Questões de Concurso Sobre paulo freire em pedagogia

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Q4219560 Pedagogia
Conforme Paulo Freire, o conceito de Educação de Adultos vai se movendo na direção do de educação popular na medida em que a realidade começa a fazer algumas exigências à sensibilidade e a competência científica dos educadores e das educadoras. Uma dessas exigências tem a ver com a compreensão crítica dos educadores do que vem ocorrendo na cotidianidade do meio popular, não sendo possível a educadoras e educadores pensar apenas os procedimentos didáticos e os conteúdos a serem ensinados aos grupos populares. Os próprios conteúdos a serem ensinados não podem ser totalmente estranhos àquela cotidianidade. Sobre a educação popular, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4219060 Pedagogia
Em uma equipe de Saúde da Família, o enfermeiro identifica baixa adesão de um grupo de pacientes com Diabetes Mellitus Tipo II ao plano terapêutico. Durante o diagnóstico situacional, observa-se que as orientações são fornecidas exclusivamente via panfletos e palestras verticais. O enfermeiro propõe uma reestruturação baseada na Política Nacional de Educação Popular em Saúde, integrando-a aos princípios da andragogia. Considerando o marco teórico da Educação em Saúde no Brasil, assinale a alternativa que descreve a estratégia metodologicamente coerente com essa transição de paradigma.
Alternativas
Q4217036 Pedagogia
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
Considerando a conclusão do texto, a emancipação do sujeito e a formação de cidadãos autônomos dependem de um processo educativo que:
Alternativas
Q4217034 Pedagogia
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Educação para o trabalho ou para a autonomia social?

    As formas de lidar com as metodologias de ensino e o objetivo central da educação contemporânea têm se transformado rápida e quase imperceptivelmente. Fato que, apesar de atual, não e inédito. Bertrand Russelljá discorria em 1932 sobre as teorias e os caminhos da educação, momento em que argumentava que há três teorias divergentes sobre o que constitui uma boa educação. A primeira sustenta que a educação deve proteger a criança contra influências prejudiciais. A segunda vê a educação como um processo de desenvolvimento da cultura e das capacidades do educando. A terceira perspectiva sustenta que a educação deve ser pensada em função da comunidade, e não do indivíduo, tendo como objetivo a formação de cidadãos socialmente úteis.
    Essas três teorias não são mutuamente excludentes; todas têm valor. Cada uma delas é enfatizada em diferentes graus por diferentes sistemas educacionais. Na prática, diferentes sociedades ou sistemas educacionais tendem a privilegiar uma delas, conforme suas orientações políticas, econômicas e culturais predominantes. Para o autor, o mais desejável seria alcançar um equilíbrio dinâmico entre o desenvolvimento individual e a responsabilidade social, de modo que a educação possa formar sujeitos plenos e, ao mesmo tempo, cidadãos comprometidos com o bem coletivo.
    A análise de Russell sobre as três concepções de educação - proteção moral, desenvolvimento individual e preparação social - revela tensões importantes quando aplicada de forma desequilibrada. A terceira concepção, que entende a educação como meio de formar "cidadãos úteis" à sociedade, pode ser distorcida por sistemas que priorizam a utilidade econômica em detrimento do sentido humano do trabalho.
    É justamente nesse ponto que a crítica de Mario Sergio Cortella se torna especialmente contundente: segundo ele, o que transforma o esforço em sacrifício é a ausência de sentido. O trabalho, quando reduzido à mera sobrevivência, perde seu valor existencial e se converte em opressão. Assim, uma educação que forme apenas para o mercado, sem cultivar o pensamento crítico, a autonomia e a consciência ética, contribui para a alienação do sujeito.
    Para Paulo Freire, a formação do sujeito não se materializa de forma verticalizada nem unidirecional, mas ocorre de modo dialogico e recíproco, em um processo de construção coletiva do conhecimento, no qual o educador instiga o educando a partir de informações préconcebidas, enquanto o educando contribui com suas proprias vivências. Essa perspectiva desafia as práticas bancárias de ensino, nas quais o aluno é visto como recipiente passivo, e propõe uma educação na qual ambos os agentes exercem papel ativo no processo formativo. Essa ideia se aproxima da segunda teoria de Russell, que valoriza a educação como processo de desenvolvimento das capacidades do educando, em oposição à mera formação de indivíduos úteis ao sistema. Ambos rejeitam a educação como imposição de conteúdos imutáveis e defendem o papel ativo do sujeito no aprendizado. Essa visão também dialoga com a crítica de Cortella à alienação do trabalho. Se a educação não promove consciência, criticidade e proposito, ela esvazia o sujeito e o submete à repetição sem reflexão. Assim, para os três autores, ensinar e aprender são processos criadores e dialogicos, capazes de formar cidadãos autônomos.

Adaptado de: UMA, A. M. A. Educação: ato emancipatório ou adestramento? Educ. Soc., Campinas, v.47, e299663,2026.
O texto estabelece um ponto de convergência entre as perspectivas de Paulo Freire e Bertrand Russell. Esse alinhamento teórico se fundamenta: 
Alternativas
Q4208107 Pedagogia

Com base no livro “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire, a teoria crítica do currículo, desenvolvida no Brasil na década de 1980, trouxe como pressupostos:


I. A necessidade de o currículo ter como ponto de partida a cultura dos grupos para os quais se dirige.


II. A importância de um currículo organizado com base na cultura e nos problemas vividos cotidianamente.


III. A ênfase na recepção de conteúdos para capacitar as camadas mais populares para sua inserção no mercado de trabalho formal.


Quais estão corretos? 

Alternativas
Q4204658 Pedagogia
Com base nas contribuições de Saviani e Paulo Freire, assinale a alternativa que apresenta os fundamentos da Pedagogia Histórico-Crítica:
Alternativas
Q4204241 Pedagogia
Nas construções teóricas de Paulo Freire, importante educador no cenário educacional brasileiro, defende-se a ideia da “Pedagogia da Autonomia”. Nesse sentido, ensinar demanda processos, atitudes e formação. Nessa premissa, diante das alternativas abaixo, aponte a CORRETA: 
Alternativas
Q4204229 Pedagogia
Na perspectiva de Paulo Freire, a educação libertadora caracteriza-se CORRETAMENTE por:
Alternativas
Q4203085 Pedagogia
The concept of banking education, criticized as a model in which students passively receive information, was developed by:
Alternativas
Q4202463 Pedagogia
As diferentes concepções sobre a função social da escola produzem implicações distintas para o trabalho pedagógico e para a relação entre professores e estudantes. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4202460 Pedagogia
Na obra Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire fala sobre a importância do educador ter consciência de seus limites e possibilidades no âmbito do conhecimento. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4202214 Pedagogia
No processo de formação pessoal e social do educando, a transição de uma postura passiva para uma atuação consciente e transformadora requer a superação de práticas pedagógicas puramente transmissivas e a criação de ambientes que estimulem o pensamento autônomo.

Analise as afirmativas a seguir:

I. O educador democrático não pode negar-se o dever de, na sua prática docente, reforçar a capacidade crítica do educando, sua curiosidade, sua insubmissão.
II. Ensinar não se esgota no tratamento do objeto ou do conteúdo, superficialmente feito, mas se alonga à produção das condições em que aprender criticamente é possível.
III. As condições que viabilizam o aprender criticamente dispensam ou mitigam a presença de educadores e de educandos criadores, instigadores, inquietos, rigorosamente curiosos, humildes e persistentes.
IV. Faz parte das condições em que aprender criticamente é possível a pressuposição por parte dos educandos de que o educador já teve ou continua tendo experiência da produção de certos saberes e que estes não podem a eles, os educandos, ser simplesmente transferidos.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4170770 Pedagogia
A pedagogia proposta por Paulo Freire influenciou práticas educacionais e transformação social. Considerando os fundamentos presentes na perspectiva freireana, analise as assertivas.
I.O diálogo constitui elemento relevante para a construção coletiva do conhecimento no contexto educativo.
II.A prática pedagógica envolve a valorização das experiências sociais e culturais dos estudantes.
III.A neutralidade diante das questões sociais corresponde a princípio relacionado à educação problematizadora.
IV.A educação relaciona-se à formação da autonomia e da consciência crítica dos sujeitos.
V.A transmissão verticalizada dos conteúdos caracteriza a concepção dialógica de educação proposta por Paulo Freire.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4163381 Pedagogia
A relação pedagógica baseada na concepção freireana é compreendida como uma: 
Alternativas
Q4160218 Pedagogia
Diferentes teóricos contribuíram para a compreensão do desenvolvimento e da aprendizagem. Relacione cada autor da Coluna I à ideia central que lhe é associada na Coluna II.

Coluna I
1.Jean Piaget
2.Lev Vygotsky
3.Henri Wallon
4.Paulo Freire

Coluna II 
(__)Destaca o papel da interação social e da linguagem como mediadoras da aprendizagem.
(__)Propõe estágios de desenvolvimento cognitivo construídos pela interação do sujeito com o meio.
(__)Defende a educação como prática dialógica e libertadora, ligada à leitura de mundo.
(__)Enfatiza a afetividade e a integração entre os aspectos motor, afetivo e cognitivo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
Alternativas
Q4153535 Pedagogia
Em relação ao papel da dialética e do diálogo na proposta educativa de Paulo Freire expressa na obra Pedagogia da autonomia, assinale a opção correta.
Alternativas
Q4153179 Pedagogia
Paulo Freire critica a educação bancária, por compreender que ela se traduz em:
Alternativas
Q4153024 Pedagogia
Ao discutir a educação como prática da liberdade, Paulo Freire critica a educação bancária por considerá-la não adequada aos seus preceitos pedagógicos e conceituais. Dessa maneira, assinale a alternativa que condiz com a educação bancária:
Alternativas
Q4149092 Pedagogia
Na abordagem histórico-cultural e em seu desdobramento metodológico da metodologia crítico-social dos conteúdos, a prática social inicial é também denominada:
Alternativas
Q4149033 Pedagogia
Ao tratar do compromisso da educação com a transformação social por meio do conhecimento, Paulo Freira faz a crítica aos métodos de educação que veem no acúmulo de conteúdos a expressão direta de qualidade de ensino. Esse aspecto foi criticado por Freire como:
Alternativas
Respostas
21: D
22: E
23: B
24: C
25: A
26: A
27: C
28: D
29: D
30: D
31: A
32: C
33: D
34: B
35: D
36: B
37: D
38: D
39: A
40: C