Questões de Concurso
Sobre paulo freire em pedagogia
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COLUNA 1
1) Paulo Freire.
2) Dermeval Saviani.
3) Hilton Japiassu.
COLUNA 2
(__)Tal teórico é o representante do combate à pedagogia científica no Brasil com a sua proposta de pedagogia da incerteza, a qual tem por alvo as ilusões do cientificismo educacional, no qual a Educação deveria ter por base a ciência. A contaminação positivista da cultura teria impregnado a Educação com a ideia de que a ciência daria respostas seguras a seus impasses.
(__) Este é outro nome de extrema importância da Filosofia da Educação norteada pela perspectiva hermenêutico-fenomenológica, tendo sido fortemente influenciado pelo existencialismo. Nesse âmbito, a Educação deveria ser “prática de liberdade e a pedagogia, processo de conscientização”.
(__) Ele foi um dos responsáveis pela definição do perfil da Filosofia da Educação no Brasil, tendo produzido um vasto material escrito nessa área e influenciado toda uma geração. A postura filosófico-educacional, fundada na visão dialético-marxista, como crítica da dominação social e como proposta de uma práxis pedagógica transformadora, tal como concebida por este, ganhou desenvolvimento no campo da Filosofia da Educação do Brasil.
Assinale a sequência CORRETA:
I – Quanto mais penso sobre a prática educativa, reconhecendo a responsabilidade que ela exige de nós, tanto mais me convenço do dever nosso de lutar no sentido de que ela seja realmente respeitada.
II – O respeito que devemos como professores aos educandos dificilmente se cumpre, se não somos tratados com dignidade e decência pela administração privada ou pública da educação.
I. Um esforço sempre presente à prática da autoridade coerentemente democrática é o que a torna quase escrava de um sonho fundamental: o de persuadir ou convencer a liberdade de que vá construindo consigo mesma, em si mesma, com materiais que, embora vindo de fora de si, sejam reelaborados por ela, a sua autonomia.
II. É com ela, a autonomia, penosamente construída, que a liberdade vai preenchendo o “espaço” antes “habitado” por sua dependência.
III. A liberdade permanece em dependência, sem alcançar autonomia.
Como professor, tanto lido com minha ________ quanto com minha ________ em exercício, mas também diretamente com a liberdade dos educandos, que devo respeitar, e com a criação de sua autonomia bem como com os ensaios de construção da autoridade dos educandos.
I. A prática educativa é neutra, não exigindo do professor um posicionamento crítico ou compromisso social.
II. Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que-fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto o professor ensina, continua buscando, reprocurando. Ensina porque busca, porque indaga, porque indaga e se indaga.
III. O planejamento educacional deve ser entendido apenas como cumprimento de normas burocráticas, sem articulação com a aprendizagem significativa.
IV. Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.
V. O processo de ensino e aprendizagem exige que o professor planeje, avalie e dialogue continuamente com seus alunos, articulando gestão da aprendizagem e compromisso com a transformação social.
Estão CORRETAS:
“São modernas a___________, a pedagogia renovada, o tecnicismo educacional, e todas as pedagogias críticas inspiradas na tradição moderna como a pedagogia libertária, a_______________, a pedagogia crítico-social”.
Quando se pensa a formação permanente ou continuada, é fundamental valorizar e refletir sobre o que envolve a ação de estudar. Paulo Freire defende que “estudar seriamente um texto é estudar o estudo de quem, estudando, o escreveu”.
Isso significa que o ato de estudar, na perspectiva freiriana, envolve
Dessa forma, segundo Freire, a libertação se dá
Leia o Texto 7 para responder à questão.
Texto 7
Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler. Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
[...]
Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância elo de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.
Leia o excerto a seguir:
A pedagogia do oprimido, que busca a restauração da ____________, se apresenta como pedagogia do Homem. Somente ela, que se anima de generosidade autêntica, humanista e não “humanitarista”, pode alcançar este objetivo. Pelo contrário, a pedagogia que, partindo dos interesses egoístas dos opressores, de um egoísmo camuflado de falsa generosidade, faz dos oprimidos _____________, mantém e encarna a própria opressão.
(Paulo Freire, Pedagogia do oprimido, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
Com base nos princípios da educação de adultos, julgue o item a seguir.
A denominada educação bancária tem por base o desenvolvimento da criticidade.
Leia o excerto a seguir, extraído de Freire (2019): (...)
(...) não são as __________, em si mesmas, geradoras de um clima de desesperança, mas a percepção que os homens tenham delas num dado momento histórico, como um freio a eles, como algo que eles não podem ultrapassar. No momento em que a percepção crítica se instaura, na ação mesma, se desenvolve um clima de esperança e confiança que leva os homens a empenhar-se na superação das _________.
Assinale a alternativa que contém o termo que corretamente preenche ambas as lacunas.
( ) Jean Piaget concebe que a criança atinge o pensamento lógico-abstrato precocemente, atribuindo papel mínimo ao ambiente; para ele, a construção do conhecimento advém prioritariamente de fatores maturacionais inatos.
( ) Lev Vygotsky defende que o desenvolvimento cognitivo está fortemente vinculado às interações sociais e culturais, enfatizando a mediação de adultos ou pares mais experientes e o uso da linguagem como ferramenta de construção interna.
( ) Emília Ferreiro, ao investigar a aquisição da leitura e da escrita, demonstra que a criança formula sucessivas hipóteses sobre o sistema alfabético, partindo de desenvolvimentos pré-silábicos rumo ao alfabético, ressaltando o valor do conflito cognitivo ao confrontar suas concepções com a escrita convencional.
( ) Maria Montessori propõe um “ambiente preparado” que promova a autonomia das crianças, defendendo a observação atenta do professor e a apresentação sequenciada de materiais em consonância com períodos sensíveis de aprendizagem.
( ) Paulo Freire valoriza a leitura de mundo e a leitura da palavra desde os primeiros anos, postulando que a educação deve fomentar a consciência crítica, o diálogo e a transformação social, inclusive na infância.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Se o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
Assinale a opção que reflete corretamente o que se afirma no fragmento acima.
As características da posição teórica de Paulo Freire fazem com que ela seja chamada de Pedagogia Libertadora.
As opções a seguir descrevem esta perspectiva, à exceção de uma. Assinale-a.