Questões de Concurso
Sobre interdisciplinaridade e contextualização em pedagogia
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A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino destinada a pessoas que não estão inseridas na educação regular por motivos diversos. Nesse contexto educacional, esse estudante possui uma história de vida, sobretudo por ser, efetivamente, um sujeito ativo nas esferas sociais.
PEREIRA, P. F.; REINALDO, M. A. G. Ensino-aprendizagem de charge na EJA: uma experiência no contexto de estágio supervisionado. III CINTED (adaptado).
TEXTO 2
As concepções restritas veem a EJA apenas em seu caráter marginal e secundário, camuflando os aspectos políticos, culturais e pedagógicos. Sob uma abordagem sistêmica, a EJA é tratada como parte da história da educação do país e, como tal, uma modalidade importante no processo de democratização do direito à educação.
ALMEIDA, A. EJA: uma educação para o trabalho ou para a classe trabalhadora? Revista Brasileira de Educação de Jovens e Adultos, 2016 (adaptado).
Considerando os textos 1 e 2, a alternativa que apresenta uma ação pedagógica condizente com a abordagem sistêmica da EJA é
Em relação à prática pedagógica desse professor para que as aulas sejam mais significativas para seus alunos, o professor deve, EXCETO
Com base no exposto e nos objetivos da área de ciências humanas e sociais aplicadas no ensino médio, é correto afirmar que
Considerando essa concepção mais ampla de currículo e interpretação congruente com os fundamentos curriculares e pedagógicos, pode-se afirmar que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC):
Considerando os princípios da BNCC para o ensino religioso e a abordagem transversal entre fé e ciência, diante desse contexto, o professor deve
I. O RCG propõe que o estudo das tradições de matrizes indígenas seja realizado de forma a valorizar seus sistemas de conhecimento, sua cosmologia e suas lógicas de pensamento, superando a visão folclórica e a subalternização.
II. A abordagem dessas tradições deve ser feita em diálogo com outras áreas do conhecimento, como a história e a sociologia, para que sejam contextualizadas como parte da formação identitária e cultural do povo brasileiro, e não como elementos isolados do passado.
III. A inclusão das tradições indígenas no ensino religioso tem como objetivo principal a desconstrução da religião cristã, pois o RCG defende que o sincretismo entre as diferentes crenças é a única forma de promover a paz e a diversidade na sala de aula.
IV. A responsabilidade por lecionar sobre as tradições de matrizes indígenas deve ser atribuída exclusivamente ao professor de história, pois o tema não se enquadra na competência específica do ensino religioso, que se limita ao estudo das religiões de matriz eurocêntrica.
V. As políticas de inclusão, conforme o RCG, incentivam que o professor e a escola busquem parcerias com lideranças indígenas e organizações não governamentais para a construção de um diálogo direto, autêntico e respeitoso, sem mediadores, sobre esses saberes.
Texto 1
Escola de Parobé (RS) engaja comunidade na educação ambiental
Um corredor verde junto ao muro da escola foi a proposta eleita para representar a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Idalino Pedro da Silva, localizada em Parobé (RS), nas atividades da VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA). Concebida por uma turma de estudantes da escola, a faixa de grama foi pensada para aumentar a permeabilidade do solo e a infiltração da água, diminuindo alagamentos e facilitando o acesso à instituição de ensino. A presença de árvores nativas no local também contribuiria para melhorar questões térmicas dentro das salas de aulas.
A elaboração desses problemas e de uma solução ambiental para eles foi possível devido à participação da escola na etapa Conferência na Escola, da VI CNIJMA. Até o dia 30 de junho, 61.806 escolas públicas e particulares de todo o país podem participar da etapa de conferência. A única exigência é ter ao menos uma turma dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano). No Brasil, esse universo de escolas tem potencial para mobilizar mais de 775 mil professores e nove milhões de estudantes. Em 2025, o tema da CNIJMA é “Vamos transformar o Brasil com educação e justiça climática”.
Adaptado de: https://www.gov.br/mec/ptbr/assuntos/noticias/2025/maio/escola-de-parobe-rs-engajacomunidade-na-educacao-ambiental. Acesso em: 10 ago. 2025.
Texto 2
Educação multilíngue, a aposta na preservação das línguas indígenas e da justiça
Sociedades multiculturais existem graças às suas línguas. Conhecimento, tradições e identidade são transmitidos e preservados, tanto para comunidades quanto para indivíduos, por meio delas.
A diversidade linguística, no entanto, está cada vez mais ameaçada pelo desaparecimento acelerado das línguas. Segundo a UNESCO, pelo menos 40% das 7.000 línguas que se estima serem faladas no mundo estão ameaçadas de extinção e, em média, uma língua desaparece a cada duas semanas, levando consigo o patrimônio cultural e intelectual das comunidades. Daí a importância de revitalizar, conservar e promover todas as línguas.
A educação multilíngue promove sociedades inclusivas onde os direitos de todos os indivíduos são garantidos e também é um pilar para a preservação de línguas não dominantes, minoritárias e indígenas.
Disponível em: https://www.unesco.org/en/articles/multilingualeducation-bet-preserve-indigenous-languages-and-justice. Acesso em: 10 ago. 2025.
Considerando as informações dos Textos 1 e 2, assinale a alternativa que melhor reflete a integração de práticas ambientais e educacionais multilíngues em uma comunidade indígena.