Questões de Concurso
Sobre meio ambiente e saúde pública em saúde pública
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Assinale a alternativa correta em relação ao assunto.
1. Contato com a água contaminada.
2. Existência do caramujo transmissor.
3. Fazer tarefas domésticas em águas contaminadas, como lavar roupas.
4. Morar em regiões onde não há água potável.
5. Morar em região onde há falta de saneamento básico.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Sobre a Dengue, é correto afirmar:
É função da Vigilância Ambiental:
( ) A higienização é feita obedecendo a duas etapas: limpeza e sanitização.
( ) Na etapa de limpeza, é feita a remoção dos resíduos orgânicos e minerais presentes nas superfícies.
( ) Na sanitização, é feita a redução da carga microbiana em níveis satisfatórios, não ocorrendo, no entanto, a eliminação dos micro-organismos patogênicos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Assinale a opção que contém uma doença transmitida pela via feco-oral, relacionada com a água, e que pode ser causada pela ineficiência de serviços de saneamento básico.
Por Que o Câncer de Pulmão Deixou de Ser Apenas "Coisa de Fumante"
O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, tem apresentado um perfil de pacientes em transformação nas últimas décadas. Hoje, a doença afeta mais mulheres, pessoas mais jovens e também aquelas que nunca fumaram, revelando novos fatores de risco que ultrapassam o hábito de fumar o cigarro comum. Entre eles, destacam-se o uso crescente de cigarros eletrônicos e a exposição à poluição.
Os dispositivos eletrônicos, cada vez mais comuns especialmente entre jovens, liberam aerossóis com múltiplas substâncias potencialmente tóxicas. Estudos recentes identificaram, inclusive, níveis elevados de metais pesados e outras toxinas em dispositivos descartáveis, o que preocupa especialistas e órgãos de vigilância sanitária, dada a falta de padronização e controle desses produtos, cuja venda é proibida no Brasil.
Outro fator que ajuda a explicar o surgimento do câncer de pulmão em não fumantes é a poluição atmosférica, sobretudo as partículas finas e poluentes provenientes do tráfego de veículos automotores. Pesquisas europeias mostraram uma associação consistente entre a exposição crônica a esses poluentes e o aumento da incidência de câncer de pulmão, efeito que também é observado entre pessoas que nunca fumaram, tema abordado em artigo publicado neste espaço em 2023.
Do ponto de vista clínico e de saúde pública, compreender esse novo perfil do câncer de pulmão leva a duas prioridades: a necessidade de ampliar as políticas de controle do tabaco para incluir dispositivos eletrônicos, com regulamentações e fiscalizações mais rigorosas, e a integração da qualidade do ar e da exposição ocupacional nas estratégias de prevenção, por meio do monitoramento ambiental e de ações para reduzir emissões em áreas urbanas. Essas iniciativas têm o potencial de proteger populações inteiras e reduzir a carga da doença a médio prazo.
Apesar da mudança no perfil epidemiológico, vale destacar que o câncer de pulmão ainda é, em grande parte, evitável. A combinação entre tabagismo tradicional, novos produtos eletrônicos e poluição do ar explica a evolução da doença, reforçando a urgência de ações coordenadas para frear essa tendência e proteger as gerações futuras.
Em escala global, o câncer de pulmão segue com índices alarmantes. Estimativas mais recentes indicam que esse número já chegou a 2,5 milhões de novos casos anuais, um avanço que evidencia a magnitude do problema no mundo.
No Brasil, as projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para este ano apontam para mais de 32 mil novos diagnósticos. A distribuição por sexo e região revela desigualdades importantes e reforça a necessidade de tratar a doença como uma prioridade estratégica de saúde pública, para um dos tumores mais incidentes no país.
https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/por-que-o-cancer-de-pulmao -deixou-de-ser-apenas-coisa-de-fumante/
Por Que o Câncer de Pulmão Deixou de Ser Apenas "Coisa de Fumante"
O câncer de pulmão, tradicionalmente associado ao tabagismo, tem apresentado um perfil de pacientes em transformação nas últimas décadas. Hoje, a doença afeta mais mulheres, pessoas mais jovens e também aquelas que nunca fumaram, revelando novos fatores de risco que ultrapassam o hábito de fumar o cigarro comum. Entre eles, destacam-se o uso crescente de cigarros eletrônicos e a exposição à poluição.
Os dispositivos eletrônicos, cada vez mais comuns especialmente entre jovens, liberam aerossóis com múltiplas substâncias potencialmente tóxicas. Estudos recentes identificaram, inclusive, níveis elevados de metais pesados e outras toxinas em dispositivos descartáveis, o que preocupa especialistas e órgãos de vigilância sanitária, dada a falta de padronização e controle desses produtos, cuja venda é proibida no Brasil.
Outro fator que ajuda a explicar o surgimento do câncer de pulmão em não fumantes é a poluição atmosférica, sobretudo as partículas finas e poluentes provenientes do tráfego de veículos automotores. Pesquisas europeias mostraram uma associação consistente entre a exposição crônica a esses poluentes e o aumento da incidência de câncer de pulmão, efeito que também é observado entre pessoas que nunca fumaram, tema abordado em artigo publicado neste espaço em 2023.
Do ponto de vista clínico e de saúde pública, compreender esse novo perfil do câncer de pulmão leva a duas prioridades: a necessidade de ampliar as políticas de controle do tabaco para incluir dispositivos eletrônicos, com regulamentações e fiscalizações mais rigorosas, e a integração da qualidade do ar e da exposição ocupacional nas estratégias de prevenção, por meio do monitoramento ambiental e de ações para reduzir emissões em áreas urbanas. Essas iniciativas têm o potencial de proteger populações inteiras e reduzir a carga da doença a médio prazo.
Apesar da mudança no perfil epidemiológico, vale destacar que o câncer de pulmão ainda é, em grande parte, evitável. A combinação entre tabagismo tradicional, novos produtos eletrônicos e poluição do ar explica a evolução da doença, reforçando a urgência de ações coordenadas para frear essa tendência e proteger as gerações futuras.
Em escala global, o câncer de pulmão segue com índices alarmantes. Estimativas mais recentes indicam que esse número já chegou a 2,5 milhões de novos casos anuais, um avanço que evidencia a magnitude do problema no mundo.
No Brasil, as projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para este ano apontam para mais de 32 mil novos diagnósticos. A distribuição por sexo e região revela desigualdades importantes e reforça a necessidade de tratar a doença como uma prioridade estratégica de saúde pública, para um dos tumores mais incidentes no país.
https://forbes.com.br/forbessaude/2025/08/por-que-o-cancer-de-pulmao -deixou-de-ser-apenas-coisa-de-fumante/
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que corresponde a uma medida preventiva que interrompe o ciclo de vida do mosquito.
( ) O uso de mosquiteiros impregnados com inseticida de longa duração é considerado uma medida ineficaz e não deve ser recomendado pelo ACS.
( ) O ACS deve orientar a comunidade sobre a importância da limpeza das margens dos criadouros e pequenas obras de saneamento, como drenagem e aterro.
( ) A borrifação residual intradomiciliar é uma das medidas coletivas recomendadas para controle do vetor da malária.