Questões de Concurso
Sobre funções da avaliação escolar e a análise dos resultados em pedagogia
Foram encontradas 901 questões
I. A “pedagogia do exame”, criticada por Luckesi, caracteriza-se pela centralização dos processos de ensino nas provas e nos resultados de aprovação/reprovação, deslocando o foco da aprendizagem significativa e transformando a avaliação em instrumento de ameaça, controle e disciplinamento social dos educandos, a serviço de um modelo conservador de sociedade.
II. Segundo Luckesi, a conversão da função da avaliação de diagnóstica para classificatória representou um empobrecimento da prática pedagógica, pois, ao invés de subsidiar decisões para o avanço do educando, a avaliação passou a estigmatizá-lo por meio de registros definitivos, sendo esse processo exemplificado pelo autor quando critica a utilização de médias aritméticas que mascaram deficiências em conteúdos essenciais.
III. Luckesi propõe que a superação do autoritarismo na avaliação escolar prescinde de um posicionamento pedagógico claro e explícito, bastando que o professor domine técnicas rigorosas de elaboração de instrumentos de medida, como testes referenciados a critério, para que a avaliação assuma, por si mesma, uma função diagnóstica e democratizante.
IV. O autor estabelece que a avaliação diagnóstica, para que efetivamente sirva à democratização do ensino, exige a definição prévia de um padrão mínimo necessário de aprendizagem a ser atingido por todos os educandos, em contraposição ao sistema de médias mínimas de notas, pois este último permite aprovações sem que o aluno tenha dominado conteúdos essenciais, comprometendo sua formação para o exercício da cidadania.
V. Luckesi entende que o erro, na prática escolar, deve ser tratado como fonte de castigo e culpa, pois somente a punição e a exposição pública da fragilidade do educando são capazes de gerar nele o medo necessário para que se discipline e se dedique aos estudos, garantindo assim a eficiência do processo ensino-aprendizagem.
Considerando as formulações de Luckesi presentes nos capítulos analisados, conclui-se que está correto o que se afirma em:
“A relação objetivo-conteúdo-método tem como característica a mútua interdependência. O método de ensino é determinado pela relação objetivo-conteúdo, mas pode também influir na determinação de objetivos e conteúdos.” (p. 150).
“A avaliação escolar é parte integrante do processo de ensino e aprendizagem, e não uma etapa isolada. Há uma exigência de que esteja concatenada com os objetivos-conteúdos-métodos expressos no plano de ensino e desenvolvidos no decorrer das aulas.” (p. 196- 197).
“Os objetivos gerais expressam propósitos mais amplos acerca do papel da escola e do ensino diante das exigências postas pela realidade social e diante do desenvolvimento da personalidade dos alunos. [...] Os objetivos específicos de ensino determinam exigências e resultados esperados da atividade dos alunos, referentes a conhecimentos, habilidades, atitudes e convicções.” (p. 122-123).
“A Didática é o principal ramo de estudos da Pedagogia. Ela investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino. A ela cabe converter objetivos sóciopolíticos e pedagógicos em objetivos de ensino, selecionar conteúdos e métodos em função desses objetivos, estabelecer os vínculos entre ensino e aprendizagem, tendo em vista o desenvolvimento das capacidades mentais dos alunos.” (p. 23-24).
Considerando a articulação entre objetivos, conteúdos, métodos e avaliação no processo de planejamento didático segundo Libâneo, assinale a alternativa correta.
“A prática da avaliação em nossas escolas tem sido criticada sobretudo por reduzir-se à sua função de controle, mediante a qual se faz uma classificação quantitativa dos alunos relativa às notas que obtiveram nas provas. Os professores não têm conseguido usar os procedimentos de avaliação [...] para atender a sua função educativa.” (p. 194).
“O entendimento correto da avaliação consiste em considerar a relação mútua entre os aspectos quantitativos e qualitativos. A escola cumpre uma função determinada socialmente, a de introduzir as crianças e jovens no mundo da cultura e do trabalho; tal objetivo social não surge espontaneamente na experiência das crianças jovens, mas supõe as perspectivas traçadas pela sociedade e um controle por parte do professor. [...] Desse modo, a quantificação deve transformar-se em qualificação, isto é, numa apreciação qualitativa dos resultados verificados.” (p. 195-196).
“A avaliação escolar cumpre pelo menos três funções: pedagógico-didática, de diagnóstico e de controle. A função pedagógico-didática se refere ao papel da avaliação no cumprimento dos objetivos gerais e específicos da educação escolar. A função de diagnóstico permite identificar progressos e dificuldades dos alunos e a atuação do professor que, por sua vez, determinam modificações do processo de ensino para melhor cumprir as exigências dos objetivos. A função de controle se refere aos meios e à freqüência das verificações e de qualificação dos resultados escolares, possibilitando o diagnóstico das situações didáticas.” (p. 192-193).
Considerando as críticas de Libâneo às práticas avaliativas tradicionais e sua proposta de uma avaliação integrada ao processo de ensino, assinale a alternativa correta.
O acompanhamento do estudante público-alvo da educação especial articula avaliação, intervenção e planejamento individualizado. Analise as afirmativas a seguir:
I.O plano educativo individualizado consiste no registro do escore obtido pelo estudante, tomado como síntese da avaliação realizada.
II.A observação sistemática do estudante em sala fornece dados relevantes para a avaliação no contexto escolar.
III.A devolutiva aos professores e às famílias oferece orientações responsáveis, para além da simples entrega de um resultado numérico.
Está correto o que se afirma em:
Japan in the Ancient World
Japanese archaeologists divide the earliest part of Japanese history into four periods: the Paleolithic (preceramic) period, the Jomon (cord-marked pottery) period, the Yayoi period, and the Kofun (burial mound) period. Underlying this chronology, however, are two basic problems: First, who are the Japanese, and where did they come from? Second, how do the Japanese or "proto-Japanese" relate to the Ainu, a group of people who have resided in Japan since about 7500 B.C.E. but differ racially, culturally, and linguistically from modern Japanese in significant ways?
Paleolithic Japan (before 10,000 B.C.E.)
The Japanese islands have probably been occupied by humans for at least 30,000 years, if not longer. However, 10,000 years ago, Paleolithic Japan was a cooler place, and the sea level was 125 feet (38 meters) lower; therefore, some of the archaeological evidence of the earliest inhabitants is submerged. These hunters and gatherers, who had an extensive stone-tool inventory, most likely came to southern Japan through present-day Korea or to northern Japan from eastern Siberia, though there is abundant evidence of land connections to Asia at this time throughout the islands. It appears that the complete physical separation of the Japanese islands occurred only as recently as 18,000 to 12,000 years ago.
Jomon period (c. 10,000-c. 300 B.C.E.)
Starting about 13,000 years ago, when the Japanese climate began to warm, beautiful local pottery traditions—characterized by complex impressions made by twisted cords or sticks on the outside of pots before baking—abruptly appeared at various locales. Such ceramics eventually became commonplace throughout the islands. The Jomon people (named for this distinctive "cord-marked" ceramic style) were probably the direct descendants of the people of the previous Paleolithic traditions. They were very successful at hunting, fishing, and gathering, and because of the numerous rivers and rugged coastlines, they were largely sedentary. Shell mounds all over the islands indicate how extensively the ocean and rivers were exploited by Jomon people. The Jomon pottery eventually came to show distinctive regional styles, suggesting the existence of rather well-defined cultural groups and local folk traditions.
Yayoi (c. 300 B.C.E.-c. 300 C.E.)
About two thousand years ago, a distinct break occurred in the archaeological record. In Kyushu, the southernmost main island of Japan, bronze from the Korean peninsula and a newer style of earthenware pottery appeared, and iron smelting was developed. These changes characterize the Yayoi period, named after the district in modern Tokyo where certain artifacts were first discovered. The Yayoi period also saw the beginning of Japanese-style intensive irrigated wet-rice cultivation, which became the main means of subsistence for almost everyone on the islands. This agrarian rice-based economy—with basically the same kind of farming practices—would persist until Japan's westernization in the late nineteenth century.
However, controversy surrounds the origins of this culture. The Yayoi people may have come from overseas and replaced the earlier Jomon people (as evidenced by the presence of many new technologies from abroad). For many years, Japanese archaeologists have assumed this to be true, with the implication being that the Jomon people are the ancestors of modern Ainu, and modern Japanese are the descendants of those who migrated from the Asian mainland during the Yayoi and Kofun periods. However, a majority of archaeologists feel that the record probably indicates a gradual but direct continuity from Jomon people to early, but historically identifiable, Japanese, with any migration from the mainland blending in with the local cultures. In either case, by the end of the Yayoi period, certain institutional structures were in place—a division of labor, the accumulation of prestige and luxury goods by particular individuals, and the rise of complex political organizations—which created a more stratified society, allowing for the development of a full-fledged Japanese state in the Kofun period.
https://www.ebsco.com/research-starters/history/japan-ancient-world
A teacher evaluates students' work after a reading-and-writing sequence based on the text. The rubric includes: identification of main ideas, use of textual evidence, organization of information, appropriate vocabulary, clarity of explanation and revision after feedback. Based on this assessment instrument, judge the statements below as True (T) or False (F).
(__)The rubric is appropriate because it makes the assessment criteria explicit.
(__)The rubric allows the teacher to assess reading comprehension, language use, organization of information and improvement in the writing process.(__)Rubrics should replace feedback with ranking, since they are used only for final classification.
(__)Revision after feedback should be avoided because it compromises the reliability of the assessment.
The correct sequence is:
Durante o desenvolvimento de um projeto artístico em sala de aula, uma professora acompanha continuamente o percurso dos estudantes: observa os esboços em andamento, dialoga sobre as escolhas de cada um, devolve comentários que apontam avanços e fragilidades e reorganiza as propostas seguintes a partir do que percebe. Sua intenção não é atribuir uma nota final ao trabalho concluído, mas obter informações, ao longo do processo, que permitam regular o ensino e apoiar a aprendizagem de cada aluno enquanto ela ainda acontece.
A modalidade de avaliação descrita denomina-se:
Leia o Caso Fictício I para responder à questão.
Caso Fictício I: Ana, professora do 5º ano do Ensino Fundamental, organizou seu plano de ensino respaldando-se em princípios da teoria construtivista de aprendizagem, em que consta a sequência didática explicitada a seguir.
UNIDADE I – O sujeito e seu lugar no mundo – Sequência Didática
1- Apresentação por parte da professora de uma situação-problema a partir de uma notícia no jornal: “Área ocupada pelas favelas quase triplicou nos últimos 40 anos no Brasil”- a situação pode ser solucionada? De que forma? ...
2- Diálogo entre a professora e os alunos – estabelecer um diálogo com os alunos e entre eles e promover a problematização de dúvidas, questões e reflexões relacionados ao tema.
3- Comparação entre os diferentes pontos de vista – a professora registra os diferentes pontos de vista e promove a discussão em grupo.
4- Estudo em grupos dos objetos de conhecimento: dinâmica populacional, território, redes, população.
5- Conclusão – a partir da discussão do grupo e de suas contribuições, a professora sistematiza as conclusões.
6- Generalização – com as contribuições do grupo e as conclusões obtidas, a professora estabelece as leis, os modelos interpretativos ou os princípios que se deduzem deles.
7- Exercício de memorização – os alunos realizam atividades de memorização que lhes permitam lembrar os resultados das conclusões ou generalizações.
8- Avaliação – na classe, todos os alunos respondem as perguntas e fazem os testes durante o tempo de duas horas.
9- A professora comunica aos alunos os resultados obtidos.
Adaptado de uma situação apresentada por A. Zabala. Aprática educativa: como ensinar [livro eletrônico]. Porto Alegre: Penso, 2014.
À luz da proposta de sequência didática apresentada pela professora Ana (Caso Fictício I), analise as assertivas a seguir.
I- A sequência didática da professora Ana não favorece o desenvolvimento de relações interativas na sala de aula, por não apresentar propostas de atividades articuladas e situações que favoreçam diferentes formas de se relacionar e de interagir dos estudantes.
II- O desenvolvimento de relações interativas na sala de aula encontra fundamento na zona de desenvolvimento proximal, que vê o ensino como um processo de construção compartilhada de significados.
III- A sequência didática da professora Ana contempla atividades que favorecem uma relação interativa positiva entre professora alunos, alunos-alunos, alunos-conteúdos.
É CORRETO o que se afirma apenas em: