Questões de Concurso
Sobre currículo e diversidade em pedagogia
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( ) O uso de palestras com pais e entes do Conselho Tutelar sobre convivência familiar, participação da criança na família, bem como nas atividades que a família desenvolve e sua diferença de trabalho infantil é uma forma de ampliar e melhorar a grade curricular para atender a diversidade cultural dos estudantes e dos anseios da sociedade. ( ) O uso de oficinas, trabalhando com rótulos e embalagens, discutindo os aditivos químicos, e partindo-se da análise da alimentação cotidiana, não se faz adequado para o entendimento de conceitos e bases sobre química elementar. ( ) Trabalhar o ensino da matemática por meio do uso do Orçamento Familiar do Campo, através de levantamento de dados, confrontando-se com a cidade, é uma forma de estimular e ampliar não somente noções elementares e aprofundadas de matemática, mas também de estatística, economia doméstica e gestão familiar de recursos. ( ) Resgatar expressões locais próprias e classificá-las dentro das gerações mostrando, a diferença da linguagem formal, porém trabalhando a valorização das duas linguagens, é uma forma inteligente e participativa de se entender a cultura local, bem como, e principalmente, de se estudar a língua portuguesa.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando estratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão situadas;
II. Decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos componentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem;
III. Selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-pedagógicas diversificadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se necessário, para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de socialização etc.;
IV. Construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de processo ou de resultado que levem em conta os contextos e as condições de aprendizagem, tomando tais registros como referência para melhorar o desempenho da escola, dos professores e dos alunos;
Estão CORRETAS:
As adaptações curriculares significativas tratam-se da possibilidade de modificarem objetivos, conteúdos em sua essência e em sua sequência de apresentação (1ª parte). As adaptações curriculares significativas são indicadas apenas para alunos com distúrbios de aprendizagem, sem nenhum outro comprometimento (2ª parte). As adaptações curriculares não significativas incluem modificações organizativas nos processos de avaliação do aluno: nos procedimentos de ensino-aprendizagem; na metodologia didática; nas atividades na sala de aula; e, excepcionalmente, modificação nos objetivos específicos de disciplinas (3ª parte). As adaptações curriculares não significativas são recomendadas apenas para alunos com necessidades especiais severas, principalmente porque não representam modificação substancial na programação escolar prevista para o grupo de alunos em geral (4ª parte).
A sentença está:
Um currículo construído na perspectiva da Educação Integral precisa dar respostas teóricas e práticas para o por quê, o quê, onde, quando e como ensinar e avaliar aprendizagens. Mas não só: estas precisam estar contextualizadas, oferecendo oportunidades para que os alunos se desenvolvam integralmente.
O currículo da Educação Integral tem por objetivo garantir a construção de sentido e significado das aprendizagens para os estudantes. Este currículo deve ser capaz de articular três elementos: a visão de desenvolvimento integral como objetivo das aprendizagens, o uso de metodologias mais ativas para manter o interesse e a curiosidade dos estudantes, e:
“Conforme Mantoan, uma escola de qualidade desenvolve um projeto pedagógico centrado no aluno como estratégia de permanência e sucesso na escola assegurando aprendizagem a todos os alunos. Este deve ser o objetivo primordial de uma instituição escolar: garantir a aprendizagem a todos os alunos. Entretanto, sabe-se que este é um direito que não vem sendo garantido.
A escola tem se tornado, cada vez mais, produtora do fracasso escolar e pior, atribuindo aos próprios alunos a culpa pelo seu fracasso. Ceccon explica que “na verdade, a escola produz muito mais fracassos do que sucessos, trata alguns alunos melhor do que outros, e convence os que fracassam de que fracassam, porque são inferiores”.
Não se pode atribuir a culpa do fracasso escolar ao aluno ou às condições adversas que porventura ele enfrente. É preciso ter em mente que os alunos são diferentes, que não se pode esperar o mesmo desempenho de todos os alunos, nem tampouco que se interessem pelas mesmas coisas ou que aprendam no mesmo ritmo.”
(www.imprensaoficial.com.br )
Quando for superado o desejo de uniformidade, reconhecendo não só a existência, mas o valor da diversidade, será possível garantir:
Para tratar do tema das relações entre diversidade e currículo, examinemos a Resolução Federal CNE/CEB nº 7/2010. Ela estabelece no art. 41 que “O Projeto Político-Pedagógico da escola e o regimento escolar, amparados na legislação vigente, deverão contemplar a melhoria das condições de acesso e de permanência dos alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades, nas classes comuns do ensino regular, intensificando o processo de inclusão nas escolas públicas e privadas e buscando a universalização do atendimento”. Por sua vez, Moreira e outros (2007) explicitam a concepção de diversidade, no texto “Indagações sobre Currículo”, declarando que “a diversidade é entendida como a construção histórica, cultural e social das diferenças”. Ela ultrapassa as características biológicas, observáveis a olho nu. “Nessa perspectiva, no caso das pessoas com deficiência, interessa reconhecê-las como sujeitos de direitos” e não basta incluir a criança com deficiência na escola regular comum, pois, de acordo com os autores citados, é preciso, também
A incorporação da diversidade no currículo deve ser entendida não como uma ilustração ou modismo. Antes, deve ser compreendida no campo político e tenso no qual as diferenças são produzidas, portanto, deve ser vista como um direito. Ao tratar do tema currículo e diversidade, Moreira (2007) afirma que a relação diversidade-currículo se defronta com um dado a ser equacionado: os(as) educandos(as) são diversos também nas vivências e no controle de seus tempos de vida, trabalho e sobrevivência, gerando uma tensão entre
Ao abordar o tema das relações entre diversidade e currículo, convém examinar o Art. 29 da Resolução Federal CNE/CEB no 4/2010. Ele estabelece que “A Educação Especial como modalidade transversal a todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, é parte integrante da educação regular, devendo ser prevista no projeto político pedagógico da unidade escolar.” Por outro lado, Moreira e outros (2007) explicitam a concepção de diversidade, no texto “Indagações sobre Currículo”. Declaram que “a diversidade é entendida como a construção histórica, cultural e social das diferenças”. Ela ultrapassa as características biológicas, observáveis a olho nu. “Nessa perspectiva, no caso das pessoas com deficiência, interessa reconhecê-las como sujeitos de direitos” e entender como se construiu e se constrói historicamente o olhar social e pedagógico sobre sua diferença. Os autores declaram, então, “não será suficiente incluir a criança com deficiência na escola regular comum”, porque, também, é preciso realizar
O objetivo proposto nos parâmetros curriculares nacionais para o ensino religioso é valorizar o pluralismo e a diversidade cultural presentes na sociedade brasileira, facilitando a compreensão das formas que exprimem o transcendente na superação da finitude humana e que determinam, subjacente, o processo histórico da humanidade. Por isso necessita:
I. Propiciar o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso, a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do educando;
II. Subsidiar o educando na formulação do questionamento existencial, em profundidade, para dar sua resposta devidamente informada;
III. Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais;
IV. Facilitar a compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas;
VI. Possibilitar esclarecimentos sobre o direito à diferença na construção de estruturas religiosas que têm na liberdade o seu valor inalienável.
Dos itens acima:
I- Desempenha distintas missões em diferentes níveis educativos. II- Reflete os conflitos de interesse da sociedade e valores dominantes que regem os processos educativos. III- É a expressão das forças e interesses que gravitam em torno do sistema educativo. IV- É aberto, plural e multicultural e neutralizador de relações de poder.
Assinale a alternativa correta: