Cipriano Luckesi, em sua obra “Avaliação da Aprendizagem Es...
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Ano: 2026
Banca:
Ápice Consultoria
Órgão:
Prefeitura de Sobrado - PB
Prova:
Ápice Consultoria - 2026 - Prefeitura de Sobrado - PB - Professor A |
Q4217894
Pedagogia
Cipriano Luckesi, em sua obra “Avaliação da
Aprendizagem Escolar: estudos e proposições”,
desenvolve uma crítica contundente à chamada
“pedagogia do exame” e propõe a substituição da
função classificatória da avaliação por uma função
diagnóstica, articulada a um projeto pedagógico
emancipatório. O autor estabelece relações entre
avaliação, planejamento, erro, democratização do
ensino e compromisso ideológico, defendendo
uma prática docente crítica e construtiva.
Considerando os fundamentos apresentados na
sua obra “Avaliação da Aprendizagem Escolar:
estudos e proposições”, analise as afirmações a
seguir.
I. A “pedagogia do exame”, criticada por Luckesi, caracteriza-se pela centralização dos processos de ensino nas provas e nos resultados de aprovação/reprovação, deslocando o foco da aprendizagem significativa e transformando a avaliação em instrumento de ameaça, controle e disciplinamento social dos educandos, a serviço de um modelo conservador de sociedade.
II. Segundo Luckesi, a conversão da função da avaliação de diagnóstica para classificatória representou um empobrecimento da prática pedagógica, pois, ao invés de subsidiar decisões para o avanço do educando, a avaliação passou a estigmatizá-lo por meio de registros definitivos, sendo esse processo exemplificado pelo autor quando critica a utilização de médias aritméticas que mascaram deficiências em conteúdos essenciais.
III. Luckesi propõe que a superação do autoritarismo na avaliação escolar prescinde de um posicionamento pedagógico claro e explícito, bastando que o professor domine técnicas rigorosas de elaboração de instrumentos de medida, como testes referenciados a critério, para que a avaliação assuma, por si mesma, uma função diagnóstica e democratizante.
IV. O autor estabelece que a avaliação diagnóstica, para que efetivamente sirva à democratização do ensino, exige a definição prévia de um padrão mínimo necessário de aprendizagem a ser atingido por todos os educandos, em contraposição ao sistema de médias mínimas de notas, pois este último permite aprovações sem que o aluno tenha dominado conteúdos essenciais, comprometendo sua formação para o exercício da cidadania.
V. Luckesi entende que o erro, na prática escolar, deve ser tratado como fonte de castigo e culpa, pois somente a punição e a exposição pública da fragilidade do educando são capazes de gerar nele o medo necessário para que se discipline e se dedique aos estudos, garantindo assim a eficiência do processo ensino-aprendizagem.
Considerando as formulações de Luckesi presentes nos capítulos analisados, conclui-se que está correto o que se afirma em:
I. A “pedagogia do exame”, criticada por Luckesi, caracteriza-se pela centralização dos processos de ensino nas provas e nos resultados de aprovação/reprovação, deslocando o foco da aprendizagem significativa e transformando a avaliação em instrumento de ameaça, controle e disciplinamento social dos educandos, a serviço de um modelo conservador de sociedade.
II. Segundo Luckesi, a conversão da função da avaliação de diagnóstica para classificatória representou um empobrecimento da prática pedagógica, pois, ao invés de subsidiar decisões para o avanço do educando, a avaliação passou a estigmatizá-lo por meio de registros definitivos, sendo esse processo exemplificado pelo autor quando critica a utilização de médias aritméticas que mascaram deficiências em conteúdos essenciais.
III. Luckesi propõe que a superação do autoritarismo na avaliação escolar prescinde de um posicionamento pedagógico claro e explícito, bastando que o professor domine técnicas rigorosas de elaboração de instrumentos de medida, como testes referenciados a critério, para que a avaliação assuma, por si mesma, uma função diagnóstica e democratizante.
IV. O autor estabelece que a avaliação diagnóstica, para que efetivamente sirva à democratização do ensino, exige a definição prévia de um padrão mínimo necessário de aprendizagem a ser atingido por todos os educandos, em contraposição ao sistema de médias mínimas de notas, pois este último permite aprovações sem que o aluno tenha dominado conteúdos essenciais, comprometendo sua formação para o exercício da cidadania.
V. Luckesi entende que o erro, na prática escolar, deve ser tratado como fonte de castigo e culpa, pois somente a punição e a exposição pública da fragilidade do educando são capazes de gerar nele o medo necessário para que se discipline e se dedique aos estudos, garantindo assim a eficiência do processo ensino-aprendizagem.
Considerando as formulações de Luckesi presentes nos capítulos analisados, conclui-se que está correto o que se afirma em: