Questões de Concurso
Sobre educação e filosofia em pedagogia
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Apesar das muitas variantes que atravessam o complexo das ideias pedagógicas no Brasil, suas linhas fundamentais se fixaram em algumas tendências básicas que marcaram a organização das escolas, assim como a concepção e a atuação dos educadores.
SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 2. ed.
Campinas, SP: Autores Associados, 2008, p. 446.
No que tange à história das concepções pedagógicas, julgue (C ou E) o item a seguir.
Nessa vertente de compreensão, marque a alternativa com os dados coerentes para completar o sentido do enunciado.
Na medida em que esta visão “bancária” anula o poder criador dos educandos ou o minimiza, estimulando sua ingenuidade e não sua criticidade, satisfaz aos interesses dos opressores: para estes, o fundamental não é o desnudamento do mundo, a sua transformação.
(Paulo Freire. Pedagogia do oprimido, 2011)
Segundo Paulo Freire, destaca-se como uma medida de enfrentamento contra a educação “bancária” a
Wanderson Flor do Nascimento. Entre apostas e heranças: contornos africanos e afro-brasileiros na educação e no ensino de filosofia no Brasil. Rio de Janeiro: Nefi, 2020, p. 31.
De acordo com as ideias de Wanderson Flor do Nascimento, a ancestralidade, opondo-se à colonialidade, pode
MATTHEWS, M. R. História, Filosofia e Ensino de Ciências: A tendência atual de reaproximação. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 12, n. 13, p. 164 – 214, 1995 (adaptado).
A partir do texto, indique a alternativa na qual é possível identificar a abordagem histórica defendida por Schwab.
“Minha preocupação é que tenham em mente que ensinar é mostrar. Mostrar não significa doutrinar. Significa dar informação, mas também mostrar como compreendê-la e analisá-la, como raciocinar e questionar essa informação. (...) Não obriguem seus alunos a memorizar coisas, não serve. O que se impõe pela força é rejeitado e, em pouco tempo, esquecido. (...) Ponham como meta ensiná-los a pensar, a duvidar, a se fazerem perguntas. Não os julguem pelas respostas; elas não são verdade. A busca deles pela verdade será sempre relativa. As melhores perguntas são as que as pessoas vêm repetindo desde os tempos dos filósofos gregos. [...] O quê? Como? Quando? Onde? Por quê? (...) Existe uma missão que gostaria que vocês executassem: (...) despertar seus alunos para a dor da lucidez”.
ARISTARAIN, A. Lugares comunes. Television espanhola, Argentina-Espanha, 2002.
No que diz respeito à atitude docente defendida pelo protagonista do filme, um professor de Física, que busca a promoção da autonomia dos seus estudantes e que considera a Física como construção humana, deve
A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.
Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021
Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.
Hans Jonas pensa a natureza a partir de seu valor intrínseco, deduzido do esforço autoafirmativo da vida, considerado por ele como o testemunho mais evidente do seu próprio valor: se a vida quer viver, é porque viver é um bem e, se é assim, é também um valor e emite um apelo de dever, cuja audiência está no ser humano, o único capaz de ouvir um tal apelo. Além disso, para Jonas, se só o ser humano pode se responsabilizar, então isso significa que ele só se realiza plenamente quando assume essa tarefa. E é assim que a responsabilidade diante da natureza se torna a alternativa mais radical ao niilismo: se a tecnologia tem sido uma espécie de fuga e de negação do mundo, a ética da responsabilidade é um convite a um novo vínculo com o Planeta.
OLIVEIRA, J. Como Hans Jonas nos ajuda a compreender a crise do meio ambiente? Uma conversa entre três filósofos. Disponível em: https://www.anpof.org.br/comunicacoes/entrevistas/. Acesso em: 14 jun. 2024 (adaptado).
Considerando a diversidade de identidades e de filiações ideológicas de seus estudantes, nesse caso, uma proposta de intervenção pedagógica coerente com o texto-base é
SEVERINO, A. J.; SEVERINO, E. S. Ensinar e aprender com pesquisa no ensino médio. São Paulo: Cortez, 2012.
Nesse sentido, o professor de Filosofia que vise à promoção da autonomia discente em suas aulas deve
Não é mentira! Eles viram espíritos mesmo e sabem conter a queda do céu!. Nossos ancestrais sabem fazer esse trabalho desde o primeiro tempo. Se não o tivessem feito, a abóbada celeste já teria despencado sobre nós há muito tempo. Mas apesar de todos esses esforços o céu continua instável e frágil, à mercê dos espíritos dos xamãs mortos que sempre querem recortá-lo.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu. Palavras de um xamã Yanomami. Tradução de Beatriz Perrone-Moisés. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
Para que o fragmento textual acima, sobre a cosmogonia Yanomami, seja considerado sob a perspectiva decolonial, um docente do Ensino Médio deverá abordá-lo em sala de aula como uma

PRANDI, R. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
Em uma abordagem didático-filosófica do texto, ao se interpretar o papel de figuras como Olorum, Orixanlá e dos outros Orixás, espera-se que os estudantes compreendam