Questões de Concurso
Sobre paulo freire em pedagogia
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Considere as caracterizações a seguir:
I. O que os alunos e o professor já sabem sobre o conteúdo.
II. Explicitação dos principais problemas da prática social.
III. Ações didático-pedagógicas para a aprendizagem.
IV. Expressão elaborada da nova forma de entender a prática social.
V. Nova proposta de ação a partir do conteúdo aprendido.
Neste contexto, a sequência correta dos momentos didáticos descritos é:
De acordo com Libâneo (2003), sobre a pedagogia progressista, analise as características abaixo:
• Valoriza o diálogo, a conscientização e a transformação social por meio da educação, sendo associada às ideias de Paulo Freire.
• Defende a autogestão pedagógica, com participação ativa dos alunos nas decisões do processo educativo.
• Destaca a importância dos conteúdos escolares no confronto com as realidades sociais.
As características acima definem, correta e respectivamente, as tendências da pedagogia progressista denominadas:
Texto I
A importância do ato de ler
Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, eu me senti levado - e até gostosamente - a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo.
Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.
A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia - e até onde não sou traído pela memória -, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós - à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.
A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço - o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto [...] se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.
Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros - o do sanhaçu, o do olha-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; as águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos; na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores - das rosas, dos jasmins -, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga- -espada inchada; o amarelo esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. [...]
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. 23. ed. São Paulo: Cortez, 1989. p. 6-7.
I. Nenhuma formação docente verdadeira pode fazer-se alheada do exercício da criticidade que implica a promoção da curiosidade ingênua à curiosidade epistemológica.
II. Nenhuma formação docente verdadeira pode fazer-se alheada do reconhecimento do valor das emoções, da sensibilidade, da afetividade, da intuição ou adivinhação.
III. Conhecer é, essencialmente, um ato de adivinhar, não mantendo relação com processos de intuição nem com a criticidade.
Está CORRETO o que se afirma em:
Leia o trecho adaptado:
A concepção tradicional entende o aluno como recipiente passivo de conteúdo, sem autonomia ou pensamento crítico. Já a pedagogia dialógica — proposta por Paulo Freire — considera que ensinar é estimular a reflexão, construir o conhecimento em diálogo e promover a formação de sujeitos críticos.
Segundo esse trecho, a abordagem freireana da educação valoriza:
Leia a afirmativa extraída de Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire:
“É preciso que, pelo contrário, desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma e reforma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado.”
Com base nesse trecho, analise as proposições abaixo:
( ) O trecho evidencia que o processo formador é recíproco: tanto quem ensina quanto quem aprende se transformam na relação pedagógica.
( ) A frase afirma que apenas o educador se transforma com a experiência da formação, já que detém o saber.
( ) O sentido da afirmativa é contrário à ideia de que o aluno é um “receptáculo vazio” que apenas recebe conhecimentos prontos.
A careful analysis of the teacher-student relationship at any level, inside or outside the school, reveals its fundamentally narrative character. This relationship involves a narrating Subject (the teacher) and patient, listening objects (the students). The contents, whether values or empirical dimensions of reality, tend in the process of being narrated to become lifeless and petrified. Education is suffering from narration sickness.
The teacher talks about reality as if it were motionless, static, compartmentalized, and predictable. Or else he expounds on a topic completely alien to the existential experience of the students. His task is to “fill” the students with the contents of his narration—contents which are detached from reality, disconnected from the totality that engendered them and could give them significance. Words are emptied of their concreteness and become a hollow, alienated, and alienating verbosity.
The outstanding characteristic of this narrative education, then, is the sonority of words, not their transforming power. “Four times four is sixteen; the capital of Pará is Belém.” The student records, memorizes, and repeats these phrases without perceiving what four times four really means, or realizing the true significance of “capital” in the affirmation “the capital of Para is Belém,” that is, what Belém means for Pará and what Pará means for Brazil.
Source: https://www.historyisaweapon.com/defcon2/pedagogy/pedago gychapter2.html
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Na medida em que esta visão “bancária” anula o poder criador dos educandos ou o minimiza, estimulando sua ingenuidade e não sua criticidade, satisfaz aos interesses dos opressores: para estes, o fundamental não é o desnudamento do mundo, a sua transformação.
(Paulo Freire. Pedagogia do oprimido, 2011)
Segundo Paulo Freire, destaca-se como uma medida de enfrentamento contra a educação “bancária” a
Segundo as ideias do autor sobre esses saberes, é correto afirmar que