Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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Durante uma formação sobre a BNCC em Ciências da Natureza, o coordenador pediu que o grupo comentasse o documento.
O Professor I iniciou a discussão: — Quando leio a BNCC de Ciências, não vejo só uma lista neutra de conteúdos. É um texto que seleciona certos modos de explicar corpo, ambiente e matéria como legítimos na escola. Quando isso vira currículo, acabamos formando um certo tipo de estudante de Ciências, que aprende a se reconhecer dentro dessa maneira específica de organizar conceitos e modelos, enquanto outras formas de se perceber e de perceber o mundo vão ficando em segundo plano.
O Professor II acrescentou: — Concordo que o currículo produz esse tipo de sujeito, mas me preocupo também com a história dessas escolhas. A forma como a BNCC seleciona determinados temas, fala de tecnologia e quase não traz certos saberes do trabalho ou da comunidade está ligada a disputas sobre o que conta como conhecimento escolar. As explicações que aparecem ali foram sendo construídas ao longo do tempo por grupos, instituições e interesses, e tratá-las como naturais pode apagar essa trajetória e as desigualdades envolvidas.
Por fim, o Professor III comentou: — Eu entendo de forma mais direta. A BNCC de Ciências organiza o que os estudantes precisam aprender em cada ano: observar fenômenos, fazer experiências simples, registrar resultados e chegar às explicações mais gerais. Se seguimos essa sequência de conteúdos e habilidades, eles vão acumulando informações confiáveis e confirmam, nas atividades práticas, as explicações que a ciência apresenta. Para mim, o currículo é esse plano bem estruturado que orienta passo a passo o que ensinar em cada etapa.
A relação entre as falas dos professores e as concepções de currículo e de ciência é caracterizada como:
I. O componente está estruturado em eixos organizadores que refletem práticas de uso da linguagem (Oralidade, Leitura, Escrita, Conhecimentos Linguísticos e Dimensão Intercultural), rompendo com a linearidade de focar apenas na gramática descritiva.
II. As unidades temáticas mantêm uma base comum ao longo dos quatro anos (6º ao 9º ano), porém as habilidades a elas associadas são progressivamente ampliadas e complexificadas a cada ano de escolaridade.
III. As habilidades propostas servem como referência para que os currículos locais estabeleçam suas metas, desde que as especificidades regionais sejam subordinadas aos objetos de conhecimento nacionais.
Após análise, conclui-se que é correto o que se afirma em:
Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles, como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos.
CANDIDO, Antonio. Direito à literatura. In CANDIDO, Antonio. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1979.
A concepção de literatura como uma necessidade universal capaz de humanizar e servir como instrumento de desmascaramento das injustiças sociais fundamenta o trabalho integrativo de saberes no currículo escolar. Nesse contexto, a principal contribuição da literatura em conjunto com outros saberes para a formação integral do aluno reside em
Iniciando sua carreira docente e tendo recentemente chegado em uma instituição de educação infantil, a professora P. começou o planejamento das atividades para o primeiro semestre. Tendo em mãos um exemplar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), P. se deparou com o seguinte código alfanumérico: EI02TS01.
Formado por um conjunto que intercala sequencialmente dois pares de letras e dois pares de números, tal código na BNCC corresponde à informação sobre
I. As metodologias ativas, quando articuladas ao trabalho com leitura e escrita, deslocam o estudante da posição de executor de tarefas escolares para a condição de sujeito que investiga problemas, interpreta informações, negocia sentidos, elabora registros e produz textos em função de demandas comunicativas situadas.
II. Os projetos de leitura e escrita vinculados à comunidade ampliam a função social da linguagem, pois possibilitam que os gêneros textuais sejam trabalhados não apenas como estruturas formais, mas como práticas discursivas orientadas por finalidade, interlocução, contexto de circulação e responsabilidade autoral.
III. A construção de pontes entre escola e comunidade, no âmbito das metodologias ativas, favorece a integração entre currículo, território e experiência social dos estudantes, permitindo que a leitura e a escrita sejam mobilizadas como instrumentos de pesquisa, participação, intervenção e produção de conhecimentos socialmente significativos.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em:
Fonte: Elaborado com IA.
Considerando a leitura da charge, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o debate sobre tecnologias digitais na educação, analise as afirmativas a seguir.
I. Na situação A, a presença do projetor como recurso didático já caracteriza uma prática pedagógica inovadora, pois a incorporação de tecnologias digitais ao ambiente escolar rompe, por si mesma, com a lógica transmissiva de ensino.
II. Em consonância com a BNCC, o uso pedagógico das tecnologias digitais deve favorecer a autoria, a colaboração, a investigação, a criatividade e o protagonismo dos estudantes, articulando o acesso à informação à produção crítica de conhecimentos.
III. Na BNCC, a cultura digital orienta a integração das tecnologias ao currículo sobretudo como estratégia de acesso, organização e comunicação de informações, cabendo à escola priorizar o uso eficiente dos recursos digitais pelos estudantes.
IV. A abordagem apresentada na Situação B aproxima-se da perspectiva de cultura digital defendida pela BNCC, pois propõe que os estudantes utilizem tecnologias para investigar problemas reais, produzir soluções e participar ativamente de práticas colaborativas de aprendizagem.
V. A familiaridade cotidiana dos estudantes com dispositivos e ambientes digitais favorece o uso autônomo de recursos tecnológicos e desloca a mediação docente para a escolha de ferramentas, tornando subsidiária a problematização epistemológica, ética e crítica das práticas digitais.
Após análise, conclui-se que estão corretas:
I. Os conteúdos escolares não se limitam à transmissão de informações conceituais, pois abrangem também procedimentos, habilidades, atitudes, valores e modos de relação com o conhecimento, devendo ser articulados às finalidades formativas da educação.
II. A organização dos conteúdos no planejamento didático deve considerar os objetivos de ensino, os conhecimentos prévios dos estudantes, a relevância social dos saberes e a relação entre métodos, avaliação e aprendizagem.
III. Na perspectiva didática contemporânea, os conteúdos procedimentais e atitudinais devem ocupar posição subordinada aos conteúdos conceituais, uma vez que a função precípua da escola consiste em assegurar a apropriação sistemática dos conhecimentos científicos historicamente elaborados.
Após análise, conclui-se que está correto o que se afirma em: