem vedadas, e seu conteúdo destinado ao serviço de coleta público.
III- Como estratégia de combate, deve haver intensificação das ações de educação em saúde nessas áreas, com ênfase nas medidas de antirratização.
IV- O efetivo controle de roedores e da leptospirose, em primeira instância, independe das melhorias das condições de saneamento ambiental e de habitação.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- A vigilância malacológica é uma ação realizada pelas equipes municipais de saúde, com o intuito de realizar o levantamento de informações dos insetos vetores e sua interação com o ambiente.
II- Para o controle do Aedes aegypti, devem ser orientadas medidas para evitar a transmissão dos arbovírus, aí incluídas medidas individuais como o uso de telas e repelentes pelos pacientes durante o período de viremia, a fim de se evitar novas transmissões, em especial para os familiares e vizinhos.
III- As principais práticas para o controle de vetores são: controle biológico (uso de parasitas, patógenos, predadores naturais ou moléculas biológicas); legal (quando ocorre instituição de normas ou medidas legais); químico (utilização de inseticidas para controle de insetos de acordo com a fase – larva ou adulta – e os hábitos do vetor).
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Não cabe aos ACE atuar sobre fatores comportamentais, ou seja, orientar sobre práticas preventivas das arboviroses. Esta atuação é privativa dos Agentes Comunitários de Saúde.
II- Quanto às condições de vida e trabalho, a atuação dos ACE também envolve a análise das condições de moradia, saneamento e higiene, buscando identificar vulnerabilidades que possam favorecer a ocorrência de doenças endêmicas. Eles também podem orientar sobre a importância de hábitos saudáveis e a prevenção de riscos em ambientes de trabalho.
III- Acerca dos fatores ambientais, os ACE atuam no controle de vetores, como o Aedes aegypti, combatendo seus criadouros e melhorando as condições sanitárias do ambiente.
IV- A atuação dos ACE promove a conscientização da população sobre hábitos saudáveis, saneamento básico e prevenção de doenças, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Realização de ações de campo para pesquisa entomológica, malacológica e coleta de reservatórios de doenças.
II- Execução de ações de prevenção e controle de doenças, com a utilização de medidas de controle químico e biológico, manejo ambiental e outras ações de manejo integrado de vetores.
III- Realização de visitas domiciliares regulares e periódicas para acolhimento e acompanhamento da gestante, no pré-natal, no parto e no puerpério.
IV- Promoção de ações educativas sobre prevenção de doenças, saneamento básico e higiene pessoal, visando à mudança de hábitos e comportamentos da população.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Produzir, integrar, processar e interpretar informações, visando à disponibilizar ao SUS instrumentos para o planejamento e execução de ações relativas às atividades de promoção da saúde e de prevenção e controle de doenças relacionadas ao meio ambiente.
II- Estabelecer os principais parâmetros, atribuições, procedimentos e ações relacionados à vigilância ambiental em saúde nas diversas instâncias de competência.
III- Identificar os riscos e divulgar as informações referentes aos fatores ambientais condicionantes e determinantes das doenças e outros agravos à saúde.
IV- Intervir com ações diretas de responsabilidade do setor ou demandando para outros setores, com vistas a eliminar os principais fatores ambientais de riscos à saúde humana.
V- Visar à promoção da saúde, prevenção da morbimortalidade e redução de riscos e vulnerabilidades na população trabalhadora, e que devem ser realizadas de forma contínua e sistemática, ao longo do tempo, objetivando a detecção, conhecimento, pesquisa e análise dos fatores determinantes e condicionantes dos agravos à saúde relacionados aos processos e ambientes de trabalho.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A partir deste contexto, analise as assertivas a seguir sobre as características da Esquistossomose.
I- Está diretamente relacionada à vulnerabilidade social e às precárias condições de saneamento básico.
II- É conhecida também como xistose, barriga-d'água e doença dos caramujos.
III- O contato com água contaminada por cercárias durante atividades profissionais ou de lazer, como banhos, pescas, lavagem de roupa e louça ou plantio de culturas irrigadas, constituem riscos de se adquirir a esquistossomose.
IV- O ser humano adquire a esquistossomose por meio da penetração ativa da cercária (estágios larvais aquáticos de parasitas trematódeos, como o Schistosoma mansoni) na pele.
É CORRETO o que se afirma em:
Considerando os determinantes e condicionantes do processo saúde-doença, é correto afirmar que:
Segundo os dados mais recentes, a fonte de geração de energia que mais cresce no Brasil é a:
Observe a imagem a seguir e sua descrição.

(Fonte: https://www.metropoles.com/distrito-federal/imagensmostram-numero-desigual-de-arvores-em-bairros-ricos-e-pobresdo-df)
Em 2023, uma imagem amplamente compartilhada nas redes sociais comparava as áreas arborizadas de duas regiões de Brasília. À esquerda, aparecia Sol Nascente, uma favela com pouca ou nenhuma cobertura vegetal; à direita, o Lago Sul, bairro de alto padrão, que se destacava pela abundância de áreas verdes.
Com base na descrição da imagem feita no parágrafo anterior, analise as afirmativas a seguir sobre a segregação socioeconômica no Brasil, considerando V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s).
( ) Trata-se de uma forma de injustiça social, pois promove a separação socioespacial de determinados grupos e viola os direitos humanos ao restringir seu acesso ao saneamento básico, às áreas verdes e à moradia digna.
( ) Trata-se do resultado de políticas públicas, que, mesmo diante das evidências de que a degradação ambiental atinge todos os espaços urbanos de forma indiscriminada, negligenciam a responsabilidade de mitigar seus impactos.
( ) Trata-se de um fenômeno social que se manifesta na organização do espaço urbano, reproduzindo e intensificando desigualdades, além de impactar negativamente as condições de saúde e a qualidade de vida de populações mais vulneráveis.
A sequência correta é:
Texto 1
Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)
Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos
As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.
Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.
Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.
A doença de Chagas
A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.
Projeções preocupantes
Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.
Uma questão de saúde climática
Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]
Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]
A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.
(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)
Na passagem acima, estabelece-se uma relação entre crise ambiental e justiça social.
Da leitura do texto 1, infere-se que essa relação reside no fato de que:
Texto 1
Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)
Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos
As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.
Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.
Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.
A doença de Chagas
A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.
Projeções preocupantes
Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.
Uma questão de saúde climática
Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]
Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]
A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.
(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)
De acordo com o texto 1, um benefício potencial da pesquisa relatada é a possibilidade de:
Texto 1
Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)
Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos
As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.
Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.
Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.
A doença de Chagas
A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.
Projeções preocupantes
Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.
Uma questão de saúde climática
Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]
Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]
A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.
(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)
A combinação de fatores associada à possível emergência desse problema está corretamente descrita, de acordo com o texto 1, na seguinte alternativa: