Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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I - O professor foi elemento essencial para a ampliação do campo da História ensinada, pois incorporou em suas práticas sujeitos e problemas ligados à renovação historiográfica que não eram contemplados pelos livros didáticos.
II - O ensino de História deixou de depender exclusivamente dos manuais e programas tradicionais, desde que o professor passou a utilizar diferentes tipos de fonte como parte da metodologia de ensino-aprendizagem.
III - O livro didático, que se manteve hegemônico como instrumento de trabalho do professor, incorporou novos temas e problemas, funcionando como o principal elemento da ampliação do campo da história ensinada.
Estão corretas as afirmações:
“O espaço acadêmico como produtor de história, formador dos profissionais encarregados de ensiná-la, frequentemente associado aos interesses do capital, alia-se à indústria cultural, que paulatinamente participa do debate acadêmico e aponta rumos para a história/mercadoria ali produzida. A indústria editorial brasileira é modernizada, nesse período, graças aos incentivos financeiros estatais e à massificação do ensino. O livro didático torna-se uma das mercadorias mais vendidas e assume a forma do currículo e do saber em nossas escolas. As editoras acompanham e participam das transformações na pesquisa historiográfica acadêmica e no ensino de 1º e 2º graus, renovando os tradicionais livros didáticos de história e por meio dos lançamentos dos livros chamados paradidáticos.”
Selva Guimarães, Caminhos da História Ensinada, 13ª Ed. Campinas-SP, 2012, p.160.
“A familiaridade com o uso do livro didático faz que seja fácil identificá-lo e estabelecer distinções entre ele e os demais livros. Entretanto, trata-se de objeto cultural de difícil definição, por ser obra bastante complexa, que se caracteriza pela interferência de vários sujeitos em sua produção, circulação e consumo. Possui ou pode assumir funções diferentes, dependendo das condições, do lugar e do momento em que é produzido e utilizado nas diferentes situações escolares. É um objeto de ‘múltiplas facetas’, e para sua elaboração e uso existem múltiplas interferências.
Como produto cultural fabricado por técnicos que determinam seus aspectos materiais, o livro didático caracteriza-se, nessa dimensão material, por ser uma mercadoria ligada ao mundo editorial e à lógica da indústria editorial e à lógica da indústria cultural do sistema capitalista. CONCURSO PROFEM 2022 Constitui também um suporte de conhecimentos escolares propostos pelos currículos educacionais. Essa característica faz que o Estado esteja sempre presente na existência do livro didático: interfere indiretamente na elaboração dos conteúdos escolares veiculados por ele e posteriormente estabelece critérios para avaliá-lo, seguindo, na maior parte das vezes, os pressupostos dos currículos escolares institucionais. Como os conteúdos propostos pelos currículos são expressos pelos textos didáticos, o livro torna-se um instrumento fundamental na própria constituição dos saberes escolares.”
Circe Bittencourt, Ensino de História. Fundamentos e métodos. 4ª Edição (1ª Ed. 2004), São Paulo: Cortez, 2011. p. 301-302.
“O espaço acadêmico como produtor de história, formador dos profissionais encarregados de ensiná-la, frequentemente associado aos interesses do capital, alia-se à indústria cultural, que paulatinamente participa do debate acadêmico e aponta rumos para a história/mercadoria ali produzida. A indústria editorial brasileira é modernizada, nesse período, graças aos incentivos financeiros estatais e à massificação do ensino. O livro didático torna-se uma das mercadorias mais vendidas e assume a forma do currículo e do saber em nossas escolas. As editoras acompanham e participam das transformações na pesquisa historiográfica acadêmica e no ensino de 1º e 2º graus, renovando os tradicionais livros didáticos de história e por meio dos lançamentos dos livros chamados paradidáticos.”
Selva Guimarães, Caminhos da História Ensinada, 13ª Ed. Campinas-SP, 2012, p.160.
“A familiaridade com o uso do livro didático faz que seja fácil identificá-lo e estabelecer distinções entre ele e os demais livros. Entretanto, trata-se de objeto cultural de difícil definição, por ser obra bastante complexa, que se caracteriza pela interferência de vários sujeitos em sua produção, circulação e consumo. Possui ou pode assumir funções diferentes, dependendo das condições, do lugar e do momento em que é produzido e utilizado nas diferentes situações escolares. É um objeto de ‘múltiplas facetas’, e para sua elaboração e uso existem múltiplas interferências.
Como produto cultural fabricado por técnicos que determinam seus aspectos materiais, o livro didático caracteriza-se, nessa dimensão material, por ser uma mercadoria ligada ao mundo editorial e à lógica da indústria editorial e à lógica da indústria cultural do sistema capitalista. CONCURSO PROFEM 2022 Constitui também um suporte de conhecimentos escolares propostos pelos currículos educacionais. Essa característica faz que o Estado esteja sempre presente na existência do livro didático: interfere indiretamente na elaboração dos conteúdos escolares veiculados por ele e posteriormente estabelece critérios para avaliá-lo, seguindo, na maior parte das vezes, os pressupostos dos currículos escolares institucionais. Como os conteúdos propostos pelos currículos são expressos pelos textos didáticos, o livro torna-se um instrumento fundamental na própria constituição dos saberes escolares.”
Circe Bittencourt, Ensino de História. Fundamentos e métodos. 4ª Edição (1ª Ed. 2004), São Paulo: Cortez, 2011. p. 301-302.
“O espaço acadêmico como produtor de história, formador dos profissionais encarregados de ensiná-la, frequentemente associado aos interesses do capital, alia-se à indústria cultural, que paulatinamente participa do debate acadêmico e aponta rumos para a história/mercadoria ali produzida. A indústria editorial brasileira é modernizada, nesse período, graças aos incentivos financeiros estatais e à massificação do ensino. O livro didático torna-se uma das mercadorias mais vendidas e assume a forma do currículo e do saber em nossas escolas. As editoras acompanham e participam das transformações na pesquisa historiográfica acadêmica e no ensino de 1º e 2º graus, renovando os tradicionais livros didáticos de história e por meio dos lançamentos dos livros chamados paradidáticos.”
Selva Guimarães, Caminhos da História Ensinada, 13ª Ed. Campinas-SP, 2012, p.160.
“A familiaridade com o uso do livro didático faz que seja fácil identificá-lo e estabelecer distinções entre ele e os demais livros. Entretanto, trata-se de objeto cultural de difícil definição, por ser obra bastante complexa, que se caracteriza pela interferência de vários sujeitos em sua produção, circulação e consumo. Possui ou pode assumir funções diferentes, dependendo das condições, do lugar e do momento em que é produzido e utilizado nas diferentes situações escolares. É um objeto de ‘múltiplas facetas’, e para sua elaboração e uso existem múltiplas interferências.
Como produto cultural fabricado por técnicos que determinam seus aspectos materiais, o livro didático caracteriza-se, nessa dimensão material, por ser uma mercadoria ligada ao mundo editorial e à lógica da indústria editorial e à lógica da indústria cultural do sistema capitalista. CONCURSO PROFEM 2022 Constitui também um suporte de conhecimentos escolares propostos pelos currículos educacionais. Essa característica faz que o Estado esteja sempre presente na existência do livro didático: interfere indiretamente na elaboração dos conteúdos escolares veiculados por ele e posteriormente estabelece critérios para avaliá-lo, seguindo, na maior parte das vezes, os pressupostos dos currículos escolares institucionais. Como os conteúdos propostos pelos currículos são expressos pelos textos didáticos, o livro torna-se um instrumento fundamental na própria constituição dos saberes escolares.”
Circe Bittencourt, Ensino de História. Fundamentos e métodos. 4ª Edição (1ª Ed. 2004), São Paulo: Cortez, 2011. p. 301-302.
Assinale a alternativa correta:
De acordo com currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Blumenau (2021), no ensino de História, o processo de apreensão do conhecimento deve primar para o desenvolvimento__________ e para a resolução de__________, e não se ater na mera transmissão de saberes e informações.
Assinale a alternativa que preenche as lacunas corretamente:
Sobre o ensino de História, analise as afirmativas abaixo:
I.O ensino de História vem passando por alterações ao longo do tempo, sendo cada vez mais notório o protagonismo dos professores no processo de construção do conhecimento dos alunos.
II.O estudante, enquanto sujeito da história e da cultura, traz consigo vivências e experiências que devem ser consideradas pelos professores.
III.Para se pensar o ensino de História, é fundamental considerar a utilização de diferentes fontes e tipos de documento.
Está (ão) CORRETA (S) a (s) seguinte (s) proposição (ões):
Sobre a utilização de fontes históricas no ensino de História, analise as assertivas abaixo:
I.Estimulam o pensamento e são capazes de facilitar a compreensão da relação tempo e espaço e das relações sociais que os geraram.
II.Possibilitam que docentes e discentes desempenhem o papel de agentes do processo de ensino e aprendizagem, assumindo, ambos, uma "atitude historiadora" diante dos conteúdos propostos.
III.A utilização das fontes históricas está direcionada apenas aos docentes dos anos finais do Ensino Fundamental.
Está (ão) CORRETA (S) a (s) seguinte (s) proposição (ões):
O ensino de História no currículo vem passando, ao longo do tempo, por reflexões e sendo cada vez mais permeado pelo desenvolvimento do protagonismo dos estudantes no processo de apropriação e aquisição de novos conhecimentos.
A partir desse entendimento, como podemos identificar o estudante:
O professor de História do 9º ano decidiu discutir alguns aspectos da Segunda Guerra Mundial com seus alunos, adotando em seu plano de aula partes do livro O diário de Anne Frank. A referida obra é um relato de uma adolescente judia sobre os horrores que ela, sua família e outros judeus enfrentaram, enquanto viviam escondidos dos nazistas em Amsterdã, na Holanda. A respeito da utilização desse recurso didático nas aulas sobre a Segunda Guerra Mundial, escreva V ou F conforme seja verdadeiro ou falso, o que se afirma nos itens abaixo:
(__)O uso desse material permite ao professor descrever e contextualizar o processo de emergência do nazismo e as práticas de extermínio, como o holocausto.
(__)É possível discutir os princípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos.
(__)O professor poderá desenvolver com os estudantes diálogos entre grupos sociais e culturas distintas.
(__)É possível o professor identificar com os alunos os contextos da Segunda Guerra Mundial, a partir da invasão da Holanda pelas tropas alemãs durante a "Primavera de Praga".
A sequência CORRETA é:
Sobre o patrimônio cultural, no ensino de História, analise as afirmativas abaixo e marque (V) para Verdadeiro e (F) para Falso:
( ) Os estudos realizados por professores de história e seus alunos que tem o patrimônio cultural como recurso pedagógico só podem ser realizados em cidades históricas, ou seja lugares com monumentos históricos consagrados. ( ) O professor deve incentivar os alunos a explorar historicamente qualquer “lugar”. direcionando o olhar do aluno, levando-o a compreender o que são fontes históricas não escritas: as construções, os telhados das casas, o planejamento urbano, entre outros, demonstrando que as marcas do passado são fontes históricas que se transformam em material de estudo. ( ) O professor deve refletir, juntamente com os alunos, como se constituem os patrimônios, observando que o processo de preservação do patrimônio não é neutro, uma vez que os bens preservados representam determinados grupos e interesses sociais em detrimento de outros. ( ) Para as aulas de história somente podem ser utilizados os patrimônios culturais materiais (monumentos, construções, praças, igrejas, terreiros, casas de moradia, fotografias, imagens de santos, objetos de cerâmica, madeira, pedra, tecido ou ferro).
A sequência correta é:
Sobre o uso de imagens, independente da origem destas, assinale a alternativa que indica um tratamento metodológico inadequado para acervos iconográficos:
(...) Decoreba: Esse é o método de ensino Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino Não aprendo as causas e consequências só decoro os fatos Desse jeito até história fica chato (...) (Estudo Errado. Gabriel O Pensador. Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/gabriel-pensador/estudo-errado.html>. data de acesso: 21/08/2020).
A música Estudo Errado, de Gabriel O Pensador, descreve uma abordagem pedagógica tradicional, aplicada ao ensino de história, que tem por características:
I. A aprendizagem equivale à memorização de informações isoladas sobre o passado. Preocupação com o estudo dos fatos, neutralidade do historiador e da explicação histórica. II. Valorização do papel criativo desempenhado pelos alunos. O aluno é sujeito de seu próprio conhecimento histórico. III. O professor é responsável pela intermediação entre o aluno e o percurso para a produção do conhecimento histórico. Aquisição da capacidade de análise da relação presente-passado. IV. História narrativa e descritiva. Conteúdo selecionado com base em visões “oficiais” da História. Ênfase na história como produto da ação dos heróis. Valorização das datas comemorativas.
Está CORRETO o que se afirma em:
O pensar historicamente é fundamental para que os alunos tenham a capacidade de conceber diferentes modos de viver. O anacronismo, compreendido como o grande pecado do historiador, tem uma relação diferente com o ensino de História, pois