Questões de Concurso
Sobre educação e filosofia em pedagogia
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I. A escola é uma instância de luta pela transformação da sociedade, participando dos processos sociais — contraditórios — de reprodução e transformação.
II. Nem a educação e, consequentemente, nem a escola são neutras, estando a ação educativa comprometida com alguma perspectiva filosófico-política.
III. A escola é neutra quanto às perspectivas ideológicas, pois os currículos, a seleção dos conteúdos, os procedimentos de ensino e os livros didáticos são gratuitos.
IV. A educação deve ter por objetivo a elevação cultural dos educandos através do processo de continuidade e ruptura cultural.
V. A escola é impotente para tal, razão pela qual não pode ser utilizada na perspectiva de preparar os caminhos da nova sociedade.
Assinale a alternativa correta:
Quais atividades pedagógicas são mais adequadas para o desenvolvimento das dimensões filosófica, antropológica e social aplicadas à Educação Física e ao esporte?
Os fundamentos filosóficos da Educação Física podem ser compreendidos à luz do pensamento de Paulo Freire sobre a educação libertadora, como um(a)
Sobre a Pedagogia Histórico-Crítica, Saviani pensou em denominá-la de pedagogia revolucionária e de pedagogia dialética. Porém, entendeu que Pedagogia Histórico-Crítica era o nome mais adequado, pois, por um lado, contemplava o aspecto crítico desprezado pelas pedagogias não críticas (pedagogia tradicional, escolanovismo e tecnicista) e a dimensão histórica que era desconsiderada pelas teorias crítico-reprodutivistas (Educação enquanto aparelho ideológico do Estado, educação enquanto teoria da escola dualista e educação entendida como violência simbólica). E, por outro, considerava as determinações sociais e o compromisso com a classe trabalhadora, que são indispensáveis a uma teoria educacional transformadora.
Referência: SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações. 11.ed. Campinas: Autores Associados, 2013.
Nesta direção, considerando a Pedagogia Histórico-Crítica, analise as afirmativas estabelecendo (V) VERDADEIRO ou (F) FALSO, em seguida assinale a única alternativa que apresenta a ordem CORRETA, de cima para baixo.
( ) Segundo Saviani (2013), a tarefa a que se propõe a Pedagogia Histórico-Crítica em relação à educação escolar implica: identificação das formas mais desenvolvidas em que se expressa o saber objetivo produzido historicamente, reconhecendo as condições de sua produção e compreendendo as suas principais manifestações, bem como as tendências atuais de transformação; conversão do saber objetivo em saber escolar, de modo que se torne assimilável pelos alunos no espaço e tempo escolares; provimento dos meios necessários para que os alunos não apenas assimilem o saber objetivo enquanto resultado, mas apreendam o processo de sua produção, bem como as tendências de sua transformação.
( ) Para Saviani (2013), as teorias educacionais que convencionou chamar de “crítico-reprodutivistas”, captam de modo mecânico e unidirecional a determinação da sociedade sobre a educação, acabam por dissolver a especificidade da educação e, por insuficiência dialética, eliminam as contradições do interior da escola, reduzindo-a a um espaço onde os interesses dominantes se impõem de forma, por assim dizer, absoluta. Por isso, a competência técnica no interior das escolas é interpretada como estando sempre a serviço dos interesses dominantes.
( ) Em Pedagogia Histórico-Crítica: primeiras aproximações, Saviani (2013) aponta que o educador que queira colocar-se na perspectiva da “emergente classe trabalhadora” não necessariamente precise romper com a velha concepção de cultura (a enciclopédico-burguesa). Isso implica desobedecer, quebrar as regras estabelecidas, ousar aplicar do livre arbítrio para comer ou não comer do fruto da “árvore da ciência do bem e do mal”, negando, assim, a inocência paradisíaca que reina na escola capitalista.
( ) Para Saviani (2013), o viés positivista, vinculando a objetividade à neutralidade e descartando a universalidade do saber, relaciona-se ao processo de desistoricização que caracteriza essa concepção. A historicização, pois, em lugar de negar a objetividade e a universalidade do saber, é a forma de resgatá-las. Paradoxalmente, portanto, foi justamente a subordinação do saber objetivo aos interesses burgueses que conduziu o positivismo a proclamar a neutralidade do saber como condição de sua objetividade.
( ) Na Pedagogia Histórico-Crítica (PHC), que nasce inicialmente como Pedagogia Crítico-Reprodutivista, Saviani (2013) aponta que a questão educacional é sempre referida ao problema do desenvolvimento social e das análises críticas das classes. A vinculação entre interesses populares e educação é explícita. Os defensores da proposta desejam a transformação da sociedade. Se este marco não está presente, não é da Pedagogia Histórico-Crítica que se trata. Portanto, o caráter de classe da Pedagogia Histórico-Crítica está explícito. E na PHC, a socialização do saber elaborado é a tradução pedagógica do princípio mais geral da socialização dos meios de produção. Ou seja, do ponto de vista pedagógico, também se trata de socializar o saber elaborado, pois este é um meio de produção.
GATTI, Bernardete Angelina. Pós-modernidade, educação e pesquisa: confrontos e dilemas no início de um novo século. Psicologia da educação, São Paulo , n. 20, p. 139-151, jun. 2005 . Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S1414-69752005000100008&ln g=pt&nrm=isoAcessos em 20 fev. 2026. MASSUCATO, Jaqueline Cristina; AKAMINE, Aline Aparecida; AZEVEDO, Heloisa Helena Oliveira de. Formação inicial de professores na perspectiva histórico-crítica: por quê? Para quê? Para quem?. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 12, n. 46, p. 130–144, 2012. DOI: 10.20396/ rho.v12i46.8640076. Disponível em: https://periodicos.sbu. unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640076. Acesso em: 20 fev. 2026.
Nesta direção, considerando a Pedagogia Histórico-Crítica, analise as afirmativas, e estabeleça a única alternativa CORRETA, destacando (V) VERDADEIRO e (F) FALSO acerca das considerações sobre Modernidade, Pós-Modernidade, Educação, Formação de Professores(as) e Construção de conhecimentos, conforme discussões em Gatti (2005), Massucato, Akamine e Azevedo (2012) .
( ) A Modernidade caracteriza-se como a era da racionalidade, a qual fundamenta não só o conhecimento científico como as relações sociais, as relações de trabalho, a vida social, a própria arte, a ética, a moral. Além disso, cria condições de verdade que enclausuram a própria razão e que geram formas de poder e homogeneízam contextos e pessoas, impondo-se como instrumento de controle. Críticas abrem-se contra essa razão que se põe como absoluta e objetiva. As técnicas e a tecnologia assumem papel de destaque, buscando-se o que funciona bem, sendo a ciência positivada sua base. A homogeneidade é o ideal de referência, e com isso aplainam-se as diferenças, em favor de um geral e um universal abstrato. Porém, instala-se na Modernidade uma crise, uma contradição histórica, que se traduz nas rupturas trazidas, quer pelas formas cotidianas do existir, fazendo emergir a necessidade de consideração das heterogeneidades, das diferenças, das desigualdades gritantes, quer pelas fissuras lógicas nas ciências
( ) Pós-moderno designaria uma ruptura com as características do período moderno. No entanto, o termo tem sido usado cada vez com maior frequência e vem sendo empregado para traduzir a posição do saber nas sociedades mais desenvolvidas, posição que se delineia nos cenários atuais, cibernético-informáticos, informacionais e comunicacionais. Desvela, portanto, a tentativa de traduzir as mudanças de estatuto dos saberes e da forma de produzir o conhecimento.
( ) A transição foi realizada em torno da Modernidade/Pós-Modernidade, o que demonstra estarmos integralmente no solo da Pós-Modernidade. Ambas se encontram numa relação de superação, eliminando a ocorrência de fato da deslegitimação das instituições da modernidade e a transição realizada traz questões sobre legitimidade dos símbolos, das identidades e das interpretações construídas ao longo da modernidade e, consequentemente, de seu discurso educacional. Esse evento preenche vazios culturais, éticos e representacionais, nas relações de trabalho, que podem/são ocupados por doutrinas econômico-sociais ou religiosas, cujos impactos são certos e causam tensões. As incertezas e as ambivalências sócio-econômico-culturais e institucionais deixam margem a um non sense.
( ) A multiplicação e a fragmentação dos conhecimentos rebatem na Educação, mas os currículos também perderam a sua boa sustentação no discurso científico da Modernidade, com seus conhecimentos tomados como um saber objetivo, indiscutível. Além disso, o volume e a constante mudança em conhecimentos e áreas de saber traz para os currículos escolares um notório favorecimento para as subjetividades.
( ) Uma nova gestalt é necessária para novos modos de questionar a realidade, os processos sócio-educativos, e para a condução de pesquisas que nos aproximem de compreensões mais adequadas desses processos, das decalagens e disrupturas. A corrida mundial em busca de novos currículos educacionais e de uma formação ao mesmo tempo polivalente e diversificada de professores, as propostas de transversalidade de conhecimento em temas polêmicos mostram que a área educacional encontra-se no meio desse movimento em busca de alternativas formativas. Faz-se urgente pensar nas questões educacionais e na formação dos docentes de forma mais integral, de modo a reivindicar a análise das contradições, pois, ao mesmo tempo em que se exalta e se luta historicamente pela educação escolar, outros demais movimentos subjacentes buscam esvaziá-la e retirar o que é de sua essência, ou seja, o que é condição sine qua non para a sua existência: a disponibilização e transmissão refletida de conhecimentos, do saber sistematizado e da cultura.
Em "Escritos sobre a Educação", Vitor Paro faz uma reflexão sobre Gestão Escolar, Ética e Liberdade. O autor argumenta que: “Pela forma como devem entrelaçar-se as múltiplas dimensões do educativo na realidade escolar, é possível afirmar com segurança que a relação da gestão escolar com a ética e com a liberdade se dá, privilegiadamente, por via da educação a que ela, como mediação, deve visar”.
PARO, Vitor Henrique. Escritos sobre educação. São Paulo: Xamã, 2001, p.50.
Nessa perspectiva, sobre a concepção de gestão, ética, liberdade e educação, NÃO é possível afirmar:
A partir dessa perspectiva crítico-dialética, analise as assertivas a seguir:
I - Para Adorno, a educação deve priorizar a adaptação dos indivíduos às exigências sociais vigentes, pois a estabilidade social é condição necessária para evitar a barbárie.
II - A formação (Bildung), na perspectiva adorniana, implica desenvolvimento da autonomia crítica, capaz de resistir à massificação cultural e às formas de dominação presentes na sociedade.
III - Adorno compreende a educação como instância neutra, separada das determinações históricas e econômicas que estruturam a sociedade moderna.
IV - A crítica adorniana à indústria cultural aponta que os processos educativos podem ser capturados por mecanismos de padronização e semiformação (Halbbildung).
V - A emancipação, para Adorno, resulta exclusivamente do acesso técnico à informação, independentemente da reflexão crítica sobre a realidade social.
Assinale a alternativa CORRETA:
De acordo com uma concepção dialética, teoria e prática
A partir do texto, assinale a alternativa correta:
(__)O princípio da escola inclusiva pressupõe que todas as crianças devem aprender juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que possam apresentar.
(__)A Declaração de Salamanca enfatiza que a educação de pessoas com necessidades especiais é um dever exclusivo da família, devendo o Estado prover apenas subsídios financeiros.
(__)O conceito de necessidades educacionais especiais passou a focar nas limitações individuais do aluno, abandonando a análise das barreiras existentes no ambiente escolar.
(__)A Educação para Todos visa a universalização do acesso à educação básica e a promoção da equidade, garantindo que as necessidades básicas de aprendizagem sejam atendidas.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I – O desafio de compreender e explicar o processo de construção do conhecimento vem permeando a preocupação dos filósofos desde os tempos mais remotos.
II – Diante dos limites houve a mobilização da comunidade científica, a partir do século XX, para ampliação de olhares e perspectiva diferenciadas, dando origem aos novos campos do conhecimento.
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) impacta diretamente a inclusão social e o acesso ao mercado de trabalho, podendo contribuir para a redução da desigualdade social. Assim pensando, qual metodologia de ensino é mais recomendada para a Educação de Jovens e Adultos (EJA)?
À luz da concepção histórico-crítica assumida pela rede municipal e expressa na Proposta Curricular do Município de Itapoá (2022), essa afirmação: