Questões de Concurso
Sobre paulo freire em pedagogia
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Leia o Texto 7 para responder à questão.
Texto 7
Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler. Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na decodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
[...]
Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância elo de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com os alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase, o sinclitismo pronominal, nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposto à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo de textos, ora de autores que estudávamos, ora deles próprios, como objetos a serem desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.
Leia o excerto a seguir:
A pedagogia do oprimido, que busca a restauração da ____________, se apresenta como pedagogia do Homem. Somente ela, que se anima de generosidade autêntica, humanista e não “humanitarista”, pode alcançar este objetivo. Pelo contrário, a pedagogia que, partindo dos interesses egoístas dos opressores, de um egoísmo camuflado de falsa generosidade, faz dos oprimidos _____________, mantém e encarna a própria opressão.
(Paulo Freire, Pedagogia do oprimido, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
Com base nos princípios da educação de adultos, julgue o item a seguir.
A denominada educação bancária tem por base o desenvolvimento da criticidade.
Leia o excerto a seguir, extraído de Freire (2019): (...)
(...) não são as __________, em si mesmas, geradoras de um clima de desesperança, mas a percepção que os homens tenham delas num dado momento histórico, como um freio a eles, como algo que eles não podem ultrapassar. No momento em que a percepção crítica se instaura, na ação mesma, se desenvolve um clima de esperança e confiança que leva os homens a empenhar-se na superação das _________.
Assinale a alternativa que contém o termo que corretamente preenche ambas as lacunas.
( ) Jean Piaget concebe que a criança atinge o pensamento lógico-abstrato precocemente, atribuindo papel mínimo ao ambiente; para ele, a construção do conhecimento advém prioritariamente de fatores maturacionais inatos.
( ) Lev Vygotsky defende que o desenvolvimento cognitivo está fortemente vinculado às interações sociais e culturais, enfatizando a mediação de adultos ou pares mais experientes e o uso da linguagem como ferramenta de construção interna.
( ) Emília Ferreiro, ao investigar a aquisição da leitura e da escrita, demonstra que a criança formula sucessivas hipóteses sobre o sistema alfabético, partindo de desenvolvimentos pré-silábicos rumo ao alfabético, ressaltando o valor do conflito cognitivo ao confrontar suas concepções com a escrita convencional.
( ) Maria Montessori propõe um “ambiente preparado” que promova a autonomia das crianças, defendendo a observação atenta do professor e a apresentação sequenciada de materiais em consonância com períodos sensíveis de aprendizagem.
( ) Paulo Freire valoriza a leitura de mundo e a leitura da palavra desde os primeiros anos, postulando que a educação deve fomentar a consciência crítica, o diálogo e a transformação social, inclusive na infância.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Se o sonho que nos anima é democrático e solidário, não é falando aos outros, de cima para baixo, sobretudo, como se fôssemos os portadores da verdade a ser transmitida aos demais, que aprendemos a escutar, mas é escutando que aprendemos a falar com eles.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
Assinale a opção que reflete corretamente o que se afirma no fragmento acima.
As características da posição teórica de Paulo Freire fazem com que ela seja chamada de Pedagogia Libertadora.
As opções a seguir descrevem esta perspectiva, à exceção de uma. Assinale-a.
Considerando o conceito de didática a partir do pensamento de Paulo Freire, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A didática deve pensar maneiras de transmitir os conteúdos escolares de maneira eficaz, de modo a transformar os alunos em sujeitos.
( ) A didática deve buscar a neutralidade ideológica em seus métodos para garantir que os alunos não terão suas crenças modificadas.
( ) A didática precisa estar centrada na relação de diálogo entre professor e aluno, pensando criticamente os conteúdos tratados.
As afirmativas são, respectivamente,
I. Minha impressão é que a escola está aumentando a distância entre as palavras que lemos e o mundo em que vivemos. Nessa dicotomia, o mundo da leitura é só o mundo do processo de escolarização, um mundo fechado, isolado do mundo onde vivemos experiências sobre as quais não lemos. A leitura da escola mantém silêncio a respeito do mundo da experiência, e o mundo da experiência é silenciado sem seus textos críticos próprios.
Adaptado de LEITE et al. Uma entrevista polifônica e virtual com Paulo Freire. In: ZACCUR, E. (Org.). A magia da linguagem. Rio de Janeiro: DP & A, 1999, p. 22.
II. O ensino gradual de elementos isolados fragmenta e descontextualiza a leitura. Ler é entrar em outros mundos possíveis. É indagar a realidade para compreendê-la melhor. É se distanciar do texto e assumir uma postura crítica frente ao que se diz e ao que se quer dizer. É tirar carta de cidadania no mundo da cultura escrita.
Adaptado de LERNER, Delia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002, p. 73.
Considerando os trechos, é correto afirmar que, para ambos,
Com base na pedagogia de Paulo Freire, assinale a opção que indica o objetivo principal da abordagem adotada pelo professor Lucas.
Na educação social, a principal característica freireana é
I - Para Vygotsky (1991), o brincar é essencial para o desenvolvimento cognitivo da criança, pois os processos de simbolização e de representação a levam ao pensamento abstrato.
II - Freire diz que o jogo e a brincadeira são condições para o aprendizado da criança que desde cedo aprende a ler o mundo, condição esta, para a produção do conhecimento e que, isso se impõe como necessidade.
III - Os resultados revelam que a brincadeira de faz de conta de papéis sociais não possibilita efeitos educativos que exercem influência sobre o desenvolvimento da personalidade das crianças que, ao brincarem, não necessariamente representam as regras, conteúdos e temas advindos das relações sociais.
IV - Segundo Piaget, é no brincar que a criança desenvolve o cognitivo. Já Wallon, aborda a importância da afetividade no desenvolvimento da criança. E por fim Kishimoto, que aborda o brincar contribui para a aprendizagem espontânea da criança.
I. A educação libertadora deve se orientar pelo compromisso dos(as) educadores(as) com processos de transformação social.
II. A pedagogia do oprimido implica na compreensão da realidade dos(as) alunos(as), sem a necessidade de planejamento de situações de ensino.
III. No processo de alfabetização, o(a) educador(a) deve escolher palavras geradoras, considerando as dificuldades das estruturas silábicas em relação ao nível de desenvolvimento dos(as) alunos(as).
IV. A pedagogia do oprimido requer que os(as) educadores(as) envolvam-se no trabalho humanitário de promoção social do(as) alunos(as)
V. Os(as) educadores(as) devem realizar pesquisas acerca do universo temático dos(as) alunos(as).
VI. Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.
Assinale a alternativa CORRETA:
https://www.passeidireto.com/arquivo/133373348/curriculo
A questão da formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativo-progressiva em favor da autonomia do ser dos educandos é a temática central do livro Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire. Temática esta a que se incorpora a análise de saberes fundamentais àquela prática.
A partir da análise da charge e das ideias presentes no livro de Paulo Freire, assinale a alternativa CORRETA que apresenta saberes necessários à prática educativo-crítica ou progressista e que, por isso mesmo, devem ser conteúdos obrigatórios à organização programática da formação docente:
I. Ensinar exige: rigorosidade metódica; pesquisa; respeito aos saberes dos educandos; criticidade; estética e ética; corporeificação das palavras pelo exemplo; risco, aceitação do novo e rejeição a discriminação; reflexão crítica sobre a prática; o reconhecimento e a assunção da identidade cultural.
II. Ensinar exige: consciência do inacabado; o reconhecimento de ser condicionado; respeito à autonomia do ser do educando; bom senso; humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores; apreensão da realidade; alegria e esperança; a convicção de que a mudança é possível; curiosidade.
III. Ensinar exige: segurança, competência profissional e generosidade; comprometimento; compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo; liberdade a autoridade; tomada consciente de decisões; saber escutar; reconhecer que a educação é ideológica; disponibilidade para o diálogo; querer bem aos educandos.
IV. Ensinar inexiste sem aprender e vice-versa e foi aprendendo socialmente que, historicamente, mulheres e homens descobriram que era possível ensinar.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Essas premissas referem-se ao seguinte modelo de educação em saúde:
Em sociedades cuja estrutura conduz à dominação de consciências, prevalece a pedagogia das classes dominantes. Nesse sentido, os métodos da opressão não servem à libertação do oprimido. Contrapondo-se à educação tradicional, a pedagogia forjada com o oprimido é aquela que, ao desvelar o mundo da opressão, compromete-se com a transformação da realidade opressora.
À medida que avança, esta pedagogia deixa de ser do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo permanente de