Questões de Concurso
Sobre paulo freire em pedagogia
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Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas acima.
A respeito da relação professor-aluno no processo de ensino-aprendizagem, julgue o item subsequente.
A teoria freireana aponta o diálogo como uma postura
necessária à relação professor-aluno e ao processo de
ensino-aprendizagem.
Diferentes autores abordaram a relação entre docência e pesquisa ao longo de suas obras. Dentre eles, podemos citar Donald Schõn, Kenneth Zeichner, Paulo Freire e António Nóvoa.
Analise os posicionamentos expressos na coluna da direita e associe-os aos respectivos autores.
(1) Donald Schõn
(2) Kenneth Zeichner
(3) Paulo Freire
(4) Antonio Nóvoa
( ) “Fala-se hoje, com insistência, no professor pesquisador. No meu entender o que há de pesquisador no professor não é uma qualidade ou uma forma de ser ou atuar que se acrescente à de ensinar. Faz parte da natureza da prática docente a indagação, a busca, a pesquisa. O de que se precisa é que, em sua formação permanente, o professor se perceba e se assuma porque professor, como pesquisador” (1996, p. 32).
( ) “Um professor reflexivo tem a tarefa de encorajar e reconhecer, e mesmo de dar valor à confusão dos seus alunos. Mas também faz parte das suas incumbências encorajar e dar valor à sua própria confusão. Se prestar a devida atenção ao que as crianças fazem [...], então o professor também ficará confuso. E se não ficar, jamais poderá reconhecer o problema que necessita de explicação” (1997, p. 85).
( ) “Há um ponto que quero que fique muito claro: com o termo ensino reflexivo não pretendo dizer que os professores devem refletir apenas sobre o modo como aplicam nas suas salas de aula as teorias geradas noutros sítios. Aquilo de que falo é de os professores criticarem e desenvolverem as suas teorias práticas à medida que refletem sozinhos e em conjunto na ação e sobre ela, acerca de seu ensino e das condições sociais que modelam as suas experiências de ensino” (1993, p. 22).
( ) “O professor pesquisador é aquele que pesquisa ou que reflete sobre a sua prática. Portanto, aqui estamos dentro do paradigma do professor reflexivo. É evidente que podemos encontrar dezenas de textos para explicar a diferença entre esses conceitos, mas creio que, no fundo, no fundo, eles fazem parte de um mesmo movimento de preocupação com um professor que é um professor indagador, que é um professor que assume a sua própria realidade escolar como um objeto de pesquisa, como objeto de reflexão, como objeto de análise (2001, s/p).
A ordem CORRETA de associação, de cima para baixo, é:
Leia o excerto.
Transformar a experiência educativa em puro treinamento técnico é amesquinhar o que há de fundamentalmente humano no exercício educativo: o seu caráter formador. Se se respeita a natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra,1996. p. 33.
O processo formativo, como parte da educação, que está além do ensino de conteúdos, diz respeito à atuação de todos os agentes educativos que trabalham na escola. Esse processo se refere, fundamentalmente, a uma formação
A respeito do papel que deve ser desempenhado pelo professor de Língua Portuguesa, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) As práticas de letramento têm a ver com o desenvolvimento de habilidades de uso competente da leitura e da escrita em práticas sociais.
( ) Espera-se que o professor de Língua Portuguesa seja um educador a partir da visão “bancária” proposta por Paulo Freire.
( ) Na visão sócio-histórica de Vygotsky, a sala de aula é o local da sistematização de conhecimentos e o professor é o mediador.
( ) A elaboração didática proposta por Haltè aplica a teoria da transposição didática, que é o fato de transpor o conhecimento científico para o conhecimento aplicável, ou seja, o conhecimento que será ensinado aos alunos.
( ) A alfabetização pode ser entendida como a aquisição do sistema convencional de escrita, de modo que o aluno consiga ler e escrever.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de cima para baixo:
Leia o trecho abaixo.
(...) As escolas não são espaços exclusivos para o puro aprender e para o puro ensinar. São locais nos quais se estabelecem vínculos e se criam expectativas e sentimentos. Ou seja, ensinar não pode ser constituído por um simples repassar ou transmitir conhecimentos. O próprio processo de conhecer exige percepção das relações com objetos e com pessoas.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários á prática educativa, p. 13. São Paulo: Editora Paz e Terra, 1996.
Esse pensamento educacional se vincula à ideia de uma
escola
Paulo Freire, em sua obra mais conhecida, Pedagogia do Oprimido, afirma que “quanto mais analisamos as relações educador-educandos na escola, em qualquer de seus níveis (ou fora dela), parece que mais nos podemos convencer de que essas relações apresentam um caráter especial e marcante – o de serem relações fundamentalmente narradoras, dissertadoras”. (FREIRE, 1987, pág. 57)
O autor afirma que a narração de que o educador é o sujeito que conduz o educando à memorização mecânica e os transforma em vasilhas. “Quanto mais vá enchendo os recipientes com seus depósitos, tanto melhor o educador será. Quanto mais se deixem docilmente encher, tanto melhores educandos serão". (IDEM, pág. 58)
As características das relações entre professor e aluno descritas por Freire são próprias do que o autor denomina ‘educação bancária’. Em oposição, o autor afirma que deve-se priorizar a dialogicidade enquanto essência da educação como prática de liberdade.
Segundo o autor, para haver um diálogo em que se estabeleça uma relação horizontal, é necessário evitar:
Paulo Freire em uma de suas frases mais conhecidas dizia que “ninguém educa ninguém” [...]. O autor ainda enfatizava que “ninguém aprende sozinho” [...] “Aprendemos através do mundo” (2011; p. 95-101). Se essas premissas forem consideradas pelo profissional pedagogo no exercício de seu trabalho pedagógico, serão perceptíveis no ambiente laboral:
I. Diálogos que incentivem à busca pela aprendizagem.
II. Treinamentos para a resolução de problemas.
III. O educar e ser educado.
IV. Incentivos às trocas de experiências.
V. Capacitações para mistificação da realidade.
Estão incorretas as afirmativas:
Paulo Freire ressalta, na obra Pedagogia da Tolerância, algumas dicotomias presentes no processo educativo.
A primeira dicotomia é a maneira mecanicista de pensar o aprender e o ensinar. A relação entre aprender e ensinar é dialética, quer dizer, ensinar não é uma mera transferência de informações. A segunda dicotomia que Freire apresenta é a separação entre aprender e ensinar. Para ele ensinar e aprender se constituem numa relação que produz conhecimento. Não há separação entre teoria e prática. Quem aprende também ensina, e quem ensina aprende a ensinar. A terceira dicotomia que Freire nos mostra é a separação entre ensinar os conhecimentos existentes, e produzir novos conhecimentos. Não há como ensinar sem pesquisar. A pesquisa é parte fundamental do ato de ensinar.
Dessa maneira, o ato de ensinar é um(a):
O educador e a educadora devem ter consciência de que sua ação como alfabetizador e alfabetizadora é uma ação política. (Paulo Freire)
Assim, é dever da educadora e do educador:
Um dos clássicos escritos por Paulo Freire traz como título “Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa”. Nessa obra é abordada a questão da formação docente aliada à reflexão sobre a prática educativa-progressista para o desenvolvimento da autonomia do ser dos educandos. Com base nos escritos, leia atentamente as afirmativas a seguir:
I) ensinar exige criticidade: a curiosidade ingênua não é a mesma curiosidade que, aproximandose de forma cada vez mais metodicamente rigorosa do objeto cognoscível, torna-se curiosidade epistemológica;
II) ensinar exige bom senso: a vigilância do bom senso tem grande importância na avaliação que o professor, a todo momento, deve fazer de sua prática;
III) ensinar exige curiosidade: sem a curiosidade o professor não aprende e nem ensina;
IV) ensinar exige liberdade e autoridade: quanto mais criticamente a liberdade assume o limite necessário, tanto menos autoridade ela tem para continuar lutando em seu nome.
V) ensinar exige disponibilidade para o diálogo: o professor se sente seguro porque não há razão para se envergonhar por desconhecer algo.
Com base nas afirmativas anteriores, marque a opção em que todas as alternativas estejam CORRETAS:
Freire (1980) destaca importantes saberes necessários ao exercício da docência comprometida com a ação democrática, com a autonomia dos estudantes e com a transformação da sociedade, em busca de igualdade social.
Neste sentido, leia atentamente as frases a seguir, completando as lacunas com as seguintes expressões:
I. exige tomada consciente de decisões
II. exige pesquisa
III. exige apreensão da realidade
IV. exige comprometimento
V. não é transferir conhecimento
( ) Ensinar (_______________): ensinar requer criar as possibilidades para a produção ou construção do conhecimento, uma vez que o professor não o deposita no aluno.
( ) Ensinar (______________):o conhecimento da natureza do trabalho do professor se constitui como um saber fundamental para a ação docente, assim como a habilidade de apreender a substantividade do objeto aprendido, em seu contexto histórico e social.
( ) Ensinar (____________________): segundo Freire (1980), ao ensinar, o professor continua buscando, reprocurando. Pensar certo, do ponto de vista do professor, implica o respeito ao senso comum no processo de sua superação, assim como, o respeito e estímulo à capacidade criadora do educando.
( ) Ensinar (__________________): a presença do professor não pode passar “despercebida dos alunos na classe, é uma presença em si política”. O professor, assim, não pode ser um sujeito de omissão. A ação do professor é o seu testemunho.
( ) Ensinar (________________): é necessário que, na prática docente, exista a virtude da coerência, a fim de possibilitar, aos envolvidos, a decisão consciente de intervenção no mundo. Essa não é uma intervenção qualquer, mas revela uma intencionalidade, um querer fazer, frente ao ser no mundo.
Com base em freire (1980), assinale a alternativa que apresenta as palavras que preenchem CORRETAMENTE as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.
A categoria teórica “autonomia”, outrora estudada por Paulo Freire, pode ser assim compreendida, considerando as anotações de Pacheco (2012), especificamente a partir de seu “Dicionário de Valores”:
Acerca das ideias do educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira, é falso dizer-se que
Na ótica da Pedagogia do Oprimido, a educação que se pretende libertadora não se limita ao ato de narrar, de transmitir conhecimentos e valores aos educandos. Nessa perspectiva, é correto afirmar que ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si
[...]
A narração, de que o educador é o sujeito, conduz os educandos à memorização mecânica do conteúdo narrado. Mais ainda, a narração os transforma em “vasilhas”, em recipientes a serem enchidos pelo educador. Quanto mais vai se enchendo os recipientes, com seus “depósitos”, tanto melhor educador será. Quanto mais se deixem docilmente encher, tanto melhores educandos serão.
[...] Em lugar de comunicar-se, o educador faz “comunicados” e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem.
[...]
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido, 17ª. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1987, p.33. Disponível em:
<http://www.dhnet.org.br/direitos/militantes/paulofreire/paulo_freire_pedagogia_do_oprimido.pdf>.
Acesso em: 18 set. 2016.
O termo “concepção bancária de educação” refere-se à pedagogia
"(...) o educador, ao repensar a educação , está também repensando a sociedade. ( ...) O ato educativo é essencialmente político. O papel do pedagogo é um papel político. Sempre que o pedagogo deixou de 'fazer política', escondido atrás de uma pseudo-neutral idade da educação , estava fazendo , com a sua omissão , a política do mais forte , a política da dominação ." (GADOTTI, 1988) O autor retoma uma expressão de Paulo Freire, cuja tese central é afirmar que nenhuma pedagogia é neutra; toda pedagogia é política.
Essa expressão ficou conhecida por Pedagogia do(a):