Questões de Concurso Sobre psiquiatria clínica em psiquiatria

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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: EBSERH Prova: FGV - 2026 - EBSERH - Grupo - Psiquiatria |
Q3965690 Psiquiatria
Com relação à diferenciação entre transtorno neurocognitivo maior, transtorno amnésico e outros transtornos cognitivos, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3947670 Psiquiatria
Idosa de 78 anos, hospitalizada por pneumonia, desenvolve confusão mental flutuante, desorientação e alucinações visuais. Familiares relatam que ela estava cognitivamente preservada antes da internação. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável nesse caso.
Alternativas
Q3947667 Psiquiatria
O sistema multiaxial do DSM foi modificado no DSM-5. Assinale a alternativa que apresenta como são organizadas as informações diagnósticas atualmente.
Alternativas
Q3947663 Psiquiatria
Durante o exame do estado mental, a avaliação da orientação temporal, espacial e autopsíquica constitui componente fundamental. Qual das seguintes alternativas caracteriza corretamente a orientação autopsíquica? 
Alternativas
Q3946605 Psiquiatria
Caso hipotético: paciente de 19 anos, previamente hígido e que não tem histórico de uso de substâncias ou doenças clínicas, com exames normais feitos 3 meses antes, tendo apenas história familiar positiva para esquizofrenia (irmão e tio paterno), passou a ficar mais isolado em seu quarto, comendo e se comunicando menos, com alguns solilóquios e em alguns momentos tendo discurso desorganizado. No momento da consulta, durante exame físico, o médico percebe que o paciente está com diversas lesões de pele e, ao ser questionado, ele verbaliza que está percebendo fibras saindo de sua pele, principalmente dos braços, e que estava arrancando todas. É CORRETO afirmar que esse tipo de delírio e o epônimo que comumente é associado a ele são, respectivamente: 
Alternativas
Q3946602 Psiquiatria
A síndrome de Tourette está presente na classificação do DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª Edição, Texto Revisado) dentro das síndromes de Tique. É bastante incômoda e incapacitante para o paciente por apresentar múltiplos tiques motores e pelo menos um tique vocal, os quais persistem por mais de um ano. Há também um corte de idade que precisa ser respeitado neste diagnóstico. É CORRETO afirmar que a síndrome de Tourette só pode ser diagnosticada nos pacientes que tiveram sintomas antes dos:
Alternativas
Q3946600 Psiquiatria
Segundo o DSM-5-TR (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª Edição, Texto Revisado), um dos transtornos adaptativos que não é tão comum em nossa prática diária é o transtorno do luto prolongado (CID-10 F43.8). Esse tem como primeiro definidor a morte da pessoa próxima ter acontecido há pelo menos 12 meses, mas salvaguardando uma exceção, que é:
Alternativas
Q3936295 Psiquiatria
Uma paciente adolescente, em primeira consulta, mostra-se tímida e com atitude reservada, demonstrando desconforto em fazer revelações sobre si mesma. Na fase inicial da entrevista de pacientes com esse perfil são estratégias indicadas:
Alternativas
Q3936288 Psiquiatria
Em relação aos quadros de dependência de internet e tecnologias, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3936275 Psiquiatria

Homem de 45 anos faz acompanhamento com clínico geral em posto de saúde por dislipidemia e diabetes, estando em uso de sinvastatina e metformina, respectivamente, com bom controle. É paciente com precária situação financeira; tem dieta saudável, mas é sedentário; não fuma e toma bebida alcoólica moderadamente uma vez na semana. O paciente diz estar um pouco mais triste que o habitual há um mês, por sentir falta de seu único filho que passou no vestibular e se mudou de cidade. Ao mesmo tempo, demora uma a duas horas para dormir, pensando se o filho está bem, e acaba acordando mais tarde que o habitual, além de cochilar uma hora após almoço. Nega outras preocupações excessivas. Tem trabalhado normalmente, mas às vezes se distrai pensando no filho. Notou que tem comido mais que o habitual, mas não sabe se ganhou peso. Ficou um pouco mais desanimado nesse período de um mês. Ao chegar em casa do trabalho e não ver o filho, fica com "preguiça" e só quer ficar no sofá vendo TV. Por outro lado, ainda sai de casa e consegue desfrutar de eventos sociais e atividades de lazer. Nega pensamentos de morte, de culpa ou de menos valia.


Qual a postura e orientação terapêutica mais adequadas do médico para esse paciente?

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Q3936274 Psiquiatria
Mulher divorciada de 57 anos tem usado alprazolam (1 mg, 3 a 4 vezes/dia) há muitos anos (> 20 anos) para evitar “preocupações constantes”, principalmente quanto ao que acontecerá em sua vida. A paciente tem forte autocobrança, insegurança e insiste em dizer que “não se sente inteira ou completa” sem ter um relacionamento. Embora nunca tenha tentado suicídio, a paciente sempre se sentia como se não valesse a pena viver sozinha e achava insuportáveis seus estados emocionais negativos. São diagnósticos prováveis para esse caso:
Alternativas
Q3936264 Psiquiatria
O diagnóstico em Psiquiatria é tema recorrente de discussões e polêmicas e permanece em constante evolução. Assinale a alternativa correta em relação aos diagnósticos dos transtornos mentais e comportamentais.
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Q3936259 Psiquiatria

Um paciente de 45 anos apresenta-se em consulta relatando que faz tratamento psiquiátrico há anos por um quadro depressivo sem ter resolução sintomática. Disse ter passado por diferentes médicos e utilizado diferentes antidepressivos, com os quais obteve alívio parcial e temporário dos sintomas, mas com efeitos colaterais ou piora concomitante de outros sintomas. Atualmente está em uso de vortioxetina 20 mg/dia e brexpiprazol 2 mg/dia, e, embora reconheça algum benefício, ainda relata vários sintomas como irritabilidade, inquietação, esquecimentos, falta de atenção e inapetência. Traz consigo um laudo de avaliação farmacogenética, pedido por clínico geral, relata ter visto que o laudo aponta que teria resposta satisfatória à bupropiona, medicação que só se lembra de ter usado por pouco tempo em 150 mg/dia, associada a outros antidepressivos, mas sem se recordar ao certo da resposta.


A melhor conduta a ser tomada a respeito desse caso é

Alternativas
Q3936254 Psiquiatria

Analise os dois casos clínicos a seguir:


CASO 1 - Mulher de 35 anos com queixa de “problemas com vômitos” há 5 anos, quando começou a fazer dietas, apesar de um IMC normal. Aos 26 anos, após terminar a faculdade, começou a comer demais no contexto de exigências ocupacionais e sociais. Um ganho de 6,5 kg em um ano fez com que começasse a pular refeições, muitas vezes comendo exageradamente no final da tarde e à noite. Os episódios de ingestão demasiada de alimentos se intensificaram com o passar dos anos, tanto em frequência quanto em volume de alimentos, e a paciente se sentia cada vez mais sem controle. Preocupada em ter ganho de peso, começou a induzir vômito, uma prática que aprendera na internet. O padrão se enraizou: restrição alimentar pela manhã, seguida por compulsão alimentar e, então, vômitos autoinduzidos. Por muito tempo, escondeu esses comportamentos, até do terapeuta com quem se consultava há alguns meses. Apresentava-se bem nutrida, com afeto triste, mas cooperativa e com insight preservado.


CASO 2 – Mulher, 32 anos, consultou com clínico geral com queixa de cefaleias frequentes e fadiga crônica. O exame físico não revelou nada de interesse, exceto IMC de 14,5 kg/m². Preocupado com seu peso, o médico encaminhou-a a um psiquiatra. Durante a consulta para avaliação psiquiátrica, a paciente estava cooperativa e calma. Manifestou preocupação em relação ao baixo peso e negou medo de ganho de peso ou perturbação da imagem corporal: “Sei que preciso ganhar peso. Estou magra demais”, afirmou. Apesar da aparente motivação para corrigir sua desnutrição, o diário alimentar revelou que ela consumia apenas 600 calorias por dia, o que justificava por falta de apetite, inchaço e sintomas gastrointestinais vagos. Diz que caminhava todo dia, além de alternar dias de subir escadas e correr por cerca de uma hora e nega que fosse para perder calorias, mas para manter-se saudável já que o avô havia infartado aos 65 anos. A família já vinha alertando sobre seu baixo peso, chegou a fazer uma consulta com endocrinologista há alguns meses, mas não seguiu acompanhamento. Parecia eutímica, mas com afeto ligeiramente aplainado.


Considerando esses dois casos clínicos, assinale a alternativa correta.

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Q3936244 Psiquiatria

Um universitário solteiro de 22 anos é hospitalizado após um acidente de carro em que fraturou o fêmur direito. Uma jovem médica foi designada para acompanhá-lo, mas, quando ela entra no quarto e se apresenta, o paciente diz: “Nem pensar! Não vou deixar que uma médica recém-formada toque em mim – preciso de alguém com muito mais experiência do que você”.


Qual das seguintes afirmações por parte dessa médica provavelmente fará a entrevista com esse paciente ser bem-sucedida?

Alternativas
Q3936241 Psiquiatria

Mulher de 40 anos está internada em hospital geral por estar, há 3 dias, sem se alimentar e sem contactuar com familiares. O marido conta que há 4 meses a paciente veio gradualmente perdendo o ânimo para fazer atividades prazerosas de sua rotina, como praticar exercícios e cozinhar. Tinha dificuldade para iniciar o sono na maior parte das noites, e o sono estava fragmentado. Queixava-se de muita preguiça, demora para levantar da cama todas as manhãs e procrastinação nas tarefas do dia a dia, já relatando prejuízos no trabalho e na sua organização caseira. Sentia-se triste e chorosa facilmente. Nos últimos 30 dias, o quadro se agravou progressivamente: há uma semana, começou a repetir as frases ou últimas palavras das pessoas, ficava com olhar parado e permanecia várias horas sentada no sofá sem reação. Às vezes, fazia algum movimento repetitivo ou despropositado. Em seguida, passou a se negar a tomar banho, trocar de roupa, chegando ao quadro atual em que não se move, nem come ou toma líquidos.


Em relação a esse caso clínico, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3936240 Psiquiatria
A respeito dos casos clínicos de manejo de crises com vivências emocionais intensas ou catástrofes recém-vivenciadas por pacientes, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3936238 Psiquiatria

Mulher de 35 anos é secretária, está casada há 5 anos e tem um filho de 2,5 anos. Ela chora em consulta de rotina com clínico geral, contando que tinha perdido sua mãe por infecção por influenza há 2 meses. Veio acompanhada de uma irmã e estava afastada das funções trabalhistas desde a perda da mãe, período no qual tem estado triste e com momentos de raiva a maior parte do tempo. Apresenta-se em estado de profunda dor, choque e raiva: “... só estou aqui porque minha irmã insistiu. Prefiro ficar em casa”. A maior parte da consulta apresenta-se apática ou chorando. Sente-se ultrajada e injustiçada por ter perdido sua mãe, acredita que perdeu tudo na vida e que, pelo bem de seu filho, seria melhor ela morrer logo para se juntar à mãe, chegando a pedir ao marido que saísse de casa, levando consigo o filho. Passa a maior parte dos dias na casa dos pais no quarto deles, deitada na cama da mãe vendo fotos e pertences pessoais dela. O sono e o apetite se desregularam e não está conseguindo mais experienciar prazer em suas atividades cotidianas.


Sobre esse caso e as reações de luto conforme o DSM-5-TR, é correto afirmar que

Alternativas
Q3936236 Psiquiatria
Jovem de 16 anos, sexo feminino, vem à consulta trazida pela mãe devido a início, há 3 meses, de comportamento repetitivo de automutilações superficiais nos braços (com as unhas e com gilete). A paciente refere ter sido sempre preocupada em não decepcionar os pais e amigos. Diante de falhas e queda no desempenho escolar, culpa-se e fica triste pensando ser incompetente. Muitas vezes tem crises de ansiedade durante provas na escola e, por vezes, necessita ir embora para casa. Em relação ao caso descrito e quanto à avaliação de tristeza e comportamento suicida geral na adolescência, é correto afirmar que
Alternativas
Q3936228 Psiquiatria

Adolescente de 15 anos, afastada da escola desde o oitavo ano e morando com avó paterna, é encaminhada ao serviço de psiquiatria por apresentar episódios de autoagressividade (cortes no braço com gilete). A paciente apresenta desde os primeiros anos do ensino fundamental dificuldades sociais e acadêmicas – não tinha amigos e mostrava demora em executar as tarefas e responder o que era solicitado, segundo a própria paciente. Diz ter sofrido bullying e, por isso, não quer voltar à escola. De acordo com a avó, houve agravamento progressivo dos comportamentos autolesivos, incialmente frente tentativas de reinserção escolar, até chegar a tentativas de suicídio (com faca e atirando-se do alto da escada). Os pais são divorciados desde o nascimento da paciente. Após vários episódios de brigas entre filha e mãe, esta delegou os cuidados à avó paterna há oito anos. O pai da paciente a vê esporadicamente, mas tem outra família e não passa muito tempo com a filha. A paciente refere sensação de vazio crônico, insatisfação com o corpo e atitudes agressivas impulsivas frente a rejeição de familiares e colegas. Mostra-se com humor irritável e atitude hostil especialmente quando a avó está presente. Já foi anteriormente medicada com venlafaxina 37,5 mg/dia por outro psiquiatra, sem resposta adequada.


A respeito desse caso, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Respostas
281: D
282: C
283: E
284: D
285: B
286: B
287: E
288: A
289: A
290: A
291: A
292: E
293: C
294: B
295: C
296: B
297: C
298: A
299: E
300: C